quinta-feira, 28 de abril de 2011

370 ANOS DA QUASE FUNDAÇÃO DO REINO DE SÃO PAULO

Oi!!!

O site de utilidade pública que eu vou linkar aqui esse mês é o da Unicef. Lá vai:

http://unicef.org.br/

Bom, não vou fechar esse mês sem lembrar aqui de um fato histórico interessante que tá completando 370 anos: a quase criação do Reino de São Paulo.

Na verdade, tudo que propiciou essa situação começou em Dezembro de 1580, quando o Rei Felipe II de Habsburgo, da Espanha, invadiu Portugal e se declarou soberano daquele país.

Naquela ocasião, começou o chamado Domínio Filipino, época em que Portugal e Espanha foram governados pelos mesmos reis.

Quem quiser ver um post com mais detalhes sobre isso, pode clicar aqui:

http://ultracecgb.blogspot.com/2010/12/430-anos-do-inicio-do-dominio-espanhol.html

Em 1640, o Duque de Bragança, um português, acabou com o Domínio Filipino, conseguindo ser reconhecido como novo monarca das terras portuguesas através de um golpe de estado, se tornando o Rei João IV, de Portugal.

Meses depois, já em 1641, a notícia de que Portugal deixava de ter um rei espanhol atravessava o Atlântico chegava às colônias portuguesas da América do Sul, ou seja, nós aqui.rs

E nos arredores da Vila de São Paulo do Ipiranga, a atual Cidade de São Paulo, algumas minhoquinhas começaram a entrar na cabeça de certos habitantes da colônia...

Os índios e mais os colonos portugueses que tinham decido deixar a Europa pra sempre começaram a pensar em seguir os passos dos lisboetas, ou seja, não aceitar mais o jugo de um rei estrangeiro: queriam que as terras deles fossem governadas por um rei nascido nas terras deles.

Por outro lado, os colonos de origem espanhola não gostaram nada de ver o rei deles perdendo Portugal, que tinha sido governado por reis espanhóis durante 60 anos seguidos. E então, provavelmente como forma de retaliação, resolveram dar força às ideias dos portugueses revoltados e dos índios em não reconhecer o novo Rei de Portugal como soberano deles.

E em 01 de Abril de 1641, um grupo de rebeldes assinaram um termo de aclamação, reconhecendo como Rei de São Paulo um fazendeiro local chamado Amador Bueno da Ribeira.

Eles escolheram esse cara pra ser o Rei de São Paulo por ser o habitante mais rico da vila. Mas parece que fizeram isso sem nem consultar ele!

Assim, quando os paulistas chegaram em público diante do tal de Amador e anunciaram a ele o que tinham decidido, gritaram em alto e bom som:

“Salve Amador I, Rei de São Paulo!”

Mas ele, em pânico diante da situação e sem deixar o bom senso escapar, ergueu a espada dele ao Céu respondeu no mesmo tom:

“Viva João IV, Rei de Portugal, de quem eu sou um leal vassalo!”

Furiosos com a rejeição desse “rei” ao Trono de São Paulo, os rebeldes perseguiram ele furiosamente, até que ele conseguiu se refugiar no monastério beneditino da vila, sendo protegido pelos monges.

Em 1909, o Oscar Pereira da Silva pintou esse quadro, imaginando como deve ter sido a cena:

Bom, só com a intervenção dos monges e depois de muita falação, o Amador conseguiu mostrar aos rebeldes que qualquer um que se tornasse Rei de São Paulo naquelas condições não continuaria nesse trono (e nem mesmo continuaria vivo) nem sequer por mais 1 ano: com menos de 2000 habitantes de origem europeia, sem exército nenhum, sem muro de proteção nem fortaleza nenhuma e apoiado (talvez, no máximo) por algumas poucas centenas de colonos de outras regiões, o Reino de São Paulo seria destruído a mando do Rei de Portugal no máximo depois de poucos meses. E os paulistas que não fossem mortos receberiam as punições mais subumanas.

Embora a data do documento de aclamação seja 01 de Abril, os historiadores não têm muita certeza de quando aconteceu a aclamação pública do “rei”, a fuga pro monastério e a intervenção dos monges. Mas não deve ter sido muitos dias depois, não. Afinal, parece que o Rei de Portugal nem chegou a se incomodar com isso e entendeu que foi só uma manifestação vã, motivada por um entusiasmo momentâneo.

De qualquer forma, esse mês se completam 370 anos desse evento.

Bene, questo mese non finirà a meno che io ricordi qui un fatto storico interessante di 370 anni fa: la quasi creazione del Regno di San Paolo.

La creazione di questo regno brasiliano non ha funzionato. Ma è stata soltanto un risultato di quello che ha cominciato nel Dicembre del 1580, quando il Re Filippo II d’Asburgo, di Spagna, è diventato il Re di Portogallo.

Allora, ha cominciato il Dominio Filippino (l’epoca della Storia di Portogallo dove questo paese ha avuto gli stessi monarchi che la Spagna aveva).

Se volete vedere un post che racconta meglio questa storia, potete cliccare sul secondo link sopra.

Nel 1640, il Duca di Braganza, un portoghese, ha dato fine al Dominio Filippino: lui è diventato il nuovo monarca di Portogallo grazie a un colpo di stato. E così, è diventato il Re Giovanni IV, di Portogallo.

Mesi dopo, già nel 1641, la notizia che Portogallo non aveva più un re spagnolo è arrivata nelle colonie portoghesi in Sud America (l’attuale Brasile). E influenzati dagli eventi in Europa, alcuni colonizzatori hanno fatto quello che potevano per inaugurare un regno brasiliano con un re brasiliano. Ma tutto questo è finito pochi giorni dopo.

In 1641, in Vila de São Paulo do Ipiranga (the current São Paulo City), some of its inhabitants started thinking about a new future for their districts...

The Brazilian indians and the Portuguese who had left Europe forever decided not having a foreign king anymore. They wanted a Brazilian-born king to reign over them.

At the same time, the settlers from Spain were really angry about the situation in Portugal: then it had again a Portuguese king (John IV Braganza) after 60 years being ruled by Spanish kings. And as Brazil was a Portuguese territory at that time, they decided to encourage the other settlers about not accepting the new King of Portugal as their monarch.

On April 1st, a rebel group signed an acclamation which established a local farmer named Amador Bueno da Ribeira as the 1st Monarch of São Paulo.

They chose this guy to be the King of São Paulo just because he was the richest man in that region. But they did that without telling him!

Then, when the rebels called Amador in public and told him what was happening, they shouted loud and clear:

“Hail Amador I, King of São Paulo!”

Of course he understood that wouldn’t go ahead. And if it would, John IV would order him to be killed and São Paulo to be destroyed at least a few months later. Then, he answered the rebels:

“Hail John IV, King of Portugal! I am his loyal subject!”

Then, this 370-year-old attempt to found a new kingdom in Brazil didn’t (and wasn’t able to) work.

Influenciados por el fin del dominio español en Portugal, algunos colonos de Brasil hicieron lo que podían para empezar aquí una nueva monarquía, independiente de la monarquía de Portugal, en 1641. Pero Amador Bueno da Ribeira, el hombre que deseaban que fuera su rey, rechazó la nueva corona.

Furiosos, los rebeldes empezaron a perseguirlo por el pueblo de San Pablo, hasta que él pudo refugiarse en el monasterio benedictino que había allá, siendo protegido por los monjes.

El cuadro que se puede ver arriba, hecho por Oscar Pereira da Silva, en 1909, es una suposición de como fue esa situación.

Bueno, solamente después que los propios monjes ayudaron a Amador a hablar con la gente allá, le fue posible decirles que cualquier persona que fuera nombrado Rey de San Pablo en aquellas condiciones no continuaría a serlo (o mejor, no continuaría vivo) ní mismo por más 1 año. San Pablo tenía entonces menos que 2000 habitantes de origen europeo, no tenía ejércitos, no tenía paredes alrededor para protegerse de un ataque y tendría (tal vez, por lo máximo) unos pocos cientos de colonos de otras regiones para ayudarla en una guerra de independencia. O sea, el Reino de San Pablo sería hecho en ruinas por el Rey de Portugal unos pocos meses después de eso todo. Y los habitantes sobrevivientes todavía tendrían un futuro de los más terribles como castigo.

Hablando del día en que todo eso ocurrió, un documento de aclamación de Amador como rey fue firmado por los rebeldes el 1 de Abril de 1641. Pero los historiadores no saben bien cuando ocurrió su aclamación pública, su fuga para el monasterio y la interveción de los monjes. Pero es claro que no fue muchos días después, puesto que eso no molestó ní mismo al propio Rey de Portugal. Sin duda le fue posible entender que todo fue solamente una manifestación vacía, motivada por un entusiasmo momentáneo.

De todos modos, este mes es el aniversario de 370 años de ese evento.

Eu volto em Maio. Até lá!

Nenhum comentário: