quinta-feira, 28 de abril de 2011

370 ANOS DA QUASE FUNDAÇÃO DO REINO DE SÃO PAULO

Oi!!!

O site de utilidade pública que eu vou linkar aqui esse mês é o da Unicef. Lá vai:

http://unicef.org.br/

Bom, não vou fechar esse mês sem lembrar aqui de um fato histórico interessante que tá completando 370 anos: a quase criação do Reino de São Paulo.

Na verdade, tudo que propiciou essa situação começou em Dezembro de 1580, quando o Rei Felipe II de Habsburgo, da Espanha, invadiu Portugal e se declarou soberano daquele país.

Naquela ocasião, começou o chamado Domínio Filipino, época em que Portugal e Espanha foram governados pelos mesmos reis.

Quem quiser ver um post com mais detalhes sobre isso, pode clicar aqui:

http://ultracecgb.blogspot.com/2010/12/430-anos-do-inicio-do-dominio-espanhol.html

Em 1640, o Duque de Bragança, um português, acabou com o Domínio Filipino, conseguindo ser reconhecido como novo monarca das terras portuguesas através de um golpe de estado, se tornando o Rei João IV, de Portugal.

Meses depois, já em 1641, a notícia de que Portugal deixava de ter um rei espanhol atravessava o Atlântico chegava às colônias portuguesas da América do Sul, ou seja, nós aqui.rs

E nos arredores da Vila de São Paulo do Ipiranga, a atual Cidade de São Paulo, algumas minhoquinhas começaram a entrar na cabeça de certos habitantes da colônia...

Os índios e mais os colonos portugueses que tinham decido deixar a Europa pra sempre começaram a pensar em seguir os passos dos lisboetas, ou seja, não aceitar mais o jugo de um rei estrangeiro: queriam que as terras deles fossem governadas por um rei nascido nas terras deles.

Por outro lado, os colonos de origem espanhola não gostaram nada de ver o rei deles perdendo Portugal, que tinha sido governado por reis espanhóis durante 60 anos seguidos. E então, provavelmente como forma de retaliação, resolveram dar força às ideias dos portugueses revoltados e dos índios em não reconhecer o novo Rei de Portugal como soberano deles.

E em 01 de Abril de 1641, um grupo de rebeldes assinaram um termo de aclamação, reconhecendo como Rei de São Paulo um fazendeiro local chamado Amador Bueno da Ribeira.

Eles escolheram esse cara pra ser o Rei de São Paulo por ser o habitante mais rico da vila. Mas parece que fizeram isso sem nem consultar ele!

Assim, quando os paulistas chegaram em público diante do tal de Amador e anunciaram a ele o que tinham decidido, gritaram em alto e bom som:

“Salve Amador I, Rei de São Paulo!”

Mas ele, em pânico diante da situação e sem deixar o bom senso escapar, ergueu a espada dele ao Céu respondeu no mesmo tom:

“Viva João IV, Rei de Portugal, de quem eu sou um leal vassalo!”

Furiosos com a rejeição desse “rei” ao Trono de São Paulo, os rebeldes perseguiram ele furiosamente, até que ele conseguiu se refugiar no monastério beneditino da vila, sendo protegido pelos monges.

Em 1909, o Oscar Pereira da Silva pintou esse quadro, imaginando como deve ter sido a cena:

Bom, só com a intervenção dos monges e depois de muita falação, o Amador conseguiu mostrar aos rebeldes que qualquer um que se tornasse Rei de São Paulo naquelas condições não continuaria nesse trono (e nem mesmo continuaria vivo) nem sequer por mais 1 ano: com menos de 2000 habitantes de origem europeia, sem exército nenhum, sem muro de proteção nem fortaleza nenhuma e apoiado (talvez, no máximo) por algumas poucas centenas de colonos de outras regiões, o Reino de São Paulo seria destruído a mando do Rei de Portugal no máximo depois de poucos meses. E os paulistas que não fossem mortos receberiam as punições mais subumanas.

Embora a data do documento de aclamação seja 01 de Abril, os historiadores não têm muita certeza de quando aconteceu a aclamação pública do “rei”, a fuga pro monastério e a intervenção dos monges. Mas não deve ter sido muitos dias depois, não. Afinal, parece que o Rei de Portugal nem chegou a se incomodar com isso e entendeu que foi só uma manifestação vã, motivada por um entusiasmo momentâneo.

De qualquer forma, esse mês se completam 370 anos desse evento.

Bene, questo mese non finirà a meno che io ricordi qui un fatto storico interessante di 370 anni fa: la quasi creazione del Regno di San Paolo.

La creazione di questo regno brasiliano non ha funzionato. Ma è stata soltanto un risultato di quello che ha cominciato nel Dicembre del 1580, quando il Re Filippo II d’Asburgo, di Spagna, è diventato il Re di Portogallo.

Allora, ha cominciato il Dominio Filippino (l’epoca della Storia di Portogallo dove questo paese ha avuto gli stessi monarchi che la Spagna aveva).

Se volete vedere un post che racconta meglio questa storia, potete cliccare sul secondo link sopra.

Nel 1640, il Duca di Braganza, un portoghese, ha dato fine al Dominio Filippino: lui è diventato il nuovo monarca di Portogallo grazie a un colpo di stato. E così, è diventato il Re Giovanni IV, di Portogallo.

Mesi dopo, già nel 1641, la notizia che Portogallo non aveva più un re spagnolo è arrivata nelle colonie portoghesi in Sud America (l’attuale Brasile). E influenzati dagli eventi in Europa, alcuni colonizzatori hanno fatto quello che potevano per inaugurare un regno brasiliano con un re brasiliano. Ma tutto questo è finito pochi giorni dopo.

In 1641, in Vila de São Paulo do Ipiranga (the current São Paulo City), some of its inhabitants started thinking about a new future for their districts...

The Brazilian indians and the Portuguese who had left Europe forever decided not having a foreign king anymore. They wanted a Brazilian-born king to reign over them.

At the same time, the settlers from Spain were really angry about the situation in Portugal: then it had again a Portuguese king (John IV Braganza) after 60 years being ruled by Spanish kings. And as Brazil was a Portuguese territory at that time, they decided to encourage the other settlers about not accepting the new King of Portugal as their monarch.

On April 1st, a rebel group signed an acclamation which established a local farmer named Amador Bueno da Ribeira as the 1st Monarch of São Paulo.

They chose this guy to be the King of São Paulo just because he was the richest man in that region. But they did that without telling him!

Then, when the rebels called Amador in public and told him what was happening, they shouted loud and clear:

“Hail Amador I, King of São Paulo!”

Of course he understood that wouldn’t go ahead. And if it would, John IV would order him to be killed and São Paulo to be destroyed at least a few months later. Then, he answered the rebels:

“Hail John IV, King of Portugal! I am his loyal subject!”

Then, this 370-year-old attempt to found a new kingdom in Brazil didn’t (and wasn’t able to) work.

Influenciados por el fin del dominio español en Portugal, algunos colonos de Brasil hicieron lo que podían para empezar aquí una nueva monarquía, independiente de la monarquía de Portugal, en 1641. Pero Amador Bueno da Ribeira, el hombre que deseaban que fuera su rey, rechazó la nueva corona.

Furiosos, los rebeldes empezaron a perseguirlo por el pueblo de San Pablo, hasta que él pudo refugiarse en el monasterio benedictino que había allá, siendo protegido por los monjes.

El cuadro que se puede ver arriba, hecho por Oscar Pereira da Silva, en 1909, es una suposición de como fue esa situación.

Bueno, solamente después que los propios monjes ayudaron a Amador a hablar con la gente allá, le fue posible decirles que cualquier persona que fuera nombrado Rey de San Pablo en aquellas condiciones no continuaría a serlo (o mejor, no continuaría vivo) ní mismo por más 1 año. San Pablo tenía entonces menos que 2000 habitantes de origen europeo, no tenía ejércitos, no tenía paredes alrededor para protegerse de un ataque y tendría (tal vez, por lo máximo) unos pocos cientos de colonos de otras regiones para ayudarla en una guerra de independencia. O sea, el Reino de San Pablo sería hecho en ruinas por el Rey de Portugal unos pocos meses después de eso todo. Y los habitantes sobrevivientes todavía tendrían un futuro de los más terribles como castigo.

Hablando del día en que todo eso ocurrió, un documento de aclamación de Amador como rey fue firmado por los rebeldes el 1 de Abril de 1641. Pero los historiadores no saben bien cuando ocurrió su aclamación pública, su fuga para el monasterio y la interveción de los monjes. Pero es claro que no fue muchos días después, puesto que eso no molestó ní mismo al propio Rey de Portugal. Sin duda le fue posible entender que todo fue solamente una manifestación vacía, motivada por un entusiasmo momentáneo.

De todos modos, este mes es el aniversario de 370 años de ese evento.

Eu volto em Maio. Até lá!

terça-feira, 26 de abril de 2011

COMO JÁ EXISTIA OUTRO JOSEPH LANE...

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no ator e dublador estadunidense Nathan Lane.

Joseph Lane nasceu em New Jersey, em 03 de Fevereiro de 1956.

Ele estudou na St. Peter’s Preparatory School.

Aparentemente, o Joseph nunca escondeu da família que é gay. Mas a mãe dele, que era uma católica conservadora, nunca aceitou.

Desde criança, ele sempre manifestou interesse em ser ator. E começou a carreira como ator de teatro, ao qual se dedicaria infinitamente.

Como já existia um ator chamado Joseph Lane, ele decidiu passar a assinar com o nome artístico de Nathan Lane, pra não ser confundido com o outro.

Várias peças dele foram musicais e comédias. Até porque, como ele sempre foi baixinho (tem 1, 65 m de altura) e teve a cara engraçada, ele nunca teve o tipo físico do galã típico.

A estreia do Nathan na televisão foi no telefilme Jacqueline Susann’s Valley of the Dolls (1981).

Em 1994, ele teve na peça de teatro de temática gay Love! Valour! Compassion!, interpretando o personagem Buzz.

Como eu já mencionei em vários outros posts, essa peça inspirou um filme com o mesmo título, em 1997, lançado no Brasil como Entre Amigos, contando basicamente a mesma história.

Mas o Nathan não participou do filme. E o personagem dele ali foi interpretado pelo Jason Alexander.

Aliás, quem quiser ver um post sobre ele no Super CECG&B, pode dar uma clicada aqui:

http://centrogb.blogspot.com/2010/04/gordinho-baixinho-e-careca-sim-e-dai.html

Apesar de sempre ter atuado em trabalhos de temática GLBT, o Nathan só declarou publicamente que era gay em 1998. Mas os amigos mais próximos dele sempre souberam. Até porque ele mora há uns 15 anos (não consegui saber o tempo exato) com o namorado dele, o produtor Devlin Elliott.

Nos 2 primeiros desenhos do Stuart Little (1999 e 2002), foi Nathan quem deu voz ao gato Snowbell no áudio original dos Estados Unidos. E no Brasil, quem deu voz ao personagem foi o Miguel Falabella.

O Nathan teve até agora 42 trabalhos como ator no cinema e televisão, além de várias peças de teatro (pelas quais tem vários prêmios), e 14 como dublador.

Today we’ll talk a little about the American actor and voice actor Nathan Lane.

Joseph Lane was born in New Jersey, on February 3rd, in 1956.

He studied at St. Peter’s Preparatory School.

It seems Joseph told his family he was gay when he was in his teens. But his mother, a conservative catholic, rejected him extremely because of that.

As a little boy, he already thought about being an actor. And he started his acting career as a theater actor.

Well, at that time there was already an actor named Joseph Lane. Then, he decided to change his stage name to Nathan Lane in order to avoid confusion.

Molti show teatrali di Nathan sono spettacoli musicali e commedie. Anche perché lui non è un uomo così alto (ha 1, 65 m) e ha sempre avuto una faccia buffa.

La sua prima volta in TV è stata in Jacqueline Susann’s Valley of the Dolls (1981).

Nel 1994, Nathan è stato nello show teatrale gay Love! Valour! Compassion!, nella parte di Buzz.

Bene, nel 1997, un film basato su questo show e con lo stesso nome (in Italia si chiama Le Stagioni dell’Amore) è stato messo in circolazione.

Ma Nathan non è stato in questo film. E Jason Alexander ha avuto quella che era la sua parte nello show.

A proposito, potete cliccare sul link sopra per vedere un post che parla di lui.

Aunque haya estado siempre en trabajos conectados al mundo GLBT, Nathan dijo públicamente que era gay solamente en 1998. Pero sus amigos más próximos siempre lo supieron. Hasta mismo porque él vive junto a su novio Devlin Elliott hace más o menos 15 años (no me fue posible saber el tiempo preciso de su relación).

En las 2 primeras películas de Stuart Little (1999 y 2002), fue Nathan quien dio la voz al gato Snowbell en la versión original de los Estados Unidos. Aquí en Brasil, quien dio la voz a este personaje fue el actor Miguel Falabella.

Nathan tuvo hasta ahora 42 trabajos como actor cinematográfico y televisivo, sin hablar de sus muchos trabajos como actor teatral (que le dieron muchos premios) y 14 como doblador.

Até mais!

domingo, 24 de abril de 2011

LIR e LUG

LIR


Não há nenhuma grande dúvida de que esse era o deus do Mar adorado pelas tribos celtas que se instalaram na Irlanda.

Como muitas vezes Lir é visto como o próprio Mar, pode se considerar as ondas e a espuma do Mar como o próprio corpo físico dele.

Entre as tribos celtas que se instalaram no território que atualmente é Gales, ele era louvado com o nome de Llyr.

Geralmente, ele é considerado o pai do deus Manannan.

Lir parece ser um dos deuses celtas mais antigos, já que costuma ser mencionado pelos mitos e lendas como um antepassado da maioria dos deuses.

There is no doubt that Lir was the god of the Sea worshipped by the Celtic tribes that settled in Ireland.

Sometimes he is seen as the Sea itself. Then, we can see the Sea as his physical body.

Among the Celtic tribes that settled in the territory that is the current Wales, he was worshipped as Llyr.

He is usually seen as god Manannan’s father.

Lir seems to be one of the oldest Celtic deities because he is usually mentioned as an ancestor of most of the deities.

No hay duda de que Lir era el dios del Mar, adorado por las tribus celtas que se asentaron en Irlanda.

A veces se le ve como el propio Mar. Así, podemos ver el Mar como su cuerpo físico.

Entre las tribus celtas que se asentaron en el territorio que es el actual País de Gales, él era adorado como Llyr.

El es generalmente visto como el padre del dios de Manannan.

Lir parece ser una de las más antiguas deidades célticas, porque suele ser mencionado como un antepasado de la mayoría de esas deidades.

Lir era chiaramente il dio del Mare addorato fra le tribù celtiche dell’Irlanda.

Alcune volte, si vede a lui stesso come il Mare. Così, su può vedere il Mare come il suo corpo fisico.

Fra le tribù celtiche che abitavano le terre che sono l’atttuale Galles, lo chiamavano Llyr.

Quasi sempre, lo vedono come il padre del dio Manannan.

Si crede che Lir è una delle divinità celtiche più antiche, visto che quasi sempre lo vedono come un antenato della maggior parte delle divinità.


LUG

Geralmente descrito como o rei guerreiro de uma antiga tribo celta da Irlanda, ele teria governado essa tribo por 40 anos, passando a ser louvado como deus por eles depois da morte.

O culto de Lug parece ter se espalhado por quase todas as tribos celtas, pois quase todas as tradições desse povo mencionam ele, representando ele às vezes como um rei, outras vezes como um guerreiro de lança em punho e usando um capacete de chifres.

Louvado antes de mais nada como deus do Sol, ele eventualmente é visto como o deus especificamente do amanhecer, já que os poderes dele são associados à luz solar chegando aos lugares onde há escuridão.

Often described as the warrior king of an ancient Celtic tribe of Ireland, Lug is supposed to have ruled this tribe for 40 years. And they started worshipping him as a god after his death.

His worship seems to have spread to almost all the Celtic tribes, because he is mentioned by almost all the traditions of this culture. Sometimes as a king, sometimes as a warrior.

Lug is worshipped basically as a god of the Sun. And sometimes as the god of the dawn specifically.

Siempre visto como el rey guerrero de una antigua tribu céltica de Irlanda, se cree que Lug gobernó esa tribu por 40 años. Y empezaron a adorarlo como dios después de su muerte.

Su culto parece haberse extendido a casi todas las tribus célticas, porque se habla de él en casi todas las tradiciones de esa cultura. Algunas veces como un rey, otras como un guerrero.

Lug es adorado antes que todo como un dios del Sol. Y algunas veces, como un dios del amanecer.

Vedono a Lug sempre come il re guerriero di un’antica tribù celtica dell’Irlanda. E si crede che lui ha governato questa tribù per 40 anni, cominciando a essere adorato come un dio dopo la sua morte.

Si crede che il suo culto è arrivato alle tribù celtiche quasi tutte quante, visto che le tradizioni celtiche quasi tutte quante parlano di lui. Alle volte come un re, alle volte come un guerriero.

Lui è prima di tutto un dio del Sole. E alcune volte, lo vedono come un dio dell’alba.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

MAIS UMA SOBRE OS CÍCLOPES

Oi!!!

Como no mês passado eu fiz um post sobre o filme The Cyclops (1957), na qual existem algumas cenas que fazem referência a uma passagem da Odisseia, do Homero, achei interessante falar sobre um quadro que fosse inspirado nessa mesma passagem.

O quadro que eu encontrei que retrata melhor essa parte da Odisseia foi o que tá aqui. Mas, infelizmente, encontrei poucas informações sobre ele.

Eu posso dizer que ele foi pintado pelo Pellegrino Tibaldi em algum momento do século XVI. E atualmente, se encontra em exposição no Palazzo Sanguinetti, em Bologna.

Bom, acho que quem nunca ouviu falar na Odisseia vai ter que conhecer essa passagem pra entender o quadro. Vamos lá:

A Odisseia, considerada uma das primeiras grandes obras da Literatura Ocidental, é um mito grego cantado pelo poeta Homero, por volta do século IX a.C. E conta as aventuras do Rei Ulisses, de Ítaca, que volta da Guerra de Tróia junto com os soldados dele.

Na viagem de retorno entre Tróia e Ítaca, eles vão desembarcando em alguns lugares pra descansar antes de seguir viagem. E numa das ilhas onde fazem essas escalas, eles encontram uma caverna que, pela aparência, é habitada por alguém.

Embora nem saiba que ilha é aquela nem qual povo vive ali, o Ulisses se aproxima junto com os soldados dele pra pedir abrigo e comida. Mas, como não encontram ninguém na caverna, eles resolvem entrar e esperar... E não muito tempo depois, chega o morador da caverna: um cíclope chamado Polífemos.

Ele é um pastor de ovelhas e chega junto com o rebanho dele, tocando todos os animais pra dentro da caverna. E como é muito maior e muito mais forte que os homens humanos, ele bloqueia a entrada da caverna com uma pedra enorme, pra que as ovelhas não saiam.

É só aí que o Polífemos percebe a presença dos humanos dentro da caverna. E embora fale a mesma língua que eles e entenda que eles tão ali em paz, ele começa a abater e comer (no mal sentido) 1 por 1 dos soldados do Ulisses!

Quando já tá com a barriga cheia, ele se acomoda em alguns panos estendidos no chão da caverna e dorme.

Os soldados sobreviventes se dispõem a matar o cíclope enquanto ele tá dormindo. Mas o Ulisses lembra que, se fizerem isso, vão se condenar à morte presos dentro da caverna: quem vai ter força pra tirar a pedra que tá bloqueando a entrada? O que eles têm que fazer é dar um jeito de fazer o próprio Polífemos tirar a pedra dali pra eles poderem fugir.

Mas, ao mesmo tempo, ele reconhece que, se deixarem o cíclope ileso, ele vai terminar de comer todos eles quando acordar.

Perto da fogueira da caverna, o Ulisses encontra um grande galho de árvore. E tem uma ideia: ele coloca a ponta do galho na fogueira até que ele se incendeie e, se aproximando do cíclope adormecido, crava a ponta do galho em chamas no olho dele.

O Polífemos acorda urrando de dor e ódio. Mas como perdeu o único olho que tinha, não pode fazer mais nada.

No dia seguinte, quando chega a hora das ovelhas irem pastar, elas começam a ficar muito inquietas dentro da caverna e o Polífemos vai tateando até a pedra na entrada e desbloqueia o caminho pra elas saírem pra pastar.

E aproveitando a chance, o Ulisses e os soldados dele saem da caverna misturados com as ovelhas sem serem percebidos pelo cíclope, embora ele vá tateando as ovelhas conforme elas vão saindo.

Essa parte do mito é considerada a representação da vitória da astúcia (simbolizada pelo Ulisses) sobre a força bruta (simbolizada pelo Polífemos).

Bom, posto isso, vamos ver o quadro:


Em posição de destaque no quadro, vemos o Ulisses enfiando o galho de árvore no olho do Polífemos, que se contorce de dor, acabando de acordar.

Na extrema esquerda do quadro, vemos o rebanho de ovelhas dele, num canto da caverna. E um pouco à frente delas, junto do Polífemos, as carcaças dos humanos que ele devorou.

Um pouco mais pra direita, vemos os poucos soldados sobreviventes do Ulisses observando a cena, mas com um certo medo de se aproximar. E mais à direita, a fogueira da caverna.

Na parte de baixo do quadro à direita, se vê um enorme porrete de madeira (provavelmente uma arma do cíclope), sobre a qual foi deixada uma grande flauta grega.

Bom, nesse mito, não. Mas em outros mitos em que o Polífemos aparece, ele às vezes é descrito tocando uma flauta (a única atitude delicada que ele sabia praticar).

Last month, I posted about the film The Cyclops (1957), where there are some references to the Homer’s Odyssey. Then, this month I’m posting about a portrait based on the same myth.

The picture found by me which depicts that better is this one here. But I found very few pieces of information about it.

I can tell you it was painted by Pellegrino Tibaldi in the 1500s. And nowadays it stays at Palazzo Sanguinetti, in Bologna.

Well, if you know nothing about the Odyssey, I’ll tell you something about that in order to make you the picture more understandable:

The Odyssey is seen as one of the 1st masterpieces of the Occidental Literature. It’s a Greek myth attributed by Homer, who is supposed to have sung that in the 9th century B.C. And it tells the adventures of Ulysses, King of Ithaca. He’s going home after the Trojan War with his soldiers.

While they have this journey, they occasionally land on some islands in order to rest a little. And on one of these islands they see a cave which really seems to be somebody’s home.

Ulysses has no idea about which island they’re on or who are the people who live there. But even so he goes near the cave with his soldiers to look for shelter and food. But there’s nobody inside the cave. Then, they decide to wait for the owner and talk to him about their needs... And some ours later the owner arrives: it’s a cyclops named Polyphemus.

After a cannibalistic attack from the monster, Ulysses and his men are able to leave the cave using the plan seen at the picture.

El cíclope Polifemo es visto en la Odissea (siglo IX a.C.) como un pastor de ovejas. Y un día que llega a su cueva junto a sus animales, él bloquea la entrada con una gran piedra, para que las ovejas no se huyan de la cueva.

Pero, entonces, ve un grupo de hombres humanos allá, buscando comida y refugio. Son el Rey Ulises, de Ítaca, y sus soldados, que están regresando a su tierra después de una guerra. Y aunque sea posible al cíclope comprender lo que dicen los humanos, ¡empieza a matarlos y comerlos 1 a 1!

Después de eso, el monstruo se lanza sobre el suelo y se duerme.

Los soldados de Ulises que todavía estan vivos quieren matar el cíclope adormecido. Pero su rey les recuerda que, si lo hacen, estan muertos también: ¿quién más tendrá fuerza para remover la piedra de la entrada de la cueva? Lo que tienen que hacer es que el propio Polifemo remueva la piedra para que puedan irse de allá.

Pero, al mismo tiempo, él reconoce que, si deja el cíclope ileso, el monstruo comerá a todos después.

Junto a la hoguera de la cueva, Ulises encuentra un gran tronco de árbol. Y tiene una idea: coloca la punta del tronco en el fuego hasta que se queda en llamas y, acercándose del cíclope, introduce la punta del tronco llena de fuego en su ojo.

Polifemo despierta gritando de dolor y odio. Pero, ahora sin el único ojo que tenía, ya no puede ehacer nada contra los humanos.

Es lo que se ve en el cuadro de este post.

Vediamo cosa c’è nel dipinto di questo post:

In una posizione di rilievo, si vede l’eroe Ulisse mettendo un tronco d’albero nell’occhio del ciclope Polifemo, che si contorce in dolore, appena sveglio.

Sulla estrema sinistra del dipinto, si vede il gregge di pecore di Polifemo. E un po’ davanti a questo, accanto al ciclope, si vede le carcasse degli umani che lui ha divorato.

Un po’ più a destra, si vede i pochi soldati sopravvissuti di Ulisse guardandolo. Ma si vede che hanno paura di avvicinarsi. Ed ancora più a destra, si vede il fuoco della caverna del mostro.

Sulla parte inferiore del dipinto, a destra, si vede un enorme bastone di legno (probabilmente, questo è un’arma del ciclope). E su questo, è stato lasciato un grande flauto greco.

Bene, non si parla di nessun flauto di Polifemo nell’Odissea omerica. Ma in altri miti che hanno questo ciclope come personaggio, lui è a volte descritto suonando un flauto (questa era l’unica cosa delicata che lui sapeva fare in mezzo alla sua vita di barbarie).

Secondo l’Odissea, il giorno dopo la lotta di Ulisse contro Polifemo, è arrivato il momento di portare le pecore al pascolo. E il ciclope apre la porta della caverna (che era bloccata da una pietra) per i suoi animali.

E così, Ulisse e i suoi soldati lasciano la caverna in mezzo alle pecore. E Polifemo non fa attenzione alla sua fuga, nonostante lui non lasci di toccare la schiena delle pecore.

Si vede questa parte del mito come una rappresentazione della vittoria dell’astuzia (Ulisse) sulla forza bruta (Polifemo).

HAMBÚRGUER BOM!

Ah, sabem? Acabei de comer 2 hambúrgueres agora que tavam uma delícia! Hum...

Bom, até mais!

terça-feira, 19 de abril de 2011

UM SENTAI DE BAIXÍSSIMO CUSTO, MAS CHEIO DE ESTILO

Oi!!!


Hoje a gente vai dar uma olhada numa produção japonesa do final dos anos 80: o seriado Deno Keisatsu Saibakopu.

O seriado foi produzido pela companhia Toho.

Deno Keisatsu Saibakopu é um sentai. Pra quem não sabe ou não lembra o que é isso, vamos rever:

Um sentai (ou supersentai, como alguns gostam de chamar) é um subgênero dos seriados japoneses de aventura que tem como tema um pequeno esquadrão de heróis que usam armaduras, cada uma de uma cor diferente, e lutam contra uma quadrilha de vilões com superpoderes.

Se quiserem ver posts sobre sentais um pouquinho mais antigos, lá vão os links pra alguns:


Dai Sentai Goguru Faibu (Gigantes Guerreiros Goggle Five)




Dengeki Sentai Chenjiman (Esquadrão Relâmpago Chageman)




Choshinsei Furasshuman (Comando Estelar Flashman)




Os sentais são sempre produções de baixo custo. Mas Deno Keisatsu Saibakopu conseguiu se superar nesse sentido: o custo aí foi baixíssimo, pra não dizer miserável rs.

Pra vocês terem uma ideia, às vezes a produção não tinha dinheiro nem pros cenários: várias cenas foram feitas em cenários virtuais (os atores eram filmados em cromaqui e essa imagem era inserida num cenário desenhado em computador)!

O visual dos personagens (principalmente da maioria dos vilões) realmente mergulha de cabeça no ridículo. Mas os efeitos especiais conseguem ser mais ridículos ainda!rs

Por falar nisso, uma coisa que reduziu bastante a qualidade aí foi o fato do seriado (pra reduzir despesas) ter sido todo gravado em VHS, e não em película de filme. E são raros os efeitos que ficam bons quando são feitos sobre uma fita de VHS, né?

Foi um dos seriados mais curtos desse tipo: teve só 34 capítulos. E o 1º foi ao ar na TV Japonesa em Outubro de 1988. O Brasil foi um dos primeiros países onde esse seriado foi exibido, já que as negociações pra ele passar aqui começaram enquanto o seriado ainda tava em fase de produção.

Assim, esse foi o sentai que demorou menos pra ser exibido no Brasil: menos de 2 anos depois de terminar de ser gravado, ele já tava sendo exibido pela extinta Rede Manchete, com o título de Cybercops: Os Policiais do Futuro (a tradução exata seria Saibakopu: A Polícia Cibernética).

A princípio, a exibição era muito chata. Porque a Manchete passou alguns meses exibindo (e repetindo incessantemente) só os 10 primeiros capítulos do seriado, como tinha acontecido com Furasshuman.

Dizem que a intenção da emissora em fazer isso era criar suspense no público e fazer com que os fãs do seriado ficassem mais ansiosos pra ver o fim... Se isso é verdade, é uma tática meio idiota de manter a audiência, né? Porque isso não cria suspense, mas apenas faz a maioria do público desistir de ver o programa.

Aqui vai o link pra abertura do seriado:




E aqui o link pro encerramento, lembrando que os próprios cantam e tocam a música de encerramento:




Embora o seriado tenha sido gravado no final dos anos 80, a história se passa na virada de 1999 pra 2000.

Os heróis são simplesmente os policiais de Tókyo... Na verdade, são os membros de um departamento da Polícia de Tokyo chamado ZAC. E os saibakopu são os agentes de operações especiais do ZAC que vão pegar os bandidos pessoalmente, ou seja, eles são os que botam a mão na massa.rs

A princípio, o grupo é formado por 4 policiais, chamados Akira, Ryoichi, Osamu e Tomoko.

Quando vão correr atrás de bandidos, o Akira usa uma armadura verde, o Ryoichi usa uma armadura preta e o Osamu usa uma armadura azul. E a Tomoko, que supostamente usaria uma armadura rosa, é o único membro da equipe que não tem esse apetrecho...

O problema aí foi simplesmente grana: os produtores não descolaram dinheiro pra fazer mais uma roupa de combate pra outro personagem. E essa explicação seria até aproveitada na própria história do seriado: quando se queixa aos seus superiores por ser a única do grupo de combate que não tem armadura, a Tomoko recebe como resposta o fato do Governo do Japão não ter verbas pra mandar fazer uma armadura pra ela, pois gastaria pra isso o correspondente à criação de 10 aviões de guerra!

Isso acabou ajudando indiretamente na composição da personagem, pois, como é a única mulher do grupo de combate, ela entende que por causa disso ela foi a única a não receber uma armadura. E aí acaba virando a feminista do grupo.

Quanto aos outros 3, também têm personalidades definidas: o Akira se acha melhor do que todos os colegas e se posiciona como uma espécie de substituto do capitão do ZAC quando ele não tá presente (ele não é, não, mas se acha rs); o Ryoichi se comporta como o palhaço do grupo, mas faz isso só pra disfarçar a amargura que sente por não poder conviver com os irmãos devido a ter que trabalhar (como ele é o mais velho e os pais já morreram, é ele que cuida dos irmãos); e o Osamu é o quieto do grupo, que fica lá na dele durante a maior parte do tempo, mas tem que ficar fugindo da insistência da mãe, que quer que ele deixe a polícia.

Bom, logo no 1º capítulo, o grupo ganha um novo membro... Ele se chama Takeda e usa uma armadura vermelha, com o capacete um pouquinho diferente dos capacetes dos colegas.

A armadura dele também manifesta alguns poderes específicos que as armaduras dos outros não têm... Ela abre um par de asas mecânicas nas costas e começa a soltar fumaça por ali ao mesmo tempo em que um chifre mecânico se levanta no capacete dele (sério mesmo!), fazendo com que uma tempestade de energia, a princípio não identificada, apareça no Céu, sobre o lugar onde ele tá. E aí uma espécie de par de braceletes desce do meio dessa energia e se encaixa nos braços dele. O bracelete direito tem um canhão laser e o esquerdo tem um mini-escudo. E é com essa arma que ele vai destruir 99% dos vilões que lutarem contra ele até o final do seriado...

De acordo com o narrador (que explica isso em TODAS as vezes em que esse fenômeno acontece rs), esses poderes só funcionam nas situações em que ele tá em perigo e ao mesmo tempo se enfurece em fase extrema.

O curioso é que, ao longo do seriado, a gente sempre vê ele ‘invocando’ esses braceletes dessa forma. Mas nunca aparece o que acontece com os braceletes quando essas cenas terminam... Será que eles sobem de volta pra tempestade de energia e somem?rs

Bom, quando os outros pedem informações sobre ele, o capitão do ZAC diz que tais informações nem sequer existem!

Acontece que a Interpol, ao detectar a manifestação de uma energia não identificada, correu pro lugar onde a tal energia se manifestou. E lá, encontraram o Takeda desmaiado do lado da armadura dele. E quando acordou, ele revelou que não sabia quem era nem de onde tinha vindo. Mas, claramente, ele demonstrava ter formação de policial. E como tinha uma armadura do tipo que só os saibakopu têm, foi aceito na Polícia de Tokyo por causa disso.

Em alguns capítulos, são feitas algumas insinuações de interesse recíproco entre o Takeda e a Tomoko, mas nada de muito significativo. Parece que o diretor quis fazer um par romântico ali, mas não deu certo.

Então, o time dos heróis principais se fecha com esses 5. Os 4 rapazes também usam nomes-códigos quando tão de armadura. E cada um é o nome de um deus do Império Romano em Japonês: o Akira é Mazu (Marte), o Takeda é Jupita (Júpiter), o Ryoichi é Satan (Saturno) e o Osamu é Makyuri (Mercúrio).

E os vilões da história são uma organização que quer dominar o Mundo (pra variar, né?rs), chamada Desutorapu, que na versão brasuca virou Destrap.

Até que eles não usam planos tão óbvios e corriqueiros quanto outros vilões de sentais. Por exemplo, nada de monstros gigantes nem de ataques abertos destruindo Tókyo inteira de uma vez só.rs Eles atacam mais na base das conspirações e usam 3 tropas de robôs nesses planos.

O que se apresenta até o último capítulo como o vilão principal do seriado é um supercomputador chamado Fuyura... O nome desse personagem foi alterado na versão brasileira, mas também não foi bem mantido, não. Mudavam de um capítulo pro outro pra Fúler, Fiúler, Fúrer e por aí vai.

E ele também não toma nenhuma atitude significativa ao longo da história: ele só aparece pra ouvir os súditos dele explicando o plano da vez pra dominar o Mundo e eventualmente pra dar ordens.

O que se apresenta também até o final como a 2ª autoridade máxima do grupo é um homem chamado Kageyama, que se identifica como Barão da Desutorapu. E como a gente vai ver, ele é um dos vilões mais estrategistas e mais traiçoeiros de todos os seriados japoneses.

Ele é o único vilão do seriado que tem uma aparência humana normal. E foi interpretado pelo ator Juniya Sato. Por sinal, na época (com 56 anos) ele era um coroa bonitão!rs


Os outros vilões que aparecem desde o início têm uma aparência meio estranha... Parecem uns punks de filme de terror classe Z! Mas na verdade, são 3 cientistas, chamados Dyuin, Einshutain e Puroido.

O Einshutain e o Puroido lembram antes de mais nada punks deformados, enquanto a Dyuin parece uma mistura de punk com elfo. Bom, são eles que criam os robôs usados nos ataques e outras tentativas da Desutorapu pra conquistar o Mundo. O Einshutain é o criador dos robôs da tropa Ominosu e a Dyuin é a criadora dos robôs da tropa Harukosu. Ou, como ficaram conhecidas do Brasil, tropa Ominos e tropa Harkos. E são esses os robôs mais usados nos planos dos vilões. Agora vejam: só foram feitas 1 fantasia de robô Ominosu e 1 fantasia de robô Harukosu. Por isso, só aparece 1 robô de cada tropa em cada cena, embora apareçam vários do 1º ao último capítulo... E eu aposto que teve gente que achou que eu tava exagerando quando disse que era uma produção de baixíssimo custo, né?rs

Quanto ao Puroido, ele é o criador dos robôs da tropa Garoga. Esses, sim, têm aparências e poderes diferentes. Mas aparecem muito menos no seriado... Por que será, né?rsrs

Uma coisa engraçada é que cada cientista só controla 1 robô de cada vez, através de um controle remoto em forma de bola de cristal (como vocês podem ver acima). E eles ficam 100% conectados um ao outro: quando os cientistas falam alguma coisa, a voz deles sai através dos robôs; quando os robôs levam uma porrada durante a luta, são os cientistas que sentem a dor na mesma parte do corpo onde o robô foi golpeado; quando os robôs são destruídos, eles se contorcem em dor, sentindo o próprio corpo sendo destruído...

E abaixo deles, ficam os soldados da Desutorapu, que são todos andróides. Esses têm a aparência de simples homens usando camisas escuras de manga comprida, calças escuras compridas e óculos escuros. Conclusão: são os soldados mais insossos de todas as organizações criminosas de seriados japoneses.rsrs

Bom, é isso que se vê nos primeiros capítulos do seriado.

As coisas começam a ficar mais movimentadas no capítulo 14, quando o Barão Kageyama se aproxima do Takeda e diz a ele que os 2 vieram do futuro, onde lutavam pelo extermínio dos humanos e pelo domínio dos computadores sobre o Mundo. E como tá sem memória, o Takeda acaba acreditando, mas não se conforma com aquilo.

No capítulo 16, aparece nada mais nada menos do que um novo saibakopu, que tem o nome de outro deus do Império Romano: Rushifa (Lúcifer). Ele sente um ódio, a princípio, inexplicável contra o Takeda. E o mais estranho de tudo: ele trabalha pro Kageyama!

Usando uma armadura com um modelo mais próximo do modelo da armadura do Takeda, esse Rushifa chega atacando os saibakopu com força total (apesar de deixar claro que o único que ele quer matar é o Takeda).

Bom, a princípio, tudo mostra que o Rushifa vai ser um novo vilão fixo que chegou na história, né? Até porque ele chega a ferir os heróis com requintes de sadismo durante as lutas! Mas, ledo engano: em pouco tempo, ele passa pro lado dos heróis.

Tudo começa a se esclarecer no capítulo 20...

O Rushifa revela ao Takeda que os 2 são saibakopu do século XXIII. E defendiam Tokyo numa época em que os computadores tentavam dominar o Mundo.

Mas um dia, durante uma luta, o Rushifa encontrou o Takeda mexendo numa bomba, que foi detonada segundos depois. E a explosão matou vários policiais e abriu uma fenda no tempo, que jogou os 2 na Tokyo do final do século XX.

A tempestade de energia na qual o Takeda foi encontrado pela Interpol, que apagou a memória dele e que dá a ele os braceletes com as armas dele, é simplesmente a energia da tal fenda no tempo.

Apesar da explicação do Rushifa, o Takeda continua sem memória e não se lembra de nada disso. Mas o Rushifa tem certeza de que ele era um traidor dos humanos e aliado dos computadores. E que detonou a bomba de propósito pra matar os policiais. Por isso ele odeia tanto o Takeda.

No capítulo seguinte, o Takeda começa a se submeter a um tratamento científico pra recuperar a memória. E as imagens de que ele se lembra são gravadas num disquete. Mas quando se coloca a caminho do laboratório onde fica o computador que pode ler esse disquete, ele é desafiado pelo Rushifa pra lutar contra ele, deixando o disquete com a Tomoko. E aí o Kageyama ataca a Tomoko e rouba o disquete.

Então, finalmente ficamos sabendo o que aconteceu...

No século XXIII, durante uma luta, o Takeda encontrou o Kageyama armando uma bomba num lugar onde tinha uma grande concentração de soldados humanos. Ele declarou que tinha traído os humanos e se aliado aos computadores, se afastando dali logo depois. Mas o Takeda, preocupado com a bomba, nem foi atrás do Kageyama, tentando impedir a explosão. E aí o Rushifa chegou e, ao ver o Takeda tentando desconectar o explosivo, entendeu que ele tava armando a bomba.

Como a explosão foi imediatamente depois disso, o Takeda nem teve tempo de explicar o que tava havendo. E a fenda no tempo sugou eles 2 e mais o Kageyama pro final do século XX.

Só não fica explicado por quê só o Takeda perdeu a memória. Mas talvez seja porque ele foi o mais atingido pela radiação da bomba.

No mesmo capítulo, apesar do Takeda não ter visto o que foi registrado no disquete, a memória dele começa a voltar. E ele se lembra realmente que tava mexendo na bomba quando houve a explosão, concluindo que o Rushifa tem razão nas acusações dele.

Assim, ele desafia o Rushifa pruma luta, mas não reage ao ser atacado por ele, mostrando que não foi ali pra lutar, mas sim pra ser morto, pois, se ele cometeu o ato do qual é acusado, é justo que o outro mate ele. Mas, como o Rushifa fica sem ação diante disso, o Kageyama conclui que não pode mais contar com ele pra matar o Takeda e manda 2 robôs pra atacar e matar eles.

Com isso, o Rushifa finalmente entende que o Kageyama não presta. E ao mesmo tempo, durante essa luta, o Takeda recupera totalmente a memória, conta ao Rushifa o que ocorreu e destrói os robôs com a ajuda dele.

A partir daí o Rushifa passa a ajudar os heróis a lutar contra a Desutorapu. Mas não se junta ao grupo: ele vira aquele clássico herói solitário que aparece pra ajudar nos momentos críticos.

No capítulo 24, investigando o novo plano da Desutorapu, a Tomoko acaba sendo presa pelos vilões. E na tentativa de salvar ela, o Takeda acaba chegando à base secreta da Desutorapu e explodindo tudo lá.

Durante as explosões, o Einshutain morre soterrado. Mas todos os outros membros da quadrilha conseguem fugir, se refugiando em outra base.

No capítulo 25, também aparece uma guerreira chamada Runa, que se alia à Desutorapu e se identifica como irmã do Einshutain, revelando que veio pra destruir os saibakopu e vingar a morte do irmão.

Ela assume o comando dos robôs da tropa Ominosu, mas além deles, também anda sempre junto com 4 outros robôs guerreiros. E diferente dos demais membros da Desutorapu, ela costuma ir pessoalmente aos locais de luta, revelando uma personalidade mais emocional que os outros, o que fica mais claro ainda quando, pouco depois, ela se apaixona pelo Akira.

No capítulo 33, sem ser vista, a Dyuin ouve uma conversa entre o Fuyura e o Kageyama na qual esse revela que ela, a Runa, o Einshutain e o Puroido são todos andróides construídos por ele, programados pra pensar que eram grandes cientistas e pra só se lembrarem do que ele queria que se lembrassem.

Apesar de chocada com a revelação, a Dyuin resolve fingir pro Kageyama que não ouviu nada. Mas tenta alertar o Puroido, dizendo que tem algo importante pra conversar com ele. Só que, ocupado com os novos planos da Desutorapu, ele responde que não tem tempo e que depois vai conversar com ela.

Mas, pouco depois, o Puroido resolve lutar pessoalmente contra o Ryoichi e o Osamu, que foram investigar algumas movimentações estranhas perto do laboratório onde o cientista tá... É a única cena de luta desse personagem e realmente é legal. Ele é bom de porrada!rs

Durante a luta, o Puroido diz que a verdadeira identidade dele é Arthur C. Ploid, um dos maiores cientistas do Mundo. Mas o Osamu diz que o único cientista com esse nome de que já ouviu falar morreu em 1939! E logo depois, levando alguns golpes, ele fica com partes de metal do corpo expostas.

Quando o Puroido conclui que é só um andróide programado pra pensar que era o tal de Arthur C. Ploid, ele entra em colapso e explode. Como também ouviu o Kageyama falar que pretende se livrar da Runa, pois não precisa mais dela, a Dyuin avisa isso a ela por um comunicador e depois se volta abertamente contra o Kageyama. E os 2 têm lá uma lutinha meio boba, na qual o Kageyama destrói a Dyuin.

No capítulo seguinte (o último), indignada por ter sido traída pelos patrões, a Runa passa pro lado dos saibakopu. E o Kageyama, vendo que ficou sem súditos, resolve partir pruma medida extremista: mexendo nos programas do Fuyura, o Kageyama absorve ele, se transformando num super-cyborg envolto em energia e com poderes quase ilimitados. Bom, a Runa guia os saibakopu até o local onde fica a base da Desutorapu. Mas só encontram a base vazia e o Kageyama esperando por eles na porta.

Aí, finalmente, fica claro o que aconteceu: quando veio do futuro, o Kageyama construiu o Fuyura, os 4 andróides e todas as demais máquinas que serviam a eles, programou cada um pra pensar o que ele queria que pensasse e fundou a Desutorapu, programando inclusive o Fuyura pra pensar que ELE era o verdadeiro chefe da organização.

Eu não disse que ele era um dos vilões de tokusatsus mais estrategistas e mais traiçoeiros? Ninguém na história escapou das tramóias dele!

Depois de explicar aos heróis tudo o que fez, ele dispara um raio de energia no Akira. Mas a Runa corre e se coloca na frente dele, sendo atingida e destruída no lugar dele.

O Kageyama se teletransporta pra longe dali, mas não antes de ironizar o comportamento da Runa (como ele construiu ela pra pensar que tava lá pra vingar a morte do irmão, acabou programando ela pra ser excessivamente sentimental, o que explica a paixão dela pelo Akira).

Bom, com os novos poderes que adquiriu, o Kageyama começa a bombardear o Japão com raios de energia, ameaçando provocar uma mega-erupção no Vulcão Fuji!

Os saibakopu correm pra lá pra tentar impedir. E o Rushifa vai junto.

Eles usam todas as armas deles contra o Kageyama. Mas a energia que cerca ele bloqueia todas elas... E a erupção começa!

Finalmente, o Rushifa tem a ideia de juntar a energia dele com a energia do Takeda e disparar isso contra o Kageyama. E assim, eles conseguem derrubar e aparentemente matar o vilão. Mas a energia dos 3 em combinação acaba reabrindo no Céu a fenda no tempo que trouxe eles do século XXIII. E aí o Takeda e o Rushifa veem a oportunidade de voltar pra casa. Mas, quando eles se despendem dos outros saibakopu, a Tomoko diz que quer ir junto, decidida a ajudar a mudar aquela época.

Então, os 3 pulam na direção da fenda no tempo e somem nela. Só que aí o Kageyama se levanta e pula atrás deles, numa última tentativa de matar eles. Mas o Akira consegue pular atrás e segurar ele.

Nesse instante, a erupção do Vulcão Fuji chega ao ponto máximo. E as chamas atingem o Akira e o Kageyama, aparentemente carbonizando os 2, enquanto a fenda no tempo se fecha.

Sozinhos, o Ryoichi e o Osamu fazem o que podem pra amenizar a erupção. E depois se reúnem perto do vulcão junto com os outros membros do ZAC. Eles lamentam a forma como acabou a luta contra a Desutorapu, mas têm certeza de que o Takeda, o Rushifa e a Tomoko vão conseguir transformar o século XXIII numa época melhor.

E a última cena, que parece ter sido gravada às pressas, mostra eles vendo o Akira, lá longe, caminhando na direção deles: a armadura dele foi carbonizada, mas ele sobreviveu. E enquanto os outros correm na direção dele, ao fundo aparecem o Takeda, o Rushifa e a Tomoko, num lugar abstrato, prontos pra enfrentar novos desafios. Como a gente vê, não era nem a história que era ruim, mas sim a produção.

Até as cenas de luta e aventura foram boas. Aliás, os dublês devem ter tido o maior trabalho pra se movimentar com essas roupas na hora de gravar esse tipo de cena, né?

E os heróis também não tinham aqueles apetrechos óbvios de heróis de sentai, como robôs gigantes ou armas mortais que só se formam quando todos os membros do grupo se juntam.

Outra coisa interessante: o lado psicológico dos personagens até que é bem trabalhado (diferente de outros seriados do mesmo tipo, em que só 2 ou 3 personagens têm histórias e personalidades marcantes e os outros são quase só figurações).

Foram feitos 2 ‘curta-metragens’ com entrevistas dos atores falando sobre o seriado, que foram exibidos logo depois do último capítulo. E são vistos pelos fãs do seriado como os capítulos 35 e 36. Mas são inéditos no Brasil.

Deno Keisatsu Saibakopu foi um seriado que deixou marcas profundas no ator Shogo Shiotani, que interpretou o Akira. Ele até então só tinha trabalhado como dublê, tendo como estreia na carreira de ator esse herói de sentai. E como ele sempre foi fã desse tipo de seriado e sofria de transtorno bipolar, desenvolveu uma espécie de obsessão por esse personagem.

Alguns anos depois, quando surgiu o projeto de fazer uma nova temporada pro seriado que acabou não rolando, o Shogo entrou em depressão, ao saber que não interpretaria nunca mais o Akira. E ao mesmo tempo, a carreira dele começou a entrar em decadência e ele foi drasticamente atingido pela crise financeira japonesa de 2001. E sem conseguir suportar tudo isso junto, ele se suicidou, em Maio de 2002.

O único ator do núcleo dos heróis principais que parece ter seguido na carreira até hoje é o Tomoki Yoshida, que interpretou o Takeda.


Today we’ll talk a little about a Japanese production of the late 80s: Deno Keisatsu Saibakopu (Electro-Brain Police Cybercops).

It was a Toho production.

Deno Keisatsu Saibakopu is a sentai... Oh! You don’t know what it is. I’ll tell you:

A sentai is a subgenre of the Japanese adventure TV series. Their themes are always a group of a few heroes fighting against a gang of villains with superpowers. And these heroes always wear armors (each one in a different color).

You guys can click on the 3 1st links above to see posts about 3 a little older sentais (Dai Sentai Goguru Faibu, Dengeki Sentai Chenjiman and Choshinsei Furasshuman).

Sentais are always low-cost productions. But Deno Keisatsu Saibakopu was able to have one of the lowest costs among the productions of this kind.

To give you an idea, sometimes the producers had no money even for the scenarios: several scenes were filmed in virtual scenarios (the actors were filmed in keying and these images were placed in a setting designed by computer)!

The look of the characters (especially talking about the villains) really goes to the extreme ridicule. But the special effects get to be even more ridiculous!rs

By the way, something which greatly reduced the quality in this case was the recording: the series was fully recorded on VHS tapes. And special effects are rarely well done when they’re put on a VHS tape, really?

It was one of the shortest series of this kind: it has only 34 episodes. The 1st episode was on TV in Japan in October 1988.

Brazil was among the 1st countries where this show was aired. It was because the series was negotiated to be aired here while it was still in pre-production.

Then, this was the sentai which took less to be viewed in Brazil: less than 2 years after have finished to be filmed it was already being aired by TV Manchete. It was known in Brazil as Cybercops: Os Policiais do Futuro.

At first, the view on Brazilian TV was really boring. You see: Manchete spent months and months airing and reprising only the 10 1st episodes of the series. Actually it had done the same to Choshinsei Furasshuman a few years before.

They say the intention in doing this was creating suspense in the audience and making the fans of the show become more eager to see the end... If it’s true, it’s a stupid tactic of keeping the audience, isn’t it? Because it does not cause any suspense in the audience. It just makes most of the audience giving up to watch the show.

You guys can click on the 4th link above to watch the opening of the series.

The 5th link above shows the closing of the series with the main members of the cast singing the theme of the show.

The show was filmed in the late 80s. But the story takes place from the late 1999 to the early 2000.

The heroes here are just the police of Tokyo... Indeed, they’re members of a Police Department of Tokyo called ZAC. And the saibakopu are the agents of the ZAC special operations. They’re the ones who catch the bad guys. That is, they do the heavy work.rs

Initially, the group is formed by 4 police officers, called Akira, Ryoichi, Osamu and Tomoko.

When they go to arrest criminals, Akira wears a green armor, Ryoichi wears a black armor and Osamu wears a blue armor. And Tomoko was supposed to wear a pink armor. But she’s the only member of the group who doesn’t have this protective covering...

The problem here was just money: the producers couldn’t make money enough to make another armor to another character. And a similar explanation would be used during the storyline: when Tomoko complained to her superiors for being the only member of the combat group who doesn’t have an armor, they tell her the Government of Japan has no funds to produce an armor for her. For making a new armor they would spend the equivalent of producing 10 warplanes!

It eventually helped in the psychological composition of the character. You see: Tomoko was the only female member of the combat group. Then, she understands that’s the reason for not having an armor. So, she becomes the feminist of the group.

Talking about her 3 male colleagues, all of them have distinct personalities...

Akira sees himself as better than all his colleagues and behaves as a replacement for the ZAC captain when he’s out (actually he isn’t that, but he thinks he is).

Ryoichi behaves as the funny guy of the group. But actually he does that only to mask the sadness he feels for not living with his siblings because he has to work (as the eldest brother of an orphan family, taking care of them is his obligation).

And Osamu is the lonely guy of the group. He stays a little away from his colleagues during most of the time. But he tries to be as far as possible from his mother, who insistently wants him to leave the police.

Well, right at the 1st episode, a new member arrives at the group... His name’s Takeda and he wears a red armor.

His armor also shows some specific powers which the others’ don’t have... It opens a pair of mechanical wings on the back and begins to make smoke over there. And at the same time, a mechanical horn rises from his helmet (I’m serious!). And it causes an energy storm in the Sky which gives him a pair of bracelets. The right bracelet has a laser cannon and the left one is actually a little shield. And yes: Takeda will use these arms to destroy 99% of his enemies to the end of the series.

According to the narrator, this phenomenon occurs only when he is in danger and at the same time his fury reaches the strongest point.

It’s funny: throughout the show, we always see him “invoking” these bracelets in that way. But we never see what happen to the bracelets after that... Do they go back to the energy storm and disappear inside it?rs

Well, when his colleagues ask their captain about him, he answers that such information doesn’t even exist!

Everything about his known past started when Interpol detected the manifestation of an unidentified energy. They ran to the place where that energy was going on and then they found Takeda unconscious on the side of his armor there. When he woke up, he revealed he didn’t know who he was or where he had come from. But he obviously showed he was a trained police officer. And as he had the kind of armor that only a saibakopu has, he was accepted at the Tokyo Police Department because of that.

We can see the scriptwriters tried to make a romantic partnership between Takeda and Tomoko. But it didn’t go ahead satisfactorily.

Well, these are the 5 members of the combat group.

The 4 males use code-names when they wear their armors. And each one is the name of a god of the Roman Empire in Japanese: Akira is Mazu (Mars), Takeda is Jupita (Jupiter), Ryoichi is Satan (Saturn) and Osamu is Makyuri (Mercury).

And the bad guys of the story are an organization that wants to dominate the World... Oh! We’ve never seen villains who wanted it before, really?rs It’s called Desutorapu.

Anyway, they don’t use planes as obvious as other sentai villains do. For example, no giant monsters and no attacks which destroy the entire Tokyo at once. They attack mainly using conspiracies.


La historia de Deno Keisatsu Saibakopu (1988) se queda más compleja a contar del capítulo 14, cuando el villano Kageyama se acerca del héroe olvidadizo Takeda y le dice que los 2 son hombres del siglo XXIII, cuando luchaban por el exterminio de los humanos y por la colonización del Mundo por los computadores. Y Takeda lo cree, pero tiene una crisis existencial debido a eso.

Bueno, el problema aquí no es solamente la falta de memoria de Takeda, pero también que Kageyama es uno de los villanos más estrategas y más peligrosos de todos los seriales japoneses: él sabe como engañar a alguien.

Visto hasta el final del serial como el segundo en el comando del grupo Desutorapu (los villanos de la historia), él es también el único villano de aspecto humano normal. Y fue un personaje del actor Juniya Sato.

Y Takeda es el más poderoso de los saibakopu (agentes de policía de armadura).

En el capítulo 16, llega a la historia un nuevo saibakopu, llamado Rushifa. El siente un odio, a primera vista, inexplicable contra Takeda. Y lo más extraño de todo: ¡él es un súbdito de Kageyama!

Su armadura es un poco más semejante a la armadura de Takeda que a las armaduras de los otros saibakopu. Y Rushifa ya llega atacando los héroes con toda su fuerza (aunque diga claramente que el único que quiere matar es Takeda).

Bueno, hasta este momento, todo nos muestra que Rushifa es un nuevo villano que se quedará hasta el final del serial, ¿no? ¡Incluso porque él golpea a los héroes con refinamientos de sadismo durante las luchas! Pero no es el caso: poco después, él se convierte en un aliado de los héroes.

Todo empieza a quedarse más claro en el capítulo 20...

Rushifa revela a Takeda que los 2 son saibakopu del siglo XXIII. Y dice que su trabajo era defender Tokyo en una época en que los computadores intentaban dominar el Mundo.

Pero un día, durante una lucha, Rushifa encontró Takeda palpando un explosivo, que se explotó segundos después. Y la explosión mató a muchos agentes de policía, al mismo tiempo que lanzó a Takeda y Rushifa en la Tokyo del final del siglo XX.

Los poderes de Takeda son simplemente la energía que lo envolvió cuando todo eso ocurrió.

Aunque Rushifa revele todo eso a Takeda, todas las cosas de su pasado continúan olvidadas en su memoria. Pero Rushifa está seguro de que él era un traidor de los humanos y aliado de los computadores. Y que él detonó el explosivo solamente para matar a todos los agentes de policía que estaban junto a él. Y es por eso que odia tanto a Takeda.

En el otro capítulo, Takeda comienza a someterse a un tratamiento científico para recuperar su memoria. Y las imágenes que vuelven a su memoria son grabadas en un disquete. Pero cuando empieza a irse al laboratorio donde está el computador que puede leer el disquete, Rushifa lo desafía a una pelea. Takeda deja el disquete con su amiga Tomoko, pero ella es atacada por Kageyama, que le arrebata el disquete.

Ahora finalmente se sabe lo que pasó...

En el siglo XXIII, cuando hubo un lucha, Takeda encontró Kageyama armando un explosivo en un lugar donde había una gran concentración de soldados humanos. Él declaró que había traicionado a los humanos y que ahora era un aliado de los computadores, alejándose de allá poco después. Pero Takeda no lo siguió, pues que se preocupó más en desarmar el explosivo. Y entonces Rushifa llegó y, al ver Takeda tocando el explosivo, comprendió que él lo estaba armando.

La explosión fue inmediatamente después de eso. Así, Takeda no tuvo tiempo para decir a Rushifa lo que ocurría. Y la misma explosión abrió una brecha en el tiempo, lanzando los 2 y Kageyama en el final del siglo XX.

La única cosa que queda sin explicación es que Takeda fue el único que perdió la memoria.

En el mismo capítulo, una parte de la memoria de Takeda vuelve por sí sola. Y él se recuerda del explosivo en sus manos cuando Rushifa lo encontró. Así, empieza a creer que Rushifa dice la verdad.

Así, desafía Rushifa para una pelea, pero no reacciona al ser atacado por él, diciendo que está allá para ser muerto, pues que, si hizo realmente lo que dicen, es justo que lo maten. Mas, puesto que Rushifa se queda perplejo al ver este comportamiento de Takeda, Kageyama llega a la conclusión de que ya no puede contar con él para matar a Takeda y envía 2 robots para atacar y matar a ellos.

Con esto, Rushifa finalmente entiende que Kageyama es una mierda. Y al mismo tiempo, durante esta lucha, Takeda recupera completamente su memoria, revela lo que sucedió a Rushifa y acaba con los robots con su ayuda.

A contar de este punto, Rushifa empieza a ayudar los héroes en su lucha contra Desutorapu. Pero no se va para junto de ellos: se convierte en aquel clásico héroe solitario que viene para ayudar los otros solamente en los momentos críticos.

Bueno, hablando de los otros miembros de Desutorapu, lo que se presenta hasta el último capítulo del serial como el villano principal es un superordenador llamado Fuyura.

Él no toma ninguna medida significativa a lo largo de la historia: aparece solamente para escuchar a sus súbditos explicándole sus planes para dominar el Mundo y, algunas veces, para darles órdenes.

Los otros villanos tienen un aspecto un poco extraño... ¡Son semejantes a punks de películas de horror clase Z! Pero, en verdad, son 3 científicos, llamados Dyuin, Einshutain y Puroido.

Einshutain y Puroido son alguna cosa como punks desfigurados, mientras que Dyuin es algo como una mezcla de punk con duende.

Bueno, ellos son los creadores de los robots utilizados en los atentados de Desutorapu para conquistar el Mundo.

Einshutain es el creador de los robots de la tropa Ominosu y Dyuin es la creadora de los robots de la tropa Harukosu. Y estos son los robots utilizados más comúnmente en los planes de los villanos.

Fueron hechos solamente 1 traje de robot Ominosu y 1 traje de robot Harukosu. Por eso, hay siempre solamente 1 robot de cada tropa en cada escena (uds pueden ver una de esas escenas arriba).

Y Puroido es el creador de los robots de la tropa Garoga. Estos tienen aspectos y poderes diferentes, pero son los menos vistos en el serial... Bueno, fue un serial de muy bajo costo.

Una cosa curiosa es que cada científico sólo controla un robot a la vez, utilizando una máquina semejante a una bola de cristal (uds puden verlos haciéndolo arriba). Y se quedan tan conectados a los robots que, cuando hablan, su voz es oída a través del robot; cuando el robot es golpeado en la lucha, el científico siente el dolor en la misma parte del cuerpo; cuando el robot es destruido, el científico siente su cuerpo ser destruido también...

Y bajo todos ellos, se quedan los soldados de Desutorapu: androides que parecen simples hombres con camisas oscuras de mangas largas, pantalones largos y gafas oscuras.

En el capítulo 24, investigando el nuevo plan de Desutorapu, Tomoko es capturada por los villanos. Y mientras hace lo que puede para salvarla, Takeda logra a llegar a la base secreta de la Desutorapu y acabando con todo allá con una gran explosión.

Einshutain se muere, pero los otros miembros del grupo logran a escapar y continúan su lucha contra los héroes por otros 10 capítulos.


Vediamo come finisce Deno Keisatsu Saibakopu (1988).

I saibakopu sono i poliziotti di Tokyo e i membri della Desutorapu sono i cattivi della storia.

Nell’episodio 25, una guerriera chiamata Runa arriva alla Desutorapu, volendo vendicare la morte di suo fratello Einshutain, che è morto a causa dei saibakopu.

Lei prende il controllo dei robot guerrieri di suo fratello ed ha 4 altri robot suoi. E a differenza degli altri membri della Desutorapu, lei quasi sempre se va personalmente ai combattimenti, rivelando che ha una personalità più emozionale che gli altri cattivi. Ciò diventa ancora più chiaro quando, poco dopo, lei si innamora dell’eroe Akira.

Nell’episodio 33, Fuyura e Kageyama, i 2 leader della Desutorapu, hanno una conversazione in cui Kageyama dice che Runa, Einshutain, Puroido e Dyuin sono tutti androidi costruiti da lui. E sono programmati a credere che sono grandi scienziati e a ricordare solo quello che Kageyama vuole che ricordino.

Lui dice anche che vuole distruggere Runa, perché non ha più bisogno di lei.

Dyuin ha sentito tutto quello che dicevano. È diventata sconvolta, ma decide di far finta di non aver sentito niente davanti a Kageyama. Allo stesso tempo, lei cerca di raccontare quello che ha sentito a Puroido. Ma lui è troppo occupato con i nuovi progetti di conquista della Desutorapu e non può parlare con lei adesso.

Ma poco dopo, Puroido decide di lottare personalmente contro i saibakopu Ryoichi e Osamu, che sono andati a indagare su alcuni strani movimenti vicino al laboratorio dove si trova lo scienziato... È l’unica scena di combattimento di questo personaggio ed è davvero una bella scena.

Durante la lotta, Puroido dice che la sua vera identità è Arthur C. Ploid, uno degli scienziati più riconosciuti del Mondo. Ma Osamu dice che l’unico scienziato con quel nome è morto nel 1939! E poi, i 2 poliziotti sferrano alcuni colpi contro lui e delle parti metalliche del suo corpo saltano fuori.

Quando Puroido conclude che è solo un androide programmato per pensare che fosse Arthur C. Ploid, lui ha un attacco ed esplode.

Bene, Dyuin usa un comunicatore per parlare anche con Runa e dice a lei che Kageyama la vuole distrutta. E dopo lei si rivolta apertamente contro Kageyama. E i 2 hanno una lotta sciocca, dove Kageyama distrugge Dyuin.

Nel prossimo episodio (l’ultimo), arrabbiata per esser stata tradita dai suoi capi, Runa si unisce ai saibakopu. E quando Kageyama capisce che non ha più servitori, decide di usare una misura estrema: cambia Fuyura in energia (contro la sua volontà) e l’assorbe. Così, Kageyama diventa un super-cyborg di potere quasi illimitato.

Bene, Runa guida i saibakopu alla base della Desutorapu. Ma loro trovano solo la base vuota e Kageyama davanti alla porta.

Allora, è finalmente rivelato quello che è successo: quando è arrivato al secolo XX, Kageyama ha costruito Fuyura, i 4 androidi e le altre macchine tutte quante della Desutorapu, ha programmato ognuno a persare soltanto ciò che lui volesse che pensasse (anche Fuyura è stato programmato a pensare che LUI era il vero leader della Desutorapu) ed ha fondato il gruppo.

Si vede che nessun personaggio della storia è scappato dal piano subdolo di Kageyama, vero?

Dopo aver spiegato agli eroi tutto quello che ha fatto, lui spara un fascio di energia contro Akira. Ma Runa corre e si ferma davanti a lui. E così, lei è colpita e distrutta.

Kageyama si teletrasporta via da lì, ma prima ridicolizza il comportamento di Runa (lui l’ha programmata a essere eccessivamente sentimentale, visto che aveva bisogno che lei volesse vendicare la morte dell’androide che credeva che era suo fratello e, come effetto collaterale, lei si è innamorata di Akira).

Bene, con i nuovi poteri che adesso ha, Kageyama comincia a bombardare il Giappone con la sua energia. E così, minaccia provocare un mega-eruzione nel Vulcano Fuji!

I saibakotu tutti quanti si avvicinano, cercando di impedirlo.

Loro usano tutte le loro armi contro Kageyama. Ma l’energia che lo circonda blocca tutte le armi... E l’eruzione comincia!

Improvvisamente, Rushifa ha l’idea di riunire la sua energia all’energia di Takeda e spararla contro Kageyama. E così, loro riescono a precipitare il cattivo sulla terra e, apparentemente, ucciderlo. Ma l’energia dei 3 in combinazione apre in Cielo un passaggio nel tempo che porta al futuro. E Takeda e Rushifa, che sono 2 saibakopu del secolo XXIII, vedono la possibilità di tornare a casa sua. Ma Tomoko, nonostante sia una saibakopu del secolo XX, vuole andare anche lei al futuro.

Così, i 3 saltano verso il passaggio nel tempo e spariscono dentro. Ma Kageyama si alza e salta anche lui verso il passaggio, in un ultimo tentativo di ucciderli. Ma Akira riesce a saltare dietro lui e prenderlo.

In questo momento, l’eruzione del Vulcano Fuji raggiunge il picco. E le fiamme apparentemente distruggono Akira e Kageyama, allo stesso tempo che chiudono il passaggio nel tempo.

Ryoichi e Osamu, che adesso sono gli unici saibakopu sopravvissuti, fanno quello che possono per lenire l’eruzione. E dopo, si radunano con gli altri membri della Polizia di Tokyo vicino al vulcano. Lamentano il modo in cui la lotta contro la Desutorapu è finita, ma sono sicuri che Takeda, Rushifa e Tomoko riusciranno a cambiare il secolo XXIII in un’epoca di pace.

E l’ultima scena sembra esser stata filmata in fretta. La scena ci mostra i poliziotti ritrovando Akira, che cammina verso loro: la sua armatura è stata carbonizzata, ma lui ha sopravvissuto. E mentre gli altri corrono verso lui, si vede Takeda, Rushifa e Tomoko a un posto astratto.

Bene, si vede che la storia di Deno Keisatsu Saibakopu è anche interessante, ma la produzione è stata terribile.

Anche le scene di combattimento e avventura sono state buone. A proposito, sono sicuro che è stato difficile agli stuntman muoversi con questi abiti, vero?

E gli eroi non avevano quell’equipaggiamento ovvio degli altri eroi di sentai, come i robot giganti e le armi letali che si formano solo quando tutti i membri del gruppo si riuniscono.

Un’altra cosa interessante: il lato psicologico dei personaggi qui è ben sviluppato (in altri sentai, soltanto 2 o 3 personaggi hanno personalità e storie distinte e gli altri sono quasi degli extra che fanno parte della decorazione).

Ci sono anche 2 film di cortometraggio con interviste degli attori a parlare dello show. Ed i fans di questo sentai vedono questi 2 film come gli episodi 35 e 36 dello show.

Deno Keisatsu Saibakopu ha lasciato dei traumi psicologici forti nell’attor Shogo Shiotani, che ha avuto la parte di Akira.

Fino a quell’epoca, lui aveva lavorato soltanto come stuntman. La sua prima volta come attore è stata in questo sentai. E visto che lui è sempre stato un fan di questo tipo di show e era afflitto da disturbi bipolari, lui ha sviluppato un tipo di ossessione per il suo personaggio.

Alcuni anni dopo, è venuto il progetto di fare una continuazione dello show. Ma questo non è mai stato realizzato. E Shogo è diventato depresso, sapendo che non avrebbe mai più la parte di Akira. Ed allo stesso tempo, la sua carriera di attore ha cominciato a scendere e lui è stato drasticamente colpito dalla crisi finanziaria giapponese del 2001. Lui non ha potuto sopportare tutto questo insieme e si è suicidato nel Maggio del 2002.

Credo che l’unico attore che era nel gruppo degli eroi principali e che è ancora in questa carriera è Tomoki Yoshida, che ha avuto la parte di Takeda.


Até mais!