terça-feira, 30 de agosto de 2011

NA VIDA SEXUAL DE UM PAGÃO O QUE PODE E O QUE NÃO PODE?

Oi!!!

Como eu já disse várias vezes aqui no blog, sou pagão. E hoje eu vou falar aqui sobre a questão da sexualidade entre os pagãos.
Não é novidade pra ninguém que nas religiões judaico-cristãs (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) o sexo, em maior ou menor grau, é visto como pecado. Principalmente no Cristianismo, os assim chamados “pecados da carne”, ou seja, as atitudes ligadas a sexo que são vistas como pecados (masturbação, sexo fora do casamento, homossexualidade...), são sempre tratadas com mais intolerância e com mais repúdio do que atitudes de outras áreas da vida que também são vistas como pecados.
Por exemplo: se você chegar numa igreja e contar que matou alguém, o que vão responder pra você lá é que você já está perdoado, desde que você tenha se arrependido; se você chegar nessa mesma igreja e contar que se masturbou, vão responder que você já está no caminho do Inferno. Isso se não disserem que você já está no Inferno (cometeu um pecado da carne→ já tá com a vaga reservada no Inferno).
Então, embora a Bíblia também faça longos discursos contra outros tipos de pecado, a obsessão principal dos cristãos é falar contra os tais “pecados da carne”. Mesmo que algum cristão chegue e diga que os cristãos que falam isso estão equivocados, que não era isso que Jesus queria, pode até não ter sido isso que Jesus queria, mas é assim que a gente vê os cristãos se comportando na prática.
Mas entre os pagãos é diferente?
É diferente, sim. Mas a gente tem que tomar cuidado antes de seguir em frente com essa conversa: quando alguém fala “os pagãos”, está se referindo a todas as pessoas que seguem todos os tipos de religião que não são de origem judaico-cristão (Budismo, Candomblé, Druidismo, Helenismo, Hinduísmo, Vodu, Wicca, Xintoísmo...). E aí são religiões das mais variadas origens e que seguem os mais variados dogmas. Consequentemente, a forma como o sexo é visto por essas religiões também varia extremamente de uma pra outra. Mas há um ponto em comum: em nenhuma dessas religiões o sexo é visto como algo pecaminoso, que leva ao Inferno e que tem que ser visto como pior do que qualquer outra coisa do Mundo.
E os pagãos também têm por princípio respeitar o livre arbítrio da outra pessoa, enquanto, entre os cristãos, a gente vê muito mais a defesa do proselitismo (obrigar a outra pessoa a levar um estilo de vida cristão, mesmo que ela não queira).
Posta essa pequena introdução, eu, como praticante do Candomblé, vou explicar os dogmas relacionados a sexo no grupo religioso do qual eu faço parte.
Quero lembrar que o Candomblé tem várias tradições diferentes. Como eu sigo a Tradição Queto, vou explicar os dogmas seguidos por essa tradição. É claro que um candomblecista que siga outra tradição provavelmente vai discordar de algumas coisas que eu vou dizer aqui.
E mais outra coisa (meio bizarra) é que alguém que se diz candomblecista ainda é capaz de dizer:

“Ah, mas isso é pecado!”

Isso se é que não vai dizer:

“Ah, mas o papa falou que isso é pecado!”

Bom, quem disser qualquer coisa parecida com isso não é um candomblecista; é um católico que usa uma maquiagenzinha de candomblecista. Papas, bispos, cardeais, padres, freiras e adjacências têm autoridade no Catolicismo Romano, mas não no Candomblé. Só que, como existem grupos catolicizados de Candomblé, infelizmente tem gente que acaba embarcando nas palavras dessas criaturas.
Mas enfim: quero lembrar também que eu fui praticante do Candomblé por 5 anos (de 2000 até 2005) e agora voltei. Então, não é um assunto que eu desconheço nem que eu comecei a estudar agora. E além disso, eu não vou dizer nada aqui inventado por mim: nós seguimos os ensinamentos do Pierre Verger, que é visto na Tradição Queto como o organizador do Candomblé. Foi ele que, através de vários estudos, definiu o que são os mitos originais africanos e o que são as lendas populares criadas sobre a religião (geralmente criadas já aqui no Brasil).
Agora vamos ver como o Candomblé Queto se posiciona em relação às seguintes situações relacionadas a sexo:

VIRGINDADE→ Não localizei nenhum mito reconhecido pelo Pierre Verger que mencione a questão da virgindade. Assim, não há nada que obrigue nem que proíba um candomblecista de ser virgem. É algo que só a própria pessoa pode decidir, seguindo o livre arbítrio dela.
Entretanto, temos que lembrar que, se a pessoa está mantendo um relacionamento com outra pessoa, esse assunto tem que ser conversado e esclarecido ainda no início do relacionamento.
É claro que, se há concordância (se as 2 pessoas querem viver um relacionamento sem sexo ou se as 2 pessoas querem transar), não há problema nenhum. Mas e se uma quer ficar virgem e a outra quer transar? Bom, aí o que se pode sugerir é que ambas conversem bastante sobre o assunto e decidam consensualmente o que fazer. Afinal, seguindo o livre arbítrio de ambas, uma tem o direito de se manter virgem se é isso que ela quer, mas a outra também tem o direito de ter vida sexual ativa se é isso que ela quer.

NUDEZ→ Também não localizei nenhum mito reconhecido pelo Pierre Verger que fale especificamente sobre nudez. Mas como essa é uma questão mais estética, se pode tirar conclusões inspiradas nas próprias imagens feitas pra representar as divindades do Candomblé.
Não é difícil ver que tanto os quadros quanto as estátuas dos deuses e deusas (por mais variadas que sejam as origens desses quadros e estátuas) mostram eles, na maioria das vezes, com pouca roupa, mas nunca sem roupa nenhuma. Nesse último caso, a única exceção, às vezes, é Exu (já vou explicar por quê).
O que se pode entender disso é que não existe nada que proíba um candomblecista de usar pouca roupa. Mas não usar roupa nenhuma também não é o ideal. Há certas partes do corpo que têm que ficar cobertas, pelos menos durante a maior parte do tempo.
Obviamente, nenhum cérebro pensante vai falar contra a nudez total de uma pessoa na hora de trocar de roupa, na hora de tomar banho, na hora de transar... Enfim, desde que a nudez total condiga com a situação em que a pessoa de encontra, não há problema.
É bom lembrar que alguns mitos advertem pra que se tome cuidado com o excesso de roupas que a outra pessoa esteja usando. Afinal, quando a pessoa está usando mais roupas do que seria comum naquela ocasião, provavelmente ela está querendo esconder alguma coisa.
Isso tudo nos mostra simplesmente que a quantidade de roupa que um candomblecista usa e as partes do corpo que devem ficar cobertas ou descobertas devem condizer com a ocasião em que ele se encontra.
E Exu, como eu disse acima, algumas vezes é representado nu. Eventualmente, até com o pênis ereto.

Como eu mencionei num post que fiz em Fevereiro, em algumas tribos ele é representado até como um pênis ereto sem corpo. Mas isso acontece por um motivo muito simples: ele é o deus do sexo. A nudez dele, ou simplesmente a exposição do pênis ereto dele, representa tão somente o sexo, que é a força associada a ele.
Então, a nudez de Exu é um caso específico: não dá pra levar ao pé da letra.

MASTURBAÇÃO→ Também não há nenhum mito reconhecido pelo Pierre Verger, pelo menos que eu tenha conseguido localizar, que mencione masturbação.
Assim sendo, como não há nada contra nem a favor desse assunto, é algo que só a própria pessoa pode decidir se deve fazer ou não.

CASAMENTO→ Os mitos mostram claramente que o casamento deve ser realizado somente entre 2 pessoas.
A poligamia masculina, ou seja, um homem ser casado reconhecidamente com várias esposas ao mesmo tempo, aparece em vários mitos. Mas em quase todos, é mostrada como algo que não dá certo: mais cedo ou mais tarde, em maior ou menor grau, a desarmonia, a discórdia e a rivalidade acabam por se instalar entre as esposas, o que sempre tem resultados bem ruins.
Assim, nota-se que a poligamia costuma ser retratada como um anti-exemplo, como algo que não se deve fazer. E portanto, podemos considerar o casamento poligâmico como proibido no Candomblé.
Quanto ao adultério ocasional, são poucos os mitos que mencionam o assunto. E quando se fala sobre isso, geralmente há uma vingança envolvida, como num mito que conta que Ogum decidiu seduzir Iansã, Oxum e Obá como forma de humilhar Xangô, já que essas 3 deusas são esposas de Xangô.
Assim, o Candomblé não se preocupa muito com a questão do adultério ocasional, manifestado como um contato sexual eventual com outra pessoa. E portanto, esse assunto fica mais à disposição do senso de moral de cada pessoa e do nível de fidelidade que ela pretende dedicar à pessoa com quem ela é casada.
E em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo no Candomblé (e não é preciso pesquisar muito na Internet pra encontrar registros de várias cerimônias desse tipo já realizadas no Brasil), também não há nenhum mito que proíba. E quanto a ética em relação ao comportamento dentro do casamento homossexual, vai ser exatamente a mesma que eu descrevi acima, no casamento heterossexual.

INCESTO→ Embora vários mitos mencionem situações que, à 1ª vista, podem parecer incestuosas, logo depois, já dá pra perceber que não é bem isso.
O que ocorre é que o parentesco entre as divindades do Candomblé não é fixo: um mito retrata um deus e uma deusa como marido e esposa, outro mito retrata esse mesmo deus e essa mesma deusa como irmão e irmã, outro mito retrata esse mesmo deus e essa mesma deusa como pai e filha, outro mito retrata esse mesmo deus e essa mesma deusa como mãe e filho... Então, se nem sequer se pode definir um parentesco, não há como se falar em incesto.
Já que os mitos não definem nada de forma fixa sobre esse assunto, os candomblecistas podem fazer o que quiserem aí? Nesse caso, não. Por causa do livre arbítrio.
Um contato sexual incestuoso entre um homem e uma mulher pode produzir um filho com problemas físicos e/ou mentais. Então, se você gera um filho através de um incesto, você está praticamente condenando essa pessoa a ter problemas físicos e/ou mentais. Em outras palavras, você está atentando contra o livre arbítrio dessa pessoa, obrigando essa pessoa a nascer em condições que, provavelmente, ela não gostaria de nascer.
Mas, se não há possibilidade nenhuma de nascer filho nenhum dessa relação, aí não tem problema. Porque, como já vimos, os mitos acabam por não definir nada sobre esse assunto. Então, não há proibição.
Podemos simplificar dizendo que a reprodução incestuosa é proibida, mas o sexo incestuoso, sob a condição de que seja um sexo indiscutivelmente estéril, é permitido.

HOMOSSEXUALIDADE e BISSEXUALIDADE→ Mitos que falam sobre homossexualidade e bissexualidade são algo um tanto inexato, já que várias divindades do Candomblé não têm sexo definido: a mesma divindade aparece em alguns mitos como um deus masculino e em outros mitos como uma deusa feminina. Aroni, Logun Edé, Odudua, Olocum, Ossãe e Oxumaré, por exemplo, são divindades que se apresentam com essa variação de sexo de um mito pro outro.
Então, relacionamentos amorosos dessas divindades mencionados pelos mitos podem ser vistos tanto como relacionamentos heterossexuais quanto homossexuais. É algo que não tem como ser definido de forma exata.
Mas não há nenhum mito que proíba o sexo entre homens nem entre mulheres.

PORNOGRAFIA e PROSTITUIÇÃO→ Também não localizei nenhum mito reconhecido pelo Pierre Verger que mencione sexo em troca de uma remuneração, ou seja, prostituição. Mas nesse caso, temos que lembrar que a prostituição muitas vezes não é um ato voluntário, mas sim o resultado da exploração de uma pessoa contra outra. Em outras palavras, a pessoa que se prostitui muitas vezes não está fazendo isso porque quer ou porque foi o método que encontrou pra ganhar dinheiro, mas sim porque alguém obriga ela a se prostituir e muitas vezes ainda fica com o dinheiro (todo ou quase todo) que ela obteve se prostituindo.
Se é isso que está acontecendo, a pessoa que está cometendo essa exploração está cometendo um atentado contra o livre arbítrio da outra pessoa. Então, é claro que não é algo aceitável no Candomblé.
Se a pessoa está se prostituindo porque quer ou porque não arranjou outra forma de se sustentar (mas ainda assim está agindo de forma voluntária) e se ela não está obrigando ninguém a fazer o mesmo, aí é ela mesma quem tem que saber se deve ou não seguir em frente. Porque, nesse caso, não há nenhum dogma que proíba nem que incentive que ela siga por esse caminho.
Se faz necessário lembrar que a prostituição é um caminho repleto de perigos, como risco de contágio de doenças, risco de sofrer violência e outros riscos. Mas, se mesmo depois de pensar bem sobre isso a pessoa ainda assim quis seguir em frente por vontade própria, é o livre arbítrio dela que manda.
Quanto à pornografia, ou pelo menos o que se chama atualmente de “pornografia”, é algo que nem existia na África Antiga. Então é um assunto que pode ser visto como algo que está ainda mais distante dos dogmas do Candomblé.
Mas, como pornografia é um assunto relativamente parecido com prostituição, podemos usar a mesma ética que eu descrevi acima pra lidar com esse assunto.

SEXO COM ANIMAIS→ Uma das proibições mais claras em relação ao comportamento sexual é o sexo entre humanos e animais.
Há um mito que mostra de forma bastante explícita o quanto Xangô se enfureceu numa ocasião em que encontrou uma mulher transando com um carneiro.
Então, claramente, esse é um comportamento sexual que desagrada os deuses.

SEXO COM CRIANÇAS→ Uma proibição que os mitos deixam bastante clara é a questão das agressões físicas cometidas contra crianças. Mesmo nos piores momentos da ira dos deuses, as crianças são poupadas. Quando os deuses estão irados, eles podem até matar todos os adultos que estão presentes, mas sempre mantêm as crianças intocadas.
E é praticamente impossível que um adulto tenha uma relação sexual com uma criança sem ferir a criança, né? Até por uma questão de diferença de força física.
Aliás, em muitas vezes em que isso acontece, na prática é uma forma de estupro, pois, geralmente, a criança não quer fazer isso.
Nesse caso, são 2 proibições que estão sendo violadas pelo adulto que faz isso, já que, além de ferir a criança, ele também está atentando contra o livre arbítrio da criança.
Se esse é um ato que viola 2 proibições, quem fizer isso vai receber o castigo dos deuses em dobro.

Bom, em linhas gerais, essa é a visão que a Tradição Queto do Candomblé tem sobre o comportamento sexual dos seus membros.
Não vou traduzir esse post pra outras línguas porque, se eu dividisse o texto em 3 e traduzisse cada parte pruma língua diferente, ficaria incompleto e sem sentido; e se eu traduzisse o texto TODO pra outras línguas, ficaria um post gigantesco. Então, hoje vou abrir uma exceção e não fazer traduções.
Eu volto em Setembro.

Até lá!

domingo, 28 de agosto de 2011

LOUIS II E XIII DE BOURBÓN 1601-1643

Oi!!!

Hoje a gente vai falar sobre outro personagem histórico gay: o Rei Louis II e XIII de Bourbón, de França e Navarra.

Louis de Bourbón nasceu em 27 de Setembro de 1601, em Fontainebleau, na França. E já foi logo reconhecido como herdeiro dos tronos da França e Navarra.

O pai dele era o Rei Henri III e IV de Bourbón, que ocupava ao mesmo tempo o Trono da França e o Trono de Navarra. E a mãe dele era a Rainha-consorte Maria de Médicis.

Quando o Louis tava pra fazer 9 anos, no dia 14 de Maio de 1610, o pai dele foi assassinado por um fanático protestante. Nada que não fosse esperado, levando em conta os super choques entre católicos e protestantes que tinham acontecido nos governos dos reis anteriores. E olhem que enquanto o Henri III e IV governou a coisa tava até mais calma, pelo menos comparada ao que teve antes!

Mas o fato é que, com a morte de pai, o Louis (uma criança de 8 anos, como eu já disse) foi reconhecido como o novo rei: ele foi coroado ao mesmo tempo como “Louis XIII, Rei da França”, e “Louis II, Rei de Navarra”.

É claro que, com essa idade, ele ainda não podia governar nenhum dos 2 países. Então, a mãe dele assumiu o poder em nome dele, como regente. Aliás, uma das intenções principais dela era conquistar os territórios portugueses da América do Sul, ou seja, nós aqui!

Em 1612, a Maria conseguiu que invasores franceses fundassem aqui a cidade de São Luís, em homenagem ao rei-criança deles. Só que, em 1615, os portugueses conseguiram expulsar os franceses de lá, mantendo a cidade fundada por eles, como a gente sabe. Aliás, ela tá lá firme e forte até hoje como capital do Maranhão.

Bom, quando o Louis tinha 14 anos, por causa de uma aliança com a Espanha, a Maria obrigou o filho a se casar com uma princesa espanhola, a Ana de Habsburgo, que tinha a mesma idade dele, e se tornou a nova Rainha-consorte da França.

Mas o Louis nem prestava atenção na Ana. Ele tava interessado era no amante dele, o Charles d’Albert, Duque de Luynes (que por sinal era 23 anos mais velho do que ele).

Aqui vai o link de um post sobre ele, no Super CECG&B:

http://centrogb.blogspot.com/2008/01/charles-dalbert-1578-1621.html

Muito bem. Mais 2 anos depois, com 16, o Louis decidiu assumir o poder. Só que a Maria queria se manter no poder, e não entregar a ele.

Conclusão: o Louis mandou matar todos os políticos partidários da Maria. E isso acabou provocando uma guerra civil.

A situação só foi dominada quando o Louis tinha 20 anos, assumindo o poder de vez. Mas ele perdeu o Charles (aparentemente de pneumonia) nesse mesmo ano.

Bom, sobre o tipo de rei que o Louis foi, os historiadores dão versões diferentes: alguns falam dele como um rei que não tava nem aí pra nada, nem entendia muito de política e deixava os ministros tomarem as decisões no lugar dele; outros falam dele como um rei manipulador, que deixava os ministros pensarem que mandavam, mas vigiava cada passo deles através de vários espiões na corte.

Eu acredito mais nessa 2ª possibilidade.

O fato é que, com 22 anos, o Louis convocou pra ser o braço direito dele alguém que era... perigoso, pra usar um termo suave. E perigoso pra todos, sem exceção! Se tratava de alguém maquiavélico e perverso o suficiente pra passar por cima do que tivesse que passar pra conseguir o que fosse interessante pra ele. Essa criatura se chamava Armand Jean du Plessis. Mas ele ia se tornar conhecido por todos como Cardeal de Richelieu.

Assim que pôde, esse cardeal apresentou ao Louis o filho de um amigo dele, o jovem Henri Coiffier de Ruzé.


No Super CECG&B tem um post sobre ele também. Lá vai o link:

http://centrogb.blogspot.com/2008/05/henri-coiffier-de-ruz-1620-1642.html

A intenção do cardeal era fazer o Louis se tornar amante do rapaz, passando a exercer mais poder sobre o rei dessa forma.

Mas o Louis parecia dar mais importância aos outros amantes que ele tinha na corte.

Da esposa ele nem chegava perto. Aliás, o Cardeal de Richelieu tratou de tirar proveito dessa situação também... Tinha se mudado pra Paris um diplomata italiano (ou seja, um capacho do papa) chamado Giulio Mazarini, que o cardeal já tratou logo de aproximar da rainha-consorte. O objetivo era o mesmo: exercer poder sobre a Ana tendo feito ela se tornar amante do Giulio. E dessa vez ele conseguiu!

Bom, em 1638, depois de 23 anos de casada, foi que a Ana finalmente engravidou, dando a luz ao herdeiro do trono, com o mesmo nome do ‘pai’: Louis de Bourbón.

Eu escrevi ‘pai’ entra aspas porque os historiadores têm várias dúvidas de que o filho fosse do Louis, já que, provavelmente, eles nunca se tocaram. É muito mais provável que fosse filho do Giulio, né?

Em 1640, ela teve outro filho, o Philippe de Bourbón, que receberia o título de Duque de Orléans, e sobre quem os historiadores têm as mesmas dúvidas de paternidade.

Finalmente, naquela mesma época, quando o Louis já tinha uns 40 anos, o Henri (que tinha uns 20), conseguiu seduzir ele. E até recebeu dele o título de Marquês de Cinq-Mars.

Mas ao contrário do que do que o Cardeal de Richelieu esperava, o Henri começou a prevenir o Louis contra ele.

Sabendo disso, o cardeal decidiu se livrar do Henri: se aproveitando do fato de ele ser simpatizante dos espanhóis, que na época tavam contra a França, o Cardeal de Richelieu acusou o Henri de conspirar contra a França a favor da Espanha. E depois de mandar prender o Henri, fez com que ele fosse decapitado, em Setembro de 1642.

É bom lembrar que esse foi apenas um dos vários e vários executados por se manifestarem de alguma forma contra o Cardeal de Richelieu, que apesar de viver afligido por várias doenças, parecia que ficava cada vez mais terrível. Inclusive, com a influência que ele tinha dentro da Igreja Católica Romana, ele conseguiu que o Giulio fosse declarado cardeal, mesmo sem nunca ter sido padre (e apesar de se tornar cardeal, o Giulio continuou comendo a Ana).

O Cardeal de Richelieu morreu 3 meses depois, fazendo algumas centenas de franceses darem um suspiro de alívio. Aliás, por isso mesmo, o povo francês devia gostar tanto do Louis, pois, comparado ao cardeal, o rei era uma figura extremamente amável e benéfica. Mas naquela mesma época, ele também já tava na fase conclusiva da vida: o Louis contraiu a Doença de Crohn, vindo a morrer, depois de um período de convalescência, no dia 14 de Maio de 1643 (aniversário de 33 anos da morte do pai dele e, portanto, aniversário de 33 anos do reinado dele), faltando 4 meses pra completar 42 anos de idade.

Antes de morrer, ele tinha ordenado que não queria cerimônia fúnebre, pois não desejava que se gastasse dinheiro com coisas inúteis.

Esse ato foi muito bem visto pelo povo francês, que novamente louvou o seu rei.

Enquanto o Louis foi sepultado na Basílica de São Dênis, o filho mais velho ‘dele’ com a Ana era reconhecido como o novo Rei da França, Louis XIV de Bourbón.

Today we’ll talk a little about another gay historical character: King Louis II and XIII de Bourbón of Navarre and France.

Prince Louis de Bourbón was born on September 27th, in 1601. it was in Fontainebleau, France. And he was seen as the heir of France and Navarre.

His father was King Louis II and XIII de Bourbón, the Monarch of France and Navarre. And his mother was Queen-consort Marie de Medici. She was Henry’s 2nd wife.

When Louis was about to be 9, his father was killed by a crazy protestant who hated him because he was catholic. It was May 14th, in 1610. And Louis was crowned the new King of Navarre (as Louis II) and France (as Louis XIII).

Of course he couldn’t rule any country at 8. So Marie ruled in his name as a regent. And one of her main intentions was getting the Portuguese territories in South America (the current Brazil).

In 1612, her conquerors managed to found São Luís, in name of their young king. But they were expelled by the Portuguese, in 1615. Anyway these ones kept the just founded French town. And nowadays it’s the capital of Maranhão.

Cuando Luis XIII tenía 14 años, él fue obligado por su madre a casarse con Ana de Habsburgo, una princesa de la corte española, que tenía la misma edad de su marido. Y ella pasó a ser la nueva Reina-consorte de Francia.

Pero Luis estaba más interesado en su amante Charles d’Albert, Duque de Luynes (23 años más viejo que él), que en su joven esposa.

Puedes clicar sobre el primer enlace arriba para ver un post suyo.

Después de otros 2 años, cuando tenía 16, Luis quiso tener el poder real para sí. Pero su madre María, que gobernaba el país en su nombre, no quería dárselo. Así, él decidió que los políticos a favor de María tenían que morir. Pero eso originó una guerra civil, que fue controlada solamente cuando Luis tenía 20 años.

Charles se murió en el mismo año (tal vez de pulmonía).

No se sabe muy bien que tipo de rey fue Luis. Para algunos historiadores, él era un alienado que permitía que sus ministros gobernasen solos. Para otros, él era un estrategista que gobernaba utilizando espiones.

Yo creo que eso haya sido más posible.

Cuando tenía 22 años, Luis pasó a tener a su lado alguien muy peligroso. Era Armand Jean du Plessis, el Cardenal Richelieu. Y nunca más tendría la misma libertad que antes...

Quando c’è stata la prima opportunità, il Cardinale Richelieu ha fatto il possibile per cominciare una relazione fra Luigi XIII e Henri Coiffier de Ruzé.

Potete cliccare sul secondo link sopra per vedere un post che parla di lui.

L’intenzione del cardinale era dominare il re con questo nuovo amante. Ma niente è successo all’inizio.

Il cardinale ha fatto la stessa cosa con la Regina consorte Anna d’Asburgo, faccendo il possibile per farla amante di Giulio Mazarini, un diplomatico italiano e suddito del papa. E adesso è riuscito a fare quello che voleva.

Bene, 23 anni dopo il suo sposalizio, Anna ha partorito un bambino per la prima volta. Era il Principe Luigi de Bourbon, l’erede del Trono Francese.

Molti storiografi credono che il figlio di Anna non era di Luiggi, ma sì di Giulio.

Dopo 2 anni, lei ha avuto un altro bambino, Filippo de Bourbón, il Duca di Orléans. E c’è chi dice la stessa cosa della sua paternità.

Bene, in quell’epoca, Henri è riuscito ad essere amante di Luigi. E lui l’ha fatto Marchese di Cinque-Marzo. Ma lui ha avvertito Luigi contro il Cardinale Richelieu. E questo ha deciso di uccidere Henri (lui ci è riuscito nel Settembre del 1642, come l’ha fatto con molti altri dei suoi nemici).

Il cardinale era molto ammalato. Ma aveva la stessa personalità terribile che ha sempre avuto.

Lui ha fatto Giulio un nuovo cardinale, ma che continuava come amante di Anna.

Il Cardinale Richelieu è morto 3 mesi dopo la morte di Henri. E la gente di Francia è diventata alleviata. Per loro, il cardinale era un mostro. Ma loro amavano il loro re.

Ma anche Luigi era ammalato. Lui aveva il Morbo di Crohn. E sarebbe morto nel 14 Maggio del 1643, 4 mesi prima del suo compleanno (42 anni).

Prima di morire, lui ha ordinato di non fare un funerale. Ed il suo corpo è stato portato a Saint-Denis.

Suo primo ‘figlio’ è diventato il nuovo Re di Francia. Era Luigi XIV de Bourbón.

Até mais!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

OXUM e XANGÔ

OXUM

Essa é a deusa do Rio Oxum, na Nigéria. Assim, o Rio Oxum pode ser visto como o próprio corpo físico de Oxum.

No Brasil, devido à ausência do Rio Oxum, ela passou a ser considerada a deusa da água potável em geral.

Sendo também a deusa da fertilidade, dos partos e da proteção de crianças, ela é muito associada à maternidade no Brasil. E por isso mesmo, é frequentemente chamada aqui de “Mamãe Oxum”.

Mencionada pelos mitos como uma divindade capaz de preparar pratos incríveis, que deliciam os outros deuses e deusas, ela é vista também como a deusa da gastronomia.

Oxum é quase sempre lembrada como uma das 3 esposas de Xangô, ao lado de Iansã e Obá. E várias tradições do Candomblé mencionam uma forte rivalidade entre Oxum e Obá por causa de Xangô.

Assim, as 2 deusas estão eternamente lutando uma contra a outra.

De acordo com relatos antigos, o Rio Obá desaguava no Rio Oxum em forma de cachoeira. E no lugar onde ficava essa cachoeira, as águas dos 2 rios batiam violentamente uma contra a outra, como se lutassem. E essa seria a manifestação física da luta entre as deusas Oxum e Obá.

Os mitos que falam sobre isso alertam pro fato dos casamentos poligâmicos (1 marido casado com várias esposas ao mesmo tempo) não serem algo que se deve pôr em prática. Mais cedo ou mais tarde, a rivalidade e a discórdia sempre se instalam entre as esposas, tendo como resultado, frequentemente, situações trágicas.

Além de seu casamento com Xangô, os mitos sobre Oxum também mencionam Ogum e Erinlé como amantes dela.

A explicação pra esse último caso é que o Rio Erinlé deságua no Rio Oxum. E assim, entende-se que Erinlé, por ser o deus do Rio Erinlé, vai em busca de Oxum, por ser a deusa do Rio Oxum.

Por isso mesmo, a divindade conhecida como Logun Edé é considerada um/uma filho/filha de Oxum e Erinlé. Durante metade do ano, Logun Edé é uma deusa feminina igual a Oxum; durante a outra metade, é um deus masculino igual a Erinlé.

Principalmente em Cuba, Oxum também é vista como uma deusa da clarividência sobre o futuro. E nessas condições, o culto dela está associado ao de Oxalá e Iemanjá.

Como os mitos mostram que Xangô, Ogum e Oxóssi são sempre bem-vindos no palácio de Oxum, é conveniente que os seguidores de Oxum sempre recebam com hospitalidade em suas casas os seguidores de Xangô, os seguidores de Ogum e os seguidores de Oxóssi.

Como Oxum é originalmente a deusa de um rio, as oferendas a ela devem ser lançadas às águas de algum rio. Mas, assim sendo, têm que ser oferendas biodegradáveis, pra não poluir a Natureza.

As melhores oferendas pra Oxum são a galinha, o pato e o pombo. Mas é importante lembrar que não é conveniente sacrificar um animal pra usar como oferenda. Você pode ir a um aviário ou a um supermercado e comprar uma galinha, um pato ou, eventualmente, um pombo, com a ave já vindo devidamente morta e limpa, e usar essa ave pra fazer a oferenda.

Lembre-se que, antes de fazer a oferenda, você tem que limpar bem a ave só com água potável (sem usar nenhum tipo de detergente nem outro produto de limpeza) e tirar qualquer tipo de plástico ou outro objeto sintético que venha preso à ave. Tem que ficar só o corpo da ave puro.

Feito isso, é só lançar a oferenda às águas de algum rio e deixar que a Natureza devore essa oferenda.

Quando se faz uma oferenda de comida a Oxum, na hora sempre deve se dizer em voz alta que metade daquela oferenda é pra Exu.

Pra invocar Oxum pelos motivos ligados à maternidade mencionados acima, os melhores períodos são o 1º dia de Primavera e o período de lua crescente (quando as energias de maternidade estão fluindo com mais força na Natureza). Pra invocar ela por motivos ligados à gastronomia, o melhor momento é o 1º dia de Primavera (quando começa a estação dos prazeres físicos). O melhor período pra invocar ela por motivos relacionados à clarividência sobre o futuro é o período de lua cheia (quando a conexão das divindades com os humanos chega ao ponto mais forte, pois a pessoa vai precisar de uma orientação divina muito forte pra conseguir ver o futuro), lembrando que, nesse caso, é bom invocar também Oxalá e Iemanjá. E pra invocar Oxum por motivos relacionados à água potável, não há um melhor momento (como água potável é algo visto em qualquer época, não há um momento específico pra fazer referência a ela).

Oshun is the goddess of the Oshun River, in Nigeria. Then, the Oshun River can be seen as her physical body.

Due to the absence of the Oshun River in Brazil, she is seen here as the goddess of drinking water at all.

As the goddess of fertility, birth, and children’s protection, Oshun is very associated to motherhood in Brazil. And because of that she is usually called “Mamãe Oxum” (“Mommy Oshun”, in Portuguese).

Oshun is mentioned by some African myths as a deity able to prepare amazing dishes. The other gods and goddesses really like them. Then, she is also seen as the goddess of gastronomy.

She is often mentioned as one of the 3 wives of Shango, alongside Iansan and Oba. And many candomblecist traditions tell about a strong rivalry between Oshun and Oba because of Shango.

Then, these 2 goddesses fight against each other endlessly.

According to some historiographers, the Oba River flowed into the Oshun River as a waterfall. And where this waterfall stayed the waters of 2 rivers clashed violently against each other, like a physical struggle between 2 beings. And this would be the physical manifestation of the struggle between the goddesses Oshun and Oba.

The myths that tell about it are a warning against polygamous marriages (1 husband with several wives at the same time). They’re not a habit that should be maintained. Sooner or later, rivalry and discord always develop among the wives. And its results are often tragic situations.

In addition to her marriage with Shango, Oshun’s myths tell about her affairs with Ogoun and Erinle too.

Talking about the last case, the Erinle River is a tributary river of the Oshun River. Then, it’s understood that Erinle, as the god of the Erinle River, throws his waters into Oshun’s waters in order to touch her.

Because of that, the deity named Logun Ede is seen as their son/daughter. During half of the year Logun Ede is a female deity similar to Oshun. During the other half he/she is a male deity similar to Erinle.

In Cuba, Oshun is seen as a goddess of insight into the future. In this case, she is worshipped alongside Obatala and Yemanja.

According to the myths, Shango, Ogoun, and Oxossi are always welcome in Oshun’s palace. Then, Shango, Ogoun, and Oxossi’s followers should be welcome in the homes of Oshun’s followers too.

About gifts to this deity, don’t forget she is originally the goddess of a river. Then, her gifts have to be thrown into rivers. But we don’t want to pollute Nature. Then, they must be biodegradable gifts.

The best gifts to Oshun are chickens, ducks and pigeons. But it’s important remembering that one should not kill an animal to use it as an offering. You can go to a supermarket or a grocery store and bye one of these birds already killed and plucked. And then you can use this bird as an offering.

Don’t forget, before doing anything you have to clean the bird very well only with drinking water (don’t use any detergent or other cleaning agents). And remove any plastic or other man-made object that comes attached to the bird. You must use only the bird’s body and that’s all.

After that, you only have to throw the offering into a river and let nature devour this offering.

Every time you offer food to Oshun, you have to speak clearly that half of that offering is to Eshu.

If you want to invoke Oshun for the reasons related to motherhood mentioned above, the best periods for doing that are the 1st day of Spring and the crescent-moon period (motherhood energies are flowing more strongly in Nature in these periods). If you want to invoke her for reasons related to gastronomy, the best period for doing that is the 1st day of Spring (it’s the season of the physical pleasures). If you want to invoke her for reasons related to insight into the future, alongside Obatala and Yemanja, the best period for doing that is the full-moon period (the connection of deities with humans reaches its highest level in this period and you’ll need a very strong divine orientation to be able to see the future). And if you want to invoke Oshun for reasons related to drinking water you can do that whenever you want.

Oshun es la diosa del Río Oshun, en Nigeria. Así, el Río Oshun puede ser visto como su cuerpo físico.

Puesto que el Río Oshun no está en Brasil, ella es vista aquí como la diosa del agua potable en general.

Como diosa de la fertilidad, del parto y de la protección de niños, Oshun es muy asociada a la maternidad en Brasil. Y por eso es muchas veces llamada aquí “Mamãe Oxum” (“Mamá Oshun”, en Portugués).

Algunos mitos africanos hablan de ella como capaz de preparar platos sorprendentes, que realmente gustan a los otros dioses y diosas. Así, ella también es vista como la diosa de la gastronomía.

Oshun también es considerada una de las 3 esposas de Changó, junto a Iansán y Obbá. Y muchas tradiciones candomblecistas hablan de una fuerte rivalidad entre Oshun y Obbá, por cuenta de Changó.

Así, esas 2 diosas luchan una contra la otra sin parar.

De acuerdo con algunos historiadores, el Río Obbá desembocaba en el Río Oshun como una cascada. Y donde esta cascada se quedaba, las aguas de los 2 ríos se enfrentaban violentamente, como una lucha física entre 2 seres. Y esto sería la manifestación física de la lucha entre las diosas Oshun y Obbá.

Los mitos que hablan de eso son una advertencia contra los matrimonios poligámicos (1 marido con más de 1 esposa al mismo tiempo). Eso no es un hábito que se debe mantener. Ahora o después, la rivalidad y la discordia siempre se desarrollan entre las esposas. Y los resultados de eso son a menudo situaciones dramáticas.

Además de su matrimonio con Changó, los mitos de Oshun también hablan de sus relaciones románticas con Oggun y Erinlé.

En este último caso, vamos a recordar que el Río Erinlé es un afluente del Río Oshun. Así, eso sería la manifestación física del dios Erinlé encontrando la diosa Oshun.

Por eso, la divinidad llamada Logun Edé es vista como el/la hijo/hija de los 2. Por mitad del año, Logun Edé es una diosa femenina semejante a Oshun. Por la otra mitad, es un dios masculino semejante a Erinlé.

En Cuba, Oshun es vista como una diosa de la visión del futuro. Y en este caso, su culto está asociado a los de Obatalá y de Yemayá.

Así dicen los mitos, Changó, Oggun y Oshosi son siempre bienvenidos en el palacio de Oshun. Por eso, los seguidores de Changó, Oggun y Oshosi también tienen que ser bienvenidos en las casas de los seguidores de Oshun.

Acerca de los regalos a esta divinidad, tenemos que recordar que es la diosa de un río. Así, sus regalos tienen que ser lanzados en las aguas de ríos. Pero no queremos contaminar la Naturaleza. Y por eso, tales regalos deben ser biodegradables.

Los mejores regalos para Oshun son pollas, patos y palomas. Pero es importante recordar que no se debe matar a un animal para utilizarlo como una ofrenda. Puedes ir a un supermercado o a una tienda de comestibles y comprar una de esas aves ya muerta y desplumada. Y entonces, puedes utilizar el ave como una ofrenda.

No te olvides que, antes de hacer cualquier cosa, tienes que limpiar el ave muy bien y sólo con agua potable (no utilices ningún detergente o producto de limpieza). Y elimina cualquier plástico o cualquier otro objeto artificial acoplado al ave. Debes utilizar solamente el cuerpo del ave y eso es todo.

Después de eso, tienes solamente que lanzar la ofrenda en un río y dejar que la Naturaleza la devore.

Cada vez que ofreces comida a Oshun, tienes que hablar con claridad que la mitad de esa ofrenda es para Eshu.

Si deseas invocar Oshun por las razones relacionadas con la maternidad mencionadas anteriormente, los mejores momentos para hacerlo son el primer día de la Primavera y el período de luna creciente (las energías de maternidad están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza en esos períodos). Si deseas invocarla por razones relacionadas con la gastronomía, el mejor momento para hacerlo es el primer día de la Primavera (cuando empieza la época de los placeres físicos). Si deseas invocarla por razones relacionadas con la visión hacia el futuro, junto a Obatalá y Yemayá, el mejor momento para hacerlo es el período de luna llena (la conexión de las divinidades con los humanos alcanza su nivel más alto en este período y tú necesitarás una orientación divina muy fuerte para ser capaz de ver el futuro). Y si deseas invocar Oshun por razones relacionadas con el agua potable, puedes hacerlo en cualquier momento.

Oshun è la dea del Fiume Oshun, nella Nigeria. Così, si può vedere il Fiume Oshun come il suo corpo fisico.

A causa dell’assenza del fiume Oshun in Brasile, se la vedono qui come la dea dell’acqua potabile tutta quanta.

Oshun è anche la dea della fertilità, del parto e della protezione dei bambini. Così, l’hanno associata alla maternità molto in Brasile. E per questo, i brasiliani la chiamano “Mamãe Oxum” (“Mamma Oshun”, in Portoghese).

Alcuni miti africani la citano come una divinità che prepara dei piatti sorprendenti, che piacciono moltissimo agli altri dei e dee. Così, è anche la dea della gastronomia.

Si parla di lei anche come una delle 3 mogli di Shango, insieme a Iansan e Obá. E molte tradizioni candombleciste raccontano di una forte rivalità tra Oshun e Obá dovuto a Shango.

Così, queste 2 dee combattono una contro l’altra all’infinito.

Secondo alcuni storiografi, il Fiume Obá scorreva nel Fiume Oshun come una cascata. E dove c’era questa cascata, le acque dei 2 fiume si scontravano violentemente una contro l’altra, come una lotta fisica tra 2 esseri. E questa sarebbe la manifestazione fisica della lotta tra le dee Oshun e Obá.

I miti che raccontano su di questo sono un monito contro i matrimoni poligami (1 marito con più di 1 moglie allo stesso tempo). Non è un abito che si deve mantenere. Prima o poi, la rivalità e la discordia si sviluppano sempre tra le mogli. E i risultati di questo sono spesso situazioni tragiche.

In aggiunta al suo matrimonio con Shango, i miti di Oshun raccontano anche delle sue relazioni romantiche con Ogun e Erinlé.

Parlando dell’ultimo caso, il Fiume Erinlé è un fiume affluente del Fiume Oshun. Così, si vede l’acqua del Fiume Erinlé arrivando al Fiume Oshun come il dio Erinlé toccando la dea Oshun.

Per questo, si vede la divinità chiamata Logun Edé come un/una figlio/figlia loro. Durante metà dell’anno, Logun Edé è una dea femminile simile a Oshun. Durante l’atra metà, è un dio maschile simile a Erinlé.

In Cuba, si vede Oshun come una dea dello sguardo al futuro. In questo caso, se la adorano insieme a Obatala e Yemaja.

Secondo i miti, Shango, Ogun e Ochosi sono sempre benvenuti nel palazzo di Oshun. Per questo, si chiede che anche i sudditi di Shango, Ogun e Ochosi siano benvenuti alle case dei sudditi di Oshun.

Parlando dei regali a questa divinità, non dimenticare che lei è, in origine, la dea di un fiume. Così, i suoi regali devono essere gettati nei fiumi. Ma non vogliamo inquinare la Natura. Per questo, devono essere regali biodegradabili.

I migliori regali per Oshun sono galline, anatre e piccioni. Ma è importante ricordare che non si deve uccidere un animale per usarlo come offerta. Si può andare in un supermercato o in un negozio di alimentari e comprare uno di questi uccelli già ucciso e spennato. E così si può usare questo uccello come offerta.

Non dimenticare che, prima di fare qualsiasi cosa, devi pulire l’uccello molto bene solo con acqua potabile (non utilizzare detergenti o altri prodotti per la pulizia). E devi rimuovere qualche tipo di plastico o altro oggetto artificiale che venga legato all’uccello. È necessario utilizzare solo il corpo dell’uccello e questo è tutto.

Dopo questo, basta lasciare l’offerta in un fiume. La Natura la divorerà.

Ogni volta che si da cibo a Oshun, si deve parlare chiaramente che metà di quel cibo è per Eshu.

Se vuoi invocare Oshun per i motivi legati alla maternità di cui ho parlato sopra, i migliori periodi per farlo sono il primo giorno di Primavera e il periodo di luna crescente (le energie di maternità scorrono con più forza nella Natura in questi periodi). Se vuoi invocarla per motivi legati alla gastronomia, il migliore periodo per farlo è il primo giorno di Primavera (la stagione dei piaceri fisici). Se vuoi invocarla per motivi legati allo sguardo al futuro, insieme a Obatala e Yemaja, il migliore periodo per farlo è il periodo di luna piena (la connessione delle divinità con gli umani raggiunge il massimo in questo periodo e avrai bisogno di un orientamento divino molto forte per poter vedere il futuro). E se vuoi invocare Oshun per motivi legati all’acqua potabile, puoi farlo in qualsiasi momento.


XANGÔ

Aparentemente, esse deus já teve forma humana, pois é quase sempre lembrado como o 4º Rei de Oió, na atual Nigéria.

A forma como Xangô chegou ao Trono de Oió é explicada de formas diferentes pelos mitos.

Enquanto governou Oió, ele transformou a cidade num reino extremamente próspero e justo.

Um mito também conta que, enquanto governava Oió, foi Xangô quem instituiu o dogma de que as pessoas têm que se vestir de branco ao louvar Oxalá.

Xangô é lembrado também em vários mitos por ter provocado um incêndio acidental em Oió (os mitos dão explicações diferentes sobre como esse incêndio aconteceu). Mas, nem por isso passou a ser mal visto por seus súditos, embora ele próprio nunca tenha conseguido se perdoar pela destruição que causou.

Vários mitos concordam que, em sua forma humana, ele nunca morreu. Mas, num determinado momento de sua vida, deixou de ser humano e se transformou no deus dos relâmpagos e trovões.

Por isso mesmo, quando ouvem um trovão, muitos seguidores de Xangô olham pro Céu e falam:

“O rei não se enforcou.”

(É que um mito não-reconhecido pelos seguidores de Xangô conta que ele se enforcou.)

Pela forma justa como governou Oió e pela sua personalidade capaz de reconhecer os direitos de cada indivíduo, Xangô também é considerado o deus da justiça.

Ele também é o deus que proíbe o canibalismo e o contato sexual entre humanos e animais. E somando isso à forma como é lembrando no governo de Oió, sempre levando a cidade à evolução, ele pode ser visto também como um deus organizador, que põe cada coisa no seu devido lugar e assim permite a prosperidade.

Xangô também é o deus das pedras. E geralmente é imaginado como o poder de fazer caírem pedras do Céu. Assim, ele também é considerado o deus dos meteoritos.

Lembrado também como deus do fogo, ele muitas vezes é retratado cuspindo fogo. Mas a forma como ele consegue fazer isso também é explicada de modos diferentes pelos mitos.

De qualquer forma, a única outra divindade imaginada com esse mesmo poder é Iansã.

Vários mitos descrevem Xangô casado ao mesmo tempo com Iansã, Oxum e Obá. Mas esse casamento poligâmico nunca foi propriamente feliz: Iansã trata Xangô mais como um parceiro de aventuras do que como um marido e Oxum e Obá vivem numa constante guerra pessoal uma contra a outra por causa dele.

O deus que é visto como o grande rival de Xangô é Ogum, embora os mitos deem explicações bem diferentes pra existência dessa rivalidade. Mas vários mitos levantam a hipótese de que eles não se veem amigavelmente por ciúme de Iansã, que já teve relacionamentos com os 2.

Sendo Xangô um deus guerreiro, sua ira é devastadora. Mas, quando seus súditos intercedem junto a ele, pedindo que ele perdoe a pessoa que enfureceu ele, geralmente ele perdoa e poupa a pessoa.

O culto dele é várias vezes associado ao culto de Dadá Baiani Ajacá, que também teria sido um dos reis de Oió e geralmente é mencionado como irmão de Xangô.

Antes de se fazer louvor a Xangô, é preciso que se faça a Dadá. Assim, lembrando que Exu deve ser louvado antes de qualquer outra divindade, os louvores a Xangô devem acontecer na seguinte ordem: em 1º lugar, se faz louvor a Exu; em 2º lugar, se faz louvor a Dadá; e só em 3º lugar, se faz louvor a Xangô.

As melhores oferendas pra Xangô são pedras pequenas, que devem ser deixadas em cima de uma pedra grande.

O melhor período pra invocar Xangô por motivos relacionados à evolução, à justiça e à prosperidade é o período de lua crescente e o 1º dia de Primavera (quando as energias de evolução fluem com mais força na Natureza); relacionados aos relâmpagos e trovões é o 1º dia de Verão (quando se inicia o período do ano em que as tempestades são mais constantes). E pra invocar Xangô por motivos relacionados ao fogo, às pedras e aos meteoritos não há um melhor momento (sendo as pedras e meteoritos algo visto em qualquer momento, não há um momento específicos pra fazer referência a eles).

Apparently, Shango lived as a human in the past. He is remembered as the 4th King of Oyo, now a region of Nigeria.

The myths give different explanations about how he became a king.

When Shango ruled Oyo, this kingdom became an extremely prosperous and just district.

One of his myths tells he was the one who created the dogma of wearing white clothes at Obatala’s worship.

Shango is also remembered by many myths by having caused an accidental fire in Oyo. But even so his subjects continued seeing him as a great king. Although he never managed to forgive himself the destruction he caused.

Several myths agree that, in his human form, he never died. But at a certain moment of his life, he left his human shape and became the god of thunder and lightning.

That’s why when a thunder is heard, many of his followers look at the Sky and say:

“The king did not hang himself!”

(A myth unrecognized by the followers of Shango says he hanged himself.)

Seeing the full of justice way Shango ruled Oyo as well as his personality able to recognize the rights of each individual, he is also worshipped as the god of justice.

He is also the god who forbids cannibalism and sexual contact between humans and animals. And adding that to the way he is remembered at the Government of Oyo, he can also be seen also as an organizer god. He puts each thing in its proper place and it causes prosperity as a result.

Shango is also the god of the stones. And he can make stones fall from the Sky. Then, he is also the god of meteorites.

As the god of fire, there are some pictures which show him spitting fire from his mouth.

The only other deity who has this same power is Iansan.

Several myths mention Shango married at the same time with Iansan, Oshun and Oba. But this polygamous marriage has never been properly happy: Iansan sees Shango as a partner in her adventures much more than as a husband and Oshun and Oba live in a constant personal war against each other because of him.

Ogoun is the main rival of Shango. But the myths give really different explanations for the rivalry between these gods. Anyway, many of these myths agree that their problem is just jealousy because of Iansan: she had love affairs with both of them.

Shango is a warrior god and his wrath is really terrible. But his followers can intercede and beg him to forgive the person who offended him. In this case, he usually forgives.

His worship is usually associated to Dada Baiani Ajaka’s. This one is also remembered as one of the kings of Oyo and some traditions mention him as Shango’s brother.

Before worshipping Shango, you have to worship Dada. And don’t forget Eshu has to be worshipped before any other deity. Then, if you want to worship Shango, the 1st adoration has to go to Eshu, the 2nd one has to go to Dada, and the 3rd one can go to Shango.

The best gifts to Shango are small stones. They should be left on a large stone.

If you want to invoke Shango for reasons related to progress, justice and prosperity, the best periods for doing that are the 1st day of Spring and the crescent-moon period (evolution energies flow more strongly in Nature in these periods). If you want to invoke him for reasons related to thunder and lightning, the best period for doing that is the 1st day of Summer (it’s the season of the storms). And if you want to invoke him for reasons related to fire, meteorites, and stones, you can do that whenever you want.

Al parecer, Changó vivió como un ser humano en el pasado. Es recordado como el cuarto Rey de Oyo, que actualmente es una región de Nigeria.

Los mitos dan diferentes explicaciones acerca de cómo él llegó a ser rey.

Cuando Changó gobernó Oyo, este reino se convirtió en una región muy próspera y justa.

Uno de sus mitos dice que él fue el responsable por el dogma del uso de las ropas blancas en el culto de Obatalá.

Changó también es recordado por muchos mitos por haber causado un incendio accidental en Oyo. Pero aún así sus súbditos continuaron viéndolo como un gran rey. Mas él nunca logró a perdonarse a sí mismo la destrucción que causó.

Varios mitos dicen que, en su forma humana, él nunca se murió. Pero en cierto momento de su vida, él dejó a su forma humana y se convirtió en el dios del trueno y del relámpago.

Por eso, cuando escuchan un trueno, muchos de sus seguidores miran al Cielo y dicen:

“¡El rey no se ahorcó!”

(Un mito no reconocido por los seguidores de Changó dice que él se ahorcó.)

Al ver la forma llena de justicia como Changó gobernó Oyo, así como su personalidad capaz de reconocer los derechos de cada individuo, se hace adoración a él como dios de la justicia.

El es también el dios que prohíbe el canibalismo y el contacto sexual entre humanos y animales. Y agregando eso a la forma como él es recordado en el Gobierno de Oyo, también se puede verlo como un dios organizador. El pone cada cosa en su lugar y así nos da la prosperidad como resultado.

Changó es también el dios de las piedras. Y puede hacer con que caigan del Cielo. Así, él es también el dios de los meteoritos.

Como dios del fuego, hay algunos dibujos que lo muestran echando fuego por la boca.

La única otra deidad que tiene este mismo poder es Iansan.

Varios mitos mencionan Changó casado al mismo tiempo con Iansan, Oshun y Obbá. Pero este matrimonio poligámico nunca ha sido propiamente feliz: para Iansan, Changó es muy más un colega en sus aventuras que un marido, al mismo tiempo que Oshun y Obbá están eternamente luchando una contra la otra por su marido.

Oggun es el principal rival de Changó. Pero los mitos explican de modos realmente diferentes la rivalidad entre esos dioses. Como sea, muchas veces tales mitos están de acuerdo que el problema entre ellos es por cuenta de los celos de Iansan, que tuvo relaciones románticas con los 2.

Changó es un dios guerrero y su ira es realmente terrible. Sin embargo, sus seguidores pueden interceder y implorarle que perdone a la persona que lo ofendió. En este caso, casi siempre él perdona.

Su culto está casi siempre asociado con el de Dadá Baiani Ajacá. Este también es recordado como uno de los reyes de Oyo y visto por algunas tradiciones como un hermano de Changó.

Antes de hacerse adoración a Changó, hay que hacerla a Dadá. Y vamos a recordar que Eshu tiene que ser adorado antes de cualquier otra divinidad. Así, si uno hace culto a Changó, hay que hacer adoración en primer lugar a Eshu, en segundo lugar a Dadá y en tercer lugar a Changó.

Los mejores regalos a Changó son piedras pequeñas. Se debe dejarlas sobre una gran piedra.

Si deseas invocar Changó por motivos relacionados con el progreso, la justicia y la prosperidad, los mejores momentos para hacerlo son el primer día de la Primavera y el período de luna creciente (el flujo de las energías de evolución tiene mayor fuerza en la Naturaleza en esos períodos). Si deseas invocarlo por razones relacionadas con truenos y relámpagos, el mejor momento para hacerlo es el primer día de Verano (es cuando empieza la temporada de las tormentas). Y si quieres invocarlo por razones relacionadas con el fuego, los meteoritos y las piedras, puedes hacerlo siempre que lo quieras.

A quanto pare, Shango ha vissuto come un essere umano nel passato. Lo ricordano come il quarto Re di Oyo, che oggigiorno è una regione della Nigeria.

I miti danno spiegazioni diverse su come lui è diventato un re.

Quando Shango ha governato Oyo, questo regno è diventato una terra molto prospera e giusta.

Uno dei suoi miti racconta che lui ha creato il dogma di usare vestiti bianchi al culto de Obatala.

Molti miti ricordano Shango anche per aver provocato un incendio accidentale in Oyo. Ma anche così i suoi sudditi continuavano a vederlo come un grande re. Anche se lui non è mai riuscito a perdonare a sé stesso per aver causato quella distruzione.

Molti miti concordano che, nella sua forma umana, lui non è mai morto. Ma ad un certo momento della sua vita, ha lasciato la sua forma umana ed è diventato il dio del tuono e del fulmine.

Ecco perché, quando si sente un tuono, molti dei suoi sudditi guardano il Cielo e parlano:

“Il re non si è impiccato!”

(Un mito non riconosciuto dai sudditi di Shango racconta che lui si è impiccato.)

Vedendo il modo pieno di giustizia come Shango ha governato Oyo e la sua personalità che riconosce i diritti di ogni individuo, l’adorano anche come il dio della giustizia.

Lui è anche il dio che vieta il cannibalismo e i rapporti sessuali tra umani e animali. E aggiungendo questo al modo in cui lo ricordano al Governo di Oyo, possiamo vederlo anche come un dio organizzatore. Lui mette ogni cosa al suo posto e così ci da la prosperità come risultato.

Shango è anche il dio delle pietre. E lui può farle cadere dal Cielo. Così, è anche il dio dei meteoriti.

Come dio del fuoco, ci sono alcuni dipinti che lo mostrano sputando fuoco dalla bocca.

L’unica altra divinità che ha questo stesso potere è Iansan.

Molti miti raccontano che Shango è sposato allo stesso tempo con Iansan, Oshun e Obá. Ma questo matrimonio poligamico non è mai stato propriamente felice: Iansan vede Shango quasi solo come un partner nelle sue avventure e Oshun e Obá hanno una costante guerra personale una contro l’altra dovuto a lui.

Ogun è il principale rivale di Shango. Ma i miti danno spiegazioni davvero diverse per la rivalità tra questi dei. Comunque sia, molti di questi miti sono d’accordo che il loro problema è proprio la gelosia a causa di Iansan, che ha avuto relazioni romantiche con i 2.

Shango è un dio guerriero e la sua ira è davvero terribile. Ma i suoi sudditi possono intercedere e pregarlo di perdonare la persona che l’ha offeso. In questo caso, di solito lui perdona.

Il suo culto è di solito associato a quel di Dadá Baiani Ajacá. Questo è anche ricordato come uno dei re di Oyo e alcune tradizioni parlano di lui come un fratello Shango.

Prima di adorare Shango, si deve adorare Dadá. E non dimenticare che si deve adorare Eshu prima di ogni altra divinità. Per questo, se si vuole adorare Shango, la prima adorazione deve essere a Eshu, la seconda deve essere a Dadá e la terza può essere a Shango.

I migliori regali per Shango sono pietre di piccole dimensioni. Devono essere lasciate su una pietra di grande dimensione.

Se vuoi invocare Shango per motivi legati al progresso, alla giustizia e alla prosperità, i migliori periodi per farlo sono il primo giorno di Primavera e il periodo di luna crescente (le energie di evoluzione hanno il suo flusso più forte in Natura in questi periodi). Se vuoi invocarlo per motivi legati ai tuoni e ai fulmini, il migliore periodo per farlo è il primo giorno di Estate (è la stagione delle tempeste). E se vuoi invocarlo per motivi legati al fuoco, ai meteoriti e alle pietre, puoi farlo quando lo vuoi.