sábado, 30 de junho de 2012

E ASSIM O TEATRO BRASILEIRO GANHOU UM DOS SEUS GRANDES DIRETORES

Oi!!!


O site de utilidade pública que vou linkar aqui esse mês é o do Inverno Sem Frio. Lá vai:


Bom, hoje a gente vai dar uma olhada no ator, diretor e autor teatral brasileiro Nelson Baskerville.




















Ele nasceu em São Paulo, em 01 de Setembro de 1951.
A mãe do Nelson morreu no parto quando ele nasceu.
Ele tinha 5 irmãos mais velhos. E quando tinha 6 anos, ele foi estuprado por um dos irmãos, chamado Luis Antonio.
Apesar de ser uma situação que traumatizaria a maioria das pessoas, o Nelson nunca teve problemas em falar sobre isso.
Esse irmão dele, mais tarde, se tornaria travesti e passaria a usar o nome de Gabriela.
Quando o Nelson revelou que queria ser ator, o pai dele deu a seguinte resposta: ele podia ir em frente, mas não receberia nem 1 centavo de ajuda do pai.
O Nelson aceitou o desafio. Ele deixou Santos, cidade onde nasceu, e se mudou pra São Paulo, onde se sustentou trabalhando como atendente de uma lanchonete.
Em 1983, ele se formou como ator pela EAD-ECA-USP. E em 1991, ele se formou como professor de teatro pelo Teatro-Escola Célia Helena.
A estreia do Nelson na televisão foi na novela Pedra Sobre Pedra (1992), quando interpretou o personagem Murilo na juventude (o Lima Duarte interpretaria o personagem na velhice).
Em 1994, o Nelson ganhou um personagem de um pouco mais destaque na novela Éramos Seis.
Em 2009, ele teve provavelmente o personagem de mais destaque dele na televisão: o Leandro, da novela Viver A Vida. O personagem era viciado em jogo (embora o tema tenha sido abordado muito superficialmente) e era pai dos gêmeos Jorge e Miguel, interpretados pelo ator Mateus Solano. E aliás, pra quem não viu, lá vai o link de um post sobre ele:


Apesar disso, o Nelson só teve até agora 9 trabalhos na televisão e sempre se dedicou em 1º lugar mesmo ao teatro.
Em 2011, ele apresentou a peça de teatro Luis Antonio-Gabriela, inspirado na vida do irmão.
Enquanto reunia informações pra fazer a peça, o Nelson ouviu algumas coisas curiosas... Por exemplo, um amigo travesti disse a ele que, até os anos 60, pra que um homem conseguisse parceiros sexuais masculinos, ele tinha que ter uma aparência feminina. Então, o travestismo naquela época era quase obrigatório pra qualquer homem que sentisse atração sexual só por homens.
Assim, fica até difícil saber se um homem que se vestia de mulher naquela época fazia isso 100% com as mesmas ideias que um homem que se veste de mulher hoje, né?


Today we’ll talk a little about the Brazilian actor, director, and theater author Nelson Baskerville.
He was born in São Paulo, on September 1st, in 1951.
Nelson’s mother died in childbirth when he was born.
He had 5 elder siblings. And when he was 6 years old he was raped by one of his brothers.
Although such situation would traumatize most of the people, Nelson has never had problems in talking about it.
His brother (then named Luis Antonio) would be a she-male named Gabriela in the future.
When Nelson revealed he wanted to be an actor, his father gave the following answer: he could go ahead, but he wouldn’t receive even 1 cent from the father as a help.
Nelson accepted the challenge. He left Santos (his hometown) and moved to São Paulo city, where he supported himself working as a cafeteria attendant before going ahead with his acting career.


Nelson è laureato come attore presso l’EAD-ECA-USP nel 1983. E nel 1991, lui è laureato come professore di teatro presso il Teatro-Escola Célia Helena.
Il suo primo lavoro televisivo è stato nella telenovela Pedra Sobre Pedra (1992). Lui ha avuto la parte di Murilo giovane (l’attore Lima Duarte avrebbe la parte del personaggio in età avanzata).
Nel 1994, Nelson ha avuto un personaggio un po’ più importante nella telenovela Éramos Seis.
Nel 2009, lui ha avuto probabilmente il suo personaggio più importante in televisione: Leandro, della telenovela Viver A Vida.
Il personaggio era una persona dedita di gioco d’azzardo (ma il problema è stato dimostrato con molta leggerezza) e era il padre dei gemelli Miguel e Jorge, interpretati dall’attore Mateus Solano. E a proposito, il secondo link sopra mostra un post che parla di Mateus.


Aunque ya haya tenido 9 trabajos como actor televisivo, Nelson siempre ha dedicado su carrera más al teatro.
En 2011, él mostró al público el espetáculo teatral Luis Antonio-Gabriela, que tiene como base la vida de su finado hermano Luis Antonio, que se convirtió en el travestí Gabriela.
Mientras que recolectada informaciones para hacer la obra, Nelson supo de algunas cosas interesante... Por ejemplo, un amigo travesti le dijo que, hasta los años 60, para que un hombre pudiera tener sus parejas sexuales masculinas en la sociedad brasileña, tenía que tener una apariencia femenina. Entonces, el travestismo en aquella época era casi obligatorio para cualquier hombre que sintiera atracción sexual solamente por hombres.
Por lo tanto, es difícil saber si un hombre que vestido de mujer en ese momento fue del 100% con las mismas ideas que un hombre que se viste como una mujer de hoy, ¿verdad?

Até mais!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ABAIXO O PROSELITISMO!


Oi!!!

No post abaixo desse aqui, eu encerro os posts que falam especificamente sobre divindades do Candomblé aqui no blog.
Desde Julho do ano passado, a cada mês eu fiz algum post no qual mencionei 2 divindades candomblecistas. Algumas são orixás, outras são voduns.
É claro que existem muitas outras divindades do Candomblé além dessas, como Airá, Ajalá, Ajê Xalugá, Aroni, Badé, Dadá, Dantã, Eguibé, Gunoco, Iemu, Ifá, Navezuarina, Onilé, Oquê, Ori, Orô, Orungã, Ossum, Queviossô, Sobô... Mas creio que, ao longo dos 12 posts que fiz, já mencionei as 24 divindades que recebem culto mais frequentemente nos grupos candomblecistas do Brasil.
A minha religião é o Candomblé. Mas, assim como expliquei há quase 1 ano, eu não tive nem tenho nenhuma intenção de converter ninguém à minha religião contra a própria vontade. Se eu tivesse essa intenção, eu seria pentecostal, né? Não seria candomblecista. Pentecostais (ou pelo menos a quase totalidade deles) é que defendem a conversão forçada de outras pessoas à religião deles. Nós, pagãos, somos contra o proselitismo.
Mas enfim: se você se interessou em conhecer melhor os deuses e deusas que eu mencionei nesses posts, quero dizer que eu apenas fiz uma apresentação deles; se conectar com eles e se aproximar deles está nas suas mãos, não está nas minhas nem está nas de nenhum outro membro da religião (até porque nós não temos nenhum humano mortal com autoridade infalível nem inquestionável na nossa religião). Você pode usar como base as informações que eu dei e, daí pra frente, fazer as suas próprias pesquisas e as suas próprias descobertas. Mas sempre lembrando que é só através da conexão com a Natureza que se chega até os orixás e até os voduns. Eles são divindades que vivem no Fogo, na Água, no Ar e na Terra, e não presas dentro de templos de tijolos e cimento.
E se você não se interessou em conhecer nenhum desses deuses e deusas, não se preocupe. Nada de ruim vai acontecer a você. O máximo que os orixás e os voduns fazem é se mostrar a você. Mas depois que eles se mostram, se aproximar deles ou não é uma escolha inteiramente sua. E eles vão aceitar o que você escolher. Então, se você não simpatiza com o Candomblé, siga em paz na outra religião que você escolheu seguir. Ou, se você escolheu não seguir religião nenhuma, siga em paz no ateísmo também. Procure o caminho em que você se sentir melhor, pois só quem pode saber qual é o melhor caminho religioso pra você é você mesmo.

OXUMARÉ e OXALÁ

 


















OXUMARÉ

Esse/essa é o/a deus/deusa do arco-íris e de todas as coisas coloridas. Assim, é o/a deus/deusa da beleza.
O nome dessa divindade às vezes é grafado com acento agudo, em outras, com acento circunflexo. Assim, existem as formas Oxumaré e Oxumarê.
O sexo dessa divindade é indefinido. Representado/representada como um deus masculino em algumas ocasiões e como uma deusa feminina em outras, ele/ela também é mencionado/mencionada por alguns grupos do Candomblé como uma divindade que é ao mesmo tempo masculina e feminina no mesmo peso e na mesma medida. Ou simplesmente como uma divindade sem sexo.
Não restam dúvidas de que se trata de um vodun, ou seja, uma divindade originária de Daomé. Mas o culto de Oxumaré chegou às proximidades de Oió, onde ele/ela passou a ser considerado/considerada um orixá.
Algumas pesquisas do Pierre Verger levantam a hipótese de que Oxumaré já viveu em forma humana, sendo um sacerdote em Daomé.
Assim, provavelmente ele passou a ser louvado como deus/deusa depois da morte.
Os mitos também mostram Oxumaré se aproximando com facilidade de quem é mais poderoso do que ele/ela. Assim, ele/ela pode ser considerado/considerada o/a deus/deusa da ascensão social.
A melhor oferenda pra ele/ela é qualquer objeto de bronze, que pode ser deixado em qualquer lugar onde haja água potável (devido à associação dele/dela com a chuva e o arco-íris).
O melhor momento pra invocar Oxumaré como deus/deusa da beleza é o 1º dia de Primavera (quando começa a estação em que a Natureza fica mais bela e colorida). E o melhor momento pra invocar ele/ela como deus/deusa da ascensão social é o período de lua-crescente (quando as energias de desenvolvimento estão fluindo com mais força na Natureza).

Oxumare is the god/goddess of rainbow and all colorful things. So, he/she is the god/goddess of beauty.
The gender of this deity is undefined. He/she is portrayed as a male deity now and as a female deity then. Some candomblecist groups mention him/her as a deity who’s male & female at the same time or even as a sexless deity.
There is no doubt that Oxumare is a vodun (a deity from Dahomey). But his/her worship arrived to Oyo where they started seeing him/her as an orisha.
Some of Pierre Verger’s research hypothesize that Oxumare lived as a human being in the past. He is supposed to have been a priest in Dahomey.
His followers presumably started worshipping him as a god/goddess after his death.
The myths also show Oxumare approaching easily who is more powerful than him/her. Thus, he/she can be seen as the god/goddess of social ascent.
The best offering for him/her is any bronze object. And it can be left at any place where there is drinking water (due to his/her connection to rain and rainbow).
The best moment to invoke Oxumare as the god/goddess of beauty is the 1st day of Spring (when Nature starts becoming more beautiful and colorful). And the best time to invoke him/her as the god/goddess of social ascent is the crescent-moon period (when the energies of development are flowing more strongly in Nature).

Oshumare es el/la dios/diosa del arco iris y de todas las cosas con muchos colores. Por lo tanto, él/ella es el/la dios/diosa de la belleza.
El sexo de esta deidad no es definido. El/ella es retratado/retratada como una deidad masculina algunas veces y como una deidad femenina otras veces. Algunos grupos candomblecistas lo/la mencionan como una deidad que es macho & hembra al mismo tiempo, y otros como una deidad sin sexo.
No hay duda de que Oshumare es un vodun (una divinidad de Dahomey). Pero su culto llegó a Oyo, donde empezaron a verlo/la como un orisha.
Algunas de las investigaciones de Pierre Verger muestran la hipótesis de que Oshumare vivió como un ser humano en el pasado. Se supone que fue un sacerdote en Dahomey.
Sus seguidores, presumiblemente, empezaron a adorarlo como un/una dios/diosa después de su muerte.
Los mitos también muestran Oshumare acercarse con facilidad de quién es más poderoso que él/ella. Por lo tanto, él/ella puede ser visto/vista como el/la dios/diosa del ascenso social.
La mejor oferta para él/ella es cualquier objeto hecho de bronce, que se puede dejar en cualquier lugar donde hay agua potable (debido a su conexión con la lluvia y el arco iris).
El mejor momento para invocar Oshumare como el/la dios/diosa de la belleza es el primer día de la Primavera (cuando la Naturaleza comienza a ser más hermosa y colorida). Y el mejor momento de invocarlo/la como el/la dios/diosa del ascenso social es el período de luna creciente (cuando las energías de desarrollo están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza).

Oxumare è il/la dio/dea dell’arcobaleno e di tutte le cose colorate. Così, è il/la dio/dea della bellezza.
Il sesso di questa divinità non è definito. Lo/la mostrano come una divinità maschile ora e come una divinità femminile poi. Alcuni gruppi candomblecisti lo/la mostrano come una divinità che è maschile & femminile allo stesso tempo o anche come una divinità asessuata.
Non c’è nessun dubbio che Oxumare è un vodun (una divinità da Dahomey). Ma il suo culto è arrivato in Oyo, dove hanno iniziato a vederlo come un oriscià.
Alcune delle ricerche di Pierre Verger ipotizzano che Oxumare ha vissuto come un essere umano nel passato. Si suppone che era un sacerdote in Dahomey.
I suoi seguaci presumibilmente hanno iniziato a adorarlo come un/una dio/dea dopo la sua morte.
I miti mostrano anche che Oxumare avvicina facilmente a lui/lei chi è più potente di lui/lei. Così, possiamo vederlo/la come il/la dio/dea dell’ascesa sociale.
La migliore offerta per lui/lei è qualsiasi oggetto in bronzo, che può esser lasciato in qualsiasi posto dove c’è acqua potabile (a causa della sua connessione con la pioggia e l’arcobaleno).
Il momento migliore per invocare Oxumare come il/la dio/dea della bellezza è il primo giorno di Primavera (quando la Natura comincia a diventare più bella e colorata). E il momento migliore per invocarlo/la come il/la dio/dea dell’ascesa sociale è il periodo di luna crescente (quando le energie di sviluppo scorrono più forte in Natura).
  

















OXALÁ

Nos mitos originais africanos, a Divindade Suprema, Superior a tudo o que existe, já existiu e ainda existirá, é chamada de Olodumare (ou Olorum), deixando claro que Ele/Ela não interage diretamente nas coisas que acontecem no Universo. Mas esses mesmos mitos mencionam Oxalá como Superior a todos os demais deuses e deusas, deixando claro que Ele/Ela interage (ou, no mínimo, assiste) em tudo o que se passa com as outras divindades e com os humanos que se voltam pras outras divindades...
Sei que muitos candomblecistas não vão concordar com isso. Mas, a meu ver, Olodumare e Oxalá parecem as descrições de 2 manifestações diferentes da mesma coisa: Olodumare é a Divindade Suprema na Sua Mais Alta Majestade, tão Superior que chega a ser incompreensível; Oxalá é a Divindade Suprema na Sua forma compreensível às outras divindades e aos humanos.
Foi assim que eu entendi. Mas vamos lembrar que muitos grupos do Candomblé mencionam Olodumare como uma Divindade e Oxalá como outra.
Bom, no Brasil, Oxalá foi muito sincretizado/sincretizada com Jesus Cristo: inúmeros praticantes do Candomblé e PRINCIPALMENTE da Umbanda insistem em dizer que Oxalá e Jesus são a mesma divindade. E isso acabou criando um equívoco em relação ao sexo de Oxalá, pois, pra essas pessoas, por causa do sincretismo com Jesus, Oxalá passou a ser visto como uma divindade masculina.
Nada disso: originalmente, Oxalá é uma Divindade sem sexo. Afinal, se Ele/Ela é Superior a tudo o que existe, Ele/Ela não pode ser masculino nem feminino, mas sim Superior a essas definições. Se Ele/Ela fosse masculino, Ele/Ela pertenceria ao sexo masculino, ou seja, a condição de masculino seria superior a Ele/Ela (e a mesmíssima coisa se Ele/Ela fosse feminino, é claro).
Dono/dona de poderes superiores aos de qualquer outro deus ou deusa, é Ele/Ela Quem permite ou barra as atuações das outras divindades e dos humanos que servem a essas divindades.
Oxalá é sempre descrito/descrita todo/toda vestido/vestida de branco. Mas, algumas vezes, usa uma coroa de penas de papagaio vermelho na cabeça.
Ele/Ela é servido/servida constantemente por uma espécie de divindade subalterna chamada Airá. E alguns grupos do Candomblé seguem a tradição de que a pessoa sempre tem que invocar Airá antes de invocar Oxalá, pois Airá tem que chegar primeiro e ver se o ambiente onde a pessoa se encontra está digno de receber Oxalá.
Divindade fundamentalmente pacífica, quando Oxalá Se sente desrespeitado/desrespeitada por um humano, prefere perdoar do que castigar a pessoa. Ele/Ela só Se irrita em casos de extremíssima exceção. E nas raras ocasiões em que isso acontece, castiga os humanos com seca, esterilidade e doenças incuráveis.
Ele/Ela é também o/a Deus/Deusa da purificação, podendo tirar de qualquer pessoa todas as energias negativas que estejam nela, desde que a pessoa peça a ajuda Dele/Dela voluntariamente.
Os rituais de purificação variam um pouco de um grupo de Candomblé pro outro. Mas consistem basicamente no seguinte:

1ª parte- Não tendo consumido nenhum alucinógeno nem sonífero e não tendo nenhum sangramento no corpo, a pessoa deve se vestir toda de branco (sem nenhuma peça de roupa de outra cor), encher um grande recipiente com água, chamar por Oxalá e dizer que aquela água é consagrada a Ele/Ela.

2ª parte- Em total silêncio, sem pronunciar nenhum som com a voz, a pessoa deve despejar a água pelo corpo todo, da cabeça aos pés, sem deixar nenhuma parte do corpo seca, pensando em Oxalá e mentalizando que aquela água está levando junto com ela qualquer energia negativa, sem exceção, que possa estar no corpo da pessoa.

3ª parte- Quando terminar de despejar toda a água que havia no recipiente, a pessoa pode falar e agradecer a Oxalá. E então, pode tirar aquela roupa molhada e vestir uma roupa seca.

Se a pessoa quiser, pode levar um ajudante pra ajudar a despejar a água. Mas lembrando que não pode falar nada enquanto a água é despejada e o ajudante também tem que estar todo vestido de branco.
Embora Oxalá seja visto/vista indiscutivelmente como Superior a todos os outros deuses e deusas, alguns mitos mostram Ele/Ela tendo um comportamento bastante humanizado e, às vezes, até sendo enganado por outros personagens do mito. Mas é importante lembrar que, embora os mitos sirvam como inspiração pros dogmas do Candomblé, eles não podem ser seguidos ao pé da letra: eles basicamente apresentam metáforas, e não verdades inquestionáveis.
Os únicos mitos originais africanos reconhecidos pelo Pierre Verger que impõem alguma coisa relacionada a Oxalá são os que proíbem que a pessoa consuma qualquer substância alucinógena e/ou sonífera antes de se dirigir a Ele/Ela e os que proíbem pessoas que estão com qualquer sangramento de tocar nos objetos consagrados a Ele/Ela (por isso, em alguns grupos do Candomblé, mulheres menstruadas não podem entrar no lugar onde está sendo celebrado o ritual).
Não há nenhum método complicado pra invocar Oxalá, pois Ele/Ela já está eternamente observando e ouvindo todos os humanos que louvam qualquer orixá. E Ele/Ela mantém o mesmo nível de poder eternamente, independente das mudanças das fases da Lua ou das estações do ano.

The original African myths mention a Supreme Deity who is Superior to everything which existed in the past, still exist now and will exist in the future. His/Her name is Olorun and He/She doesn’t take part directly in what happens through the Universe. But these same myths mention Obatala as a Deity Superior to all other gods and goddesses. And He/She takes part in (or at least looks at) everything which happens to the other orishas and to the humans who worship these deities...
I know many candomblecists won’t agree with what I’ll say now. But I think Olorun and Obatala are descriptions of 2 different manifestations of the same thing: Olorun is the Supreme Deity as His/Her incomprehensibly Highest Majesty; Obatala is the Supreme Deity as a form understandable to the other deities and to humans.
That’s how I get it. But let’s remember that many candomblecist groups see Olorun and Obatala as 2 different Deities.
Well, in Brazil, Obatala is deeply associated with Jesus Christ. Several members of Candomble and Umbanda state that Obatala and Jesus are the same deity. And it ended up creating a misunderstanding about Obatala’s gender. For these people (because of the syncretism with Jesus) Obatala came to be seen as a male deity.
That’s not the case. Obatala is originally a sexless Deity. After all, if He/She is Superior to everything, He/She can not be male nor female, but Superior to these conditions. If He/She were male, He/She would belong to the male condition, ie, the male condition would be superior to Him/Her (and the same if He/She were female, of course).
He/She has powers superior to any other god or goddess’. Thus, He/She allows or prevents the actions of the other deities and of the humans who worship these deities.
Obatala is always portrayed in white clothes. But sometimes we can see a crown made of red-parrot feathers on His/Her head.
He/She is constantly served by a kind of subordinate deity named Aira. And some groups of Candomble state that one always has to invoke Aira before invoking Obatala. You see: Aira has to arrive first to see if the place where the person is is OK to welcome Obatala.
This Deity is peaceful before anything and prefers forgiving than punishing the human errors. He/She only expresses His/Her anger in extremely exceptional cases. And on the rare occasions when it happens, He/She punishes humans with drought, sterility and incurable diseases.
He/She is also the God/Goddess of purification. And He/She can take from any person all the negative energies that are in him. But the person has to ask for His/Her help voluntarily.
Purification rituals vary somewhat from one to the other group of Candomble. But they work basically as follows:

1st part-You may not have consumed any hallucinogenic and/or sleeping substance before calling for Obatala. And you may not have any bleeding at your body as well. Then, you have to be in white clothes (nothing may have another color at your clothes then). After that, you have to fill a large container with water, call for Obatala and show Him/Her you are offering that water to Him/Her.

2nd part- Now, you may not make any noise with your voice: you have to be completely silent. You have to pour the water all over your body, from head to toe, leaving no part of your body dry. Visualize Obatala and think the water is removing any negative energy without exception that was at your body.

3rd part- When you have finished pouring on you all the water that was in the container, you may speak and thank Obatala. And then you may take off those damp clothes and put on dry clothes.

If you want you can bring a helper to help you to drain the water on you. But remember that you may not speak anything while the water is poured and your helper also has to be in white clothes.
Obatala is indisputably Superior to any other god or goddess. But some myths show Him/Her as a very humanized character. In some of these myths He/She is even fooled by other characters. But it’s important remembering that although the myths serve as inspiration to the candomblecist dogmas, they can’t be followed literally. The myths have basically metaphors, not unquestionable truths.
The only original African myths recognized by Pierre Verger which impose anything related to Obatala are those that prohibit a person to consume any hallucinogenic and/or sleeping substance before turning to Him/Her and those that prohibit any person who is bleeding to touch the objects consecrated to Him/Her (hence, in some candomblecist groups menstruating women may not enter the place where the ritual is being held).
There are no complicated methods to invoke Obatala, because He/She is eternally watching and listening to all humans who worship any orisha. And He/She maintains the same level of power all the time, regardless of the changes of the phases of the Moon or the seasons of the year.

Los mitos africanos originales mencionan una Deidad Suprema que es superior a todo lo que existió en el pasado, que aún existe en la actualidad y que existirá en el futuro. Su nombre es Olodumare y El/Ella no participa directamente en lo que ocurre a través del Universo. Sin embargo, estos mismos mitos mencionan Obatalá como una Deidad Superior a todos los otros dioses y diosas. Y dicen que El/Ella participa en (o por lo menos mira a) todo lo que ocurre a los otros orishas y a los seres humanos que adoran a estas deidades...
Sé que muchos candomblecistas no estarán de acuerdo con lo que voy a decir ahora, pero creo que Olodumare y Obatalá son descripciones de 2 diferentes manifestaciones de la misma cosa: Olodumare es la Deidad Suprema en Su más incomprensiblemente Alta Majestad; Obatalá es la Deidad Suprema en una forma comprensible a las otras divinidades y a los humanos.
Así es como yo lo entiendo. Pero recordemos que muchos grupos candomblecistas ven a Olodumare y Obatalá como 2 diferentes Deidades.
Bueno, en Brasil, Obatalá está profundamente relacionado/relacionada con Jesucristo. Varios miembros del Candomblé y de la Umbanda dicen que Obatalá y Jesús son la misma deidad. Y eso terminó creando un malentendido sobre el sexo de Obatalá. Para estas personas (por cuenta del sincretismo con Jesús) Obatalá es visto/vista como una deidad masculina.
No es eso: Obatalá es originalmente una Deidad sin sexo. Mira: si El/Ella es Superior a todo, El/Ella no puede ser macho o hembra, pero Superior a estas condiciones. Si El/Ella fuera simplemente macho, pertenecería a la condición masculina, es decir, la condición masculina sería superior a El/Ella (y lo mismo si fuera simplemente hembra, por supuesto).
El/Ella tiene poderes superiores a los de cualquier otro dios o diosa. Por lo tanto, El/Ella permite o impide las acciones de las otras divinidades y de los humanos que adoran a estas divinidades.
Obatalá siempre es retratado/retratada con ropas blancas. Pero a veces podemos ver una corona de plumas de loro rojo en Su cabeza.
Constantemente El/Ella es servido/servida por un tipo de deidad subordinada llamada Airá. Y algunos grupos del Candomblé dicen que uno siempre tiene que invocar a Airá antes de invocar a Obatalá. Lo sabes, Airá tiene que llegar primero para ver si el lugar donde la persona se queda está bien para dar la bienvenida a Obatalá.
Esta Deidad es pacífica antes que cualquier otra cosa y prefiere perdonar que castigar a los errores humanos. Sólo expresa Su ira en casos extremadamente excepcionales. Y en las raras ocasiones cuando esto sucede, castiga a los humanos con seca, esterilidad y enfermedades incurables.
El/Ella es también el/la Dios/Diosa de la purificación. Y puede quitar de cualquier persona todas las energías negativas que están en ella. Sin embargo, la persona tiene que pedir Su ayuda voluntariamente.
Los rituales de purificación varian un poco de uno a otro grupo de Candomblé. Pero, si quieres hacerlos, te lo digo que funcionan básicamente de la siguiente manera:

Primera parte- No puedes haber consumido ninguna sustancia alucinógena y/o sonífera antes de llamar a Obatalá. Y tampoco puedes tener cualquier sangrado en tu cuerpo. Entonces, tienes que meterte en ropas blancas (ninguna parte de tu ropa puede tener otro color). Después de eso, tienes que llenar un recipiente grande con agua, llamar a Obatalá y mostrarLe que estás ofreciéndoLe el agua.

Segunda parte- Ahora, no puedes hacer ruido con tu voz: tienes que estar en completo silencio. Tienes que verter el agua sobre todo tu cuerpo, de pies a cabeza, sin dejar ninguna parte del cuerpo seca. Tienes que visualizar a Obatalá y creer que el agua está eliminando cualquier energía negativa, sin excepción, que estaba en tu cuerpo.

Tercera parte- Si ya terminaste de verter el agua toda que estaba en el recipiente, puedes hablar y agradecer a Obatalá. Y entonces podrás quitar las ropas húmedas y ponerte ropas secas.

Si lo deseas, puedes traer a alguien para ayudarte a verter el agua sobre ti. Pero hay que recuerdar que no puedes hablar nada mientras que el agua se vierte y tu ayudante también tiene que estar con ropas blancas.
Obatalá es indiscutiblemente Superior a cualquier otro dios o diosa. Sin embargo, algunos de los mitos Lo/La muestran como un personaje muy humanizado, que hasta mismo se deja engañar por otros personajes. Pero es importante recordar que a pesar de que los mitos sirven de inspiración a los dogmas candomblecistas, no se puede seguirlos literalmente. Lo que los mitos tienen básicamente son metáforas, y no verdades incuestionables.
Los únicos mitos africanos originales reconocidos por Pierre Verger que imponen cualquier cosa relacionada con Obatalá son los que prohíben que una persona consuma cualquier sustancia alucinógena y/o sonífera antes de volverse a El/Ella y los que prohíben a cualquier persona que esté sangrando que toque los objetos consagrados a El/Ella (por lo tanto, en algunos grupos candomblecistas, las mujeres que están menstruando no pueden entrar en el lugar donde haya un ritual).
No hay métodos complicados para invocar a Obatalá, porque El/Ella ya está eternamente viendo y escuchando a todos los humanos que adoran a cualquier orisha. Y El/Ella mantiene el mismo nivel de poder todo el tiempo, independientemente de los cambios de las fases de la Luna o de las estaciones del año.

I miti originali africani parlano di una Divinità Suprema che è Superiore a tutto ciò che esisteva nel passato, esiste ancora oggi ed esisterà nel futuro. Il Suo nome è Olodumare e Lui/Lei non partecipa direttamente a ciò che succede attraverso l’Universo. Ma questi stessi miti parlano di Obatala come una Divinità Superiore a tutti gli altri dei e dee. E Lui/Lei partecipa (o almeno guarda) tutto ciò che succede agli altri oriscià e agli umani che adorano queste divinità...
So che molti candomblecisti non saranno d’accordo con quello che dirò adesso. Ma penso che Olodumare e Obatala sono descrizioni di 2 manifestazioni diverse della stessa cosa: Olodumare è la Divinità Suprema nella Sua Maestà incomprensibilmente più Alta; Obatala è la Divinità Suprema come una forma comprensibile alle altre divinità e agli umani.
Ecco come l’ho capito. Ma ricordiamo che molti gruppi candomblecisti vedono a Olodumare e Obatala come 2 Divinità diverse.
Ebbene, in Brasile, Obatala è profondamente associato/associata a Gesù Cristo. Diversi membri del Candomblé e dell’Umbanda dicono che Obatala e Gesù sono la stessa divinità. E questo ha creato un malinteso riguardo al sesso di Obatala: queste persone (a causa del sincretismo con Gesù) vedono a Obatala come una divinità maschile.
Questo non è il caso. Obatala è originariamente una divinità asessuata. Guarda: se Lui/Lei è Superiore a tutto, non può essere maschio né femmina, ma Superiore a queste condizioni. Se fosse maschio, la condizione maschile sarebbe superiore a Lui/Lei (e lo stesso se fosse femmina, ovviamente).
Lui/Lei ha poteri superiori ai poteri di qualsiasi altro dio o dea. Così, Lui/Lei permette o impedisce le azioni delle altre divinità e degli umani che adorano queste divinità.
Sempre si raffigura Obatala in abiti bianchi. Ma a volte si può vedere una corona di piume di pappagallo rosso sulla Sua testa.
C’è una sorta di divinità subordinata di nome Airà che costantemente serve a Lui/Lei. E secondo alcuni gruppi candomblecisti, si deve sempre invocare Airà prima di invocare Obatala. Guarda: Airà deve arrivare prima e vedere se il posto dove la persona è si trova buono per ricevere Obatala.
Questa Divinità è prima di tutto tranquilla e preferisce perdonare che punire gli errori umani. Lui/Lei esprime la Sua rabbia solo in casi estremamente eccezionali. E nelle rare occasioni in cui questo succede, Lui/Lei punisce gli umani con siccità, sterilità e malattie incurabili.
Lui/Lei è anche il/la Dio/Dea della purificazione. E Lui/Lei può rimuovere da qualsiasi persona tutte le energie negative che sono in lei. Ma la persona deve chiedere il Suo aiuto volontariamente.
Riti di purificazione variano alquanto da uno a l’altro gruppo del Candomblé. Ma se vuoi farli, ti dico che funzionano fondamentalmente come segue:

Prima parte- Tu non puoi aver consumato qualsiasi sostanza allucinogena e/o sonnifera prima di chiamare per Obatala. E non puoi avere nessun sanguinamento al tuo corpo. Quindi, devi metterti in vestiti biancchi (non può avere nessun altro colore nei tuoi vestiti). Dopo di che, è necessario riempire un grande contenitore con acqua, richiamare Obatala e mostrare a Lui/Lei che quell’acqua è Sua.

Seconda parte- Ora, non puoi fare rumore con la tua voce: devi essere completamente silenzioso. Dovete versare l’acqua su tutto il tuo corpo, dalla testa ai piedi, non lasciando nessuna parte del corpo asciutta. Visualizza Obatala e pensa che l’acqua sta facendo la rimozione di ogni energia negativa, senza eccezione, che avevi nel corpo.

Terza parte- Se hai già versato su di te tutta l’acqua che c’era nel contenitore, puoi parlare e ringraziare Obatala. E adesso puoi togliere quei vestiti umidi e metterti in vestiti asciutti.

Se vuoi, puoi chiamare qualcuno per aiutarti a versare l’acqua su di te. Ma ricorda che non puoi parlare nulla in quel momento e che la persona che è con te deve mattersi anche in abiti bianchi.
Obatala è indiscutibilmente Superiore a qualsiasi altro dio o una dea. Ma alcuni miti Lo/La mostrano come un personaggio molto umanizzato. In alcuni di questi miti ci sono altri personaggi che riescono anche a ingannare a Lui/Lei. Ma è importante ricordare che, sebbene i miti servono come ispirazione per i dogmi candomblecisti, non possono essere seguiti letteralmente. I miti sono essenzialmente metafore, non verità indiscutibili.
Gli unici miti originali africani riconosciuti da Pierre Verger che impongono qualcosa legata a Obatala sono quei che vietano ad una persona di consumare qualsiasi sostanza allucinogena e/o sonnifera prima di rivolgersi a Lui/Lei e quei che vietano a qualsiasi persona che sta sanguinando a toccare gli oggetti consacrati a Lui/Lei (quindi, secondo alcuni gruppi candomblecisti, le donne mestruate non possono entrare nei posti dove un rito si svolge).
Non ci sono metodi complicati per richiamare Obatala, perché Lui/Lei sta già eternamente guardando e ascoltando tutti gli esseri umani che adorano ogni oriscià. E Lui/Lei mantiene lo stesso livello di potere tutto il tempo, indipendentemente dalle modifiche delle fasi della Luna o delle stagioni dell’anno.

sábado, 23 de junho de 2012

HADRIANUS 76-138

Oi!!!

O post abaixo desse foi sobre o Imperador Traianus. Então, hoje a gente vai dar uma olhada exatamente no sucessor dele: o Imperador Hadrianus.
  


















Publius Aelius Hadrianus nasceu em 24 de Janeiro do ano 76. Mas sobre o lugar onde ele nasceu, existe uma discordância: alguns historiadores dizem que a terra natal dele era o Sul da atual Espanha; outros dizem que ele nasceu em Roma e a família se mudou pro Sul da Espanha quando ele ainda era bebê. E ele mesmo afirmava essa 2ª versão.
De qualquer forma, ele era neto da tia do Traianus. E os pais dele se chamavam Publius Aelius Hadrianus Afer e Domitia Paulina.
Não se sabe exatamente a causa nem a data da morte da mãe dele. Mas foi, aparentemente, no ano 85. Logo depois, o pai dele morreu, também de motivos não muito claros.
Órfão aos 9 anos, ele foi adotado por Traianus e pela esposa dele, Pompeia Plotina Piso, que nunca tiveram filhos biológicos. E aí recebeu o nome do pai adotivo, passando a se chamar Publius Aelius Traianus Hadrianus.
Ele foi criado com um acesso direto à Cultura Grega. E se interessava tanto pelo assunto que foi até apelidado de Graeculus, que significa “Greguinho”.
Com 14 anos, ele entrou pro Exército Romano, servindo no Sul da Espanha. Depois, ele foi transferido de volta pra Itália e, mais tarde, pra atual Alemanha, onde ele ficou até o início do ano 98. Logo depois disso, com a morte do Imperador Marcus Cocceius Nerva, Traianus se tornou o novo Imperador de Roma.
Pouco depois disso, Hadrianus se tornou Governador da Panônia.
No ano 100, a pedido da mãe adotiva dele, a Imperatriz consorte Pompeia, Hadrianus se casou com uma sobrinha de Traianus chamada Vibia Sabina, pra que ele pudesse ser considerado um parente mais próximo de imperador e, consequentemente, tivesse mais direitos ao Trono de Roma.
Foi um casamento 100% político e nenhum dos 2 nunca deu bola pro outro: ele sempre gostou mesmo é de rapazes; e ela se contentou em manter um romance com um dos jovens escravos do marido. Nem é preciso dizer que eles nunca tiveram filhos biológicos, né?rs
Em 117, quando Traianus voltava pra Roma depois da guerra contra o Império Parta, ele morreu. E de acordo com Pompeia, que foi a última a falar com ele, Traianus reconheceu Hadrianus como herdeiro. Assim, no dia 09 de Agosto de 117, com 41 anos, Hadrianus passou a ser o novo Imperador de Roma.
Ao contrário de Traianus, que tinha idéias expansionistas, querendo aumentar cada vez mais a extensão do império, Hadrianus não se importava muito em perder os territórios dele que eram menos importantes, tando mais interessado em manter os territórios mais promissores.
Durante 11 anos quase seguidos, ele ficou fora de Roma, inspecionando pessoalmente os territórios do império e supervisionando as novas obras que eram feitas ali: monumentos, estradas e até mesmo cidades.
A 1ª dessas viagens que ele fez, em 121, foi à parte romana da Grã-Bretanha, que correspondia à atual Inglaterra. Pra defender esse território das tribos escocesas que viviam no Norte da Grã-Bretanha, ele mandou construir a chamada Muralha de Adriano, um muro de mais ou menos 120 km de uma ponta até a outra. O muro começou a ser construído no ano 122 e só ficou pronto em 127.
Também em 122, morreu a ex-Imperatriz consorte Pompeia. Hadrianus mandou construir 2 templos pra que fosse oferecido culto a ela, declarando ela uma nova deusa da religião romana (os templos dessa nova deusa ficariam prontos 7 anos depois).
Em 123, Hadrianus foi inspecionar os territórios da África e, depois, da Ásia.
No ano seguinte, quando passava pelo Norte da Ásia Menor, ele conheceu um rapaz de, supostamente, 14 anos (34 anos mais novo do que ele) chamado Antínoo, de quem se tornou amante.
Vou deixar aqui o link de um post sobre Antínoo:


Pelo que se conta, mesmo sendo ainda um adolescente, ele já tinha uma aparência e uma estrutura física de uns vinte e poucos anos. E talvez tenha sido isso que seduziu Hadrianus. Mas o fato é que aí ele passou a levar Antínoo pelo Mundo junto com ele.
Na Grécia, os 2 foram pra cidade de Elêusis, centro de culto da deusa Deméter, se iniciando nos rituais secretos dela, que, até hoje, não se sabe exatamente do que se tratavam.
Em 127, na companhia do amante, Hadrianus voltou pra Roma. E naquela mesma época ele começou a sofrer de um problema de saúde não identificado.
Mesmo assim, no ano seguinte, o imperador fez outra viagem à África, junto com Antínoo. De lá eles foram de novo até a Grécia e, depois, voltaram pra África, em 130. A essa altura, os 2 tavam com 54 e 20 anos de idade. E passaram pelo Egito.
Apesar das condições de saúde de Hadrianus terem piorado, a presença do jovem amante parecia fazer bem a ele. No século XIX, o pintor francês Édouard-Henri Avril pintou esse quadro, imaginando o imperador se divertindo no Egito com o jovem amante enquanto uma escrava egípcia abana os 2.
  













Na mesma ocasião, Antínoo entrou no Rio Nilo e morreu afogado lá.
O motivo disso nunca foi muito bem explicado, mas alguns historiadores acham que foi algum tipo de ritual religioso em que ele, por conta própria, se ofereceu como vítima de sacrifício pra que Hadrianus se curasse da doença que tinha e/ou fosse feliz.
Hadrianus se desesperou com a morte dele. E pouco depois disso, declarou ele um novo deus da religião romana. E perto do lugar onde ele se afogou, o imperador mandou construir a cidade de Antinópolis, na qual Antínoo passaria a receber culto como deus-protetor. E em outros territórios orientais do império também foram construídos templos em louvor a ele.
O itinerário que as viagens de Hadrianus seguiram depois disso não é muito claro. Mas seguramente ele foi pras proximidades de Jerusalém. E em 131, Jerusalém, que tinha sido destruída por uma guerra no ano 70, começou a ser reconstruída no estilo grego.
No ano seguinte, voltando de vez pra Roma, o imperador decidiu proibir a circuncisão em todo o Império Romano. Só que a circuncisão era, e ainda é, uma das condições mais básicas prum homem ser considerado judeu.
O problema é que a criação dessa Jerusalém grega e a proibição da circuncisão fizeram com que os judeus da época passassem a ver Hadrianus como um tirano opressor, já que ele tava indo abertamente contra as tradições deles. E o que ele pretendia era exatamente tirar qualquer poder político que os judeus tivessem, já que ele queria manter a Cultura Grega como mentalidade dominante. Consequentemente, os judeus partiram pra guerra contra o imperador. No início, a vantagem foi toda dos judeus, que conseguiram massacrar um grande número de romanos. Mas a resposta do imperador foi rápida e igualmente violenta. E a guerra terminou no ano 135 com a vitória esmagadora dos romanos e o extermínio quase total dos judeus que viviam em Jerusalém e nas proximidades dela. Além disso, os judeus foram exilados daquela região.
O nome de Jerusalém foi mudado pra Aelia Capitolina. E a cidade foi declarada centro do culto de Júpiter, o Rei dos Deuses Romanos.
Com os judeus transformados num grupo apenas religioso, e não mais político, Hadrianus resolveu dar uma noção de liberdade a eles pra que não criassem novos problemas, decidindo permitir que cada judeu circuncisasse só os seus próprios filhos. Mas os judeus convertidos, filhos de pais não-judeus, esses continuavam proibidos de fazer a circuncisão.
Como nunca teve filhos biológicos, Hadrianus sempre pensou em adotar um dos jovens com quem ele transava de vez em quando pra ser o herdeiro do trono. Mas acabou adotando o senador Lucius Aelius.
Em 137, morreu a Imperatriz consorte Vibia, de causas desconhecidas. Mas alguns séculos depois, pra deturpar a imagem de Hadrianus, o Catolicismo Romano afirmaria que ele matou a esposa (o que é bem difícil, já que ele mal tinha condições físicas de se levantar e andar quando ela morreu, imaginem matar alguém).
Em Janeiro de 138, morreu o Lucius, deixando Hadrianus sem herdeiros. Pra resolver o problema, ele adotou o procônsul Titus Aurelius Fulvus Boionius Arrius Antoninus, que ficou como novo herdeiro. E o imperador, já com a saúde bastante debilitada, morreu em 10 de Julho, com 62 anos.
Com a morte dele, o novo imperador passou a ser o Titus Aurelius. E esse declarou Hadrianus mais um novo deus romano no ano seguinte, mandando construir um templo pra oferecer culto a ele.
Hadrianus entrou pra História com a imagem de um imperador peregrino e civilizador que deu 2 novos deuses à religião romana (além dele mesmo ser transformado num deus) antes que ela sofresse o crepúsculo com o desenvolvimento do Cristianismo. Mas, pros rabinos ortodoxos, ele é visto até hoje como um dos maiores vilões da História do Judaísmo... Bom, em termos de política, concordo.

Today we’ll talk a little about the 14th Roman Emperor: Hadrian.
He was born on January 24th, in 76. But his birthplace isn’t very clear. He himself used to say he was born in Italy and moved to Spain with his family when he was still a baby. But some historiographers say he was born in Spain.
Anyway, his grandmother was Trajan’s aunt. And his parents were Publius Aelius Hadrianus Afer and Domitia Paulina.
Nobody knows exactly why, but both his parents died in 85. And Hadrian was adopted by Trajan and Pompeia Plotina Piso, his wife.
He became a great fan of the Greek Culture. And he was nicknamed Graeculus (“Little Greek”) because of that.
When Hadrian was 14, he joined the Roman Army and went to Spain. After that, he would be again in Italy and later in Germany, where he would be to 98. In that year, Emperor Marcus Cocceius Nerva died and Trajan became the new emperor.
A little later, Hadrian became the Governor of Pannonia.
In 100, his mother asked him to marry Vibia Sabina, Trajan’s niece, in order to have better conditions to get the Throne of Rome in the future.
Both weren’t important to each other. Even because Hadrian really liked lads and Vibia got one of his slaves as her lover. Of course they didn’t have any child.
Now, let me say you something based on the words of my friend Ric (blog De Viris Pulcrhis et Aliis): when we talk about a homosexual who lived some centuries ago, it’s important remembering almost all the mentality of that time was very different from our mentality. By the way, if you want to “resuscitate” something which was common many centuries ago, you can do it only if you do that in a new way. Look at the Olympian Religion. It’s back thanks to Hellenic Polytheistic Reconstructionism and to some wiccan groups (these wiccans have the worship of the Olympian Gods). But in a new way, having new kinds of religious ceremonies...
So, pay attention before following somebody’s acts.

Nel 117, Traiano tornava a Roma dopo una guerra. Ed allora è morto. Secondo Pompeia Plotina, sua moglie, Adriano era il suo erede. Così, il 9 Agosto del 117, quando aveva 41 anni, lui è diventato il nuovo imperatore romano.
Traiano era un imperatore che voleva l’Imperio Romano con molte regioni. Adriano era un imperatore che lo voleva con le sue regioni più importanti.
Per 11 anni, lui è stato in viagio per l’imperio, vedendo quello che c’era per lui stesso.
Nel 121, Adriano è andato in Inghilterra, dove farebbe costruire il Vallo di Adriano, che con i suoi 120 km, sarebbe finito solo nel 127.
Ancora nel 122, è morta Pompeia, che è stata divinizzata da Adriano. Come nuova dea della religione romana, lei avrebbe 2 tempi suoi.
Nel 123, l’imperatore è andato in Africa e dopo in Asia.
Quando era in Asia Minore, lui ha trovato un adolescente di più o meno 14 anni, ma che sembrava essere già un uomo, chiamato Antinoo, che sarebbe diventato il più famoso amante suo. Ed Adriano l’ha portato per il Mondo con lui.
Dopo questo, loro sono stati in Grecia, dove sono stati nei Misteri Eleusini della dea Demetra.
Nel 127, ammalato, Adriano è tornato a Roma insieme all’amante. Ma dopo 1 anno, i 2 sono andati in Africa, prima di tornare in Grecia. E nel 130, loro sono andati in Egitto.
Allora, Antinoo è morto dopo esser entrato nel Nilo. Ma non si sa chiaramente perché lui l’ha fatto. C’è chi dice che era qualche tipo di ceremonia religiosa pensata da lui per vedere Adriano felice o con salute.
Adriano è diventato molto triste con la morte di Antinoo. E l’ha fatto un nuovo dio della religione romana.

En 70, Jerusalén había sido destruida. Pero en 131, empezó a ser reconstruida como una ciudad griega.
Adriano la dejó y regresó a Roma en 132, habiendo prohibido la circuncisión en todo el Imperio Romano.
Los judíos se quedaron en guerra contra el emperador, por cuenta de la fundación de la Jerusalén griega y de la prohibición de la circuncisión (Adriano quería propiamente dar fin a sus poderes políticos). Y después de un comienzo de guerra con muchas victorias de los judíos, esos fueron realmente masacrados por los romanos. Y los pocos supervivientes fueron desterrados de Jerusalén, que tuvo su nombre cambiado para Aelia Capitolina y se quedó como cientro del culto de Jupiter.
Con los judíos cambiados en un grupo solo religioso, y no más político, Adriano dio una noción de libertad a ellos, permitiendo que los padres judíos hiciesen la circuncisión en sus hijos. Pero los nuevos judíos, los convertidos, continuaban prohibidos de hacerla.
Adriano no tuvo hijos. Así, para dar un heredero al imperio, decidió adoptar Lucio Aelio como su hijo.
La Emperatriz Vibia, esposa de Adriano, se murió en 137. Y la Iglesia Católica, para deformar la imagen de Adriano, diría que ella fue asesinada por él, lo que sería muy imposible.
En Enero de 138, Lucio se murió, dejando el imperio sin nuevos herederos. Y Adriano tuvo que adoptar otro hijo para ser su heredero: Antonino Pío.
Adriano se murió en 10 de Julio. Y Antonino Pío, entonces el nuevo emperador, lo hizo un nuevo dios de la religión romana, dándole también un templo.
Para los romanos, Adriano fue un emperador importante (uno de los 5 buenos emperadores), que dio a la religión romana 2 nuevos dioses (Pompeia y Antínoo) y fue él próprio cambiado en un nuevo dios.
Para los rabinos ortodoxos (hasta hoy), él ha sido uno de los grandes villanos de la Historia del Judaismo.

Até mais!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

TRAIANUS 53-117

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada em mais um personagem histórico homossexual. Esse foi o 13º Imperador de Roma e considerado por muitos historiadores como o maior de todos os soberanos que o Império Romano já teve. Tô falando do Imperador Traianus.
 


















(Já fiz um post sobre ele uma vez no CECG&B, mas como ele é um dos personagens mais importantes da História do Ocidente, acho interessante fazer uma reedição)
Ele nasceu no Sul da atual Espanha, em 18 de Setembro do ano 53, ou seja, 20 anos depois do suposto ano da morte de Jesus.
O pai dele era o poderoso senador e general Marcus Ulpius Traianus. E o menino recebeu exatamente o mesmo nome do pai.
Quem governava o Império Romano quando o filho Marcus Ulpius nasceu era o Imperador Claudius I, que seria assassinado no ano seguinte pela esposa, a Imperatriz consorte Agripina. E essa entregaria o trono ao filho dela, o Nero.
Aliás, aqui vai o link de um post sobre o Nero:


Na adolescência, o filho Marcus Ulpius entrou pro Exército Romano e serviu em diferentes regiões do império, enquanto, na capital, a coisa tava braba... No ano 68, depois de um governo turbulento, o Nero foi deposto e, supostamente, se suicidou logo depois. E o Servius Suplicius Galba, ex-Governador da Península Ibérica, que tinha sido eleito novo imperador pelo senado, assumiu o poder. Mas em Janeiro do ano seguinte, depois de uma revolta dos generais, esse imperador também teve o fim dele, sendo substituído pelo Marcus Salvius Otho, um antigo amante do Nero.
Esse Marcus Salvius só seria imperador até Abril, quando viu as tropas romanas reconhecerem o General Aulus Vitellius Germanicus como novo imperador. E aí ele se suicidou.
O reinado do Aulus foi um período de extrema tirania: esse imperador cometeu atos de grande crueldade, muitas vezes por pura diversão e sadismo. E em Dezembro do mesmo ano, depois de uma revolta generalizada, ele foi morto a pedradas pelo próprio povo romano, furioso com as atitudes dele e instigado por um cônsul. A carcaça que sobrou do imperador foi arrastada até o Rio Tibre e jogada lá, sem nenhum funeral. E o tal cônsul foi reconhecido como novo imperador, o Titus Flavius Vespasianus I, apelidado de Imperador Vespasianus. Ou seja, em 14 anos, 6 imperadores passaram pelo Trono de Roma, cada um derrubando o imperador que já tava lá antes!
No final do ano 76, o pai Marcus Ulpius foi feito Governador da Síria. E o filho Marcus Ulpius, com 23 anos, se mudou pra lá, onde foi um tribunus, uma espécie de sub-governador.
Mais ou menos por aquela época (não se sabe bem a data), o filho Marcus Ulpius se casou com uma filósofa chamada Pompeia Plotina Piso. Mas, aparentemente, o que sempre existiu entre eles foi uma relação de amizade.
Nenhum filho nasceu desse casamento, que, provavelmente, nem consumado foi. Mas eles passaram a criar um primo distante de Marcus Ulpius, o pré-adolescente Publius Aelius Hadrianus, que tinha ficado órfão.
No ano 91, tendo recebido o título de cônsul, o filho Marcus Ulpius se mudou pra Roma. Naquele ano, quem tava no trono era o Titus Flavius Domitianus, um dos filhos do Imperador Vespasianus e apelidado de Imperador Domitianus.
Esse novo imperador vivia eternamente irritado e tinha uma personalidade intratável. E cumprindo as determinações dele, Marcus Ulpius foi realizar expedições de conquista no Rio Reno, colocando toda a margem esquerda sob o domínio de Roma.
No ano 96, o Imperador Domitianus foi assassinado numa emboscada preparada por inimigos políticos dele. E em Setembro do mesmo ano, o Cônsul Marcus Cocceius Nerva foi eleito o novo Imperador de Roma. Aí começou o período do Império Romano que foi apelidado de “Era dos Bons Imperadores”, que foi uma época de imperadores relativamente mais pacíficos e, sem dúvida, mais preocupados com o progresso do império do que os imperadores anteriores.
Como novo soberano, o Marcus Cocceius, que já tinha uns 65 anos e uma saúde meio abalada, concedeu liberdade de culto aos cristãos (mas continuou adorando os deuses romanos), retirou a ordem de exílio contra todos que tinham sido expulsos de Roma e até se envolveu com algumas ações cristãs de caridade.
Como aparentemente era 100% homossexual, o Marcus Cocceius nunca se casou nem teve filhos. Consequentemente, não tinha herdeiros. Assim, pra conseguir a simpatia das tropas, ele decidiu adotar um dos generais do império como filho. E Marcus Ulpius foi o escolhido. Tendo recebido um dos nomes do pai adotivo, ele passou a se chamar Marcus Ulpius Nerva Traianus.
Com a morte do Marcus Cocceius, em Janeiro do ano 98, Marcus Ulpius, pouco depois de completar 44 anos, se tornou o Imperador Marcus Ulpius Nerva Traianus I, de Roma. Ou, como ficaria conhecido, o Imperador Traianus.
Apesar de já ser o soberano de um império gigantesco, ele pensou em adquirir mais territórios orientais. Assim, ele atacou as regiões que hoje pertencem à Hungria e à Romênia, levando pra Roma um grande número de escravos e riquezas daquelas regiões.
Traianus foi o último grande imperador conquistador que ocupou o Trono de Roma. Mas, apesar disso, ele gastou valores tão exorbitantes nessas expedições que mesmo as riquezas conquistadas não cobririam.
Mas algumas parcerias e sociedades que ele desenvolveu com governantes vizinhos não foram feitas através de guerras, e sim através de sedução. Há registros de que ele levou alguns reis e príncipes pra cama e, com extrema sensibilidade, convenceu eles a tomar as atitudes políticas que ele queria. Hum! Interessante, né? Ele sabia das coisas!rsrsrs
Foi durante o reinado de Traianus que o Império Romano chegou à sua extensão máxima: toda a área verde que vocês tão vendo nesse mapa pertencia a ele.
 













Em Roma, Traianus favoreceu o desenvolvimento da agricultura, instituiu cotas de alimentação destinadas especificamente a crianças e, principalmente, foi o responsável pela realização de grandes obras arquitetônicas.
Na área religiosa, ele continuou adorando os deuses romanos. Quanto aos judeus e aos cristãos, ele não tomou nenhuma atitude extremamente importante, nem contra eles nem a favor deles.
Na vida pessoal, até onde se sabe, Traianus passava todo o tempo livre bebendo vinho e se esfregando com rapazes novinhos. Mas uma coisa que se costuma relatar é que, apesar de beber muito, ele nunca ficava bêbado! Talvez exatamente por tá acostumado a beber, né?
Quanto aos rapazes do harém de Traianus, não há registros de nenhum que tenha sido maltratado por ele. Eles só tinham que se esforçar pra dar conta do apetite sexual insaciável dele!rsrs
Em 113, ele partiu com um exército numa campanha pra conquistar o Império Parta.
Terminada essa guerra, com a saúde debilitada e muito abatido por causa da luta, Traianus iniciou a viagem de volta a Roma, na companhia da esposa Pompeia, no ano 117. Mas ele passou mal durante a viagem e foi recolhido em 08 de Agosto, morrendo no dia seguinte, faltando 1 mês pra completar 64 anos.
Durante os 19 anos do reinado dele, Roma evoluiu muito mais do que nas mãos de vários outros governantes que ela teve antes e depois daquela época.
De acordo com a Pompeia, a última pessoa que chegou a conversar com ele, Traianus reconheceu o filho adotivo Publius Aelius Hadrianus como herdeiro. E esse passou a ser o novo Imperador de Roma.
Traianus foi um dos imperadores de Roma reconhecidos como deuses depois da morte.

Today, we’ll talk a little about a homosexual monarch who lived 20 centuries ago. He was Trajan, the 13th Roman Emperor. And some historiographers see him as the Greatest Roman Monarch.
He was born in the South of the region which currently is Spain, on September 18th, in 53.
His father was Marcus Ulpius Traianus.
Claudius I was the Roman Emperor when Trajan was born. And this monarch would be killed by his wife, Empress Agrippina, who’d give the Roman Throne to her son Nero.
Trajan joined the Roman Army when he was still a teen. And he would be in different regions of the Roman Empire. At the same time, Rome lived under a complete chaos: in 68, after having been forced to abdicate, Nero would kill himself.
Servius Suplicius Galba became the new emperor. But he had his end some months later. And Marcus Salvius Otho, a Nero’s lover, replaced him as the new monarch.
After a few months, he killed himself when General Aulus Vitellius Germanicus became the new emperor.
Aulus was a terrible tyrant with a really evil and sadistic personality. And after a little revolution, the people of Rome killed him and threw his dead body into the Tiber.
Titus Flavius Vespasian became the emperor after his death. It means 6 men became Roman emperors in 14 years. And each one usurped the throne from his predecessor.

Nel 76, il padre di Traiano è diventato il Governatore di Siria. E Traiano, che allora aveva 23 anni, è andato lì per essere un tribunus.
Più o meno in quell’epoca, lui ha sposato la filosofa Pompeia Plotina Piso. E ha avuto con lei (si crede) solo una relazione di amicizia.
Loro non hanno avuto figli o figlie. Ma hanno adottato Publio Elio Adriano, un cugino di Traiano.
Nel 91, Traiano è tornato a Roma, quando Tito Flavio Domiziano era l’imperatore. E lui voleva Traiano nel Reno, per farlo un territorio di Roma. E Traiano l’ha fatto veramente!
L’imperatore è stato assassinato nel 96. E Marco Cocceio Nerva l’ha sostituito.
Allora, cominciava l’epoca chiamata “Era dei Buoni Imperatori”. Perché i prossimi 5 imperatori dopo Domiziano sarebbero più pacifici e più progressisti che gli altri tutti quanti.
Come il nuovo sovrano, Marco Cocceio ha permesso il culto cristiano (ma lui stesso dava culto agli dei romani), ha permesso il ritorno di quei che avevano avuto l’estradizione da Roma ed ha fatto anche dei tipi di carità.
Marco Cocceio era 100% omosessuale. E per questo, non aveva nessun erede naturale. Così, lui ha adottato Traiano e l’ha fatto il suo erede.
Marco Cocceio è morto nel 98. E Traiano, che aveva 44 anni, è diventato l’Imperatore di Roma.

Trajano quería nuevos territorios orientales para el Imperio Romano. Y las actuales Hungría y Rumania fueron sus metas. Muchos esclavos de Roma eran de allí.
El fue el último gran emperador conquistador romano. Y tuvo algunos problemas económicos por cuenta de eso.
Pero algunas conquistas suyas no fueron hechas por guerras, y si por seducción. Algunos reyes y príncipes estuvieron en sus aposentos y Trajano, con mucha sensibilidad y habilidad, los convencía a hacer lo que él quería. El sabía hacer las cosas, ¿verdad?rs
Gracias a todas las conquistas de Trajano, el Imperio Romano tuvo su máxima extensión (como uds pueden ver en el mapa arriba).
En Roma, sus principales obras fueron a favor de la arquitectura.
Trajano continuó como adorador de los dioses romanos, pero no hizo nada muy importante contra (ní a favor) de los cristianos y judíos.
En su vida personal, le gustaban el vino y los muchachos jóvenes. Las 2 cosas en gran cantidad.rs Pero no tuvo nunca problemas por cuenta de eso.
En 113, Trajano se fue junto al Ejército Romano contra el Imperio Parta, para conquistarlo. Y después de eso, su salud no estuvo nada bien. Cuando regresaba a Roma en 117, junto a su esposa Pompeia, él tuvo problemas de salud y se murió el 8 de Agosto, cási con 64 años.
El fue el señor de Roma y sus territorios por 19 años, cuando el imperio tuvo uno de sus mejores períodos de evolución.
Pompeia fue la última persona a realmente hablar con Trajano. Y ella dijo que él quería Publio Elio Adriano como su heredero. Y él fue el nuevo Emperador de Roma entonces.
Trajano es uno de los emperadores de Roma vistos como dioses después de su muerte.

Até mais!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

ESPANTANDO A CRENTALHADA!!!rsrsrs

Oi!!!

O quadro do qual a gente vai falar esse mês é Apollo e Marsia.

 


















Bom, o quadro foi pintado pelo Pietro Perugino, ficando pronto nos últimos anos do século XV.
É uma tela de 39 cm de altura por 29 cm largura e se encontra atualmente no Museu do Louvre.
Como se vê, é um quadro que mostra uma imagem com vários planos. Vamos ver passo a passo:
No 1º plano, à esquerda, vemos o sátiro Mársias, aqui retratado como um jovem humano, sentado numa pedra e tocando uma flauta. Enquanto, pouco mais de 1 metro à frente dele, à direita do quadro, vemos o deus Apolo, de pé, com uma lira no chão à esquerda dele, olhando pro Mársias com ar de desdém.
Os 2 estão, aparentemente, nas bordas de uma floresta (o expectador do quadro, supostamente, estaria olhando a cena de dentro da floresta).
Atrás deles, vemos um caminho descampado depois do qual vemos um lago. E às margens desse lago, vemos um palácio renascentista.
Mais atrás, fica um vale cercado por várias montanhas, em vários planos diferentes.
E no Céu, vemos várias aves voando também em planos diferentes.
Alguns estudiosos do quadro supõem que o rapaz que aparece tocando a flauta é o pastor Dáfnis, e não o sátiro Mársias. Então, fica aí outra possibilidade pra se pensar.
Agora, vamos ao mito que inspirou o quadro:
Atena, deusa da sabedoria, um dia chegou diante dos outros deuses e deusas do Helenismo e mostrou a eles o instrumento musical mais magnífico que já tinha conhecido: a flauta.
Mas, ao tocar o instrumento, apesar da beleza da música, a deusa se surpreendeu com as risadas das outras divindades, que pareciam se divertir olhando pra ela. E ao perguntar o motivo da graça, Atena recebeu uma resposta muito simples: ao tocar a flauta, ela tinha que inflar as bochechas com ar, ficando assim com uma cara engraçadíssima.
Furiosa pelo constrangimento que passou na frente dos outros deuses e deusas, Atena jogou a flauta o mais longe que pôde. E o instrumento caiu numa floresta, onde foi encontrado por um sátiro chamado Mársias.
Sem saber que a flauta daria azar a quem tocasse nela, pois tinha absorvido as energias de ira e rejeição da deusa, o sátiro desafiou o deus Apolo prum duelo musical: ele tocaria a flauta, Apolo tocaria a lira e um júri decidiria qual dos 2 era o melhor músico...
Desafiar um deus nunca acaba bem (pelo menos pra quem pertence à religião desse deus). Mas quando alguém que não é deus desafia uma divindade do Helenismo pra saber qual dos 2 faz alguma coisa melhor, aí a coisa acaba pior ainda, porque esse é um dos maiores sacrilégios do Helenismo. Chama-se hybris e é registrado por vários mitos gregos.
Além de tudo isso, vamos levar em conta que a flauta que o Mársias usaria estava amaldiçoada...
Bom, o júri que julgou o duelo era composto pelas 9 musas (deusas das artes) e pelo Rei Midas, da Frígia (o quadro, aparentemente, mostra a visão de um dos 10 jurados, olhando a apresentação do Mársias).
Terminado o duelo, as musas votaram em Apolo, enquanto o Rei Midas votou no sátiro.
Ganhando quase por unanimidade, o deus castigou o Mársias pela hybris que cometeu, arrancando toda a pele dele brutalmente, deixando ele em carne viva da cabeça aos pés. E o Midas também levou o dele por ter estimulado a hybris contra um deus: Apolo transformou as orelhas humanas do rei em 2 orelhas de jumento.

Questo mese parleremo del dipinto Apollo e Marsia.
Bene, il quadro è stato finito da Pietro Perugino negli ultimi anni del Quattrocento.
Si tratta di un dipinto di 39 cm di altezza e 29 cm di larghezza che rimane attualmente al Louvre.
Come si vede, è un quadro che mostra un’immagine con diversi piani. Vediamo passo per passo:
Nel primo piano, a sinistra, vediamo il satiro Marsia seduto su una roccia e suonando un flauto. Qui, lui è un giovane umano. E poco più di 1 metro davanti a lui, a destra, vediamo il dio Apollo, in piedi e guardandolo con disprezzo. E c’è una lira sulla terra alla sua sinistra.
I 2 sono apparentemente ai margini di una foresta (si suppone che lo spettatore del quadro sta guardando la scena dall’interno della foresta).
Dietro di loro, si vede un cammino dopo di che si vede un lago. E sulle rive di questo lago, si vede un palazzo rinascimentale.
Più indietro, rimane una valle circondata da montagne diverse, in molti piani diversi.
E in Cielo, vediamo troppi uccelli che volano in piani diversi.

According to a Greek myth, Athena, goddess of wisdom, came one day before the other gods and goddesses of Hellenism and showed them the musical instrument most magnificent that she had ever known: the flute.
But while playing the instrument, despite the beauty of the song, the goddess was surprised by the laughter of the other deities, who seemed to make fun of her.
Athena asked what they were laughing at and received a very simple answer: when playing the flute, she had to inflate the cheeks with air and it gave her a very funny face.
Furious because of the embarrassment passed before the other gods and goddesses, Athena threw the flute as far as she could. And the instrument fell into a forest where was found by a satyr named Marsyas.
Unaware that the flute would curse anyone who would touch it (it had absorbed the goddess’ energies of anger and rejection), the satyr defied Apollo: in a musical duel, he would play the flute, Apollo would play the lyre and a jury would decide which between them was the better musician. And that’s what the picture above shows us.
Some historiographers who have dedicated themselves to this picture assume that the guy who appears playing the flute is the pastor Daphnis, not Marsyas as it’s usually thought. So there’s another possibility to think about.

Desafiar a un dios nunca termina bien (por lo menos para aquellos que pertenecen a la religión de este dios). Pero cuando alguien que no es una deidad desafía a un dios del Helenismo para saber cuál de los 2 hace algo mejor, entonces la cosa termina muy peor, puesto que este es uno de los mayores sacrilegios del Helenismo. Se llama hybris y es registrado por varios mitos griegos.
Según un mito, el sátiro Marsias lo hizo cuando desafió al dios Apolo a un duelo musical. Y peor: lo hizo utilizando una flauta que estaba llena de energías negativas...
Pues bien, el cuerpo de jurados que determinaría el duelo era integrado por las 9 musas (diosas de las artes) y por el Rey Midas, de Frigia (la imagen arriba muestra, al parecer, el punto de vista de uno de los 10 miembros del jurado, mirando a la presentación de Marsias).
Acabado el duelo, las musas votaron a favor de Apolo, mientras que el Rey Midas votó a favor del sátiro.
Ganando casi por unanimidad, el dios castigó a Marsias por su hybris: arrancó toda su piel brutalmente, dejándolo con la carne expuesta de pies a cabeza. Y Midas fue castigado también, por haber estimulado la hybris contra un dios: Apolo convirtió a las orejas humanas del rey en 2 orejas de asno.

Uma coisa que me ocorreu enquanto eu escrevia esse post é o horror que deve se passar na cabeça dos pentecostais que (DIZEM QUE) entram aqui no blog sem querer ao se depararem com um post desse tipo.
Imaginem: eles entram num blog gay (lembrando que eles têm uma aversão patológica contra gays) e veem um post que menciona deuses que não são de origem judaico-cristã (lembrando que eles têm uma aversão patológica contra qualquer deus que não é de origem judaico-cristã).
Eles devem passar a madrugada inteira berrando passagens da Bíblia (provavelmente fora de contexto, que é o que eles mais gostam de fazer) e implorando o perdão de Jeová por terem entrado aqui, com medo de serem mandados pro Inferno depois de terem entrado aqui, né?rsrsrs
Mas, pelo menos, vão embora e não ficam aqui enchendo o saco.
Então, uma das vantagens de ter imagens de divindades não-cristãs em sites gays é que elas ajudam a espantar a crentalhada chata.

Bom, até mais!

domingo, 17 de junho de 2012

AS 3 VERSÕES DE UM HOMEM-LEÃO JAPONÊS

Oi!!!

Hoje a gente vai falar sobre um herói japonês que estrelou 3 seriados de aventura: o Raion Maru, mais conhecido no Brasil como Lion-Man.
Bom, a história desse personagem começa ainda nos anos 60. Mais especificamente em 1967, quando a P-Productions pensou em lançar um seriado japonês de aventura que tinha um herói em tamanho humano lutando contra monstros gigantes. E esse herói era um homem com cabeça de felino...
Fazer uma coisa assim ficava ‘um pouquinho’ complicado na época, né? Principalmente levando em conta os efeitos especiais que existiam então.
Conclusão: os produtores não aceitaram a ideia e o roteiro foi pra gaveta.
Em 1971, o sucesso de Supekutoruman (Spectreman) mostrou aos produtores que o público gostava de heróis em tamanho humano, o que era uma certa inovação na TV Japonesa da época (heróis de seriados japoneses do início dos anos 70 quase sempre eram gigantes).
Aliás, pode dar uma clicada aqui pra ver um post sobre Supekutoruman:

http://centrogb.blogspot.com.br/2009/09/uma-producao-de-baixissimo-custo-mas.html

Bom, depois disso, a TV Fuji entrou em contato com a P-Productions pra conversar sobre o assunto. E essa conversa resultou na saída da gaveta daquele roteiro de 1967.
Em Abril de 1972, o 1º dos 54 capítulos de Kaiketsu Raion Maru chegava à televisão no Japão.
  














O seriado mostra as aventuras de um guerreiro chamado Shishimaru (que na tradução brasileira teve o nome abreviado pra Shimaru) que vive no Japão do século XVI, ao lado da heroína Saori e do ninja mirim Kosuke.
O herói principal foi interpretado pelo ator Ushio Tetsuya...
  

















...na época com 23 aninhos.
  














Os 3 são órfãos criados por um velho sábio que previu a chegada de um grande perigo: um demônio chamado Gosan um dia começará um ataque contra o Japão, com a intenção de exterminar todos os humanos e repovoar o país com demônios.
  













Na tradução brasileira, o vilão teve o nome alterado pra Satan Goss nos primeiros capítulos. E depois mudaram pra Diabo Gozo... Não sei qual foi a pior ideia, porque Satan Goss é o nome brasileiro do vilão principal de Kyoju Tokuso Jasupion (1985), que é um dos seriados japoneses mais famosos no Brasil, enquanto Diabo Gozo... Venhamos e convenhamos, fica parecendo um demônio feito de porra, né?rsrs
Por que não deixaram o personagem se chamando Gosan mesmo?
Bom, pra que os 3 lutem contra o perigo que se aproxima, o velho dá a cada um deles um objeto mágico: o Kosuke ganha uma flauta capaz de invocar um cavalo alado, a Saori ganha uma espada capaz de aumentar a força física dela nas lutas e o Shishimaru ganha uma espada que permite a ele invocar os deuses da luz e do vento. E esses, quando chamados, transformam ele num homem-leão de pelos brancos chamado Raion Maru.
A previsão do velho se concretiza logo no 1º capítulo. E a partir daí, o trio de heróis já passa a lutar contra os demônios usando seus respectivos poderes.
A tática de ataque dos vilões é a mesma de 99% (ou seria mais do que isso?) dos vilões de seriados japoneses de aventura: mandar, a cada capítulo, um monstro com uma aparência e poderes diferentes pra tentar matar os heróis, mas que acaba sendo derrotado por eles no final do capítulo.
Por falar nisso, esse é um dos seriados japoneses que têm os monstros mais mal feitos (coisa que melhoraria um pouquinho no 1º remake que o seriado teria).
Por outro lado, em termos de cenários externos, temos que admitir que o realismo é classe A, já que TODAS as cenas externas foram gravadas no interior do Japão, em regiões que ainda permanecem com a mesma aparência que tinham no século XVI.
Depois de alguns capítulos, aparece um vilão com poderes do mesmo tipo do Shishimaru. Só que, em vez de se transformar num homem-leão, ele vira um homem-tigre. E se chama Taiga Jo.
Mas, como o personagem acabou caindo nas graças do público, a direção do seriado decidiu transformar ele num ‘vilão redimido’, que depois de mais alguns capítulos passa a ajudar os heróis a combater os demônios.
No último capítulo, o Taiga Jo morre, pouco antes do Shishimaru partir pra luta decisiva contra o demônio Gosan e, é claro, destruir o vilão definitivamente.
O sucesso do seriado foi grande, levando a P-Productions a, na tentativa de faturar mais dindin com o mesmo personagem, partir pruma jogada inédita: lançar um remake do seriado no ano seguinte.
Assim nasceu o seriado Fun Raion Maru, que duraria menos da metade do tempo do outro: teria só 25 capítulos.
  














O Shishimaru dessa versão, também interpretado pelo Ushio Tetsuya, tem a aparência mais de um samurai (no original, ele tinha um estilo mais ninja) e se transforma num homem-leão de pelos alaranjados que cobre a juba com um capacete.
Pra se transformar, ele não invoca os deuses. Mas sim, liga um foguete que mantém preso às costas, que faz ele voar até o Sol (?!), de onde ele volta já na sua forma felina... Fazia mais sentido a explicação dos deuses transformarem ele, né?
Além disso, a chama do foguete fica bem na bunda dele! Como é que não queima?rsrs
Outra coisa estranha é que nunca é explicado como ele adquiriu esses poderes.
Bom, os inimigos dessa vez são monstros subterrâneos que querem dominar o Japão, enquanto fazem adoração a um demônio chamado Mantoru.
Como em vários outros seriados japoneses, o vilão principal aqui é um tanto ‘paradão’. Na verdade, o tal de Mantoru é só uma cara gigante esculpida na terra que solta fumaça pela boca quando fala.
  












E embora seja cegamente obedecido pelos seus devotos, não parece ter grandes poderes. O único ato significativo que ele pratica nesse sentido ao longo do seriado todo é transformar uma súdita traidora numa estátua de pedra.
O general do exército dele, chamado Aguda, é um cadeirante que se cobre da cabeça aos pés com uma armadura.
  
















E passa o tempo indo transmitir as ordens do seu senhor paradão aos tais monstros que louvam ele.
Como não pode ir a toda parte de cadeira de rodas, ele usa como meio de transporte uma espécie de cabine voadora suuuuuper mal feita.
Na tradução brasileira, o demônio chefão passou a se chamar Mântor do Diabo, enquanto o Aguda virou Aguidar.
Nessa nova versão, os monstros eram mais bem feitos (ou seria melhor dizer menos mal feitos?). Bom, veja alguns e tire suas própria conclusões:

  


















Assim como na 1ª versão, o Shishimaru tem como amigos principais uma moça e um garoto, chamados Shino e Myoshi (que no Brasil viraram Shinobu e Sankichi), mas que não são guerreiros como os do outro seriado.
E ele também encontra um guerreiro com poderes parecidos com os dele, que começa como um vilão e depois se redime. Mas esse, chamado Hyoba, não se transforma num homem-tigre, e sim num homem-jaguar preto.
Logo nos primeiros capítulos, como começaram a ver que a audiência não tava lá essas coisas, a direção do seriado decidiu passar a imitar cada vez mais a 1ª versão, buscando o mesmo público que essa tinha.
Por isso, no capítulo 9, o homem-leão branco da versão original chega montado no seu cavalo alado, salva o Shishimaru (que na hora tá desmaiado no chão e nem vê o ‘colega’ em momento nenhum) de ser morto pelos vilões e depois vai embora e nunca mais aparece! Mas não deu muito certo... Mesmo porque NUNCA é dada NENHUMA explicação pra essa aparição (com exceção, é claro, de tentar melhorar a audiência do seriado).
Aí, partiram pruma tentativa extrema de chamar a atenção do público: no capítulo 11 fizeram o Hyoba ser morto por um dos monstros inimigos, trouxeram o Taiga Jo de volta numa nova versão e fizeram o Shishimaru tirar o capacete quando se transforma e ficar com a juba de fora, pra ficar com uma aparência mais próxima do herói da outra versão.
Bom, no antepenúltimo capítulo, o Shishimaru destrói o Aguda, depois da única luta que os 2 têm... O general tinha vários mecanismos de ataque escondidos na cadeira de rodas dele (que inclusive revelou que podia voar nessa luta!). Mas nada disso derrotou o herói.
Situação bem mal aproveitada pelo roteiro: um vilão com toda essa capacidade de luta só lutou 1 única vez contra o herói!
Finalmente, no último capítulo, o Shishimaru invade o esconderijo subterrâneo dos vilões e mata o demônio Mantoru com um único golpe de espada (ele fura a testa da sinistra cara gigante), fazendo o lugar entrar em colapso e desabar, matando soterrados os últimos vilões que tinham sobrevivido.
Essa derrota do vilão mor pode parecer meio tosca. Mas um personagem que é simplesmente uma cara imóvel no chão não renderia mesmo uma grande luta, né?
Em 1989, o remake do seriado chegou ao Brasil, sendo exibido pela extinta Rede Manchete com o nome de O Poderoso Lion-Man... Até hoje, muita gente ainda não entendeu por quê decidiram ressuscitar no Brasil um seriado que no Japão mesmo já tava quase esquecido. Afinal, já fazia 16 anos que tinha sido gravado e não tinha deixado muita saudade no público de lá.
E mais uma: além do próprio Japão, o Brasil foi o único país onde esse seriado foi exibido (pra vocês verem como é que ele chamou a atenção das emissoras de outros países, né?rs).
O seriado conquistou a sua legião de fãs brasileiros, é claro. Mas não conseguiu fazer o mesmo sucesso de outros seriados japoneses exibidos aqui na mesma época.
A Manchete também tinha comprado a 1ª versão do seriado, mas mandou primeiro o remake, que chegou a ser exibido até o último capítulo e foi reprisado várias vezes. E de acordo com alguns sites que já publicaram artigos sobre o tema, isso foi uma tática pra testar a popularidade do seriado sem correr riscos... Como já foi dito, a 1ª versão do seriado tem 54 capítulos, enquanto a 2ª, tem só 25. E lembrando que a exibição era 5 dias por semana (ou seja, mesmo que exibissem tudo de uma vez só, demoraria pouco mais de 1 mês pra passar tudo), se um seriado de 25 capítulos recebesse uma rejeição braba do público isso não seria um grande prejuízo pra audiência da emissora. Já se fosse um seriado de 54 capítulos...
Mas isso teve um efeito colateral: em 1991, a emissora finalmente mostrou nas telinhas os primeiros capítulos da versão original do seriado, que não agradou muito o público e foi tirado do ar pouco depois.
Claro: o público brasuca já tinha fixa na mente a imagem do herói mostrado na 2ª versão, sem falar que em 1991 seriados japoneses de aventura já tavam gastos no Brasil, pois cerca de 20 programas desse tipo já tinham sido exibidos até ali em anos recentes.
Depois disso tudo, em 2006, lançaram a 3ª versão do seriado. que pretendiam voltar mais pro público adulto: Raion Man Ji.
  











A história se passa em 2011. E mostra um Shishimaru loiro morando no Centro de Tokyo, e que tem uma personalidade meio medrosa... Só até aí, já deu pra ver que não se parece muito com as outras versões, né?rsrs
Quem deu vida ao herói aqui foi o ator Kazuki Namioka.
  


















Lembram do velho sábio que previu o ataque de Gosan na 1ª versão da série? Ele volta a aparecer aqui, mas agora é um mendigo que descende de antigos sábios medievais. E entrega ao herói uma espada mágica medieval que dá a ele o poder de se transformar num homem-leão.
Por falar em Gosan, ele também volta nessa versão. Mas não é um demônio, e sim um traficante responsável pela disseminação de uma droga que aumenta a força física (e também o nível de violência) de quem consome.
O principal capanga dele, chamado Taiga Jo, também tem o poder de se transformar num homem felino através do poder de uma espada mágica. E dedica uma lealdade cega ao bandido, pois foi criado por ele desde criança, depois que os pais dele foram assassinados. Mas as coisas mudam quando o Taiga Jo descobre que foi o próprio Gosan que mandou matar os pais dele. E aí, resolve passar pro lado do herói.
Aliás, quem mata o vilão mor nessa versão é o Taiga Jo, e não o Shishimaru.
Amadurecido, mas também traumatizado com a história que viveu, o Shishimaru se retira prum lugar desconhecido e nunca mais é visto. Mas a história dele vira uma lenda urbana em Tokyo.
Bom, no YouTube, eu só consegui encontrar a abertura da 2ª versão do seriado. Tá aqui o link pra quem quiser ver:

http://www.youtube.com/watch?v=_QzUfOWtbEo

Today we’ll talk a little about a Japanese character who was the main hero of an adventure TV series and its 2 remakes: Raion Maru, better known as Lion-Man in the Western World.
Well, the history of this character began in the 60s. More specifically in 1967, when P-Productions thought of releasing a Japanese adventure series with a human-sized hero battling giant monsters. And this man would have a feline head...
Doing something like that would be “a bit” complicated at the time, right? Especially if you think about the special effects that existed then.
Conclusion: the producers didn’t accept the project and the script was forgotten.
In 1971, the success of Supekutoruman (Spectreman) showed the producers that the Japanese audience liked human-sized heroes, even because it was an innovation in their TV shows at that time (heroes of Japanese shows in the early 70s were almost always giants). And then TV Fuji came in contact with P-Productions to talk about it. And their conversation resulted in the reuse of that 1967 script.
Kaiketsu Raion Maru (The Vigilant Lion Knight) was on TV in Japan for the 1st time in April of 1972.
The series shows the adventures of a warrior named Shishimaru. He lives in Japan in the 1500s alongside the heroine Saori and the ninja-boy Kosuke.
The then 23-year-old actor Ushio Tetsuya portrayed the main hero.
The 3 are orphans and were raised by an old sage who predicted the arrival of a great danger: one day a demon named Gosan will start an attack against Japan in order to exterminate all humans and repopulate the country with demons.
In the Brazilian translation, the villain’s name was changed to Satan Goss in the 1st episodes and later would be changed to Diabo Gozo... None of the 2 names was very pleased to the Brazilian audience. Even because they were ridiculous (“gozo” means “cum” in Portuguese).
Why couldn’t he be called Gosan in Brazil too?
Well, the 3 heroes have to fight against the danger that lies ahead. So the old man gives to each of them a magical object: Kosuke gets a flute able to summon a winged horse, Saori gets a sword able to increase her physical strength in fights, and Shishimaru gets a sword that allows him to summon the gods of light and wind. And these gods can transform him into a white-haired lion-man named Raion Maru.
The old man’s prediction realized in the 1st episode. And from this moment the trio of heroes starts fighting against the demons using their respective powers.
The tactic used by Gosan and his demons to attack is the same used by 99% of the villains of the other Japanese adventure series: in each episode they send a monster with a different appearance and power in order to kill the heroes, but it ends up being defeated by the heroes at the end of the episode.
By the way, this is one of the Japanese shows which have the worst makeup for the monsters.
On the other hand, talking about outdoor scenes we have to admit their realism is Class A. ALL the outdoor scenes were filmed at Japan country regions that still remain with the same look they had in the 1500s.
After a few episodes, a villain who has powers of the same kind of Shishimaru’s arrives. He can transform himself into a tiger-man and his name is Taiga Jo.
Anyway, this character became very friendly to the audience. So, the direction of the show decided to make him a “redeemed villain” who a little later starts helping the heroes to fight against the demons.
Taiga Jo is killed in the last episode. And then Shishimaru has the decisive fight against the demon Gosan and of course destroys the villain definitely.

El éxito de Kaiketsu Raion Maru (1972) fue tan genial que la P-Productions, en un intento de ganar más dinero con el mismo personaje, tuvo una decisión sin precedentes: el lanzamiento de una nueva versión del serial en el año siguiente.
Así nació el serial Fun Raion Maru.
El segundo enlace arriba muestra el opening del serial.
Igual que en el original, el héroe aquí se llama Shishimaru y es la parte del actor Ushio Tetsuya. Pero tiene el aspecto de un samurai y se convierte en un hombre-león de color naranja que cubre su melena con un casco.
En el original, Shishimaru invocaba a algunos dioses para que lo convertiesen en Raion Maru. Aquí, él dispara un cohete que mantiene atado a su espalda, que le hace volar hacia el Sol (?!), de donde ya regresa en su forma felina... La explicación de los dioses hacía más sentido, ¿no?
Por otra parte, ¡la llama del cohete está por encima de su trasero! ¿Cómo no le quema el culo?rsrs
Otra cosa extraña es que nunca se explica cómo él adquirió estos poderes.
Bueno, sus enemigos son unos monstruos subterráneos que quieren dominar Japón, al mismo tiempo que hacen adoración a un demonio llamado Mantoru (este no es más que un gigantesco rostro tallado en la tierra que fuma de la boca al hablar, o sea, igual que los villanos principales de muchos otros seriales del mismo tipo, él no se mueve).
A pesar de que es ciegamente obedecido por sus devotos, Mantoru parece que no tiene grandes poderes. El único acto importante que realiza en este sentido a lo largo de todo el serial es cambiar una súdita traidora en una estatua de piedra.
El general de su ejército, llamado Aguda, usa una silla de ruedas y se mantiene cubierto de pies a cabeza con una armadura. Y pasa el tiempo llevando las órdenes de su amo a los monstruos que lo sirven.
Puesto que no puede ir a todas partes con su silla de ruedas, él utiliza como medio de transporte una especie de cabina de vuelo.
Aquí las ropas de los monstruos se hicieron mejor que en el original. Uds pueden ver a algunas arriba.
Igual que en el otro serial, Shishimaru tiene como amigos principales una muchacha y un chiquito, llamados Shino y Myoshi. Pero no son guerreros como los otros.
El también encuentra un guerrero con poderes semejantes a los suyos, que empieza en la historia cono un villano y después se cambia en un héroe. Se llama Hyoba y puede convertirse en un hombre-jaguar negro.
En los primeros episodios del serial ya era posible ver que la audiencia no era buena. Por lo tanto, la dirección decidió comenzar a imitar cada vez más la primera versión, buscando la misma audiencia que había antes.
En el capítulo 9, fue hecha una participación especial del hombre-león blanco de la versión original. El salva a Shishimaru (que está desmayado sobre el suelo y no llega siquiera a ver a su “colega”), que está a punto de ser asesinado por los bandidos, ¡y luego se va y nunca más aparece! Pero eso no funcionó... Hasta mismo porque NUNCA se da NINGUNA explicación para esa participación (excepto, por supuesto, el tratar de mejorar la audiencia del programa). Así, en el capítulo 11, fueron a un intento extremo de llamar la atención del público: Hyoba fue asesinado por uno de los monstruos enemigos, trajeron a la historia un personaje del original llamado Taiga Jo (ahora con otro aspecto) y decidieron que Shishimaru tenía que sacar su casco y mantener la melena expuesta, para ser más semejante al héroe de la otra versión.
Bueno, en el penúltimo capítulo, Shishimaru destruye a Aguda, después de la única pelea que tiene con él... El general tenía varios mecanismos de ataque escondidos en su silla de ruedas (¡que podía hasta mismo volar!). Pero el héroe sobrevivió a todo eso.
Situación muy mal utilizada por el guión: ¡un villano con toda esta capacidad de luchar sólo peleó 1 vez contra el héroe!

L’ultimo episodio di Fun Raion Maru (1973) ci mostra l’eroe Shishimaru arrivando al nascondiglio sotterraneo dei cattivi e uccidendo il demone Mantoru con 1 colpo di spada. Il posto crolla e cade, uccidendo gli ultimi cattivi che erano ancora vivi.
Questa sconfitta del cattivo principale dello show può sembrare un po’ ridicola. Ma Mantoru è semplicemente una faccia immobile sulla terra. Un personaggio così non poteva avere una grande lotta, vero?
Questo show è arrivato in Brasil nel 1989. La Rede Manchete l’ha messo in TV con il nome di O Poderoso Lion-Man... Ancora oggigiorno, molta gente non capisce perché hanno deciso di resuscitare in Brasile uno show che in Giappone era già quasi dimenticato. Dopo tutto, c’erano già 16 anni che era stato filmato e il pubblico giapponese non lo mancava così tanto.
E c’è un’altra cosa: fatta eccezione per il Giappone stesso, Brasile è stato l’unico paese in cui questo show è stato visto in TV (così, possiamo vedere che non è piaciuto alle stazioni televisive di altri paesi, certo?).
Questo show ha avuto il suo gruppo di fans in Brasile, naturalmente. Ma non ha potuto fare lo stesso successo degli altri show giapponesi che c’erano qui in quell’epoca.
Fun Raion Maru è un remake di Kaiketsu Raion Maru (1972), che la Manchete aveva anche comprato. Ma ha mostrato al pubblico prima di tutto la seconda versione, che è stata vista in TV fino all’ultimo episodio. E secondo alcuni siti, questa era una tattica per testare la popolarità dello show senza nessun rischio... La prima versione dello show ha 54 episodi, mentre la seconda ha solo 25, e la Manchete lo mostrava in TV 5 giorni a settimana (vale a dire, anche se avrebbero messo tutto in una volta in TV, ci vorrebbe solo un po’ più di 1 mese a passare tutti gli episodi). Se uno show di 25 episodi avrebbe ricevuto un rifiuto grave dal pubblico, questo non sarebbe una grande perdita per la stazione, ma se fosse uno show di 54 episodi...
Ma questo ha avuto conseguenze impreviste: nel 1991, la Manchete ha finalmente mostrato al pubblico i primi episodi dello show originale, che è sparita poco dopo, visto che non è piaciuta al pubblico.
Chiaro! Per 2 motivi: primo, il pubblico brasiliano aveva già fissata nella mente l’immagine dell’eroe mostrato nella seconda versione; e secondo, il pubblico brasiliano era già stanco degli show giapponesi di avventura nel 1991, perché circa 20 show di questo tipo erano già stati visti nella TV Brasiliana in quell’epoca.
Dopo tutto questo, la terza versione della storia è arrivata nel 2006: Raion Man Ji.
Vediamo qui un Shishimaru biondo e pusillanime che vive nel centro di Tokyo nel 2011... A questo punto, è già possibile vedere che questa versione è molto diversa dalle altre, vero?rsrs
L’attor Kazuki Namioka ha avuto la parte dell’eroe.
Bene, qui vediamo un mendicante che discende dagli antichi saggi medievali. Lui dà all’eroe una spada magica medievale che gli dà il potere di trasformarsi in un uomo-leone. C’è un personaggio simile a questo nella prima versione.
Il cattivo principale allora era un demone chiamato Gosan. E lui torna qui, ma non come un demone. Adesso è uno spacciatore di droghe responsabile per la diffusione di un farmaco che aumenta la forza fisica (e anche il livello di violenza) di chi lo consuma.
Il suo principale impiegato ha anche il potere di trasformarsi in un uomo-felino attraverso il potere di una spada magica. Si chiama Taiga Jo e dedica una fedeltà cieca al bandito, perché è stato protetto da lui fin da bambino, dopo la morte dei suoi genitori. Ma le cose cambiano quando Taiga Jo scopre che Gosan è il responsabile per la morte dei suoi genitori. Così, lui si unisce all’eroe.
A proposito, Gosan è ucciso da Taiga Jo, e non da Shishimaru.
Maturato, ma anche traumatizzato da tutto ciò che ha vissuto, Shishimaru si ritira in un luogo sconosciuto e non è mai più visto. Ma da questo momento la sua storia diventa una leggenda di Tokyo.

Até mais!