domingo, 30 de janeiro de 2011

PHILIPPE II CAPET 1165-1223

Oi!!!

Pra encerrar o mês, não posso deixar de lembrar aqui das chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro há poucas semanas atrás.
Como a maioria de vocês devem saber, as cidades daquele território foram destruídas pelas chuvas e pelas avalanches de lama. Quase 900 corpos já foram encontrados até agora, cerca de 500 pessoas ainda tão desaparecidas e cerca de 30000 sobreviventes tão desabrigados. Na verdade, foi a maior tragédia natural da História do Brasil.
E as prefeituras dessas cidades tão pedindo ajuda a quem puder colaborar. Então, em vez de um post de utilidade pública, esse mês vou deixar aqui o número da conta corrente que a Prefeitura de Teresópolis abriu pra receber donativos:

Agência 0741-2 do Banco do Brasil
conta 110000-9

Bom, eu ainda não falei aqui nesse blog sobre nenhum personagem histórico homossexual ou bissexual que tenha vivido na Idade Média. Então, hoje vou reeditar um post que fiz há alguns anos no CECG&B sobre um: o Rei Philippe II Capet, da França.

Philippe Auguste Capet nasceu em Val-d’Oise, em 21 de Agosto de 1165.
Os pais dele eram o Rei Louis VII Capet e a Rainha-consorte Adèle, que chamavam ele de Dieudonné.
O Louis VII, que sofria de problemas de saúde não muito bem identificados, não teve forças pra continuar governando por muito mais tempo. Assim, ele abdicou em 1179 (e morreria 1 ano depois), fazendo do filho, ainda com 14 anos, o novo monarca, com o título de “Sua Majestade Católica, o Rei Philippe II, da França”.
Assim, ele foi o 7º rei da Família Real Capet (essa família teve nada menos que 15 reis, que governaram a França por 341 anos, de 987 até 1328).
Em Abril do ano seguinte, o Philippe II se casou com a Condessa Isabelle, que recebeu o título de Rainha-consorte da França.
Aparentemente, ela ficou grávida algumas vezes, mas sempre perdia. Até que, em Setembro de 1187, nasceu o Príncipe Louis Capet, o único filho do Philippe II com a Isabelle que chegou a nascer.
Na mesma época, na Família Real da Inglaterra, tavam acontecendo várias rivalidades entre os herdeiros do trono. É que a Inglaterra tinha vários territórios no continente. E o Rei Henry II Plantagenet tinha dado a quase todos os filhos algum desses territórios pra governar. Mas a intenção de todos os príncipes era pegar o trono mesmo, e não territórios menores.
Então, em 1188, na França, o Príncipe Richard se aliou ao Philippe II pra derrubar o pai, na Inglaterra. E como esse já tava muito doente, o Philippe II viu que faltava pouco pra queda dele. E manter uma política de boa vizinhança com o novo rei inglês seria uma boa.
Pouco tempo depois que eles se conheceram, o Richard já tava dormindo na cama do Philippe II. E ele concedeu ao amante inglês tropas pra atacar o Henry II. O rei inglês fugiu. Mas, como já tava nas últimas, morreu logo depois, em 1189. E com isso, o Richard I passava a ser o novo Rei da Inglaterra.


Logo depois disso, o papa começou a convocar todos os governantes católicos (o que incluía o Philippe II e o Richard I) pra participarem de uma nova cruzada contra a Palestina. Era a 3ª Cruzada patrocinada pela Igreja Católica.
É claro que os católicos não contestavam as ordens do papa, já que eles consideravam o papa com a mesma dignidade de Jesus (e, pelo menos tradicionalmente, ainda é assim até hoje).
Então, o Philippe II deixou a França com o exército dele em Julho de 1190, pouco depois de ficar viúvo (a Isabelle tinha morrido de parto, junto com o bebê, no início do ano).
Como todas as outras cruzadas, enquanto essa partia da Europa pra Palestina, os católicos iam destruindo tudo de não-católico que encontravam pelo caminho. Inclusive as outras instituições cristãs que não eram católicas e os membros delas.
Quando passavam por uma aldeia, os católicos matavam os homens, estupravam as mulheres e crianças, roubavam todos os mantimentos e incendiavam o que deixavam pra trás. Que pessoas santas, né?rs
Mas é claro que muita da pobreza que ainda existe até hoje no Oriente Próximo se deve à destruição que a Igreja Católica causou ali com as Cruzadas.
Aliás, a gente sabe que o discurso da Igreja Católica mudou um pouco daquela época pra cá. Mas, na prática, será que a ética católica também mudou? Sinceramente, eu tenho grandes dúvidas.


Bom, enquanto tavam no acampamento, o Philippe II recebeu cartas do Príncipe John (irmão mais novo do Richard I), fazendo intrigas que acabaram por jogar o Philippe II contra o Richard I, o que levou ele a dar ordens às tropas francesas pra invadir as terras inglesas. Claro que o que o John queria era simplesmente derrubar o irmão do trono e se tornar o novo Rei da Inglaterra, tendo o Philippe II como aliado.
Em Julho de 1191, o Rei da França começou a viagem de volta pra pátria.
Desde a época em que ainda tava no acampamento, e apesar de ter ficado só 1 ano lá, ele começou a manifestar problemas de saúde, que foram se agravando aos poucos a partir dali. O Philippe II que voltou pra corte francesa tinha uma aparência mais velha e uma saúde mais debilitada.
Apesar disso, ele governou a França como um grande administrador. Foi um dos maiores reis que o país teve.
Em Agosto de 1193, pensando em arranjar aliados na Dinamarca, o Philippe II se casou com a princesa dinamarquesa Ingeborg. Mas ela, apesar de ter só 18 anos, demonstrava ser mais inteligente do que os ministros do marido. E talvez mais inteligente do que o próprio marido.
Aparentemente, saíram muitas brigas entre eles e o Philippe II acabou negando à Ingeborg o direito de ser coroada como a nova rainha-consorte. E como parece que as brigas continuaram (provavelmente instigadas pelos ministros), ele acabou mandando ela prum convento. E em Maio de 1196, pensando em arranjar aliados na Europa Central, o Philippe II se casou com uma fidalga alemã chamada Agnieszka Maria. E 2 anos depois, nasceu uma filha, a Marie.
Em 1199, o Philippe II teve a notícia de que o ex-amante Richard I tinha morrido numa pequena batalha, lutando contra um súdito rebelde. E como ele morreu sem filhos, o John I, como irmão dele, passava a ser o novo Rei da Inglaterra, o que até deu ao Philippe II uma distante esperança de ser Rei da Inglaterra um dia, já que mantinha boas relações com o John I. Mas nunca teve nem um mínimo boato de transas entre eles, como tinha acontecido com o Richard I.
Bom, em 1200, o Philippe II teve outro filho com a Agnieszka Maria, que também se chamou Philippe. Só que ele não tinha conseguido a anulação do casamento com a Ingeborg. E naquele mesmo ano, o papa excomungou ele por bigamia e declarou esse último casamento dele inválido.
Em 1202, quando o papa convocou a 4ª cruzada, o Philippe II nem se moveu: ele não tinha mais saúde nem pra montar a cavalo, imaginem pra ir pruma guerra...
Mas isso piorou mais ainda a situação dele com o papa, né? E como ele não queria ter problemas políticos com o papa e nem com o Rei da Dinamarca (irmão da Ingeborg), o Philippe II acabou trazendo ela de volta pro palácio em 1213 e deixando ela ser coroada Rainha-consorte da França.
A partir daquela época, ele teve que passar a viver constantemente acompanhado por médicos.
Em 1223, quando tava em Pacy, o Philippe II decidiu ir a Paris pra assistir a uma reunião eclesiástica sobre as futuras cruzadas. Mas ele não resistiu ao esgotamento da viagem e morreu em 14 de Julho, faltando 1 mês pra fazer 58 anos.
E o Príncipe Louis, filho do 1º casamento dele, assumiu o poder, sendo coroado com o título de “Sua Majestade Católica, o Rei Louis VIII, da França” e dando continuidade à obra do pai.

Philip Augustus Capet was born on August 21st, in 1165.
His parents were King Louis VII and Queen-consort Adèle of France.
Louis VII was getting very sick at that time. And he wouldn’t be able to rule France much longer. So, he abdicated in 1179. And the 14-year-old Philip became the new king, as Philip II of France.
The next year, he married Countess Isabelle, who became the new queen-consort. And she would give him only 1 son, Prince Louis, in 1187.
At that time, many conspiracies were taking place in the English Royal Family, because the princes wanted to depose King Henry II Plantagenet in order to get his throne.
In 1188, the English Prince Richard formed an alliance with Philip II against his father. The French king knew the English king was almost dying. So it would be intelligent having the new English king on his side.
Philip II and Richard became lovers. And the king gave him an army to fight Henry II. This one died in 1189. And then Richard I became the new King of England.


Nel 1189, il papa ha deciso d’avere la terza crociata. E voleva i re cattolici tutti quanti i quella guerra.
Nessuno ha detto niente contro, perché i cattolici vedevano il papa come qualcuno simile a Gesù (ed ancora lo vedono).
Così, Filippo II ha lasciato Francia dopo la morte della moglie, nel 1190, per andare alla crociata.
Quando c’era una crociata, i cattolici facevano la distruzione di tutto quello che trovassero che non fosse cattolico. Se trovavano un paese, uccidevano gli uomini tutti quanti, stupravano le donne ed i bambini tutti quanti, rubavano tutto quello che era possibile ed incendiavano tutto il resto.
La parte più grande della povertà che c’è oggigiorno nel Vicino Oriente è il risultato delle crociate cattoliche.
Alla crociata, Filippo II ha ricevuto delle lettere del principe inglese Giovanni parlando contro suo fratello, il Re Riccardo I. Veramente, Giovanni voleva la fine del fratello per diventare il nuovo Re d’Inghilterra. E per questo, voleva Filippo II insieme a lui.
Nel 1191, Filippo ha lasciato il Vicino Oriente per tornare in Francia. Ma lui già non era più un uomo così in buona salute.
Comunque sia, lui è visto fino adesso come uno dei maggiori re di Francia.


En 1193, Felipe II se casó con, Isambur, una princesa de Dinamarca. Pero ella era muy despierta y tubo muchas discusinoes con él. Así, Felipe no la dejó ser coronada como reina consorte y la envió a un convento.
En 1196, él se casó con Inés, que le dió una hija (Maria) 2 años después y un hijo (Felipe) más 2 años después.
Pero él estaba todavía casado con Isambur. Y el papa lo excomulgó por bigamía en 1200.
En 1204, cuando hubo la quarta cruzada, Felipe ya no tenía salud para jutarse a eso. Y para no ser mal visto por el papa, dejó Isambur volver en 1213, haciéndola Reina consorte de Francia.
Después de eso, la salud de Felipe se agravó cada vez más. Y el 14 de Julio de 1223, ya muy enfermo, después de un viaje de Pacy para Paris, él se murió de agotamiento.
Su hijo más viejo, el Príncipe Luis, fue el nuevo Rey de Francia en su lugar, como Luis VIII.


Até Fevereiro!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

TENISTA, MODELO, ATOR E APRESENTADOR

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PASSAR OS BENS PRO NOME DE OUTRA PESSOA NO PRÉ-DIVÓRCIO: UMA PRECAUÇÃO

Oi!!!

O post de hoje vai ser só em Português, porque tem a ver com a realidade da sociedade brasileira especificamente.
Também é um assunto que não diz respeito à maioria dos gays. Só aos que, por alguma eventualidade, se casaram oficialmente com uma mulher no passado. Mas como o blog tem muitos leitores bis, e a maioria dos bis são ou já foram casados oficialmente com mulheres, o post de hoje deve interessar mais a eles.
Como vocês sabem, nenhum casamento é imune à separação. O fato de você se casar querendo que aquilo dure pra sempre ou vendo que, na época em que você se casa, tudo mostra que aquilo vai durar pra sempre não é garantia de que aquilo vai durar pra sempre na prática.
E quando um homem e uma mulher que eram casados oficialmente decidem se separar oficialmente, temos aí um divórcio, né? Mas aí, na hora de dividir os bens, quais são as consequências disso na prática?
Bom, depende de como foi feito o contrato desse casamento. E pelas leis brasileiras, isso pode ser feito de 3 formas possíveis:

Separação total de bens→ determina que o homem é o único proprietário de tudo o que tiver no nome dele e a mulher também é a única proprietária de tudo o que tiver no nome dela.

Comunhão parcial de bens, chamada por alguns de separação parcial de bens→ determina que os bens que aquele homem e aquela mulher adquiriram durante o casamento têm que ser divididos como 50% pra ele e 50% pra ela. Mas os bens anteriores ao dia do casamento e posteriores ao dia do divórcio, não. Aí o que é dele é só dele e o que é dela é só dela. Só o que foi adquirido durante o período do casamento é que tem que ser dividido.

Comunhão total de bens→ determina que TUDO que um tem passa a ser 50% do outro, independente de quando foi adquirido.

Tem também a participação final dos aquestos, que é um caso de negociação entre os 2 pra decidir quem vai ficar com o quê. Mas geralmente se baseia nos bens adquiridos durante o casamento.
Bom, teoricamente, é assim que os bens são divididos quando um casamento oficial acaba no Brasil. Mas na prática, não é bem isso que a gente vê...
Uma coisa que eu já mencionei em vários posts até hoje é que no Brasil, quando existe um desentendimento entre um homem e uma mulher, é bem visto chegar em público e deturpar a situação pra fazer parecer que a culpa é toda do homem e que a mulher é a vítima inocente da situação, não importa quem tenha feito o quê. Você enfeita a sua imagem pública, você ganha status... Enfim, você é bem visto se você chegar em público e declarar isso.
Consequentemente, num caso de divórcio, não é difícil pro advogado da mulher usar essa mentalidade como base pra tirar do homem todos os bens que ele puder tirar.
Não tô falando da parte que é da mulher por direito, que o contrato de casamento determina que tem que ser dela. Isso é óbvio que tem que ser dela.
Mas são incontáveis os casos em que, além da parte que é da mulher por direito, ela e/ou o advogado dela tentam avançar na parte que seria só do homem por direito. E não são raros os casos em que conseguem.
Não é difícil de se ver, por exemplo, uma mulher ganhando 2 terços do salário do ex-marido todo mês de graça.
E que fique claro que eu não tô falando aqui de pensão pra filho, não! É claro, óbvio e evidente que, se o homem tem filhos, ele tem que pagar pensão enquanto os filhos forem menores. Mas pagar pensão pro filho menor é uma coisa; pagar pensão pra ex-esposa (principalmente se ele tá pagando mais do que seria direito dela receber) é outra.
Mas aí vêm aqueles discursinhos:

“Ah! Coitadinha da mulher! Pobrezinha da mulher! A mulher é tão oprimida pelo homem na sociedade brasileira que ela tem que ganhar um pouquinho mais do que ela tem direito na prática pra compensar essa opressão toda que ela sofre.”

Às vezes eu me pergunto que TANTA opressão é essa contra as mulheres que certas pessoas mencionam. Porque um estrangeiro que escuta isso deve pensar que as mulheres brasileiras são proibidas de estudar, são proibidas de trabalhar, são obrigadas a andar de burka, têm o clitóris arrancado à faca contra a própria vontade... Ser oprimida, no nível extremo que certos demagogos falam, seria isso.
Mas enfim: existe uma saída legalizada pro homem evitar que isso aconteça quando ele se separa. Só que não dá pra fazer isso em todos os casos... Mas é o caso do homem, antes de se separar, transferir pelo menos os bens mais valiosos que tão só no nome dele pro nome de outra pessoa (de preferência um amigo confiável) e deixar como usufruto dele. Assim, quando a ex-esposa avançar nos bens que deveriam ser só dele, ela não vai encontrar nada de muito valioso ali. E ele vai poder continuar usando esses bens pra sempre, porque tão no nome de outra pessoa, mas tão como usufruto dele.
É claro que só dá pra fazer isso quando ele já vê com antecedência que o casamento tá caminhando pro divórcio. Se for daqueles divórcios que acontecem de uma hora pra outra, aí não dá tempo de tomar esse tipo de precaução.
Se for a situação oposta, ninguém nem precisa se preocupar. Porque, mesmo que um homem tente avançar nos bens que são só da ex-esposa por direito, ele tem 1 chance em 1000 de conseguir isso. Até porque, em maior ou menor grau, a opinião pública vai ficar contra ele, a família vai ficar contra ele, os amigos vão ficar contra ele... Então, provavelmente, ele nem vai chegar muito longe com isso.
Bom, fica aí algo pra quem tem ou pretende ter um casamento hétero refletir.

Até mais!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O ESCOBAR ERA AMANTE DA CAPITU OU DO BENTINHO?

Oi!!!

Hoje a gente vai falar aqui sobre uma das obras principais da Literatura Brasileira, e até considerada por alguns A MAIOR: o livro Dom Casmurro, do Machado de Assis.

Esse livro é considerado também a obra-prima do autor.

O livro foi escrito em 1899 e lançado em 1900, mas a história se passa aqui no Rio, na 2ª metade do século XIX. E é uma autobiografia fictícia, na qual o personagem principal, já com 54 anos, conta o que se passou na vida dele durante a adolescência e pós-adolescência.
Bom, se você já se informou um mínimo que seja sobre esse livro e agora ouve falar nele, posso apostar que vem à sua mente aquela pergunta que todo mundo faz quando se menciona esse livro:

“A Capitu traiu o Bentinho ou não?”

Pois é. Por mais de 110 anos, muita gente ligada à Literatura Brasileira tem se feito essa pergunta, inspirada numa conclusão tirada pelo personagem principal desse livro... Mas é difícil entender por quê dão tanta importância a isso!
Pra dizer a verdade, o tema principal do livro nem é esse, mas sim a luta do personagem Bentinho pra fugir da vida eclesiástica (o livro tem 217 páginas e, da página 1 até a página 153, esse é o principal tema abordado). O suposto adultério da Capitu só começa a ser imaginado pelo Bentinho nas últimas páginas do livro (a partir da página 190).
Bom, começando do começo: a mãe dele perdeu o 1º filho no parto. E como ela era uma católica de ideias meio extremas, beirando o fanatismo e com um profundo medo de ir pro Inferno, decidiu fazer uma promessa, determinando que, se ela tivesse outro filho homem e ele sobrevivesse, seria padre. E como ela tem o Bentinho não muito tempo depois disso...
Na verdade, ela mesma se arrepende muito da promessa que fez. Mas tem tanto medo de desagradar o deus dela se não cumprir que nem cogita a ideia de voltar atrás.
Durante a adolescência, o Bentinho é quase sempre retratado com uma personalidade submissa, principalmente em relação à mãe. E pela própria ética da época, uma mãe viúva (e era esse o caso) exercia autoridade incontestável e vitalícia sobre o filho na sociedade brasileira. Então, mesmo que ele tivesse coragem pra isso, não poderia simplesmente dizer que não faria o que a mãe queria.
O máximo que ele consegue é ter uma conversa com a mãe, na qual expressa um tímido desagrado em ter que seguir a vida eclesiástica. Mas, obviamente, isso não produz resultado nenhum. E com 15 anos, ele é internado no seminário, do qual só podia voltar pra casa nos finais de semana. Mas continua tramando planos pra não chegar a se ordenar padre.
Quanto à Capitu, só esclarecendo pra quem desconhece o livro por completo, ela é uma menina 1 ano mais nova do que o Bentinho, que mora na casa ao lado da dele. E com a qual ele vai acabar se casando, já chegando ao final do livro.
Mas enfim: desde que o Bentinho começa a falar sobre a Capitu até a última página do livro, ele menciona ela mais como uma amiga de infância do que como uma namorada. E várias passagens do livro dão a entender que ele via ela mais como uma forma de escapar da vida eclesiástica: se casando com ela, ele não poderia mais ser padre.
É claro que também tem várias e várias passagens que demonstram que ele gosta dela. Mas a aversão dele à vida eclesiástica parece ser bem mais forte do que a afetividade que ele tem por ela. Ou, pelo menos, a forma como a situação é descrita dá a entender isso.
Quanto ao “ciúme” que algumas pessoas fazem questão de lembrar que ele sente dela, a história, como já foi dito, se passa no Brasil do século XIX. A mentalidade masculina vigente naquela época era que a esposa, a noiva ou uma simples namorada funcionavam como propriedade do homem. Então, o que ele sentia por ela nesse sentido nem seria exatamente aquilo que hoje a gente chama de ‘ciúme’, mas sim uma sensação de posse (referente à mentalidade da época) sendo ameaçada.
Bom, quando chega ao seminário, o Bentinho conhece outro seminarista, chamado Ezequiel Escobar, que é chamado durante o livro todo apenas de “Escobar”.
Esse francamente não tá interessado em ser padre. Ele entrou pro seminário só pra ter a oportunidade de estudar mais, já que o ensino ali é melhor.
Embora a descrição explícita do texto fale do Escobar apenas como um amigo do Bentinho, examinando várias passagens, a gente pode no mínimo supor que não era só isso. O texto faz várias sugestões indiretas de que eles eram amantes.
Isso não é nenhuma interpretação nova da história, não, hein! Essa teoria já é estudada há muitos anos. Mas foi o Millor Fernandes que deu mais destaque a ela nos últimos anos.
Bom, vamos ver algumas passagens do livro que mostram isso:

Na página 94, falando sobre a alma humana, o Bentinho diz:

“Não sei o que era a minha. Eu não era ainda casmurro, nem dom casmurro; o receio é que me tolhia a fraqueza, mas como as portas não tinham chaves nem fechaduras, bastava empurrá-las, e Escobar empurrou-as e entrou. Cá o achei dentro, cá ficou, até que...”

A frase acaba exatamente assim. Com reticências. Na verdade, essa passagem é o fim do capítulo 58.
Na página 107, o Bentinho descreve uma parte da estadia dele no seminário:

“Os padres gostavam de mim, os rapazes também, e Escobar mais que os rapazes e os padres.”

Na página 117, quando o Bentinho fala sobre a 1ª visita que o Escobar fez à casa dele, ele diz:

“Nunca me visitara até ali, nem as nossas relações estavam já tão estreitas, como vieram a ser depois...”

E na mesma página, ele descreve o rosto do Escobar, demonstrando um certo fascínio pela beleza dele:

“Os olhos de Escobar, claros como já disse, eram dulcíssimos, assim como os definiu José Dias, depois que ele saiu, e mantenho esta palavra apesar dos quarenta anos que traz em cima de si. Nisto não houve exageração do agregado. A cara rapada mostrava uma pele alva e lisa. A testa é que era um pouco baixa, vindo a risca do cabelo quase em cima da sobrancelha esquerda; mas tinha sempre a altura necessária para não afrontar as outras feições, nem diminuir a graça delas. Realmente, era interessante de rosto, a boca fina e chocarreira, o nariz curvo e delgado...”

Aparentemente, foi depois desse jantar na casa do Bentinho que ele começou a se interessar mais diretamente pelo Escobar, como vemos na página 118, quando, depois do jantar, o Bentinho saiu pra acompanhar o Escobar até o ônibus:

“Separamo-nos com muito afeto: ele, de dentro do ônibus, ainda me disse adeus com a mão. Conservei-me à porta, a ver se, ao longe, ainda olharia para trás, mas não olhou.”

A Capitu, que observava a cena da janela da casa dela, chegou a se espantar um pouco com a situação.
Na página 125, os 2 têm um diálogo um tanto dúbio... O Bentinho declara:

“Escobar, você é meu amigo, eu sou seu amigo também; aqui no seminário você é a pessoa que mais me tem entrado no coração, e lá fora, a não ser a gente da família, não tenho propriamente um amigo.”

Isso pode parecer simplesmente o desabafo de um adolescente sem amigos. Afinal, realmente ele tinha sido criado praticamente SÓ dentro de casa, sem muito contato com pessoas que não eram da família... Mas ele também não chegava a ser 100% sem amigos! E a Capitu? E os pais da Capitu? Isso não são amigos? E várias passagens do livro dizem explicitamente que ele convivia com esses vizinhos frequentemente.
E quando o Bentinho diz isso, o Escobar responde:

“Se eu disser a mesma cousa, perde a graça; parece que estou repetindo. Mas a verdade é que não tenho aqui relações com ninguém, você é o primeiro e creio que já notaram; mas eu não me importo com isso.”

A forma como ele encerra a última frase é um pouco estranha numa situação em que teja se falando SÓ de amizade, né? Se ele declara que não se importa com alguma coisa que já notaram, isso dá a entender que o que ele tá mencionando é alguma coisa da qual a maioria das pessoas ali seriam contra (lembrando que eles tão num seminário, cercados de padres católicos), mas que ele não tá nem aí pra isso. Não é isso que essa frase dá a entender? Então, será que a maioria das pessoas ali seriam contra uma relação que é SÓ de amizade?
Na página 144, se sentindo culpado por não ter podido ir ao enterro de um vizinho, o Bentinho se anima um pouco ao receber uma visita do Escobar em casa. E assim descreve a situação:

“Um amigo supria assim um defunto, e tal amigo que durante cerca de cinco minutos esteve com a minha mão entre as suas, como se me não visse desde longos meses.”

Na página 145, ao elogiar a beleza dos olhos da mãe do Bentinho, os Escobar compara isso à beleza dos olhos do próprio Bentinho, dizendo a ele:

“Também a alguém há de você sair com esses olhos que Deus lhe deu...”

Existem 3 situações específicas descritas no livro que parecem confirmar de uma forma inegável um romance entre o Bentinho e o Escobar...
A 1ª é uma descrição que o Bentinho dá, na página 146, de uma situação que aconteceu. Os 2 tão andando pela horta da casa do Bentinho, começam a caminhar prum canto da horta e assim ele conta o que se seguiu:

“Caminhamos para o fundo. Passamos o lavadouro; ele parou um instante aí, mirando a pedra de bater roupa e fazendo reflexões a propósito do asseio; depois continuamos. Quais foram as reflexões não me lembra agora; lembra-me só que as achei engenhosas, e ri, ele riu também. A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco. São assim as boas horas deste mundo. Escobar confessou esse acordo do interno com o externo, por palavras tão finas e altas que me comoveram; depois, a propósito da beleza moral que se ajusta à física, tornou a falar de minha mãe, ‘um anjo dobrado’, disse ele.”

Bom, o que foi que ele descreveu aí? Vamos ver:
Eles foram prum canto afastado (provavelmente deserto) da horta, passaram pelo lugar onde as escravas lavavam roupa, o Escobar ficou ali um tempinho falando alguma coisa banal pra se certificar de que não tinha ninguém por perto e/ou pra despistar os escravos que eventualmente tivessem ali por perto vendo os 2 se afastarem e depois disso eles continuaram a se afastar.
O Bentinho diz claramente que achou “engenhoso” o que o Escobar fez ali, apesar de nem se lembrar do que ele disse... Mas se foi algo “engenhoso”, havia a intenção de conseguir alguma coisa fazendo aquilo. E os 2 seguiram em frente rindo do improviso do Escobar ali na hora.
Agora vejam as frases seguintes: “A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco. São assim as boas horas deste mundo.”. Isso parece simplesmente a descrição metafórica de uma relação sexual daquelas bem dadas, né?rsrs
Em outras palavras, eles foram prum canto mais afastado da horta pra transar.
Quando, depois disso, o Escobar menciona a mãe do Bentinho, aparentemente tá falando da beleza do próprio Bentinho, pois na página 145 ele já tinha feito aquele comentário sobre a beleza do Bentinho herdada da mãe. E quando ele chama a mãe do Bentinho de “anjo dobrado”, acho que a gente pode entender como um anjo reproduzido, ou seja, existe outro anjo igual àquele (o próprio Bentinho).
Antes de chegar nas outras 2 ‘provas’ de que eles eram amantes, vamos ver o que aconteceu antes disso.
Na página 148, os 2 tão no pátio do seminário. E o Escobar tem uma conversa com o Bentinho sobre Matemática, mostrando a facilidade e rapidez com que consegue fazer contas... O Bentinho fica tão fascinado que dá um abraço no Escobar. Mas um padre que tava por perto não gostou de ver isso, e se aproximou dizendo:

“A modéstia não consente esses gestos excessivos; podem estimar-se com moderação.”

Bom, das duas uma: ou esse padre era muito radical e muito conservador; ou ele já tinha visto alguma outra coisa ali antes.
O Escobar fica meio apreensivo ao ouvir isso do padre, mas o Bentinho não dá a mínima.
Na página 153, o Bentinho consegue convencer a mãe a deixar o seminário através de um plano do Escobar: já que ela prometeu que um filho homem dela seria padre, ela poderia simplesmente adotar um menino órfão pobre e mandar ele estudar pra ser padre, deixando assim o Bentinho livre da promessa. E ela acaba aceitando.
Pouco depois que deixam o seminário, eles se casam: o Bentinho com a Capitu e o Escobar com uma amiga da Capitu, chamada Sancha.
Não vamos nos esquecer que, naquela época, casar e ter filhos não era uma escolha, mas sim uma imposição da sociedade. Ninguém se casava e procriava porque queria, mas sim porque nem se discutia muito o fato de não fazer isso. Uma pessoa que chegava aos 25 anos solteira já era considerada passada da idade de casar.
Na página 160, tem até uma parte em que, reclamando pelo fato da Capitu ainda não ter engravidado, o Bentinho diz ao Escobar:

“Uma criança, um filho é o complemento natural da vida.”

Bom, o Bentinho e a Capitu têm um filho e o Escobar e a Sancha têm uma filha. E numa homenagem recíproca, dão às crianças os nomes de Ezequiel e Capituzinha.
Mesmo depois do casamento dos 2, a descrição do Bentinho continua insistindo que a relação entre ele e o Escobar foi ficando cada vez mais próxima, como se vê na página 166, quando ele menciona as visitas que um fazia ao outro:

“Escobar também se me fez mais pegado ao coração. As nossas visitas foram-se tornando mais próximas, e as nossas conversações mais íntimas.”

Quando se casam, o Bentinho vai morar com a Capitu na Glória e o Escobar vai morar com a Sancha no Andaraí. Mas, pouco depois, o Escobar se muda com a família pruma casa do Flamengo... Pra quem não conhece, a Glória e o Flamengo são bairros quase vizinhos, localizados entre a Zona Sul e o Centro do Rio, enquanto o Andaraí fica um pouco afastado dali.
Na página 181, o Bentinho antecipa que o Escobar morreu pouco tempo depois de se mudar. Mas assim ele descreve a convivência deles:

“Enquanto viveu, uma vez que estávamos tão próximos, tínhamos por assim dizer uma só casa, eu vivia na dele, ele na minha, e o pedaço de praia entre a Glória e o Flamengo era como um caminho de uso próprio e particular.”

Na página 184, vemos a 2ª ‘prova’ do romance entre eles.
Numa visita à casa do Escobar, o Bentinho começa descrevendo a cena dando a entender que tá se sentindo atraído pela Sancha. Mas isso parece mais uma linguagem de charada: prestando bastante atenção, dá pra entender que ele quer dizer que tá se sentindo atraído pelo Escobar.
Tem uma parte aí em que o Escobar olha pro Mar na Praia do Flamengo e vê que vai ter uma ressaca na manhã seguinte. E assim, apesar do Bentinho estranhar o risco de alguém nadar no Mar nessas condições, o Escobar diz que é exatamente isso o que ele vai fazer. E diz que não tem perigo, pois ele tem condições físicas de nadar assim e ainda pede pro Bentinho apalpar os braços dele pra ver como tavam musculosos. E o Bentinho obedece e diz:

“Apalpei-lhe os braços, como se fossem os de Sancha.”

E ele segue pela página seguinte falando sobre um desejo meio incontrolável pela “Sancha”.
Finalmente, a 3ª ‘prova’ de que existia alguma coisa ali é uma foto do Escobar que o Bentinho sempre mantinha sobre a mesa de trabalho dele, na qual se lia a dedicatória:

“Ao meu querido Bentinho o seu querido Escobar”

Bom, na página 187, como o Escobar tinha planejado na véspera, ele foi nadar no Mar em ressaca... Mas não voltou vivo, pois acabou se empolgando e indo nadar mais longe do que tava acostumado.
Na página 190, durante o enterro do caixão do Escobar, o Bentinho começa a lembrar de uma cena que viu há pouco, antes que o caixão fosse fechado: a Capitu olhava pro cadáver de uma forma que, pro Bentinho, parecia diferente. E a partir daí, do nada, ele começa a supor que o Escobar era amante dela.
Vamos lembrar que o único que achou que ela tava olhando de uma forma diferente pro cadáver é o próprio Bentinho. Não aparece nenhum outro personagem nem sequer comentando nada que dê a entender isso. E olhem que tava cheio de gente ali na hora.
O que fica parecendo é que o Bentinho sofreu um abalo psicológico com a morte do Escobar e, talvez por isso, tenha começado a delirar. E a partir daí, começou a embarcar no próprio delírio.
A partir da página 198, o Bentinho deixa claro que começa a acreditar que o Ezequiel é filho da Capitu com o Escobar...
É bom lembrar que, na página 168, o Escobar tinha dito ao Bentinho que gostaria que o Ezequiel se casasse com a Capituzinha no futuro. Isso parece inutilizar a hipótese de que o Ezequiel seria filho do Escobar, pois, se fosse, ele não ia querer que ele se casasse com a Capituzinha: seriam irmãos.
Mas isso não detém os delírios do Bentinho em relação ao adultério que ele tem cada vez mais certeza de que aconteceu...
Na página 208, depois de revelar à Capitu as suspeitas que tinha, o Bentinho decide viajar com ela e o Ezequiel pra Suíça, onde deixa eles e volta sozinho pro Brasil.
A Capitu nunca mais voltou, morrendo e sendo enterrada por lá alguns anos depois. E assim, o Ezequiel, já adolescente, volta pro Brasil, pra ficar com o pai. Mas só 3 páginas do livro descrevem essa nova convivência entre eles.
Quando reencontra o Ezequiel, o Bentinho acha ele quase totalmente igual ao Escobar quando tinha a idade dele. Mas isso é bastante questionável, já que a única pessoa que viu o Escobar adolescente e agora tá vendo o Ezequiel adolescente é o próprio Bentinho: nenhum outro personagem da história confirma essa suposta semelhança entre eles. Então, o que fica parecendo mais é que ele entendeu o que quis entender.
Não muito tempo depois de voltar ao Brasil, o Ezequiel decide fazer uma viagem ao Oriente Próximo, onde morre de febre tifóide, sendo enterrado em Jerusalém, como é descrito na página 216.
As poucas linhas que se seguem a isso mostram que o resto da vida do Bentinho foi triste, lamentando a traição que ele tem certeza que sofreu por parte dos melhores amigos que teve.
Assim, embora muitos estudiosos desse livro acreditem que o adultério da Capitu foi real, parecem existir mais indícios de que foi um delírio do Bentinho somado ao desejo de posse comum da época do marido pela esposa.
É preciso lembrar também que, sendo uma autobiografia fictícia, o livro é narrado do início ao fim em 1ª pessoa. É o próprio Bentinho que conta o que aconteceu. E quando alguém conta a história da própria vida, raramente consegue contar as coisas da forma 100% exata como aconteceram. Afinal, ele tá contando a história da vida dele sob o ponto de vista dele.
Então, como a gente não tem o ponto de vista dos outros personagens nem sabe o que se passava na cabeça desses outros personagens, as únicas informações de que se pode fazer uso sobre o que aconteceu são as narrações do Bentinho.
Também não se pode contar com a memória dele pra ter uma informação segura sobre o que ocorreu, pois o próprio Bentinho, na página 98, ao falar sobre essa questão, declara que a memória dele não é confiável:

“Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem.”

Como foi dito no início do post, o livro mostra ele já com 54 anos, apenas se lembrando e contando situações que aconteceram há muitos anos... Será que alguém com uma memória assumidamente tão ruim assim vai contar o que se passou na vida dele há tantos anos atrás exatamente da forma como as coisas aconteceram? Óbvio que não, né?
Quanto à sexualidade do Bentinho, mesmo os que defendem que ele era hétero não podem negar que ele tinha lá os seus traumas relacionados a sexo, até pelo próprio histórico de vida dele: ele teve uma mãe que era uma beata conservadora e que tentou obrigar ele a ser padre (então, obviamente, ele foi 100% virgem pelo menos até entrar no seminário) e que comprovadamente nunca deu nenhum esclarecimento a ele sobre sexo. Isso fica claro numa passagem em que ele descreve a adolescência dele e menciona um beijo que ele deu na Capitu. Esse beijo foi simplesmente um selinho. Mas depois disso, ele começou a repetir pra ele mesmo:

“Sou homem! Sou homem!”

Então, provavelmente até ali ele pensava que dar um selinho era o ponto máximo do sexo, pois ele literalmente se sentiu perdendo a virgindade quando fez isso!
Na verdade, podemos afirmar sem medo de errar que o Bentinho era um ignorante em relação a sexo. Pelo menos até conhecer o Escobar.
Então, se é que ele era hétero, é inegável que era um hétero de sexualidade meio conturbada.

Today we’ll talk a little about one of the most import writings of Brazilian Literature (and some call it THE MOST important): Dom Casmurro, by Machado de Assis.
This book is also seen as its author’s masterpiece.
It was written in 1899 and released in 1900. But the story takes place in the late 1800s in Rio de Janeiro. It’s a fictitious autobiography written by a 54-year-old man. And he tells us some events of his life as a teenager and as a post-adolescent.
Well, if you already have any piece of information about this book and then you hear its title I’m sure one of the 1st things you think about is a very famous question about this story:

“Did Capitu commit adultery against Bentinho or didn’t she?”

You see. For more than 110 years many people who study Brazilian Literature have made this question. And this question is based on a conclusion which the main character came to... But it’s difficult to understand why people are so worried about that!
Actually, it’s not the major theme of the story. Most of the book tells about the protagonist Bentinho fighting against his catholic destiny (the book has 217 pages and this is the major theme from page 1 to page 153). And he starts thinking about Capitu’s possible adultery only in the end of the book (from page 190).
Let’s explain how it started... Bentinho’s mother lost her 1st son just when he was born. She was a bigoted roman catholic and was completely afraid of going to Hell. Then, she decided to make a promise to her god: if she would give birth to another male child she would force him to be a catholic priest. And Bentinho was born a little later. Then...
Actually she herself doesn’t agree with her promise and repents so much of it. But she thinks she can’t give up or it’ll infuriate her god.
Bentinho describes himself as a very submissive teenage boy. Especially when his mother gives him an order. And let’s remember it was in the 1850s. At that time a widowed mother (and that was her case) had an indisputable and lifelong authority over her children in Brazil. Then, even if he was courageous enough to do that, he couldn’t just say he wouldn’t do what she wanted him to.
There’s a moment when he talks to his mother and everything he’s able to do is saying in a very humbly way he wouldn’t like to be a priest. But of course it changes nothing in her mind. Then, the 15-year-old Bentinho is sent to a seminary. He could come home only in the weekends. But he goes ahead with his plans of leaving that catholic life.
About Capitu... She is a 1-year-younger girl who lives at the house on the side of Bentinho’s. And they will get married in the 2nd half of the book.
Anyway, Bentinho starts talking about Capitu as a friend who played with him when they were kids much more than as a future wife. He mentions her in this way even in the last page of the book. And there are many moments when we can understand he saw their marriage just as a way to escape from his catholic life: a married man may not be a catholic priest.
Of course there are also many, many moments when we see he likes her. But his aversion against his life as a priest seems to be much stronger than his love for her.
Some people always remind us Bentinho’s jealous behavior when he talkes about Capitu. But we have to remember a Brazilian male who lived in the 19th century used to see his wife, his fiancée, or even his simple girlfriend almost as a thing which belonged to him. Then, I think his feelings for her are not exactly what we call “jealousy” in the 21st century. Actually it was something like a possession desire.
Well, when Bentinho arrives at the seminary he meets another teenage boy named Ezequiel Escobar. He’s called only Escobar along the book.
This dude really doesn’t intend to be a priest in the future. He is at the seminary just because it gives him better a condition to study.
Well, explicitly the text introduces us Escobar just as Bentinho’s friend. But if you pay attention to many moments of the story you can at least suppose they weren’t only friends. They were lovers.
It’s not a new interpretation of the book. Such theory has existed for many years. And a few years ago Brazilian play-writer Millor Fernandes gave more emphasis to that.
Well, let’s see some parts of the story which show that:
At page 94 Bentinho says:

“I don’t know what my soul was. I wasn’t this surly man yet. This ‘Dom Casmurro’. I’m afraid I was a weak person. The doors of a soul had no keys. They had no locks. You could just open them. Escobar opened them and went in. I found them inside me. He stayed inside me. But once...”

The last sentence ends in this reticent way. Actually it’s the end of the 58th chapter.

At page 107 Bentinho describes a part of his days at the seminary:

“The priests liked me. The boys liked me too. And Escobar liked me more than the priests and the boys did.”

At page 117 Bentinho tells us about Escobar’s 1st visit to his house:

“He had never visited me before. And our contacts weren’t so close yet. But they would be later...”

At the same page he describes Escobar’s face. And we can see he got fascinated:

“Escobar’s eyes were light. They were ‘too sweet’ as José Dias would call them later. It was 40 years ago and I still think they were like that. José Dias didn’t exaggerate when he said that. His shaved face showed a white and light skin. His forehead wasn’t so large. His hair almost touched his left eyebrow. But it was large enough for not damaging his features. And it didn’t make him less beautiful. His face was really interesting. His mouth was light and funny. His hook nose was thin...”

Bentinho’s interest to Escobar seems to have become stronger after that dinner at his house. We see that at page 118. After dinner, Escobar sees it’s already time to go home. And Bentinho goes with him to the bus-stop. That was what happened:

“He went from me with so much love. When he was inside the bus he still gave me good-bye with his hand. I stayed near the door. I was waiting for him to look at me again when he was already farther. But he didn’t.”

At this moment Capitu is in her house at the window. She sees everything and gets surprised with the situation.


Aunque cuando se hable de la novela brasileña Don Casmurro (1900), de Machado de Assis, se piense mucho en el posible adulterio de Capitú, casada con Bentinho, con su amigo Ezequiel Escobar, se puede ver también que el posible adulterio fue de Bentinho: él sería el amante de Escobar.
Ellos se conocen en el medio del siglo XIX, cuando son todavía muchachos, puesto que los 2 son seminaristas (Bentinho fue forzado por su madre a entrar en la iglesia y Escobar está allá solo para estudiar mejor). Y a contar de aí se puede ver algunas partes del libro que nos hacen creer que ellos son amantes...
En la página 144, Bentinho está triste porque no logró a irse al funeral de un vecino. Pero Escobar se va a visitarlo en su casa y así, más feliz, él describe la situación:

“Un amigo substituía así un muerto. Y este amigo, por casi 5 minutos, mantuvo mi mano entre las suyas. Era como si no me hubiera visto por meses y meses.”

En la página 145, Escobar dice que los ojos de la madre de Bentinho son muy bellos. Y los compara a los ojos del propio Bentinho, diciendo:

“Estos ojos que Dios te dio tenían realmente que ser heredados de alguien...”

Hay 3 situaciones específicas vistas en el libro que son pruebas casi innegables de que hay una relación romántica entre Bentinho y Escobar...
La primera es lo que Bentinho nos describe en la página 146. Los 2 están caminando por el huerto de la casa de Bentinho, empiezan a caminar para la parte trasera del huerto y así son las palabras de Bentinho:

“Caminamos para el fondo del patio posterior. Atravesamos el lugar donde las esclavas lavan la ropa. El se quedó allá rápidamente, mirando el lugar y hablando de limpieza. Después, continuamos. No me recuerdo de lo que él dijo. Me recuerdo sólo que fue algo astuto. Yo me reí y él también. Mi alegría despertaba la suya. El Cielo estaba muy azul. El aire estaba muy claro. Creo que la Naturaleza también se reía con nosotros. Así son los buenos momentos de este Mundo. Escobar dijo que hay un acuerdo entre lo que está dentro y lo que está fuera. Me lo dijo con palabras tan delicadas y elevadas que me quedé conmovido. Después, unió la belleza moral y la física, hablando de mi madre y llamándola ‘ángel doble’”.

Bueno, ¿que se puede ver en esta situación?
Ellos se fueron a una parte más lejana del huerto, atravesaron el lugar donde las esclavas lavaban ropas, Escobar se quedó allá por poco tiempo hablando algo de poca monta sólo para ver se había alguien allá y/o para despistar los esclavos que podrían estar allá y ver los 2 alejándose y después los 2 continuaron a seguir.
Bentinho dice claramente que se recuerda de algo “astuto” dicho por Escobar, aunque no se recuerde de lo que fue... Pero si fue una cosa “astuta”, había la intención de lograr a tener algo gracias a eso. Y los 2 se fueron caminando después de eso reíndose de lo que Escobar había improvisado.
Ahora presten atención a esas partes: “Mi alegría despertaba la suya. El Cielo estaba muy azul. El aire estaba muy claro. Creo que la Naturaleza también se reía con nosotros. Así son los buenos momentos de este Mundo.”. ¿No creen que eso es la descripción metafórica de una relación sexual? Bueno, en verdad, lo sería de una relación sexual MUY buena, ¿no?rsrs
En otras palabras, ellos se fueron a una parte aislada del huerto para hacer sexo.
Cuando Escobar habla de la madre de Bentinho, se puede creer que está hablando de la belleza del propio Bentinho. Hay que se recordar que, en la página 145, él dijo claramente que la belleza de Bentinho fue heredada de su madre. Y cuando él llama la madre de Bentinho “ángel doble”, se puede creer que está hablando de un ángel que tiene otro igal a sí (el propio Bentinho).
Ya vamos a ver las otras 2 pruebas de que hablé. Pero antes vamos a ver algunas otras partes del libro que muestran casi la misma cosa.
En la página 148, ellos están junto a la iglesia donde estudian. Escobar está hablando de Matemática con Bentinho. Y le muestra como le es posible hacer cálculos rápidamente... Bentinho se queda tan encantado que abraza Escobar. Pero eso no gusta nada a un sacerdote que los miraba. El se acerca y les dice:

“Ustedes tienen que ser modestos y no pueden tener esos gestos excesivos. Pueden amarse, pero no así.”

Hay sólo 2 explicaciones para eso: este sacerdote era muy radical y conservador; o ya había visto otra cosa entre aquellos chicos antes.
Escobar se queda preocupado con lo que dice el sacerdote, mas Bentinho no le hace caso.
En la página 153, Bentinho logra a convencer su madre a liberarlo de la vida eclesiástica gracias a un plan de Escobar: ella lo forzaba a ser sacerdote porque había prometido a su dios que un hijo hombre suyo lo sería, pero, para hacerlo, bastaba que adoptase un huérfano pobre y lo enviase al seminario, dejando Bentinho libre, puesto que no tenía vocación. Y ella lo acepta.
Poco después que dejan el seminario, ellos se casan: Bentinho con Capitú y Escobar con una amiga de Capitú, llamada Sancha.
Es necesario recordar que, en aquella época, casar y tener hijos no era propiamente una elección, pero sí una exigencia de la sociedad. Nadie casaba y ponía niños en el Mundo porque quería hacerlo, mas sí porque el hecho de no hacerlo no era ní siquiera discutido. Llegar a los 25 años de edad soltero era raro.
En la página 160, Bentinho reclama porque Capitú todavía no se quedó embarazada. Y dice a Escobar:

“Un niño, un hijo es el complemento natural de la vida.”

Bueno, Bentinho y Capitú tienen un hijo y Escobar y Sancha tienen una hija. Y como homenaje recíproco, dan a los niños los nombres de Ezequiel y Capituzinha.
Hasta mismo después de los casamientos, el libro continúa a insistir en que la relación de Bentinho y Escobar se queda cada vez más íntima. Lo vemos, por ejemplo, en la página 166, cuando Bentinho dice:

“Escobar se quedó más dentro de mi corazón. Nuestras visitas se quedaban más próximas y nuestras charlas más íntimas.”

Cuando se casan, Bentinho se va a vivir con Capitú en Glória y Escobar se va a vivir con Sancha en Andaraí. Pero, poco después, Escobar se va a vivir con su familia en una casa de Flamengo... Si no conoces Rio de Janeiro, te digo que Glória y Flamengo son barrios casi vecinos en esa ciudad, mientras que Andaraí es un barrio un poco más lejos, en otra parte de la ciudad.
En la página 181, ya es dicho que Escobar se morirá poco después de irse a vivir en Flamengo. Pero así Bentinho habla de sus últimos días junto a él:

“Cuando él estaba vivo, puesto que vivíamos en casas muy próximas, se puede decir que teníamos una sola casa. Yo estaba siempre en su casa y él estaba siempre en la mía. Y la playa que se queda entre Glória y Flamengo era como un camino que sólo nosotros utilizábamos.”

Ahora vamos a ver la segunda prueba principal de sus relaciones.
En la página 184, cuando está visitando Escobar, Bentinho habla de la situación como si sentiese un deseo sexual por Sancha. Pero cuando se hace más atención a lo que él dice, es posible ver que su deseo es por Escobar.
Hay un momento que Escobar mira el Mar en la Playa de Flamengo y ve que se quedará muy agitado en el otro día. Así, aunque Bentinho se admire de eso, Escobar le dice que nadará allá (y esta será la causa de su muerte). Y dice que no hay peligro, puesto que es un hombre muy fuerte. Así, pide que Bentinho toque sus brazos para ver como están musculosos. Y Bentinho lo hace y dice:

“Yo toqué sus brazos, como si fueran los de Sancha.”

Y continúa por esta y por la otra página hablando de su gran deseo por “Sancha”.
Y la tercera prueba de que existía alguna cosa más que amistad entre ellos era una foto de Escobar que Bentinho mantenía siempre sobre su mesa de trabajo. La dedicatoria de la foto dice:

“A mi amado Bentinho, tu amado Escobar.”


Nonostante il romanzo brasiliano Don Casmurro, di Machado de Assis, sia basato sul possibile adulterio di Capitu, la moglie di Bentinho, con il suo amico Escobar, si può capire che Bentinho era il vero amante di Escobar.
Loro si vedono per la prima volta quando sono ancora ragazzi e sono in un seminario cattolico.
Nella pagina 125, loro hanno un dialogo un po’ dubbio... Bentinho dice:

“Escobar, tu sei un amico mio. Anch’io sono un amico tuo. Qui, tu sei la persona che è più entrata nel mio cuore. E nel Mondo non ho propriamente amici. Soltanto la gente della mia famiglia.”

Va bene. Si può capire che questo è solo un ragazzo senza amici che vuole sfogarsi. Veramente, sua madre l’ha fatto eccessivamente legato a lei e senza molta intimità con altre persone... Ma lui non era un ragazzo 100% senza amici. Capitu e i suoi genitori, che abitavano la casa vicina alla sua, erano amici suoi. Molte parti del libro dicono chiaramente che lui conviveva sempre con loro.
E Escobar risponde:

“Se ti dico la stessa cosa, è stupido. Sarebbe una ripetizione. Ma veramente non ho relazioni con nessuno qui. Tu sei il primo e credo che già lo sanno. Ma io non do importanza a questo.”

Quello che lui dice nella sua ultima frase è un po’ strano se si sta parlando SOLTANTO di amicizia, vero? Se lui dice che non da importanza a qualcosa che qualcuno già lo sa, questo significa che molte delle persone che sono intorno a lui sono contro quello di cui sta parlando (non dimenticare che loro sono fra sacerdoti cattolici), ma che lui continuerà a farlo. O si può capire un’altra cosa? E i sacerdoti che sono intorno a loro sarebbero contro una relazione SOLO di amicizia?
Ci sono molte altre parti del libro che mostrano situazioni come questa fra Escobar e Bentinho.
Quando lasciano il seminario, Bentinho sposa Capitu. E dopo, loro hanno un figlio, chiamato Ezequiel.
Nella pagina 187, Escobar va alla spiaggia. Gli piaceva nuotare nel Mare in risacca... Ma questa volta non riesce più a tornare. La corrente di ritorno l’uccide.
Nella pagina 190, mentre si sotterra la bara di Escobar, Bentinho si ricorda di quello che ha visto pochi minuti fa: quando la bara era ancora aperta, Capitu guardava il defunto, secondo Bentinho, diversamente. E da quel momento, senza giustificazione, lui comincia a credere che Escobar e Capitu erano amanti.
C’è bisogno di ricordare che l’unico che ha creduto che lei guardava il defunto diversamente è Bentinho. Non si vede altri personaggi parlando niente così. E c’erano tantissime altre persone intorno alla bara.
Penso io che Bentinho è traumatizzato per la morte di Escobar e, forse per questo, ha cominciato a delirare. E dopo questo, ha cominciato a credere ai suoi stessi deliri.
Dalla pagina 198, Bentinho comincia a credere che Ezequiel è figlio di Capitu e Escobar...
Bene, nella pagina 168, Escobar ha detto a Bentinho che gli piacerebbe vedere la figlia che aveva avuto con sua moglie sposando Ezequiel nel futuro. E questo invalida la possibilità di Ezequiel essere un figlio suo. Se lo fosse, Escobar non vorrebbe che lui sposasse sua figlia: sarebbero fratello e sorella.
Ma questo non ferma la paranoia de Bentinho. Lui continua a credere sempre più che Escobar e Capitu erano amanti...
Nella pagina 208, dopo aver detto a Capitu quello che (credeva che) sapeva, Bentinho la porta nella Svizzera con Ezequiel. E torna nel Brasile da solo.
Capitu non sarebbe mai tornata in Brasile: è morta nella Svizzera alcuni anni dopo. Così, Ezequiel, adesso un ragazzo, è tornato ad abitare con suo padre. Ma ci sono solo 3 pagine che ci raccontano la nuova relazione fra loro.
Quando ritrova Ezequiel, Bentinho lo vede come quasi totalmente uguale a Escobar quando aveva la sua stessa età. Ma questo è molto contestabile, visto che l’unica persona che aveva visto Escobar ragazzo e adesso vede Ezequiel ragazzo è lui. Così, non c’è altro personaggio che possa confermare questa possibile somiglianza. In realtà, si crede che Bentinho ha capito quello che voleva capire.
Poco tempo dopo, Ezequiel decide che lascerà Brasile e farà un viaggio turistico nel Vicino Oriente. Ma il tifo l’uccide a Gerusalemme.
L’ultima pagina del libro viene dopo questa. E ci mostra che il resto della vita di Bentinho è stata triste. Lui soltanto si lamenta con quello che è sicuro che i suoi migliori amici hanno fatto contro lui.
Molti ricercatori di questo libro credono totalmente che l’adulterio di Capitu è stato reale. Ma gli indizi principali mostrano che Bentinho è diventato momentaneamente impazzito dopo la morte de Escobar e ha creduto alle cose che lui stesso immaginava.
Non dimenticare che Don Casmurro è un’autobiografia fittizia: Bentinho “l’ha scritta” quando aveva 54 anni ed è lui che ci racconta tutta la storia. E quando qualcuno racconta la storia della sua vita, raramente riesce a raccontare le cose esattamente come sono successe. Non dimenticare che sta raccontando le cose che sono successe nella sua vita sotto il suo punto di vista.
Così, non si sa qual’era il punto di vista degli altri personaggi e non si sa quello che questi personaggi pensavano specificamente del possibile adulterio di Capitu. Le uniche informazioni che abbiamo di quello che è successo sono i racconti di Bentinho.
Un altro problema è che la memoria di questo personaggio è veramente debole. Così, è certo che le informazioni che lui ci da non sono 100% sicure. Lui stesso dice nella pagina 98 che la sua memoria non è degna di fiducia:

“Quanto io invidio quei che non hanno scordato il colore dei primi pantaloni che hanno avuto! Io non mi ricordo nemmeno del colore di quei che ho portato ieri.”

Comunque sia, come già lo sapete, il nostro narratore qui ha 54 anni e sta si ricordando e ci raccontando delle cose che sono successe molti anni fa (e alcune di queste cose sono successe quando lui era un adolescente)... Qualcuno con una memoria così debole ci racconterà quello che è successo nella sua vita tanti anni fa propriamente come queste cose sono successe? Evidentemente no, vero?
Parlando della sessualità di Bentinho, molti dicono che lui era etero. Ma anche così, non si può negare che lui aveva qualche tipo di trauma psicologico sessuale, anche dovuto alla vita che ha avuto: sua madre era una cattolica conservatrice che voleva forzarlo a ordinarsi prete (così, evidentemente, lui è arrivato totalmente vergine almeno alla sua post-adolescenza) e comprovatamente lei non ha mai parlato niente di sesso con lui. Si può vederelo quando Bentinho ci parla del suo primo bacio con Capitu, quando aveva 15 anni. A dire il vero, è stato soltanto un bacetto. Ma dopo questo, lui ha cominciato a ripetere:

“Sono uomo! Sono uomo!”

Così, è certo che lui credeva che un bacetto era il punto massimo del sesso. Si vede che credeva che aveva perso la sua virginità allora!
Si può dire, senza paura di sbagliare, che Bentinho era un ignorante totale di sesso. Forse Escobar gli ha insegnato le prime cose di questo tema.
Così, anche se Bentinho era un eterosessuale, la sua eterosessualità era veramente problematica.


Até mais!

domingo, 23 de janeiro de 2011

BRANWEN e BRIGIT

BRANWEN


De acordo com alguns historiadores, é possível que essa deusa tenha sido uma personagem histórica que passou a ser adorada como divindade pelos celtas galeses depois da morte. E a ‘prova’ disso seria um pequeno cemitério celta na Ilha de Anglesey: de acordo com a tradição celta, Branwen foi enterrada ali.
Realmente, arqueólogos encontraram enterradas ali várias urnas celtas antigas com fragmentos de esqueletos humanos dentro. Mas não há como provar que um desses restos mortais seja de Branwen.
Bom, seguindo essa teoria, ela teria vivido, numa época não muito clara, numa tribo de celtas galeses. Mas teria se casado com um Rei da Irlanda, provavelmente como um tratado de paz entre as tribos de celtas galeses e celtas irlandeses, que viviam em permanente guerra.
Esse casamento não trouxe a paz e a guerra continuou, cada vez mais dura. Até que, depois de ter passado por vários dramas pessoais e visto várias batalhas, Branwen foi conduzida de volta à tribo natal dela. Mas não sobreviveu por muito tempo: morreu de depressão, ao ver o estado em que as guerras deixaram o Arquipélago Britânico.
Terminadas todas as batalhas, os únicos sobreviventes foram 7 homens na tribo de Branwen e 5 mulheres grávidas na tribo do marido dela. E pelo poder de Branwen, agora transformada em deusa, foram esses que conseguiram recriar as 2 tribos.
Então, ela é a deusa da tristeza trazida pelas tragédias. Mas também da capacidade do ser humano se reerguer depois que passa por tragédias.
É preciso lembrar que, muitas vezes, a pessoa só se dispõe a evoluir depois que passa por um período de tristeza.

According to some historiographers, Branwen was a historical character who started being worshipped as a deity after her death. This theory is based on the existence of a celtic cairn on the Isle of Anglesey. According to the celtic tradition, Branwen stays there.
Several celtic urns with human ashes were found there. But it’s impossible to know if some of those ashes are Branwen’s.
Well, according to this myth-theory, she lived in an unclear century in a Welsh celtic tribe. But she married the King of Ireland, presumably in order to start a peaceful cohabitation between the Welsh celts and the Irish celts. Both groups used to fight permanently against each other.
This marriage didn’t bring any peace. And the war continued in a harder way. After have seen much sadness and many battles, Branwen went back to her birth tribe. But it was the end of her life: she died of depression after have seen what war had done to the British Isles.
After the last battles, the only survivors were 7 men at Branwen’s tribe and 5 pregnant women at her husband’s. And thanks to Branwen’s powers (then she was a goddess), they could recreate their tribes.
Then, she is the goddess of the sadness which comes from tragedies. But she is also the goddess of the human ability to survive from tragedies.
Don’t forget many people decide to develop only after a period of suffering.

De acuerdo con algunos historiadores, Branwen fue un personaje histórico que empezó a ser adorado como una divinidad después de su muerte. Esta teoría tiene como base la existencia de un cementerio celta en Anglesey. De acuerdo con la tradición celta, el cuerpo de Branwen se queda allá.
Muchas urnas celtas con fragmentos de huesos humanos ya fueron encontradas allá. Mas es imposible saber si una de ellas tiene los restos mortales de Branwen.
Bueno, de acuerdo con esta teoría, ella vivió en un siglo no muy claro en una tribú celta galesa. Pero se casó con el Rey de Irlanda, tal vez para traer la paz entre los celtas galeses y los celtas irlandeses, puesto que la guerra entre ellos nunca se acababa.
Este casamiento no logró a traer la paz. La guerra continuó, todavía más terrible. Después de haber visto mucha tristeza y muchas luchas, Branwen regresó a su tribú de origen. Pero su vida ya se acababa: se murió de depresión después de haber visto lo que la guerra había hecho a las Islas Británicas.
Después de las últimas guerras, los únicos humanos todavía vivos eran 7 hombres de la tribú de Branwen y 5 mujeres embarazadas de la tribú de su marido. Y gracias al poder de Branwen (ahora una diosa), les fue posible recrear sus tribús.
Así, ella es la diosa de la tristeza que viene de las desgracias. Pero es también la diosa de la capacidad humana de continuar viviendo después de las desgracias.
Es necesario recordar que hay gente que decide seguir adelante sólo después de haber vivido tiempos infelices.

Secondo alcuni storiografi, Branwen è stata un personaggio storico che hanno cominciato a adorare come una divinità dopo la sua morte. Questa è una teoria basata sull’esistenza di un cimitero celta in Anglesey. Secondo la tradizione celta, il corpo di Branwen resta sotto quella terra.
Molte urne con frammenti di ossa umane sono già state trovate in quel cimitero. Ma non si può sapere se i ceneri di Branwen sono fra questo.
Bene, secondo questa teoria, lei viveva in un secolo incerto in una tribù celta gallese. Ma ha sposato il Re dell’Irlanda, forse perché cercavano la pace fra i celti gallesi e i celti irlandesi, visto che la guerra fra loro non cessava mai.
La pace non è arrivata con questo matrimonio. La guerra continuava, ancora più terribile. Dopo aver visto molta tristezza e molta guerra, Branwen è tornata alla sua tribù natale. Ma la sua vita finirebbe presto: è morta di depressione dopo aver visto quello che la guerra aveva fatto contro le Isole Britaniche.
Dopo le ultime guerre, restavano vivi solo 7 uomini alla tribù di Branwen e 5 donne incinte alla di suo marito. E grazie al potere di Branwen (adesso una dea), loro sono riusciti a ricreare le sue tribù.
Così, lei è la dea della tristezza che viene dalle disgrazie. Ma è anche la dea della capacità umana di continuare la vita dopo le disgrazie.
C’è bisogno di ricordare che c’è gente che decide andare avanti solo dopo aver avuto delle difficoltà.

BRIGIT


Essa é a mais abstrata de todas as divindades celtas.
Na verdade, nem se sabe se Brigit é uma deusa única ou uma junção de várias deusas celtas.
Embora haja mitos e lendas celtas mencionando uma deusa chamada Brigit, é preciso lembrar que a palavra ‘brigit’, em alguns dialetos irlandeses, significa simplesmente “deusa, divindade feminina”. Então, quando esse nome aparece nesses mitos e lendas, talvez eles não falem sobre uma deusa específica, mas apenas queiram dizer que tão falando de alguma das várias deusas celtas.
Adorada por basicamente todas as tribos celtas antigas, Brigit geralmente é retratada como uma deusa de 3 corpos e que controla vários elementos ao mesmo tempo (ela é a deusa da água, da arte, da beleza, da caça, do casamento, do fogo, da nutrição, das previsões do futuro, da morte, do Sol, dos animais de pelo e penas brancas...). E essa multiplicidade parece confirmar que não se trata de uma divindade única, mas sim da fusão de várias.
No século V, os druidas ‘convertidos’ ao Cristianismo começaram a louvar uma figura chamada Santa Brígida (que aparentemente não tem nada a ver com a outra santa com o mesmo nome que viveria no século XIV). E muitos historiadores supõem que essa “Santa Brígida” era simplesmente Brigit, disfarçada de santa católica pelos druidas que foram obrigados a se converter.

Brigid is the most abstract celtic deity.
Actually, it’s unknown if she is 1 deity or a fusion of several celtic deities.
There are celtic myths which mention a goddess named Brigid. But there are also some Irish dialects which show us the word “brigit” as a synonym of “goddess, female deity”. Then, we don’t know if these myths talk about a specific goddess or just want to mean “one of the several celtic goddesses”.
She was worshipped basically by all the celtic tribes, was usually portrayed as a goddess with 3 bodies, and was the goddess of many different things. This multiplicity seems to confirm she isn’t only 1 deity.
In the 5th century, druids “convert” to Chistianism started worshipping a deity named Saint Bridget (it’s not that one of the 14th century). And many historiographers suppose this “Saint Bridget” was just the goddess Brigid. The druids who were forced to convert continued worshipping her in this way.


Brigid es la más abstracta divinidad celta.
En verdad, no se sabe si ella es 1 divinidad o una fusión de muchas divinidades celtas.
Hay mitos celtas que hablan de una diosa llamada Brigid. Pero hay también dialectos irlandeses que nos muestran la palabra “brigit” como un sinónimo de “diosa, divinidad femenina”. Así, no se sabe si esos mitos hablan de una diosa particular o si quieren decir “una de las muchas diosas celtas”.
Ella era adorada por casi todas las tribús celtas, sus imágenes en general nos muestran una diosa de 3 cuerpos y ella era la diosa de muchas cosas diferentes. Esta multiplicidad es casi una confirmación total de que no es 1 diosa sola.
En el siglo V, los druidas “convertidos” al Cristianismo empezaron a adorar una divinidad llamada Santa Brígida (no es la del siglo XIV). Y muchos historiadores creen que esta “Santa Brígida” era la diosa Brigid. Los druidas que fueron forzados a convertirse continuaron a adorarla así.


Brigid è la più astratta divinità celta.
Veramente, non si sa se lei è 1 divinità o una fusione di molte divinità celte.
Ci sono dei miti celti che ci raccontano di una dea chiamata Brigid. Ma ci sono anche dei dialetti irlandesi che ci mostrano la parola “brigit” come un sinonimo di “dea, divinità femminile”. Così, non si sa se questi miti parlano di una dea caratteristica o se vogliono dire “una delle molte dee celte”.
Lei era adorata per le tribù celte quasi tutte quante, le sue immagini generalmente ci mostrano una dea di 3 corpi e lei era la dea di molte cose diverse. Questa molteplicità è quasi una conferma di che non è 1 dea sola.
Nel secolo V, i druidi “convertiti” al Cristianesimo hanno cominciato a adorare una divinità chiamata Santa Brigida (non è quella del secolo XIV). E molti storiografi credono che questa “Santa Brigida” era la dea Brigid. I druidi che sono stati forzati a convertirsi hanno continuato a adorarla così.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A OBRA-PRIMA DO LEONARDO DA VINCI

Oi!!!

Hoje a gente vai falar aqui sobre um dos quadros mais famosos que já existiram: a Mona Lisa, do Leonardo da Vinci.
Esse quadro é considerado a obra-prima do Leonardo e visto por alguns como o quadro mais famoso do Mundo.
O quadro mostra uma mulher sentada, com o braço esquerdo apoiado sobre o braço de uma cadeira e a mão direita colocada sobre a esquerda.
Ela tem a cabeça coberta por um véu muito fino e muito discreto e usa um vestido renascentista de tons amarronzados.
Atrás dela, se vê uma paisagem bastante rural. Com um caminho de terra batida do lado esquerdo do quadro e uma ponte do lado direito. E bem ao fundo, um grande lago, cercado por florestas e montanhas.

O quadro tem 77 cm de altura e 53 cm de largura.
Não se sabe exatamente o ano em que o Leonardo começou a pintar o quadro nem se ele só terminou de pintar quando morreu (em 1519). Mas a pintura foi feita mais ou menos entre 1503 e 1519.
É certo que ele começou a pintar o quadro em Firenze. Mas como se mudou pra Paris em 1516, a convite do Rei François I de Valois, pra ser o pintor oficial dele, o Leonardo levou o quadro junto.
O François I ficou encantado com o quadro e decidiu comprar. E o Leonardo concordou em vender o quadro, é claro. Mas avisou ao rei que ainda precisava dar os retoques finais, que aparentemente ocuparam os 3 anos seguintes da vida dele.
A partir dali, a Mona Lisa passou a ser um dos tesouros da Família Real da França.
Em 1625, o Rei Charles I Stuart, da Inglaterra, se casou com a Princesa Henriette de Bourbón, irmã do Rei Louis XIII de Bourbón, da França. E pediu pra mandarem a Mona Lisa pra Inglaterra como presente de casamento. Mas o Louis XIII se recusou a dar o quadro a ele. E a pintura permaneceu na França.
Em 1789, começou a Revolução Francesa.
Em 1792, a monarquia foi abolida na França e foi proclamada a república. E consequentemente, no ano seguinte, os membros da Família Real que ficaram na França foram condenados à morte.
Sem saber exatamente o que fazer com os tesouros, os revolucionários deram destinos diferentes a eles. E a Mona Lisa acabou ficando no Palácio do Louvre, que, desde 1682, já vinha sendo mais usado como um museu, onde ficavam expostas as obras de arte que pertenciam à Família Real.
Em 1804, o Napoleon I Bonaparte se declarou Imperador da França. E como se instalou no Palácio de Tuileries, mandou que levassem o quadro pro quarto dele, pois ele adorava esse quadro.
E 1814, com a derrota do Napoleon I e a restauração da monarquia antiga, a Mona Lisa voltou pro Louvre. E a partir dali, não foi mais transferida pra lugar nenhum, só sendo levada pra lugares mais seguros em tempos de guerra.
Mas foi depois de ser levado pro quarto do Napoleon I que o quadro passou a ser observado com mais curiosidade pelos historiadores e artistas em geral. Afinal, um quadro que chamou tanto a atenção de um rei no século XVI e de um imperador no século XIX tem que ter algo interessante, né?
Desde que a Mona Lisa foi pintada, já tava mais ou menos claro que ela é o retrato de uma mulher rica que viveu em Firenze na virada do século XV pro XVI, chamada Lisa Gherardini. E teria sido encomendada ao Leonardo pelo marido dela. Mas a partir do momento em que a pintura começou a se tornar mais famosa, começaram a aparecer várias especulações sobre ela. E entre essas especulações, várias teorias sobre a identidade da mulher vista ali.
Uma dessas teorias diz que ela seria o próprio Leonardo, que pintou o rosto dele sobre uma imagem de mulher. E surgiu da comparação da Mona Lisa com um auto-retrato do Leonardo: os 2 quadros mostram pessoas com os rostos bem parecidos.
Como a fisionomia da mulher vista no quadro passa um certo ar de deboche e arrogância, isso faz pensar que seria uma mulher rica e/ou de família nobre, acostumada a olhar os outros de cima pra baixo. E o fato de ela ter as sobrancelhas e as pestanas depiladas (o que era moda entre as “damas elegantes” do início do século XVI) parece reforçar a teoria.
Em 1911, a Mona Lisa foi roubada por um faxineiro do Louvre chamado Vincenzo Peruggia, um italiano de patriotismo extremista que acreditava que o lugar da Mona Lisa era a Itália. Mas ao chegar lá com o quadro, foi preso. E a Mona Lisa foi apreendida e levada de volta pra França.
Em 1956, o quadro sofreu 2 ataques de vândalos: o 1º jogou ácido sobre a tela e o 2º jogou uma pedra.
Apesar de danificada, a Mona Lisa foi recuperada. Mas, por causa disso, a administração do Louvre decidiu manter a pintura atrás de uma proteção de vidro a prova de balas a partir dali. E nessas condições, ela pode ser vista lá até hoje.

Hoy hablaremos un poquito de uno de los cuadros más famosos de todos los tiempos: la Mona Lisa, de Leonardo da Vinci.
Este cuadro es visto como la obra maestra de Leonardo y es muy posible que sea el cuadro más famoso del Mundo.
Nos muestra una mujer sentada, con el brazo izquierdo sobre el apoyo de una silla y la mano derecha sobre la izquierda.
Sobre su cabeza hay un velo muy fino y discreto y ella usa como ropa un vestido marrón del Renacimiento.
Detrás de ella, se puede ver una región rural. El lado izquierdo del cuadro nos muestra un camino de tierra y el derecho, un pequeño ponte. Más detrás, hay florestas y montañas alrededor de un gran lago.
El cuadro tiene 77 cm de altura y 53 cm de anchura.
No se sabe propiamente el año que Leonardo empezó a pintarlo o si continuó a retocarlo hasta el año de su muerte (1519). Pero él trabajó en este cuadro más o menos entre 1503 y 1519.
Es cierto que él empezó a pintarlo en Florencia. Pero se fue a vivir en Paris en 1516, como invitación del Rey Francisco I de Valois, que lo quería como su pintor personal. Y es claro que llevó el cuadro consigo.
Francisco I se quedó encantado con el cuadro e decidió que lo compraría. Es claro que Leonardo aceptó venderlo. Pero dijo al rey que todavía tenía que retocarlo. Y es posible que haya trabajado en eso por los últimos 3 años de su vida.
Desde entonces, la Mona Lisa puede ser vista como un cuadro que pertenece a Francia.


In 1625, King Charles I Stuart of England married Princess Henriette Bourbón. She was a sister of King Louis XIII Bourbón of France. And Charles I wanted the Mona Lisa as a “wedding gift”. But Louis XIII didn’t give it to him. And the painting stayed in France.
In 1789, the French Revolution began.
In 1792, monarchy was abolished in France and Republic started. In consequence, the members of the Royal Family who stayed in France were subsequently put to death.
The new rulers of France gave different destinies to the Royal Family’s treasures. And the Mona Lisa was sent to the Louvre Palace. Actually that palace had been used as a museum where the Royal Family’s treasures had stayed since 1682.
In 1804, a guy named himself Emperor of France. It was Napoleon I Bonaparte. He went to live at the Tuileries Palace. And he carried the Mona Lisa to his bedroom just because he loved the painting.
In 1814, the monarchy of the emperors was abolished and the monarchy of the kings came back. Then, the Mona Lisa was sent back to the Louvre Palace. After that, it would officially stay at the Louvre forever (of course the painting has visited some countries and was sent to safer places in the times of war).
After Napoleon’s episode the painting got more famous. And historiographers and artists got curious about it. Anyway, the Mona Lisa was painted by Leonardo da Vinci, bought by King Francis I Valois, and loved by Emperor Napoleon I.


Dall’epoca quando la Gioconda è stata dipinta, si sapeva già che mostrava una donna ricca che abitava a Firenze fra i secoli XV e XVI. Il suo nome era Lisa Gherardini. Suo marito avrebbe chiesto questo ritratto di suo moglie a Leonardo. Ma quando La Gioconda è diventata più famosa, alcune nuove supposizioni sono nate. E fra queste supposizioni si trovano alcune teorie su chi potrebbe essere quella donna.
Una di queste teorie dice che lei sarebbe Leonardo. Lui avrebbe dipinto la sua faccia sul dipinto di una donna... Bene, c’è gente che lo dice soltanto perché, se faciamo la comparazione fra la Gioconda e un autoritratto di Leonardo, veramente i 2 ritratti ci mostrano persone molto simili.
Comunque sia, si vede che la faccia della donna di questo dipinto è un po’ canzonatrice e arrogante. Questo ci fa pensare che è una donna ricca e/o nobile. E lei non ha ciglia o sopracciglia. Questo (così dicono alcuni storiografi) era di moda fra le donne riche del secolo XVI.
Nel 1911, un impiegato del Louvre chiamato Vincenzo Peruggia ha rubato la Gioconda. Lui era un italiano patriota estremista ed era convinto che il dipinto apparteneva all’Italia. Ma quando è arrivato a Firenze, è stato arrestato. E la Gioconda è stata portata nella Francia di nuovo.
Nel 1956, il dipinto ha ricevuto 2 attacchi di vandali: il primo ha lanciato acido sulla Gioconda e il secondo l’ha attaccata con un sasso.
Il dipinto è diventato gravemente danneggiato, ma sono riusciti a restaurarlo. Però, dopo questo, l’amministrazione del Louvre ha deciso di tenerlo dietro un vetro a prova di proiettile. Così, si può ancora guardare la Gioconda nel Louvre.


Até mais!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

UM REMAKE NÃO-ASSUMIDO DO ‘MONSTRO DA LAGOA NEGRA’?

Oi!!!

Já que, de acordo com alguns sites, a gente tá no ano do remake de Creature From The Black Lagoon (conhecido em Português como O Monstro da Lagoa Negra), hoje a gente vai dar uma olhada numa produção de terror dos anos 70 que parece já ter sido exatamente isso: o filme méxico-estadunidense Octaman.

Lançado em 1971, esse filme de horror foi escrito e dirigido pelo Harry Essex, que 17 anos antes tinha sido um dos roteiristas de Creature From The Black Lagoon. E pra quem quiser ver um post sobre esse filme, é só dar uma clicada aqui:

http://ultracecgb.blogspot.com/2010/11/o-monstro-mais-famoso-da-amazonia.html

E pros fãs do gênero, podem clicar nesse outro link pra ver uma relação de outros filmes de terror dos quais eu já falei:

http://ultracecgb.blogspot.com/2010/07/procurando-por-filmes-de-terror-de-uma.html

Bom, como eu já comecei a dizer no início do post, Octaman é visto por alguns fãs dos filmes de terror como um remake não-assumido de Creature From The Black Lagoon, não só por ter sido uma história com o mesmo tema escrita pelo mesmo roteirista, mas por ter tido também uma série de cenas que são praticamente cópias do outro filme.
Antes mesmo de ver cena por cena, se você der uma olhada no desenvolvimento da história de Octaman, já fica meio difícil não comparar com Creature From The Black Lagoon...
Um cientista encontra uma criatura aquática desconhecida e leva pra ser analisada (a única diferença é que no outro ele encontra restos mortais da criatura e nesse aqui ele encontra uma criatura viva). E enquanto ele tá fora, um monstro mata alguém da expedição dele.
Mais tarde, quando o monstro ataca a mocinha do filme, pouco depois ele desmaia (no outro filme porque teve contato com um atordoante que espalharam na água do lago e nesse aqui porque ele fica tonto com as luzes de algumas lanternas que vê), sendo capturado pelos outros membros da expedição, mas conseguindo se soltar não muito tempo depois.
Quando a expedição finalmente decide ir embora, por ver que não tem como manter o monstro capturado, encontra o caminho barrado por troncos de árvore deixados pela criatura, não conseguindo sair (a única diferença é que no outro filme eles tão numa barca e o bloqueio foi feito na água, enquanto nesse aqui eles tão num trailer e o bloqueio foi feito na estrada).
Também colocaram aqui uma cena de uma rápida luta contra o monstro dentro de uma caverna, já que no outro filme tem uma. Só que nesse aqui a caverna não tinha nada a ver com o resto da história. E nem ficava perto do lago onde o monstro morava! Aí forçaram a barra mesmo, né?
E a cena final desse filme também é uma cópia da cena final do outro.
Em termos de ação, pra dizer a verdade, esse filme é bem chato. Antes de tudo, porque ele tem cenas que passam muito tempo mostrando coisas que poderiam ser mostradas em menos da metade do tempo gasto. E nota-se que essas cenas foram botadas lá só pra encher linguiça, porque, mesmo com elas, o filme não consegue passar de 75 minutos!
Também, tiveram 2 problemas que causaram isso: 1º, o tema mesmo não renderia um filme muito longo; e 2º, várias situações da história foram extremamente mal aproveitadas.
Por exemplo, apesar do monstro ser uma criatura aquática, o filme não mostra nenhuma cena subaquática e ele não aparece nem sequer nadando! No máximo, ele tá mergulhado no lago só até o pescoço e com a cabeça pra fora da água. Ou então, a cena já abre com ele andando pra fora do lago.


Ele tem ferrões nas pontas dos tentáculos (uma arma que poderia ser usada pra botar terror nos humanos o tempo todo, né?). Mas isso só aparece 1 vez quando ele mata 1 cara com uma ‘ferroada de tentáculo’.
Os personagens não têm nada de marcante no comportamento deles. Assim, você nem chega a torcer pra um se dar bem ou pro outro se dar mal.
Por falar em personagens, o herói da história, chamado Rick, foi interpretado pelo hoje falecido Kerwin Mathews, que era gay assumido.


A atriz Pier Angeli, que interpretou a namorada dele, se suicidou pouco depois de terminar de gravar as cenas dela, antes mesmo do filme ser lançado.
Até onde eu consegui me informar, Octaman é 100% inédito no Brasil: nunca deu as caras por aqui na televisão nem em DVD e nem sequer em VHS.
O filme tá todo no YouTube (em Inglês). Mas curiosamente, cortaram o prólogo. De qualquer forma, pra quem quiser ver, tá aí o link:

http://www.youtube.com/watch?v=VWV-q5lDiwg

Bom, o filme começa com um rápido prólogo, mostrando cenas de cientistas trabalhando, ao mesmo tempo em que ouvimos a voz de um narrador falando sobre um cientista que tem trabalhado na América Latina. E que esse cientista vai se deparar com um hediondo resultado de radiação atômica.
E essa é a única pista que se dá sobre a origem da criatura durante o filme. Mas, mesmo essa explicação não se mantém muito, como vocês já vão ver.
Depois disso, entram os créditos, com cenas meio indistintas do monstro na escuridão, caminhando na direção da câmera.
Aí, somos apresentados ao herói da história: o Rick (o tal cientista mencionado no prólogo), que tá acampado num deserto do México junto com a namorada Susana e alguns assistentes.
Bom, o Rick tá pesquisando até que ponto a radiação tem contaminado aquele ambiente.
Pouco depois, um dos assistentes do Rick chega com um balde, dizendo que encontrou uma coisa incrível no lago ali perto. E olhando pra dentro do balde, eles veem um pequeno e estranho polvo lá dentro...
Polvos num lago de água potável?! ‘Meio’ estranho, né?rs Mas aparentemente tentam explicar isso, dizendo que o lago tem ligações com rios e, consequentemente, tem que ter alguma ligação com o Mar.
Bom, além de ter uma aparência meio esquisita e de viver na água potável, a criatura também solta guinchos estranhos, que lembram o choro de uma criança.
Dá pra ver que só fizeram 1 bonequinho desses, pois aparecem vários ao longo da história, mas sempre só 1 em cada cena.


O cara leva o Rick até o lago onde achou a criatura e coloca ela na margem pra ver o que ela faz... Pelo comportamento do bicho, eles têm a impressão de que ele tá se comunicando com alguma coisa no lago, mas não veem nada lá. Só que alguma coisa vê eles... É quando vemos o monstro pela 1ª vez com uma certa clareza, embora só apareça a cabeça dele boiando na água.
Bom, o Rick recolhe o pequeno polvo e leva pra ser analisado por um cientista em outra cidade... Agora vejam só: o cientista que examina o cadáver da criatura (que morreu durante a viagem) conclui que ela contém células humana, mas diz que não tá impressionado com aquilo!
Acho que esse cientista é mais maluco do que a maioria dos cientistas que a gente vê em outros filmes de terror, né?rsrs Qual é o cientista (ou o simples curioso) que não se interessaria pela descoberta de uma criatura assim?
Bom, decidindo levar a investigação por conta própria, pois já ficou claro que não vai receber a ajuda de ninguém, o Rick se prepara pra voltar ao acampamento junto com a Susana e mais 2 amigos chamados Johnny e Steve.
No acampamento, na mesma noite em que o Rick saiu, um dos assistentes dele conseguiu capturar outro pequeno polvo. Mas, ouvindo o ‘choro’ dele, o monstro finalmente saiu do lago, foi até o acampamento, matou o cara (por sinal, com uns tapinhas bem bobinhos), pegou o pequeno polvo e carregou ele de volta pro lago.
Embora o monstro pareça vagamente uma versão maior daqueles pequenos polvos, a relação entre eles nunca fica clara. Pode-se entender que os outros eram filhotes dele ou simplesmente que ele era o líder do bando por ser mais forte. E aí sempre ia salvar os outros quando tavam em perigo.
De qualquer forma, por que eles teriam células humanas?
Mas enfim: quando os outros chegam ao acampamento, logo encontram o cadáver do cara que foi atacado pelo monstro, mas não conseguem entender quem ou o quê fez aquilo. E na manhã seguinte (depois de passarem a madrugada sendo observados de longe pela criatura), decidem recorrer às autoridades locais, ou seja, o chefe de uma aldeia indígena ali do lado.
Junto com o chefe, chegam alguns jovens índios. Um deles, chamado Davido, conta uma história que, a princípio, ninguém leva muito a sério: ele revela que o avô dele, quando ainda era jovem, foi morto por um monstro na floresta ao lado daquele lago. E aí vemos uma cena de flashback não muito detalhada em que um jovem índio tá lavando roupa perto do lago, o monstro aparece, mata o índio com uma porrada e depois atira o cadáver do alto de um morro...
E mais tarde, o Davido revelaria que já viu a criatura pessoalmente e faz até um desenho e uma pequena escultura rústica dela: um polvo monstruoso.
Em outras palavras, já fazia anos que existiam naquela região relatos sobre o monstro... Me parece que isso faz a explicação da radiação atômica pra origem dele descer pelo ralo, né? Dá a entender que, minimamente desde o início do século XX, a criatura já tava lá. Será que já tinha taaaaanta radiação atômica assim nas águas daquela floresta no início do século XX?!rs Ainda se falassem de radiação natural em vez de radiação atômica...
Apesar de não acreditarem no Davido, o Rick e os assistentes dele se deixam levar por ele até a margem do lago onde se dizia que o monstro era visto com frequência. Mas, pouco depois, o chefe da tribo rouba um dos polvos capturados e leva com ele... Será que ele queria botar num aquário pra criar?rs
Ao mesmo tempo, o monstro sai do lago e vai seguindo ele pela floresta (sabe-se lá seguindo que tipo de pista, né?rsrs).
O chefe chega à casa de um amigo dele à noite (ele ficou desde manhã até de noite andando pela floresta?!) e aí é alcançado pelo monstro, que mata os 2 índios (um deles com a tal ‘ferroada de tentáculo’).
Na mesma noite, o monstro volta pra perto do acampamento do Rick e fica novamente observando eles de longe, sem ser visto. E ao longo do dia seguinte, ele se limita a fazer a mesma coisa.
Quando anoitece, o Davido, que acabou se juntando ao grupo do Rick, diz a ele que acabou de ver vários outros pequenos polvos nas margens do lago. E o Rick corre pra lá com ele.
No dia seguinte, só aparece a mesma coisa... Que história movimentada, né?rsrs
Inclusive, de noite, acontece quase a mesma coisa: o Davido acha mais polvos no lago e leva todo mundo pra lá, ficando no acampamento só o Johnny e um dos assistentes do Rick.
Então, finalmente, o monstro ataca o acampamento, ferindo o Johnny e matando o outro cara. E como era de se esperar, ele só foi lá pra pegar de volta os pequenos polvos capturados.
Quando os outros voltam, o Johnny não sabe explicar direito o que aconteceu, pois tava muito escuro. Mas diz que alguma fera muito forte atacou eles. E eles realmente encontram rastros de tentáculos na terra em volta do acampamento.
É só a partir daí que o Rick começa a acreditar no Davido. Mas, mesmo assim, eles decidem voltar ao lago logo depois pra capturar mais polvos... Isso é que é gostar de viver perigosamente, né?rs
Só ficam no acampamento o Johnny e a Susana. E o monstro ataca eles logo depois, mas o Johnny descarrega uma arma nele, fazendo ele se retirar e afundar no lago.
Atraídos pelo barulho, os outros voltam correndo. E enquanto o Johnny explica o que aconteceu, o Davido vê os rastros que o monstro deixou no chão, se dirigindo pro lago.
O Rick decide ir atrás pra tentar capturar o bicho... Aí vem uma demorada cena de 4 minutos que mostra o Rick, o Steve e o único assistente que sobrou dele remando em silêncio numa canoa sobre o lago escuro... Isso poderia passar em 15 segundos, né? Mas provavelmente retardaram a cena só pra encher linguiça.
Depois disso, um tentáculo sai da água ao lado da canoa e ataca eles. Mas eles conseguem cortar o tentáculo com um golpe de facão... Meio estranho, já que, em todas as cenas seguintes, o monstro aparece com todos os tentáculos intactos... Será que a suposta radiação que criou ele também deu a ele esse poder de cicatrização em fase extrema?!rsrs
Como não conseguem ver o monstro na água escura, eles continuam remando pra lá e pra cá e não percebem que o bicho sai do lago e vai andando de volta pro acampamento. E lá ele pega a Susana e sai andando com ela nos braços... ou melhor, tentáculos, na direção do lago.
A gente vê que, a partir daí, as intenções da criatura mudam, né? Antes, ele só atacava pra resgatar os polvos capturados pelos humanos; agora, ele quer pegar a Susana.
Aliás, uma coisa que fica sem explicação em ambos os filmes: por que essas criaturas ficam fascinadas com mulheres humanas? Não venham dizer que é por tesão, porque isso seria completamente anti-biológico, em todos os sentidos. Como é que uma criatura irracional de uma espécie vai sentir tesão por outra criatura de outra espécie, sendo que ela trata como inimigos naturais exatamente as criaturas dessa outra espécie? A não ser que ele teja planejando comer a mulher mais tarde (‘comer’ no sentido de alimento mesmo rs).
Mas enfim: o Rick ouve os gritos da Susana e volta correndo pra margem do lago, vendo que o monstro já tá quase entrando na água com ela no colo. E ele e o Steve correm até o monstro e começam a atordoar ele, projetando a luz das lanternas deles contra a cara do bicho. Isso faz ele soltar a Susana, ao mesmo tempo em que o Rick e o Steve espalham gasolina pelo chão ao redor dele e tacam fogo, prendendo o bicho dentro de um círculo de fogo. Até que, tonto com toda aquela luz, o monstro desmaia (outra cena esticada, que poderia se passar em 30 segundos, mas dura 3 minutos).
Bom, eles sedam o monstro e prendem ele numa rede, mas não conseguem decidir o que fazer com ele: alguns querem levar ele logo a público, como a descoberta do século; outros querem estudar ele melhor antes de fazer qualquer coisa. E como amanhece e anoitece de novo e o bicho continua na rede, supõe-se que todos passaram o dia inteiro falando sem chegar a conclusão nenhuma sobre isso, né?rs
Na noite seguinte, o monstro se solta da rede (não aparece como) e, furioso, tenta atacar eles. Mas a Susana domina ele com o olhar e faz ele se acalmar e voltar pro lago.
No dia seguinte, concluindo que não podem fazer mais nada e que tão correndo um óbvio perigo se continuarem ali, todos entram no trailer do Rick e pegam a estrada, decidindo que depois vão pensar no que fazer em relação ao monstro.
Mas, pra surpresa deles, ‘alguma coisa’ derrubou uma árvore bem no meio da única estrada de saída da floresta onde eles tão. E essa ‘alguma coisa’ tá escondida atrás de um arbusto a poucos metros de distância, sacudindo os tentáculos e observando eles...
Enquanto todos saltam pra tentar tirar a árvore do caminho, o Davido, sem dizer nada, entra por uma trilha entre os arbustos e some... Será que ele foi fazer xixi?rs Seja o que for que ele tenha ido fazer, ele vê o monstro andando pela floresta e resolve seguir ele, sem perceber que o bicho tá atraindo ele pruma armadilha...
Quando percebem a ausência do Davido, os outros entram no mato pra procurar ele e encontram ele na entrada de uma caverna. Ele diz que viu o monstro entrar ali e consegue convencer os outros a entrar atrás do bicho.
Como era de se esperar, o monstro ataca eles dentro da caverna e acaba empurrando algumas pedras contra eles e bloqueando o caminho deles, deixando eles presos lá.
O Davido sai andando pela caverna e acaba achando outra saída e guiando os outros até lá. E eles conseguem sair da caverna e correr de volta até o trailer. Mas não imaginavam que o monstro tivesse escondido lá dentro, esperando por eles!
Ele dá um tapinha ridículo com os tentáculos em cada um dos homens, derrubando todos desmaiados no chão.
Enquanto isso, a Susana pega um revólver e esconde por baixo da roupa, começando a chamar a atenção do monstro pra ela logo depois.
Conclusão: o monstro acaba novamente pegando ela nos tentáculos e começando a andar na direção do lago. Mas, quando ele tá a poucos metros da água, ela puxa o revólver, dá um tiro nele e consegue se soltar.
Logo depois, os homens chegam e cobrem o monstro de tiros. E ele, mortalmente ferido, olha pro lago e entende que entrar lá pra se esconder e se restabelecer é a única possível salvação dele.
Sob o olhar ainda assustado dos humanos, o monstro vai cambaleando até o lago e se atira nele, afundando na água e deixando um rastro de sangue na superfície.
Fica completamente em aberto se ele sobreviveu ou não. Mas o Davido pega a pequena estatueta que esculpiu do monstro e joga sobre a água no ponto do lago onde ele afundou, dando a entender que a história acabou ali.
E assim o filme acaba.

Estamos, así lo dicen algunos sitios, en el año del remake de Creature From The Black Lagoon (El Monstruo de la Laguna Negra). Por eso, hoy hablaremos un poco de una producción de horror de los años 70 que se puede creer que fue el primer remake de esta película: Octaman.
Lanzada en 1971, esta cinta de horror tuvo Harry Essex como guionista y director. Y él había sido, 17 años antes, uno de los guionistas de Creature From The Black Lagoon. Si quieres ver un post que habla de esa película, puedes clicar sobre el primer enlace arriba.
Y si eres un fan de filmes de horror, puedes clicar sobre el segundo enlace arriba para ver posts que hablan de muchos otros.
Bueno, como ya lo dije en el inicio del post, Octaman es visto por algunos fans de películas de horror como un remake no admitido de Creature From The Black Lagoon, tanto porque fue una historia con el mismo tema hecha por el mismo guionista como porque tuvo una gran catidad de escenas que son propiamente reproducciones de las escenas de la otra cinta.
Antes mismo que empieces a ver cada una de las escenas, si haces caso al desarrollo de la historia de Octaman, ya empiezas a compararla con la historia de Creature From The Black Lagoon...
Un científico encuentra un ser acuático desconocido y lo lleva a otro científico para que lo analice (la única diferencia es que, en la otra historia, él encuentra los restos mortales del ser y, en esta aquí, él encuentra el ser totalmente vivo). Pero cuando deja su campamento para hacerlo, un monstruo llega allá y mata uno de sus hombres.
Un poco después, cuando el monstruo ataca la heroína del filme, se queda desmayado (en la otra historia, es porque tuvo contacto con una substancia que lanzaron en el lago para atontarlo y, en esta aquí, es porque se quedó desorientado con las luces de algunas linternas que vio), acaba por quedarse capturado por los héroes de la película, pero en poco tiempo logra a huir y lanzarse otra vez en el lago.
Cuando los héroes finalmente deciden dejar el lugar donde el ser vive, puesto que entienden que no hay como mantenerlo capturado, encuentran su camino obstaculizado por troncos de árboles dejados allá por el monstruo, no logrando a dejar el lugar (la única diferencia es que, en la otra historia, ellos están en una barca y el obstáculo que encuentran está sobre el agua y, en esta aquí, ellos están en una autocaravana y el obstáculo está en un camino de tierra).
Hay también una escena de una rápida lucha contra el monstruo dentro de una caverna, puesto que la otra cinta tiene una escena así. Pero aquí la caverna no tiene nada que ver con el resto de la historia. ¡Y tampoco se quedaba cerca del lago donde el ser vivía!
Las 2 películas también acaban de la misma manera: el monstruo es herido por los héroes y se lanza en el lago, sin que se sepa si se murió o no.
Hablando de acción, no hay mucha. Antes que todo porque hay muchas escenas que muestran solamente las mismas cosas por mucho tiempo y que podrían mostrarlas en menos de la mitad de este tiempo. Y se ve que esas escenas están allá sólo para aumentar el tamaño de la cinta, porque, hasta mismo con ellas, ¡el filme no logra a tener más que 75 minutos de duración!
Hay 2 otros motivos para la falta de la acción: el propio tema de la historia no permitiría que fuera una película muy prolongada y muchas partes de la historia no fueron bien utilizadas.
Por ejemplo, aunque el monstruo sea un ser acuático, ¡la cinta no muestra ni una sola escena bajo el agua y él propio no es visto nadando nunca! A lo máximo, el monstruo está casi sumergido en el lago solamente con la cabeza fuera del agua. O la escena ya empieza con él caminando para fuera del lago.
El tiene aguijones en las puntas de sus tentáculos (un arma que podría ser utilizada para aterrorizar los humanos por todo el tiempo, ¿verdad?). Pero eso es visto solamente 1 única vez cuando él mata 1 hombre con una “puñalada” de tentáculo.
Los personajes no tienen en verdad nada de nada de carismático en su comportamiento. Así, cuando tú ves este filme, no llegas a esperar que este tipo tenga un final felíz o que aquél otro se quede comida de pulpos.
Y puesto que hablo de los personajes, el héroe de la historia, un científico llamado Rick, fue un personaje del finado actor Kerwin Mathews. A propósito, él era declaradamente gay en la vida real.
La actriz Pier Angeli, que tuvo como personaje la novia de Rick, se mató poco después de acabar de rodar sus escenas en la película y antes mismo que la cinta fuera estrenada.
Por lo que me fue posible saber, Octaman es un filme 100% inédito aquí en Brasil: no fue visto nunca en la televisión brasileña y tampoco fue lanzado aquí en DVD o en VHS.
Bueno, la película empieza con un rápido prólogo, mostrando escenas de diferentes científicos trabajando, al mismo tiempo que se puede escuchar la voz de un narrador hablando de un científico que ha trabajado en América Latina. Y que este científico encontrará un abominable resultado de radiación atómica.
En verdad, esta es la única indicación que llega a ser dada sobre el origen del monstruo en toda la película. Pero hay también una escena de flashback que nos hace creer que el ser ya existía había muchos y muchos años en la floresta donde lo encuentran... ¿En aquella época (inicio del siglo XX) había tanta radiación atómica en las florestas de México a punto de que, gracias a eso, un monstruo fuera creado allá? ¡Eso realmente no hace sentido!

Octaman (1971) begins with a short prologue talking about a scientist who’ll meet a result of atomic radiation. And after that we see indistinct scenes of an octopus-man walking in a shadowy place.
Then, we’re introduced to our hero: Dr. Rick (yes, he’s the above-mentioned scientist who’ll meet... the thing). He’s at his camp on a Mexican desert with girlfriend Susana and some of his assistants.
Well, Rick is making some researches about radiation in that area. He intends to learn how much it has changed Nature there.
A little later, one of his assistants arrives with a bucket and tells him he’s just found something really incredible in the nearby lake. And then they look into to bucket and see a very strange small octopus inside...
Do octopuses live in drinking water lakes?! Isn’t it “a little” strange?rs Anyway, they try to explain that when they mention some connections of that lake to some rivers. Then, of course it must have some connection to the Sea, really?
Well, let’s see how this creature is: it’s an octopus which lives in drinking waters, it has a very strange aspect (as you guys can see above), and it also cries almost like a human baby.
We can see they made only 1 puppet of this kind. Because many of them arrive along the film, but there’s only 1 in each scene.
Well, the guy shows Rick the lake where he found the creature and puts it on the waterside to see what it does... And they can understand it’s trying to call something in the lake. But they see nothing in the water. Anyway, something sees them... It’s the 1st time we see the monster a little clearly. Even so we see only its head on the water.
Well, Rick gets the octopus back and decides to visit another scientist to talk about the creature.... Now look at that: the scientist examines the dead little octopus (it died before arriving to his lab) and in spite of seeing it has human cells he declares he’s not interested in that case!
It think this scientist is even crazier than most of the crazy scientists of the other horror movies, isn’t he?rsrs What kind of scientist (or any other person) wouldn’t be interested in a creature which seems to be a cross of human and octopus?
Anyway, Rick understands his colleague will not help him. Then, he decides to investigate the creature’s origin by himself. And he decides to go back to his camp with Susana and 2 of his friends named Johnny and Steve.
At the camp, in the same evening when Rick had left, one of his men was able to get another little octopus at the lake. But when the monster listened to the octopus’ “crying” it finally left the lake, walked to the camp, killed the man (with a silly slap), got the little octopus back, and carried it back to the lake.
Well, the monster vaguely seems to be a bigger version of those little octopuses. But its relation to them is never explained. You can understand the little ones were its children or you can understand it was the alpha male of their “shoal” because it was stronger than them. Anyway, it always goes there to get them back when they’re in trouble.
Anyway, why do they have human cells?
Well, back to the story: when they arrive at the camp they find the guy’s dead body. But nobody can understand who or what killed him while Rick was out. Then, next morning (after have been watched by the beast for hours at night) they decide to ask for help. And they call the cacique of a nearby Indian-Mexican village to see what they can do.
The cacique arrives at the camp with some young indian dudes. One of them is named Davido. And he tells them a history about his grand-father who was killed by a monster at the forest near the lake many years ago. And while he speaks we see a not very detailed flashback scene showing the beast hitting wildly a post-adolescent indian who was near the lake and throwing him from a hill... But at first nobody is serious about what he says.
Even so, later Davido will reveal he himself saw the monster and will even show a drawing and a little rustic sculpture made by him based on the creature: a monstrous octopus-like being.
It means the monster was already known in that region several years ago... But according to the prologue the beast was born from atomic radiation! And the story takes place in 1971. So the creature was there at least since the very early 1900s. Was there so much atomic radiation in the Mexican waters at that time?!rs
In spite of not believing in Davido’s history, Rick and his men go with him to the waterside of the lake where the monster is said to be seen frequently. But while they’re there the cacique steals one of the little octopuses which Rick has at his camp and carries it away... Did he want to have it as a pet in an aquarium?rs
At the same time, the beast leaves the lake and starts following him across the forest (but we can’t understand exactly how).
The cacique arrives to a friend’s house at night (did he spend all his day walking across the forest with the octopus?!) and then the monster gets him, killing both the cacique and the other guy.
At the same night, the beast goes back near Rick’s camp and stays there for hours and hours in order to watch the humans. But they don’t see it. And during the next day it does only the same thing.
In the evening, Davido (yes, he’s joined Rick’s expedition) arrives from the lake and reveals he’s just seen several other little octopuses at the lake. And Rick rushes to the lake with him.
The next day we see the very same thing at the camp... As you guys can see, action is not the main characteristic of this film.
And in the evening we see again Davido arriving at the camp to tell Rick he saw other octopuses at the lake. Only Johnny and one of Rick’s assistants stay at the camp. And then we finally see the 1st attack of the monster against the camp.
It’s easy to see this film follows the same script of Creature From The Black Lagoon’s. And the end is completely similar.
You guys can click on the 3rd link above to watch the film at YT.


Vediamo come finisce Octaman (1971).
Uno scienziato chiamato Rick sta cacciando degli strani molluschi cefalopodi che ha trovato in una laguna messicana. Ma quello che sembra essere una versione più grande di quei molluschi attacca il suo campamento quando ci sono solo 2 uomini proteggendo i molluschi catturati. Esso uccide uno degli uomini, ferisce l’altro e porta via i molluschi.
Quando gli altri tornano al campamento, Johnny, il sopravvissuto, dice che non ha visto bene cos’era quello che gli ha attaccato. Ma si può vedere alcune orme strane sulla terra.
Davido, uno degli uomini di Rick, gli aveva già raccontato la storia di un uomo-piovra mostruoso che abita quella laguna (lui aveva anche una statua del mostro). E adesso lui comincia a crederci. Ma anche così, vuole cacciare altri molluschi.
Johnny e Susana, la ragazza di Rick, sono gli unici che restano al campamento. E adesso il mostro gli attacca. Ma Johnny spara contro la cosa e la fa andare via.
Gli altri sentono il rumore degli spari e tornano subito. Johnny gli racconta quello che è successo, allo stesso tempo che loro vedono quelle stesse orme sulla terra. E capiscono che il mostro è tornato alla laguna.
Adesso Rick vuole cacciarlo. E comincia a navigare con una canoa sulla laguna scura con 2 dei suoi uomini.
Ma allora, un tentacolo lascia l’acqua scura e attacca i 3 uomini. Ma loro riescono a ferirlo gravemente con un coltellone... Questo è veramente strano, visto che, nelle scene tutte quante dopo questa, possiamo vedere il mostro con i tentacoli tutti quanti intatti!
Loro non riescono più a trovare l’animale in mezzo al buio dell’acqua. Ma continuano a cercarlo e non vedono che il mostro lascia la laguna e comincia a camminare verso il campamento. Allora, la cosa cattura Susana e comincia a portarla verso la laguna.
Si vede che il mostro cambia i suoi pensieri da questo punto, vero? Prima, voleva attaccare gli umani che catturavano gli altri molluschi (forse sono i suoi figli); adesso, vuole Susana.
Si vede la stessa cosa in Creature From The Black Lagoon: un mostro di laguna vuole una donna umana senza spiegazione. Non credo che sia un caso di desiderio sessuale, perché sarebbe in ogni senso contro la Natura. Come un essere irrazionale di una specie sentirebbe desiderio sessuale per un essere di un’altra specie? Prima di tutto se questo essere è un nemico naturale proprio della sua specie. A meno che pensi di mangiare la donna. Vuole fare uno spuntino con lei?rs
Comunque sia, Rick sente i gridi di Susana e torna subito. Lui trova la ragazza e il mostro già vicino alla riva della laguna. Ma, insieme a un amico, comincia a stordirlo con la luce di 2 torce elettriche. E questo lo fa lasciare Susana, mentre Rick e il suo amico cominciano a rovesciare benzina sulla terra intorno all’animale. Loro incendiano la benzina e riescono a confinare il mostro dentro un anello di fuoco. E l’animale diventa così disorientato con tutta quella luce che perde conoscenza e si cade.
Dopo questo, mentre l’animale resta intorpidito e preso in una rete, gli umani non riescono a sapere cosa fare con esso: alcuni vogliono già mostrarlo in pubblico, come la scoperta del secolo; altri vogliono solo studiarlo. Ma passa 1 giorno e nessuno arriva a una decisione.
Quando si fa buio, la cosa riesce a liberarsi dalla rete (non se lo vede come), diventa furiosa e attacca gli umani. Però Susana riesce a dominarla con uno sguardo ed a farla tornare alla laguna.
Il giorno dopo, tutti quanti capiscono che non c’è più cosa fare e che sono in pericolo in quella regione. Così, decidono che dopo penseranno a quello che faranno con il mostro e cominciano a lasciare quel posto con l’autocaravan di Rick.
Ma all’improvviso, trovano un’ostruzione di tronchi d’albero in mezzo alla strada. Adesso non si può più lasciare quella regione! E nessuno vede il mostro nascosto vicino a loro.
Mentre gli altri fanno quello che posso per togliere via i tronchi, Davido si allontana da loro e comincia a camminare per la foresta... A proposito, non si capisce perché! Comunque sia, lui vede il mostro camminando in mezzo agli alberi e comincia a pedinarlo. Ma non capisce che la cosa vuole soltanto farlo cadere in una trappola...
Quando gli altri si accorgono che Davido non è più fra loro, cominciano a camminare per la foresta cercandolo e lo trovano vicino a una caverna. Lui dice che il mostro è entrato nella grotta e riesce a convincere gli altri a pedinarlo insieme a lui.
Dentro la caverna, l’animale attacca gli umani e riesce a precipitare alcune pietre grandi contro loro. E questo blocca il loro passaggio e gli fa prigionieri nella grotta.
Allora, Davido comincia a camminare per la caverna e trova un’altra cavità. Lui la mostra agli altri e tutti quanti riescono a lasciare la caverna. Così, loro tornano all’autocaravan. Ma sorprendentemente, trovano il mostro nascosto dentro dell’autocaravan!
La cosa attacca gli uomini con colpi dei suoi tentacoli e loro perdono conoscenza.
Allo stesso tempo, Susana prende un revolver e lo nasconde sotto il vestito. E dopo, comincia a farsi notare dal mostro.
Così, l’animale la cattura di nuovo con i suoi tentacoli e comincia camminare verso la laguna. Ma quando è già vicino all’acqua, lei spara contro esso con il revolver e riesce a liberarsi.
Allo stesso tempo, gli uomini si svegliano, corrono verso la laguna e sparano contro il mostro. La cosa è già mortalmente ferita. Ma guarda la laguna e capisce che quella è la sua unica possibilità di salvezza.
Sotto lo sguardo spaventato degli umani, l’uomo-piovra comincia a camminare senza equilibrio verso la laguna e immerge nell’acqua, lasciandola insanguinata.
L’ultima scena del film ci mostra Davido precipitando la statua del mostro verso la laguna. Ma non si dice se l’uomo-piovra è morto o no dopo questo.


Até mais!