segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

UMA RÁPIDA SUBIDA NO HUMORISMO

Oi!!!

Fechando o mês, o link de utilidade pública que eu vou deixar aqui é o do Asilo Lar do Idoso. Lá vai:

http://www.leitequente.com/index.php?pgID=5129

Bom, hoje a gente vai dar uma olhada no ator, roteirista e teatrólogo brasileiro Fábio Porchat.

Ele nasceu aqui no Rio, em 01 de Julho de 1983, mas a família dele se mudou logo depois pra São Paulo, onde ele foi criado.
O Fábio sempre pensou em se dedicar ao humorismo. E quando era criança, era fã do seriado mexicano El Chavo del Ocho (famoso no Brasil com o título de Chaves).
Mas, na pós-adolescência, ele foi fazer o curso da Escola Superior de Propaganda e Marketing.
Em 2002, o Fábio se apresentou no Programa do Jô fazendo um número humorístico. E na ocasião, ele chamou a atenção de alguns diretores da Globo, acabando por ser contratado.
Então, ele se mudou de volta pro Rio, onde se formou como ator pela Casa de Arte das Laranjeiras.
Também em 2002, o Fábio teve a 1ª experiência como ator de cinema, no curta-metragem Bruesil.
Pouco depois, ele se tornou roteirista do programa humorístico Zorra Total, no qual também aparece eventualmente como ator.
Então, em termos de idade, o Fábio realmente foi uma exceção: com menos de 20 anos, ele já era um humorista reconhecido na TV Brasileira.
Em 2004, ele começou a namorar a atriz Patrícia Vázquez.
Eles se casaram em 2010 e tão juntos até hoje.
O Fábio também escreveu e dirigiu várias comédias teatrais, nas quais ele também trabalhou como ator. E uma marca registrada dele é se apresentar nas peças calçando chinelos.
Ele diz que a condição básica pro humorista conseguir trabalhar é ter a simpatia do público.
Guardando-se as devidas proporções de diferença, o Fábio parece seguir mais ou menos o mesmo estilo de comédia usado pelos atores Felipe Pinheiro e Pedro Cardoso ao longo dos anos 80 e início dos 90. Claro que não é exatamente a mesma coisa (até porque nem é a mesma época). Mas, até onde eu pude perceber, passa perto.
O Fábio teve até agora 7 trabalhos como ator no cinema e televisão (além de vários trabalhos como ator de teatro) e 2 como roteirista.
Curiosamente, ele é um dos humoristas que se aproximam mais tranquilamente do meio GLBT.
Lá vai o link pro site oficial do Fábio:

http://www.fabioporchat.com.br/

Hoy hablaremos un poquito del actor, guionista y hombre de teatro brasileño Fábio Porchat.
El nació en Rio de Janeiro, el 1 de Julio de 1983. Pero su familia se fue a vivir en São Paulo poco después.
Fábio siempre pensó en ser un humorista un día. Y cuando era chiquito, era un gran fan del serial mexicano El Chavo del Ocho (aquí en Brasil, lo llamamos Chaves).
Pero, en sus tiempos de jóven adulto, él empezó el curso de la Escola Superior de Propaganda e Marketing.
En 2002, Fábio hizo una pequeña presentación humorística en el show televisivo Programa do Jô. Y eso gustó mucho a algunos directores de la TV Globo, que lo contractaron.
Así, él regresó a Rio de Janeiro (donde se queda la matriz de la Globo) y tuvo su formación como actor en la Casa de Arte das Laranjeiras.

La prima volta di Fábio come film attore è stata nel cortometraggio Bruesil (2002).
Dopo questo, lui è diventato un soggettista del commedia programa Zorra Total, dove alle volte lo vediamo anche come attore.
Quindi, parlando della sua età, Fabio è stato davvero un’eccezione: quando aveva meno di 20 anni, era già un noto comico della TV Brasiliana.
Nel 2004, lui ha cominciato una relazione con l’attrice Patrícia Vázquez.
Loro sono sposati nel 2010 e sono ancora insieme.
Fábio è stato anche il soggettista, direttore e attore di tantissime commedie teatrali. E negli show teatrali, ha sempre le sue infradito con sé.

Fábio says the basic condition for a comedian being able to work is having the audience’s sympathy.
Well, in some way he seems to follow the same theater comedy style used by the Brazilian actors Felipe Pinheiro and Pedro Cardoso throughout the 80s and in the early 90s. Of course it’s not the very same thing (even because it’s not the same time). But as far as I can gather, it’s similar to that.
Fábio has been a TV and Cinema actor for 7 times and a scriptwriter for 2 times to now. And don’t forget his several times as a theater actor.
Curiously, he is one of the Brazilian humorists who have the easiest approach to the LGBT audience.
You guys can click on the 2nd link above to visit his official website (in Portuguese).

Até Fevereiro!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

MAIS UMA VOZ A FAVOR DOS DIREITOS GLBT ENTRE OS MUÇULMANOS

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no ativista gay paquistanês Adnan Ali.

Ele nasceu no Paquistão, em 1972.
O Adnan diz que desde criança sempre se sentiu mais atraído por homens do que por mulheres.
Mas o 1º namorado dele foi um rapaz que ele conheceu quando tinha 13 anos e estudava num colégio de Lahore. O rapaz em questão tinha 15 anos e estudava no mesmo colégio.
A coisa não durou muito tempo: quando os pais do Adnan descobriram uma carta do rapaz endereçada a ele, deram uma surra nele e afastaram ele do namorado.
Ele continuou sendo mal visto pela família, embora fosse praticamente ele sozinho quem sustentava a casa, trabalhando num hotel em Islamabad.
Em 1996, o Adnan conseguiu uma bolsa pra fazer um curso de teatro na Inglaterra. E aproveitou a oportunidade pra deixar o Paquistão.
Na Inglaterra, ele se juntou à comunidade gay muçulmana que encontrou lá e, 3 anos depois, inspirado na ONG Al-Fatiha, destinada a ajudar os muçulmanos homossexuais, bissexuais e transexuais que se encontram em problemas, ele fundou uma instituição do mesmo tipo, chamada Imaan.
Devido a essa atitude, o Adnan foi condenado à morte pelos líderes religiosos do Paquistão se um dia voltar pra lá.
Isso não chega a ser surpreendente, pois ele diz que no Paquistão, governado por leis muçulmanas, a homossexualidade geralmente é punida com a morte. E em alguns casos, nem fica se sabendo o que aconteceu com o cadáver.
Apesar disso, o Adnan diz que não se intimida com o ódio dos fanáticos paquistaneses e que vai continuar seguindo o caminho que seguiu até agora.
De qualquer forma, ele afirma que o problema não vem só dos muçulmanos, mas também dos próprios gays: quando ele se apresenta a alguém que não é hétero e revela que é gay & muçulmano, a pessoa quase sempre se espanta.
Isso também não chega a surpreender, já que, como a comunidade muçulmana não é tão extensa no Brasil, a imagem que a maioria dos brasileiros têm dos praticantes dessa religião é a imagem dos muçulmanos orientais, que demonstram ser radicais, fanáticos, fundamentalistas...

Atualmente, o Adnan mora aqui no Brasil, onde não encontra o mesmo tipo de homofobia que encontrava no Paquistão. Mas ele lembra que, embora punições físicas contra homossexuais não sejam comuns entre muçulmanos ocidentais, ainda assim a homossexualidade raramente é aceita por líderes muçulmanos brasileiros. Em maior ou menor grau, eles sempre falam alguma coisa contra.
Mesmo assim, inegavelmente, a quantidade de muçulmanos que saem do armário vem aumentando cada vez mais no Ocidente. Aí vão os links pra posts que eu fiz sobre alguns outros:

Abdellah Taïa

http://ultracecgb.blogspot.com/2011/11/o-1-escritor-marroquino-declarar-que-e.html

El-Farouk Khaki

http://centrogb.blogspot.com/2009/11/caminhada-de-um-muculmano-gay.html

Faisal Alam

http://ultracecgb.blogspot.com/2011/12/reunindo-muculmanos-que-nao-sao-heteros.html

Today we’ll talk a little about an LGBT activist from Pakistan: Adnan Ali.
He was born in 1972.
As a boy, Adnan already thought males were more interesting than females.
He met his 1st boyfriend when he was 13 and studied at a school in Lahore. The lad was 15 and studied at the same school.
Things didn’t go ahead: Adnan’s parents found a letter which his boyfriend had sent to him, spanked him because of that and forced him to leave the guy.
His family has hated him since then. But they forget he supported them by working at a hotel in Islamabad.
In 1996, Adnan got a scholarship to a theater course in England. And he took this opportunity to leave Pakistan and move to a better country.

Adnan ha aderito alla comunità musulmana gay che ha trovato in Inghilterra. E nel 1999, lui ha fondato un’istituzione chiamata Imaan, basata sull’ONG Al-Fatiha, che aiuta i musulmani omosessuali, bisessuali e transessuali che sono nei guai.
Per questo, lui è stato condannato a morte dai capi religiosi musulmani di Pakistan se lui torna lì un giorno.
Veramente, ciò non sorprende, visto che Pakistan è governato dalle leggi islamiche e, così, l’omosessualità è spesso punita con la morte lì. E in alcuni casi, nemmeno si sa cosa è successo al cadavere dell’omosessuale.
Anche così, Adnan dice che non si fa intimidire dall’odio fanatico di questi pakistani e che continuerà a seguire lo stesso percorso seguito finora.

Adnan dice que, para un gay musulmán, el prejuicio no viene solamente de los musulmanes, pero también de los gays: GLBTs que no son musulmanes se quedan asombrados cuando encuentran uno que es gay & musulmán.
En Brasil se puede entenderlo: puesto que hay pocos musulmanes acá, cuando se habla en esa gente, los brasileños casi siempre pensamos en la imagen común de los musulmanes orientales: radicales, fanáticos, fundamentalistas...
Actualmente, Adnan vive en Brasil, donde no hay el mismo tipo de homofobia que hay en Pakistán. Pero él nos recuerda que, aunque el castigo corporal contra los GLBTs no sea común entre los musulmanes occidentales, la homosexualidad rara vez es aceptada por los líderes musulmanes en Brasil. De modo directo o indirecto, ellos siempre hablan algo en contra de nosotros.
A pesar de ello, no se puede negar que la cantidad de musulmanes que se declaran gays en público está cada vez mayor en Occidente. Y uds pueden clicar sobre los enlaces arriba para ver posts que hablan de 3 entre ellos: Abdellah Taïa, El-Farouk Khaki y Faisal Alam.

Até mais!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DEPOIS DE LER ISSO, CONCLUA SE VALE A PENA OU NÃO TER FILHOS

Oi!!!

No outro dia, eu estava navegando por aí e esbarrei com um site cristão que falava contra os gays.
Como 99% dos textos cristãos que mencionam o assunto, ele fazia aquela mediazinha:

“Nós não somos contra as pessoas homossexuais, mas sim contra os atos que elas praticam.”

Bom, essa cantilena hipócrita todos nós já vimos várias vezes por aí, né? E eu só digo hipócrita porque, acompanhando a continuação do discurso de quem fala isso, você logo vai ver que ele vai começar a falar contra as PESSOAS homossexuais, e não só contra os ATOS, como eles dizem que fazem.
Mas outra média que eu vi eles fazerem nesse tal site cristão era uma declaração mais ou menos assim:

“Os homossexuais fazem mal à sociedade porque eles não têm filhos e dizem que não têm a obrigação de ter. Mas embora uma pessoa não tenha a obrigação de ter filhos, ela tem o dever de ter, pra manter a procriação da sociedade.”

Bom, além de hipocrisia, isso é um simples joguinho de palavras, né? Tiraram a palavra OBRIGAÇÃO e botaram a palavra DEVER, pra dar uma maquiagem nova à frase.
E quanto à “procriação da sociedade”, não se preocupem: ela nunca esteve ameaçada. Apesar de toda a divulgação sobre os métodos anti-contraceptivos, toda hora a gente fica sabendo de algum parente, amigo, conhecido, colega de trabalho ou vizinho que vai ser pai (ou mãe) sem ter planejado. E inclusive, essa pessoa está sempre preocupadíssima, porque não tava esperando por um filho agora.
Então, ninguém precisa se preocupar com esse assunto: com a costumeira falta de cuidado que os héteros têm com a vida sexual deles, eles vão continuar sendo os reprodutores da espécie pra sempre.
Mas já que tocamos no assunto, agora vou falar com você que pretende, voluntariamente, ter filhos.
Antes de seguir em frente, você tem que pensar MUITO nas consequências do que quer fazer. Aliás, dê uma clicada nesses 2 links e veja posts que eu escrevi em que falo sobre o assunto:

http://ultracecgb.blogspot.com/2011/08/coisas-em-que-um-homem-deve-pensar.html

http://ultracecgb.blogspot.com/2011/06/as-consequencias-de-se-ligar-alguem-que.html

Relendo esses 2 posts eu vejo que ‘vidão’ que eu perdi por não ter tido filho, hein!rsrsrs
Eu estou com 36 anos. Vou fazer 37 esse ano. E hoje eu vejo o quanto eu fui sábio por nunca ter tido filhos... Na verdade, isso é simplesmente uma confirmação, porque desde adolescente eu já sabia que o resultado de não ter filhos seria bom.
Mas, se, mesmo depois de ter lido esses 2 posts e refletido sobre eles, ainda assim você quiser ter filhos, vá em frente. Só não reclame das consequências depois.
Eu só vou ser contra se você ainda tiver menos de 25 anos. Aí, por mais que você queria ter filhos e por mais que você tenha condições de criar e sustentar um filho, eu posso afirmar que ainda não tá na hora. Espere pelo menos os 30 anos se aproximarem mais um pouco. Infância, adolescência e pós-adolescência não são épocas pra ter filho. Ter um filho nessas faixas etárias pode destruir a vida de uma pessoa.

Já sei que alguém vai perguntar:

“Como assim ‘infância’?”

Ué! Dê uma pesquisada aí pela Internet que você vai encontrar casos de meninas de até 9 ou 10 anos grávidas.
Aí eu pergunto aos cristãos que falam tanto contra nós:

O que faz mais mal à sociedade? Uma pessoa que, de acordo com vocês, cometeu o nefando pecado de não ter filhos? Ou uma pessoa que destruiu a vida dela (ou pelo menos passou perto disso) botando um filho nu Mundo ainda na infância ou na adolescência?

Fica aí algo pra refletir.
Como os 2 posts que eu usei como referência acima tão só em Português, vou deixar esse aqui só em Português também.

Até mais!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

OS ‘RABOS PRESOS’

Oi!!!

No post de hoje eu vou falar sobre um inconveniente muito grande que a gente encontra no mercado de trabalho e que, se a gente não tomar certos cuidados, podem até fazer a gente perder o emprego. Eu me refiro aos rabos presos.
Talvez essa expressão não seja tão comum em algumas regiões do Brasil, embora a situação seja. Então vou traduzir.
Sabe aquela criatura que faz o que quer e bem entende no ambiente de trabalho e nunca é mandada embora pelo patrão? Pois é. Isso acontece porque o patrão deve algum favor àquela criatura, porque ele deve algum favor a alguém ligado àquela criatura, porque aquela criatura é protegida de algum ‘poderoso’, porque aquela criatura sabe de algum podre do patrão...
A expressão ‘rabo preso’ no mercado de trabalho define essa incapacidade do patrão de mandar um empregado embora, por mais que esse empregado faça merda no ambiente de trabalho.
E com situações assim, se você não tomar cuidado, você é que acaba se ferrando. Porque se você bater de frente com um colega de trabalho e se o seu patrão tiver algum rabo preso com esse seu colega de trabalho, se alguém tiver que rodar nessa história, esse alguém vai ser você. Por mais certo que você esteja e por mais errado que o outro lado esteja.
A melhor forma de evitar isso é ir se informando aos poucos sobre as situações ao seu redor sempre que você chega num ambiente novo de trabalho. Pergunte quem são os funcionários que tão lá há mais tempo, veja se o patrão não leva em conta os erros que esses funcionários cometem, preste atenção se esses funcionários têm mais liberdade do que o comum pra fazer certas coisas no ambiente de trabalho... Se é por aí que a coisa tá andando, preste mais atenção NESSES funcionários específicos e se informe mais sobre eles. Porque isso aí são pequenos indícios (claro que SÓ por isso ainda não dá pra afirmar nada) de que o patrão não pode mandar eles embora.
Se for mesmo esse o caso, evite bater de frente com esses funcionários se surgir alguma discordância com eles. Porque, como eu disse, se tiver algum problema mais sério no futuro, quem vai ser mandado embora não vão ser eles.
Então, se você tem um colega de trabalho nessas condições, finja que não viu certas coisas que ele fez e finja que não ouviu certas coisas que ele disse. Pelo menos se você quiser continuar trabalhando ali.
É claro que tudo tem limites. Se ele tiver cometido alguma agressão contra você, aí é outra história. Aí você deve ir pra delegacia mais próxima pra registrar uma ocorrência. Mas se ainda não chegou a esse ponto, aí você vai ter que se fazer de cego e surdo algumas vezes.
E se você descobrir que esse colega de trabalho tá fazendo alguma coisa ilegal no ambiente de trabalho, não cometa o erro de ir avisar o patrão. Porque o patrão não vai acreditar (ou vai fingir que não vai acreditar) no que você diz e você ainda vai perder o emprego. O máximo que você pode fazer nesse caso é ligar pro Disque-Denúncia e fazer uma denúncia anônima.
Então, sabendo manipular as situações, você consegue não ser atingido por essa criatura.
Quem sai mais prejudicado com isso, na verdade é a própria instituição. Porque quem faz uso daquela instituição acaba passando a olhar torto pra ela por causa daquele funcionário específico.
Eu vou dar 2 exemplos de situações assim que aconteceram comigo. Só não vou dizer o nome das instituições porque tem pessoas lá que não têm nada a ver com isso, né?
Quando eu tava cursando o Ensino Médio, eu estudei numa escola da Tijuca que ocupa um espaço que atravessa um quarteirão de um lado a outro. Então, ela tem 2 saídas, uma pra Rua Visconde de Itamarati e outra pra Avenida Maracanã.
Bom, tinha lá uma professora de Português e Literatura chamada Marielze que passava mais da metade do tempo de aula simplesmente sem trabalhar. Ficava perguntando aos alunos qual era o time de cada um, quem era casado, quem não era...
Quando a aula era sobre Literatura, dava pra ver que ela não entendia porra nenhuma do assunto, porque explicava tudo errado.
Ainda por cima, quando ela corrigia as provas, somava os pontos todos errados e dava as médias erradas pros alunos.
E quando surgia o assunto ‘homossexualidade’ em sala, ela sempre fazia questão de falar que os homossexuais são anormais e de comparar os homossexuais com marginais.
Talvez alguém teja pensando que eu podia denunciar ela por falar isso em público. Mas tem 2 questões aí:
Em 1º lugar, isso foi nos anos 90. E que eu saiba, naquela época ainda não existiam leis específicas pra punir alguém por discriminação de orientação sexual (se fosse hoje, é claro que eu ligava pro Dique-Denúncia).
Em 2º lugar, se eu fosse à direção ou à coordenação pra reclamar dela, provavelmente não ia adiantar nada, porque provavelmente era um caso de rabo preso.
Vamos ver por quê:
Ela fazia questão de falar em alto e bom som que era a professora mais antiga daquela escola. E aquela escola faz parte de uma rede que tem filiais em vários bairros do Rio. Inclusive tinha outra filial também na Tijuca, na Rua Marquês de Valença, que já fechou.
Pois é. Eu estudei nessa filial da Marquês de Valença. E aí vi que TODOS os professores que trabalham nessa rede de escolas trabalham em 2 ou 3 filiais dela... Mas essa tal de Marielze trabalhava só na Visconde de Itamarati.
Aí é só a gente ligar os pontos, né? Se ela era a professora mais antiga de lá, se ela trabalhava só lá e se ela tinha liberdade pra fazer o que quisesse e bem entendesse lá, é óbvio que algum administrador daquela filial tinha algum rabo preso com ela: não podia mandar ela embora.
Então, mesmo que alguém fosse reclamar dela com o diretor ou com o coordenador, não ia dar em nada.
E o outro exemplo que eu vou dar é de um curso de Italiano que eu fiz, que tem a sede na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio.
Tinha lá uma professora chamada Udine que era a unanimidade em antipatia pra todos no curso.
Eu nunca fui aluno dela. Mas 99% dos meus colegas que foram alunos dela tinham horror a ela. E os outros professores também não iam muito com a cara dela.
Bom, o que eu vi, pelo menos, foi uma vez que uma outra professora tava dando aula, evidentemente na própria sala dela, e aí começou a tocar o CD do livro que ela tava usando, pros alunos irem lendo o texto e ouvindo ao mesmo tempo. É uma prática comum em qualquer curso de língua, né?
Bom, aí, do nada, a tal de Udine quase arrombou a porta sala e entrou aos berros, de dedo na cara da outra professora, mandando ela parar de tocar o CD porque o barulho tava incomodando ela!
E com os alunos dela, pelo que eu fiquei sabendo, a coisa não era muito diferente disso, não.
Eu também soube que todo dia alguém ligava pro curso pra reclamar de alguma coisa que ela fazia. Mas a resposta da secretária que atendia era sempre a mesma:

“Deve ter havido algum equívoco porque a Professora Udine é uma excelente professora e nós não temos nada o que reclamar dela. Bom dia!”

E batia o telefone.
Então, parece ser um caso de rabo preso também.
Bom, esses 2 exemplos que eu dei comprovam que, se você esbarra com alguém que tem as ‘costas quentes’ numa instituição, não adianta você ir reclamar com o administrador da instituição (principalmente se for uma instituição particular).
A conclusão à qual a gente chega é basicamente o que eu disse lá em cima: se essa criatura ainda não chegou a falar nem fazer nada muito sério contra você, finja que você não tá vendo nem ouvindo; se já aconteceu alguma coisa mais séria, aí procure uma delegacia ou ligue pro Disque-Denúncia, mas não perca o seu tempo tentando falar com o administrador da instituição.
Vou deixar esse texto só em Português porque me parece um problema mais específico da gente aqui, né?

Bom, até mais!

domingo, 22 de janeiro de 2012

ODUDUA e OGUM

ODUDUA


De uma forma parecida com Xangô, Odudua foi um rei humano antes de começar a ser cultuado como deus.
Até algumas tribos muçulmanas do Oeste da África se consideram descendentes dele enquanto era rei.
Embora algumas tradições mencionem Odudua como uma das divindades mais antigas, que já existiam desde o início do Mundo, isso é questionável.
Os mitos e lendas que afirmam isso, de acordo com alguns estudiosos, parecem ter sido deturpados ao longo dos séculos. E o próprio Pierre Verger não reconhece muitos mitos originais africanos que mencionem Odudua como uma divindade do início do Mundo.
Bom, a maior parte dos mitos mencionam ele como uma divindade que, embora fique no mesmo nível que todos os deuses e deusas comuns, não aceita Oxalá como Divindade Superior. E talvez isso explique o fato do culto de Odudua ser raro no Brasil: o grande prestígio que Oxalá tem por aqui entre os candomblecistas, umbandistas e até alguns católicos pode fazer com que eles vejam com maus olhos uma divindade que se opõe a Oxalá.
O sexo de Odudua às vezes é um tanto indefinido: em alguns mitos e lendas ele aparece como um deus masculino; em outros, como uma deusa feminina.
Alguns supõem que isso se deve à fusão de 2 divindades, uma masculina e outra feminina, chamadas igualmente de Odudua (o Odudua masculino seria o rei divinizado mencionado acima e a Odudua feminina seria uma deusa da terra). E que, a partir de algum momento, passaram a receber culto como se fossem a mesma divindade. Mas também não há certeza disso.
Como se vê, é um pouco difícil definir esse deus. Mas, como a maior parte das tradições do Candomblé associam ele à terra ou ao encontro da terra com a água, ele pode ser considerado um deus da terra, que é a melhor oferenda pra ele, devendo ser jogada sobre um rio, sobre um lago ou sobre o próprio Mar.
Em Cuba, Odudua adquiriu algumas características de deus da morte. E nessa função, os melhores momentos pra invocar ele são o período de lua nova e o 1º dia de Inverno (quando as energias da morte estão fluindo com mais força na Natureza). E como deus da terra, não há um momento específico pra chamar invocar ele.

In a similar way of Shango’s, Oduduwa was a human king before started being worshipped as a god.
Even some muslim tribes from West Africa see themselves as descendants of this king.
Some traditions mention Oduduwa as one of the deities who were born at the beginning of the World. But the authenticity of these stories is questionable.
According to some historiographers, the myths and legends that tell this seem to have been distorted along the centuries. And Pierre Verger himself doesn’t recognize many African myths which mention Oduduwa as a so ancestral deity.
He stays on the same level of all the common gods and goddesses. But most of his myths state he doesn’t accept Obatala as the Superior Deity. Probably Oduduwa’s worship is so rare in Brazil because of that. Candomblecists, umbandists and even some Brazilian catholics have a great affection for Obatala. Then, they’re supposed to reject a deity who opposes himself to Him/Her.
Oduduwa’s gender isn’t so clear. Some myths portray him as a male deity and some other ones portray him as a female deity.
Some historiographers suppose it happens because there were a god and a goddess named Oduduwa in the past (the god was the already mentioned divinized king and the goddess was a deity of earth). And from some point they started being worshipped as the same deity. But there’s no sure about that.
As you can see, defining this god isn’t so easy. But most of the candomblecist traditions associate him to earth. So he can be seen as a god of earth. And this is the best offering to him. You can throw earth to him on a river, on a lagoon or even on the Sea.
In Cuba, Oduduwa is seen also as a god of death. And in this case the best moments to worship him are the new-moon period and the 1st day of Winter (the energies of death are flowing more strongly in Nature in these moments). And there isn’t a specific moment to worship him as a god of earth.

De una manera similar a la de Changó, Odudúa era un rey humano antes que empezasen a adorarlo como un dios.
A propósito, algunas tribus musulmanas de África Occidental se consideran descendientes de este rey.
Algunas tradiciones mencionan Odudúa como una de las divinidades que nacieron al comienzo del Mundo. Sin embargo, la autenticidad de estas historias es cuestionable.
De acuerdo con algunos historiadores, los mitos y leyendas que lo dicen parecen haber sido distorsionados a lo largo de los siglos. Y hasta mismo Pierre Verger no reconoce muchos de los mitos africanos que mencionan Odudúa como una deidad tan ancestral así.
El se queda en el mismo nivel que todos los dioses y diosas comunes. Pero la mayoría de sus mitos dicen que él no acepta Obatala como la Deidad Superior. Probablemente, el culto de Odudúa es tan poco común en Brasil a causa de eso. Candomblecistas, umbandistas y hasta mismo algunos católicos brasileños tienen un gran afecto por Obatala. Así, es lógico que no les guste mucho una divinidad que Lo/La rechaza.
El sexo de Odudúa no es muy claro. Lo vemos en algunos mitos como un dios masculino y en otros como una diosa femenina.
Algunos historiadores suponen que eso se debe a que hubo un dios y una diosa llamados igualmente Odudúa en el pasado (el dios sería el ya mencionado rey divinizado y la diosa sería una deidad de la tierra). Y a partir de algún momento, comenzaron a ser adorados como la misma divinidad. Pero no se sabe si fue realmente así.
Como se puede ver, la definición de este dios no es tan fácil. Pero la mayoría de las tradiciones candomblecistas lo asocian a la tierra. Así, se puede verlo como un dios de la tierra, que es la mejor ofrenda para él. Se puede echarle la tierra en un río, en una laguna o en el propio Mar.
Algunas tradiciones cubanas muestran Odudúa como un dios de la muerte. Y en este caso, los mejores momentos para adorarlo son el período de luna nueva y el primer día de Invierno (las energías de la muerte están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza en estos momentos). Y no hay un momento específico para adorarlo como un dio de la tierra.

In un modo simile a quel di Shango, Odudua era un re umano prima di essere adorato come un dio.
Anche alcune tribù musulmane dell’Africa Occidentale si considerano discendenti di questo re.
Alcune tradizioni menzionano Odudua come una delle divinità che sono nate all’inizio del Mondo. Ma l’autenticità di queste storie è discutibile.
Secondo alcuni storiografi, i miti e le leggende che lo raccontano sembrano esser stati distorti lungo i secoli. Ed anche Pierre Verger non riconosce molti miti africani che menzionino Odudua come una divinità così ancestrale.
Rimane sullo stesso livello degli dei e dee comuni. Ma la maggior parte dei suoi miti raccontano che lui non accetta Obatala come la Divinità Superiore. Probabilmente, il culto di Odudua è così raro in Brasile a causa di questo. Candomblecisti, umbandisti ed anche alcuni cattolici brasiliani hanno un grande affetto per Obatala. Così, si capisce che non piaccia a loro una divinità che se oppone a Lui/Lei.
Il sesso di Odudua non è così chiaro. Alcuni miti lo mostrano come una divinità maschile e alcuni altri lo mostrano come una divinità femminile.
Secondo alcuni storiografi, questo succede perché c’erano un dio e una dea chiamati Odudua al passato (il dio sarebbe il già citato re divinizzato e la dea sarebbe una divinità della terra). E da un certo punto, hanno cominciato a venerarlo come la stessa divinità. Ma non si sa se questo è vero.
Come potete vedere, definire questo dio non è così facile. Ma la maggior parte delle tradizioni candombleciste lo associano alla terra. Così, può essere visto come un dio della terra, che è la migliore offerta per lui. Si può dare la terra a lui lanciandola su un fiume, su una laguna o addirittura sul Mare.
In Cuba, c’è gente che vede Odudua anche come un dio della morte. E in questo caso, i migliori momenti per adorarlo sono il periodo di luna nuova e il primo giorno di Inverno (le energie della morte scorrono con più forza nella Natura in questi momenti). E non c’è un momento specifico per adorarlo come un dio della terra.

OGUM


Esse é o deus dos metais e da guerra.
De acordo com alguns historiadores, Ogum é uma das divindades mais antigas da Nigéria.
Ao contrário do que muitos podem pensar, já que vários orixás são deuses de rios com nomes iguais aos deles e existe na Nigéria um rio chamado Ogum, o orixá Ogum não é o deus do Rio Ogum. Existe aí simplesmente uma semelhança de nomes.
Como deus dos metais, ele sempre tem que receber um agradecimento em voz alta quando alguém usa qualquer objeto de metal no culto de qualquer outra divindade.
Como deus da guerra, Ogum é a única divindade invencível numa luta física. A única que quase se assemelha a ele é Obá. Mas mesmo ela é derrotada quando luta contra Ogum. E a imagem dele de grande guerreiro que nunca é derrotado aparece em basicamente todos os mitos que mencionam ele.
Como deus da guerra, ele é considerado a mais violenta de todas as divindades, o que deu origem ao ditado:

“Ogum é o orixá que, tendo água em casa, se lava com sangue.”

A ira de Ogum, mencionada em várias tradições do Candomblé, é o expoente máximo da violência dentro do conhecimento da Nigéria Antiga.
Apesar da personalidade tão associada à destruição desse deus, ele sabe perdoar os humanos que cometem erros contra ele. Desde que a pessoa implore o perdão dele com sinceridade e desde que ele entenda que a pessoa errou sem saber o que estava fazendo.
A única coisa que Ogum não perdoa de maneira nenhuma é ser invocado em vão. E por isso, antes de invocar ele, é preciso pensar bem no motivo da invocação e constatar se ela é mesmo necessária.
Por outro lado, ele tem a característica da invocação em extremo, que, pelo motivo já mencionado, só pode ser feita em casos específicos: você pode invocar esse deus em voz alta pedindo que ele destrua um inimigo que está perseguindo você sem parar. Mas isso só pode ser feito se você já tiver tentado todos os outros métodos que conhece pra se livrar daquele inimigo e se aquele inimigo tiver atacado você pela última vez há menos de 7 dias. Se Ogum é invocado em extremo pra destruir esse inimigo, ele destrói. Mas se ele é invocado pra isso e não encontra o inimigo, ele mata a pessoa que invocou ele em vão.
Outro poder dele é desviar a violência: ele pode fazer com que tudo seja destruído num lugar, menos as pessoas dali que são protegidas por ele.
A cidade de Irê, formada por 7 aldeias aglomeradas, é frequentemente mencionada nos mitos de Ogum. E eventualmente ele é mencionado como o rei dessa cidade. Assim, tudo mostra que Irê foi o grande centro do culto desse deus na Nigéria.
Ele tem um desejo sexual insaciável. E de acordo com os mitos, já foi amante de várias deusas, como Oxum, Iemanjá e Obá. E até mesmo mulheres humanas aparecem entre as aventuras dele.
O único relacionamento mais sério de Ogum reconhecido pela maioria das tradições do Candomblé foi com Iansã. Nada menos que 9 filhos nasceram do romance dele com essa deusa.
Quase todas as tradições do Candomblé e da Umbanda falam sobre uma forte rivalidade entre Xangô e Ogum. E as atitudes de um pra provocar o outro são frequentes.
Outra divindade que não baixa a cabeça pra Ogum é Nanã. Essa deusa chega a proibir o uso de metal durante os rituais dela pra não ter que agradecer a Ogum por causa disso.
O melhor lugar pra deixar as oferendas dele são as florestas. E qualquer objeto de ferro pode ser entregue a ele como oferenda.
Os melhores momentos pra invocar Ogum por motivos associados à guerra e à destruição são o período de lua minguante e o 1º dia de Inverno (quando as energias de destruição estão fluindo com mais força na Natureza). E como deus dos metais ele não tem um momento específico pra ser invocado.

Ogoun is the god of metals and war.
According to some historiographers, he is one of the oldest deities of Nigeria.
Many orishas are the deities of the rivers which have their same names. And there’s a river called Ogoun in Nigeria. But Ogoun isn’t the god of the Ogoun River. There’s just a similarity of names in this case.
As the god of metals, he always has to be thanked out loud when someone uses any metal object in the worship of any other deity.
As the god of war, Ogoun is the only deity invincible in a physical fight. The only deity almost similar to him in this aspect is Oba. But even she is always defeated when fights against Ogoun. And his image as the greatest warrior who is never defeated can be seen in basically all the myths that mention him.
He is also seen as the most violent among all the deities. And there’s a saying about that:

“Ogoun is the god who washes himself with blood even if he has water with him.”

Ogoun’s wrath is mentioned at several candomblecist traditions. And it’s the epitome of violence in the knowledge of Ancient Nigeria.
In spite of having a personality so connected to destruction, this god can forgive the humans who do mistakes against him. If the person begs his forgiveness sincerely and if he understands the person did that mistake without knowing what was doing.
The only thing that Ogoun does not forgive in any way is being invoked in vain. And so, before invoking him, you have to think about the reason for the invocation and see if it’s really necessary.
On the other hand, he has the characteristic of the invocation in the extreme. But for the reason mentioned above, it may be done only in specific cases. Anyway, you may invoke this god aloud asking him to destroy an enemy who is persecuting you without stopping. But it may be done only if you have already tried all other known methods to get rid of that enemy and if he attacked you for the last time at most 7 days ago. If Ogoun is invoked in the extreme to destroy that person, he will do that. But if you invoke him in this way and he doesn’t meet the person, he will destroy you.
Another of his powers is controlling the direction of violence: he can destroy everything at a place, except the people protected by him.
A town named Ire was formed by 7 villages connected to each other. And it’s generally mentioned in Ogoun’s myths. Sometimes he is even mentioned as the King of Ire. Then, it shows Ire was the main center of this god’s worship in Nigeria.
He is imagined as an extremely lustful god. And his myths mention him as the lover of several goddesses: Oshun, Yemanja, Oba... And even human women are mentioned as his lovers.
But, according to most of the candomblecist traditions, the only serious love affair he was able to have in all his existence was with Iansan. And he gave birth to 9 children by this goddess.
Almost all the candomblecist and umbandist traditions mention Shango as Ogoun’s greatest rival. And the attitudes of one of them to annoy the other are common in the myths.
Another deity who doesn’t like Ogoun so much is Nana. This goddess even prohibits the use of metal during her rituals for not having to thank Ogoun for that.
The best places to leave his offerings are forests. And any iron object can be given to him as an offering.
The best moments to invoke him for reasons associated to war and destruction are the waning-moon period and the 1st day of Winter (when the energies of destruction are flowing more strongly in Nature). And as the god of metals he doesn’t have a specific moment to be invoked.

Oggun es el dios de los metales y de la guerra.
De acuerdo con algunos historiadores, es una de las deidades más antiguas de Nigeria.
Muchos orishas son las deidades de los ríos que tienen sus mismos nombres. Pero aunque haya un río llamado Oggun en Nigeria, Oggun no es el dios de ese río. Sólo hay una similitud de nombres en este caso.
Siendo él el dios de los metales, cuando alguien utiliza un objeto metálico en la adoración de cualquier otra deidad, hay que agradecer al dios en voz alta.
Como dios de la guerra, Oggun es la única deidad invencible en una pelea física. La única deidad casi similar a él en este aspecto es Obbá. Pero mismo ella siempre es derrotada cuando pelea contra Oggun. Y en prácticamente todos los mitos que lo mencionan se puede ver su imagen como el mayor de todos los guerreros y que nunca es derrotado.
También es visto como el más violento entre todas las deidades. Y hay un dicho al respecto:

“Oggun es el dios que se lava con sangre mismo si tiene agua con él.”

La ira de Oggun es mencionada en varias tradiciones candomblecistas. Y es el exponente máximo de la violencia en la cultura de la Antigua Nigeria.
A pesar de tener una personalidad tan conectada a la destrucción, este dios sabe perdonar los errores que humanos hacen contra él. Si la persona se le pide perdón con sinceridad y si él entiende que la persona hizo aquél error sin saber lo que estaba haciendo.
Lo único que Oggun no perdona de ninguna manera es ser invocado en vano. Y por lo tanto, antes de invocar a él, tienes que pensar en el motivo de la invocación y ver si es realmente necesario hacerla.
Por otro lado, él tiene la característica de la invocación en extremos. Pero, por la razón mencionada anteriormente, se puede hacerla sólo en casos muy específicos. De todos modos, puedes invocar a este dios en voz alta pidiéndole que destruya a un enemigo que te está persiguiendo sin parar. Pero puedes hacerlo sólo si ya has intentado todos los otros métodos conocidos para librarte de ese enemigo y si él te atacó por última vez hace menos de 7 días. Si Oggun es invocado en extremos para destruir a esa persona, él va a hacer eso. Pero si le haces una invocación de este tipo y él no encuentra a esa persona, él destruirá a tí.
Otro de sus poderes es el control de la dirección de la violencia: él puede destruir a todo en un lugar, a excepción de las personas protegidas por él.
Una ciudad llamada Iré, formada por 7 pueblos conectados entre sí, es casi siempre mencionada en los mitos de Oggun. El llega a ser llamado de Rey de Iré algunas veces. Así, se puede creer que Iré fue el gran centro del culto de ese dios en Nigeria.
El es imaginado como un dios muy lujurioso. Y sus mitos lo mencionan como amante de varias diosas: Oshun, Yemayá, Obbá... Y hasta mismo mujeres humanas son mencionadas como sus amantes.
Pero, de acuerdo con la mayoría de las tradiciones candomblecistas, el único romance serio que él fue capaz de tener en toda su existencia fue con Iansán, con quien tuvo 9 hijos.
Casi todas las tradiciones candomblecistas y umbandistas mencionan Changó como el mayor rival de Oggun. Y las actitudes de uno de ellos para molestar al otro son comunes en los mitos.
Otra divinidad a quien Oggun no gusta mucho es Nanán. A propósito, esta diosa prohíbe el uso de metales en sus rituales para no tener que agradecer a Oggun por eso.
El mejor lugar para dejar las ofrendas de Oggun son las florestas. Y podemos dársele cualquier objeto de hierro como ofrenda.
Los mejores momentos para invocarlo por razones asociadas a la guerra y la destrucción son el período de luna menguante y el primer día de Invierno (cuando las energías de destrucción están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza). Y como dios de los metales no hay un momento específico para invocarlo.

Ogun è il dio dei metalli e della guerra.
Secondo alcuni storiografi, è una delle più antiche divinità della Nigeria.
Molti oriscià sono le divinità dei fiumi che hanno i loro stessi nomi. E c’è un fiume chiamato Ogun nella Nigeria. Ma Ogun non è il dio del Fiume Ogun. C’è solo una somiglianza di nomi in questo caso.
Visto che lui è il dio dei metalli, quando qualcuno usa qualsiasi oggetto metallico nel culto di qualsiasi altra divinità, deve ringraziare il dio.
Come dio della guerra, Ogun è l’unica divinità invincibile in uno scontro fisico. L’unica divinità quasi simile a lui in questo aspetto è Obà. Ma anche lei è sempre sconfitta quando combatte contro Ogun. E la sua immagine come il più grande guerriero e che non è mai sconfitto può essere vista in praticamente tutti i miti che lo menzionano.
Lui è anche visto come il più violento tra tutte le divinità. E c’è un detto basato su questo:

“Ogun è il dio che si lava con sangue anche se ha acqua con lui.”

L’ira di Ogun è menzionata per diverse tradizioni candombleciste. Ed è il massimo della violenza nella cultura dell’Antica Nigeria.
Nonostante abbia una personalità così legata alla distruzione, questo dio sa perdonare gli umani che fanno errori contro di lui. Se la persona implora il suo perdono con sincerità e se lui capisce che la persona ha sbagliato senza sapere cosa stava facendo.
L’unica cosa che Ogun non perdona in nessun modo è quando qualcuno lo richiama invano. E così, prima di invocarlo, si deve pensare al motivo del richiamo e vedere se è davvero necessario.
D’altra parte, lui ha la caratteristica dell’invocazione al limite. Ma, per la ragione di cui ho parlato sopra, questo può essere fatto solo in casi molto specifici. In ogni caso, tu puoi invocare questo dio ad alta voce per chiedergli di distruggere un nemico che ti sta perseguitando senza fermare. Ma questo può essere fatto solo se hai già provato tutti gli altri metodi noti per sbarazzarti di quel nemico e se lui ti ha attaccato per l’ultima volta al massimo 7 giorni fa. Se tu richiami Ogun al limite per distruggere quella persona, lui lo farà. Ma se tu lo richiami in questo modo e lui non trova il nemico, lui distruggerà a te.
Un altro dei suoi poteri è il controllo della direzione della violenza: lui può distruggere tutto in un posto, ad eccezione della gente protetta da lui.
Nei miti di Ogun si parla quasi sempre di una città chiamata Irè, formata da 7 villaggi collegati tra loro. Alle volte, lo chiamano anche Re di Irè. Così, si può capire che Irè era il principale centro del culto di questo dio nella Nigeria.
Si parla di lui come un dio molto lussurioso. E i suoi miti lo menzionano come amante di molte dee: Oshun, Yemaja, Obbá... E anche alcune donne umane sono menzionate come amanti sue.
Ma, secondo la maggior parte delle tradizioni candombleciste, l’unica relazione seria che lui ha avuto in tutta la sua esistenza è stata con Iansan. E lui ha avuto 9 figli con questa dea.
Quasi tutte le tradizioni candombleciste e umbandiste menzionano Shango come il principale rivale di Ogun. I miti li mostrano sempre attaccando uno all’altro.
Un’altra divinità che non ama Ogun così tanto è Nana. Questa dea anche vieta l’uso del metallo durante i suoi rituali per non dover ringraziare Ogun per questo.
I migliori posti per lasciare le sue offerte sono le foreste. E qualsiasi oggetto di ferro può essere dato a lui come offerta.
I migliori momenti per invocarlo per motivi connessi alla guerra e alla distruzione sono il periodo di luna calante e il primo giorno di Inverno (quando le energie di distruzione scorrono con più forza nella Natura). E come dio dei metalli non c’è un momento specifico per invocarlo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A COROAÇÃO DO NOSSO 1º IMPERADOR

Oi!!!

O quadro sobre o qual a gente vai falar esse mês é A Coroação de Dom Pedro I, pintado pelo Jean-Baptiste Debret.

O quadro foi pintado em 1828, mas retrata uma situação acontecida em Outubro de 1822, na Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo (que, na época, era conhecida como Capela Imperial), localizada no Centro do Rio de Janeiro.
À estrema direita do quadro, vemos o imperador, sentado no trono, usando a coroa, segurando o cetro e cercado pelos membros do alto clero do Catolicismo Romano.
Ajoelhado diante dele tá o Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, chamado Lúcio Soares Teixeira de Gouveia, jurando fidelidade ao imperador.
À extrema esquerda do quadro, no alto de um camarote, vemos a esposa dele, a Imperatriz consorte Maria Leopoldina de Habsburgo-Lorena, junto com a filha mais velha deles, a Princesa Maria da Glória de Bragança (na época, herdeira direta do trono).
As demais figuras que aparecem no quadro são os nobres da corte e membros do Exército Brasileiro.
Se nota que eles tentaram imitar o máximo possível as cerimônias de coroação das monarquias europeias. Até porque a monarquia do Brasil não era nada mais nada menos do que uma imitação da monarquia de Portugal (inclusive, com a mesma Família Real no trono, né?).
Oficialmente, a monarquia nova tinha sido criada no Brasil em 02 de Setembro de 1822. Aliás, podem clicar aqui pra ver um post sobre o assunto:

http://ultracecgb.blogspot.com/2011/09/assim-comecou-monarquia-nova-no-brasil.html

Mas a coroação do imperador, como já foi dito, foi só no mês seguinte.
Esse reinado não chegaria a durar muito tempo: em Abril de 1831, faltando 5 meses pra completar 9 anos de reinado, o Pedro I abdicou, reconhecendo um dos vários filhos dele como novo imperador.
Do reinado dele participaram 2 imperatrizes consortes: a Maria Leopoldina, que ficou do início do reinado dele (como mostra o quadro) até a morte dela, em 1826; e a Amélie de Beauharnais, mais conhecida no Brasil como Amélia de Leuchtenberg, que se casou com o Pedro I em 1829 e acompanhou ele no trono até a abdicação.

El cuadro de que hablaremos este mes es A Coroação de Dom Pedro I, de Jean-Baptiste Debret.
El cuadro fue hecho en 1828. Y nos muestra la coronación del primer Emperador de Brasil, ocurrida en Octubre de 1822, en la Iglesia Nossa Senhora do Monte do Carmo (conocida entonces como Capela Imperial), en el Centro de Rio de Janeiro.
Pedro I puede er visto en la extremidad derecha del cuadro, sentado en su trono, con su corona sobre la cabeza, con su cetro en la mano y teniendo miembros del alto clero de la Iglesia Católica alrededor.
El hombre delante de él jurando lealtad a él es Lúcio Soares Teixeira de Gouveia, el Presidente del Ayuntamiento de Rio de Janeiro.

Il dipinto qui sopra ci mostra l’incoronazione dell’Imperator Pietro I.
All’estrema sinistra del dipinto, si vede sua moglie, l’Imperatrice Maria Leopoldina d’Absburgo-Lorena, e loro prima figlia, la Principessa Maria da Glória de Bragança (l’erede del trono a quel tempo) in una cabina.
Le persone che possono essere viste dietro la Famiglia Imperiale sono i nobili della corte e i membri dell’Esercito Brasiliano.
Guarda che loro hanno cercato di seguire quanto più possibile le cerimonie di incoronazione delle monarchie europee. Anche perché la monarchia brasiliana è stata né più né meno di un’imitazione della monarchia portoghese (hanno anche avuto la stessa Famiglia Reale).

Officially, the new monarchy was founded in Brazil in September 2, 1822 (and you can click on the link above to see a post about that). But the emperor’s coronation didn’t happen until the following month.
Pedro I replaced the King of Portugal as the 1st Emperor of Brazil. But his reign didn’t go so far: in April 1831 (5 months before his 9th reign anniversary) he abdicated and recognized his son as the new emperor.
There were 2 empresses during his reign: his 1st wife Maria Leopoldina Habsburg-Lorraine and his 2nd wife Amélie Beauharnais (better known in Brazil as Amélia de Leuchtenberg). The 1st one was already married to him before his coronation and would be the empress from then to her death in 1826. The 2nd one married him in 1829 and would be the empress from then to his abdication.

VAMOS RIR, SIM. MAS DANDO O TROCO

E ontem, 18 de Janeiro, foi comemorado o Dia do Riso. Então, vamos rir um pouco. Mas vamos rir dando o troco.
As chamadas “piadas de bicha” eram mais do que comuns entre os humoristas antigos. O Costinha, por exemplo, foi um especialista nelas.

Hoje eu vejo que essas piadas são usadas por homofóbicos pra atacar homossexuais. Pelo menos eventualmente. Então, o que a gente tem que fazer é dar o troco. Nós, gays, devemos começar a contar piadas de homofóbico entre nós também.
Lá vão os links pra algumas:

Os homofóbicos e o gênio

http://centrogb.blogspot.com/2008/06/piada-1.html

O homofóbico que ganhou na loteria

http://centrogb.blogspot.com/2008/07/piada-2.html

O homofóbico e as camisinhas

http://centrogb.blogspot.com/2008/08/piada-3.html

O homofóbico suicida

http://centrogb.blogspot.com/2008/09/piada-4.html

O homofóbico e a jabuticaba

http://centrogb.blogspot.com/2008/10/piada-5.html

O homofóbico que operou os olhos

http://centrogb.blogspot.com/2008/11/piada-6.html

O senso de distância dos homofóbicos

http://centrogb.blogspot.com/2008/12/piada-7.html

Os homofóbicos cornos

http://centrogb.blogspot.com/2009/01/piada-8.html

Os homofóbicos e a cerveja

http://centrogb.blogspot.com/2009/02/piada-9.html

Onde o homofóbico nasceu?

http://centrogb.blogspot.com/2009/03/piada-10.html

O nível de sabedoria de um pai homofóbico

http://centrogb.blogspot.com/2009/04/piada-11.html

O que é um gay homofóbico?

http://centrogb.blogspot.com/2009/05/piada-12.html

Os homofóbicos e a cobra

http://centrogb.blogspot.com/2009/06/piada-12.html

Os pastores homofóbicos

http://centrogb.blogspot.com/2009/07/piada-14.html

O pastor homofóbico e o vibrador

http://centrogb.blogspot.com/2009/08/piada-15.html

O homofóbico no supermercado

http://centrogb.blogspot.com/2009/09/piada-16.html

O escritório do homofóbico

http://centrogb.blogspot.com/2009/10/piada-17.html

Os homofóbicos e o Levítico

http://centrogb.blogspot.com/2009/11/piada-18.html

Como os homofóbicos nascem?

http://centrogb.blogspot.com/2009/12/piada-19.html

Depois disso, só tenho 1 pergunta a fazer a quem gosta de contar “piada de bicha”: sentiu a pressão?
Pois é. Quem com ferro fere...

You guys can click on the links above to see some jokes.

Uds pueden clicar sobre los enlaces arriba para ver algunos chistes.

Voi potete cliccare sui link sopra per vedere alcuni scherzi.

Até a próxima!
E boas risadas!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SOU MAIS “MACHO” QUE MUITO HÉTERO

Oi!!!

Hoje eu ia falar sobre outra coisa, mas me ocorreu aqui uma ideia melhor...
Na verdade, eu já tinha mencionado isso há um tempinho atrás num site que eu frequentava. E hoje, vendo algumas situações, esse assunto se avivou na minha mente.
Vou mandar o texto só em Português porque, embora a gente veja situações parecidas com o que eu vou dizer aqui em outros países, esse texto tem que ser lido do início ao fim pra ser entendido. E se eu dividisse em 3 partes e traduzisse cada parte numa língua, como costumo fazer, os visitantes de outros países não entenderiam direito o que eu quis dizer.
Bom, vocês sabem que muita gente acha que, só porque um homem é gay, ele tem a obrigação de ser mais sensível, tem a obrigação de ter uma visão mais emocional do Mundo e, talvez o mais preconceituoso de tudo, tem a obrigação de pensar da mesma forma que uma mulher pensa.
Ao mesmo tempo, eu vejo muitos homens héteros soltando o famoso bordão “EU SOU É MACHO!!!” quando percebem que se enquadram no oposto disso.
Bom, no entender deles, o que eles chamam de “ser macho” pode ser traduzido como “não fazer o que uma mulher faria naquela situação”. Ou seja: ser sentimental, ser subjetiva, supervalorizar detalhes, chorar à toa... Enfim, as frescuras que são tradicionalmente atribuídas ao comportamento feminino (embora, evidentemente, muitas mulheres passem longe de ter essas frescuras). Ir na contra-mão dessas frescuras é “ser macho”.
Mas aí é que tá a questão: se ISSO é “ser macho”, então eu conheço uma multidão de gays que são “machos”. A maioria dos gays, na verdade, são “machos”.
Os gays que “pensam como mulheres”, que é o que muitos héteros ignorantes pensam que são a maioria entre nós, na verdade são uma minoriazinha. Talvez eles estejam até mais pra transexuais do que pra gays.
E eu posso afirmar que eu sou muito mais “macho” do que muito hétero comedor de mulher que tem por aí. Porque eu não sou sensível (em várias ocasiões, inclusive, já fui chamado de “grosso” só porque não supervalorizei algum detalhe insignificante que tinha acontecido ali), não choro à toa e trato a maioria das situações de forma racional.
Mas eu sou homem e gosto (sexualmente) de homens. Então, sou gay. E sou um dos vários indivíduos que provam que, pra ser gay, não é preciso ser um retardado sentimentalóide.
Não é à toa que, quando um hétero que não está acostumado a conviver com gays começa a conviver mais de perto com a gente, ele solta aquelas exclamações que, pra nós, parecem ridículas:

“Mas vocês nem parecem gays!!!”

“Ninguém diz que vocês são gays!!!”

“Duvido que você seja gay de verdade, porque você se veste que nem homem e fala que nem homem!!!”

Pois é. São comentários ridículos mesmo. Mas pra eles, que têm aquela ideia pré-estabelecida de que os gays são uma imitação escandalosa, vulgar e sentimentalóide das mulheres, é mesmo um certo choque ver que a maioria de nós não são assim.
Ao mesmo tempo, os homens héteros que se emocionam com detalhes, que choram à toa e que ficam cantando louvores às mulheres em prosa e verso porque (assim se diz) elas são mais sensíveis, esses, desde a infância, são confundidos com gays. E não são. Se eles não sentem atração sexual por homens, eles não são gays.
Então, eu já disse e posso repetir: sou mais “macho” do que todos os héteros desse tipo.
Ler isso deve chocar muitos héteros que não estão acostumados a conviver com a gente, né? Mas, antes de mais nada, ler isso deve ser uma facada no estômago de muitos conservadores, que tentam manter na mente das pessoas a imagem de que nós somos mais fracos do que os héteros em termos de personalidade... E consequentemente, inferiores a eles.
Levem em conta principalmente essa última parte do texto quando alguém disser a vocês que os gays têm a obrigação de ser mais sensíveis, que os gays têm a obrigação de ter a mesma sensibilidade que uma mulher ou qualquer outra frase parecida com essas.
Fica aí algo pra refletir.

Até mais!

sábado, 14 de janeiro de 2012

O “OBAMA BRASILEIRO”

Oi!!!

Como vocês devem se lembrar, em Março de 2011, o Presidente Barack Obama veio visitar o Brasil.
Mas vamos dizer que você teja navegando aí pela Internet e esbarre com essa foto:

Aí você vai pensar:

“Ih! Mas ele já tinha vindo ao Brasil no Carnaval de 2010! Até desfilou!”

Realmente, dá pra confundir, né? Mas esse que aparece na foto não é o atual Presidente dos Estados Unidos. Ele se chama Rinaldo Gaudêncio Américo e nasceu aqui no Rio, em 1972.
Desde que começaram as campanhas pra eleição presidencial nos Estados Unidos, em 2008, todo mundo na rua começou a olhar pra ele, comentando sobre a semelhança dele com o então candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, apesar de ser 11 anos mais novo do que ele.
Quando o Barack ganhou a eleição, aí que o Rinaldo incorporou mesmo o personagem do “Obama Brasileiro”, como foi apelidado.
Desde então, ele tem participado de vários eventos se apresentando como esse personagem. Ele já foi até se apresentar no Canadá.
Nas apresentações, o Rinaldo acena pro público, sacode a bandeira dos Estados Unidos, dança e fala:

“Yes, we can!”

No Brasil, ele já se apresentou em alguns desfiles de Carnaval (a foto acima, evidentemente, mostra um deles) e também em algumas paradas gays.
O Rinaldo se apresenta quase sempre de terno. Mas, dependendo do evento, às vezes ele usa uma roupa que imita a bandeira dos Estados Unidos ou (com menos frequência) uma sunga.
Aliás, quando dá entrevistas, ele faz questão de lembrar que não usa enchimento quando se apresenta de sunga: o volume que aparece ali é todo natural.rs
Quando não tá fazendo shows, o Rinaldo, que é casado e tem 1 filho, trabalha como motorista.
Como o Carnaval tá chegando, acho que vamos ver ele por aí com mais frequência nos próximos dias.

Bene, credo che molti di voi sapete già che, nel Marzo del 2011, il Presidente Barack Obama è venuto qui in Brasile per la prima volta.
Ma diciamo che uno di voi sta navigando su Internet e trova la foto sopra.
Forse dirà:

“Guarda! Lui era già andato in Brasile prima, nel 2010! È stato anche in una festa carnavalesca!”

In realtà, uno può pensare che sia lui, vero? Ma quello nella foto non è l’attuale Presidente degli Stati Uniti. Si chiama Rinaldo Gaudêncio Américo, è nato a Rio de Janeiro nel 1972. Ed è il sosia brasiliano più famoso di Barack Obama.

Since the start of the United States Presidential Election in 2008, everybody started looking at Rinaldo on the street and mentioning his physical similarity with the then Democratic candidate for U.S. President. And don’t forget Rinaldo is 11 years younger than him.
When Barack was elected, Rinaldo was basically named “Obama Brasileiro” (“Brazilian Obama”) by Brazilian people. And this character has lived to this day.
Since then, he has been in several popular events presenting as this character. He has even been in popular events in Canada.
On these occasions, he waves to the audience, shakes the U.S. flag, dances and says:

“Yes, we can!”

Con su personaje “Obama Brasileiro”, Rinaldo ya fue visto en desfiles de Carnaval (la foto arriba lo muestra en uno de ellos) y también en marchas del orgullo GLBT.
El es casi siempre visto con un traje de negocios. Pero, en algunas situaciones específicas, también viste una ropa que es una imitación de la bandera de los Estados Unidos o (con menos frecuencia) un traje de baño.
A propósito, siempre que habla en público, Rinaldo hace un punto de decir que no utiliza rellenos en esos trajes de baño: el volumen visto allí es totalmente natural.
Cuando no está trabajando en shows como sosia brasileño del Presidente de Estados Unidos, él, que es casado y tiene 1 hijo, está trabajando como conductor.
Y el próximo Carnaval está llegando... Así, creo que Rinaldo será visto con más frecuencias en shows brasileños en los próximos días.