Oi!!!
O post de hoje vai ser só em Português, porque diz respeito a uma situação vista (pelo menos com mais frequência) na sociedade brasileira.
Com certeza você já viu certas criaturas intrometidas que, quando querem controlar a vida de alguém, usam alguma relação de parentesco com os filhos dessa pessoa pra fazer isso.
Por exemplo, você ouve essas criaturas falando frases mais ou menos assim:
“Se fosse só por você, eu não teria nada com o que você faz da sua vida. Mas você é o pai do meu filho. Então, eu não posso aceitar que você faça isso.”
“Se fosse só por você, eu não teria nada com o que você faz da sua vida. Mas você é o pai do meu sobrinho. Então, eu não posso admitir que você faça isso.”
“Se fosse só por você, eu não teria nada com o que você faz da sua vida. Mas você é o pai do meu neto. Então, eu tenho direito de me meter na sua vida sempre que eu quiser.”
Ou então, você escuta a própria pessoa se queixando:
“Eu não gosto da fulana se metendo todo dia lá em casa. Mas ela é tia do meu filho. Então, eu não posso fazer nada.”
“Eu não vou com a cara da beltrana e não gosto que ela fique ligando todo dia lá pra casa pra dar palpite em tudo. Mas ela é avó do meu filho. Então, eu não posso fazer nada.”
Só estou mencionando essas situações aqui pra lembrar o quanto eu sou livre pelo simples fato de não ter filhos.
Eu não sou pai dos filhos ninguém, não sou pai dos netos de ninguém e não sou pai dos sobrinhos de ninguém. Então, nenhuma escrotidão ambulante tem como tentar se meter na minha vida usando os argumentos que eu mencionei acima. Eu estou além desses tipos de apurrinhação e sou intocável por eles.
Isso foi só uma pequena demonstração de uma das várias vantagens que se obtém por não ter filhos. E eu tenho todas essas vantagens ao meu dispor.
Mas eu sei que tem muitos homens (de todas as preferências sexuais possíveis) que, apesar de não terem filhos, pretendem ter no futuro... Bom, aproveitando que a gente está em clima de Dia dos Pais, vou lembrar a esses homens algumas coisinhas em que eles têm que pensar antes de seguir em frente.
Em 1º lugar, vou fazer alguns lembretes a todos os seres humanos que pretendem ter filhos:
A partir do momento em que você tiver um filho, você vai gastar mais dinheiro com o filho do que com qualquer outra situação que você possa imaginar, você vai perder a sua liberdade pessoal pra sempre (mesmo que você consiga manter uma certa liberdade, nunca mais vai voltar a ser o mesmo tipo de liberdade pessoal que você tinha antes de ter filho), você vai ter que deixar de fazer uma série de coisas que você gosta de fazer por causa do filho, você vai ter que fazer vários sacrifícios pro resto da vida e você vai receber cobranças relacionadas ao filho e ouvir reclamações relacionadas ao filho pra sempre.
Se você não estiver disposto a se condenar a esse tipo de existência, NÃO TENHA FILHOS, porque não vai dar certo.
Agora, falando especificamente pros homens que pretendem ter filhos:
Na atual sociedade brasileira, quando um homem e uma mulher têm 1 ou mais filhos um com o outro, não é preciso observar muito pra ver a tendência da forma como a mulher se posiciona nessa situação: a supervalorização dela mesma em relação ao filho e, ao mesmo tempo, a desvalorização do homem em relação ao filho.
Então, no Brasil atual, se um homem tiver 1 ou mais filhos com a esposa, com uma namorada ou com uma amiga com quem ele combinou de ter (já vi vários casos de homens que não pretendem se casar, mas que têm o sonho de ter filhos e aí combinam isso com alguma amiga), as reações por parte da mãe do filho dele que ele vai encontrar durante a educação desse filho provavelmente não vão ser de satisfação nem de reconhecimento. Por mais que um homem se sacrifique pelo filho e participe da vida do filho, vocês já viram o que costuma acontecer?
Mesmo que o homem passe noites em claro cuidando do filho, mesmo que o homem leve o filho ao médico de madrugada todas as vezes em que for preciso, mesmo que o homem troque centenas de fraudas mijadas, mesmo que o homem troque centenas de fraudas cagadas, mesmo que o homem dê banho no filho e limpe aquele xixi todo e aquele cocô todo, mesmo que o homem deixe de ir ao trabalho em todas as vezes que for possível pra resolver algum problema do filho, mesmo que o homem esteja presente em todas as situações que ele puder relacionadas ao filho, mesmo que o homem se mantenha informado sobre tudo o que acontece com o filho, ainda assim a tendência da mãe do filho dele é dizer que ele nunca fez nada (ou, pelo menos, que o que ele fez foi muito pouco) e que foi sempre ela que fez tudo sozinha.
Como eu disse lá em cima do texto, TODO ser humano que tem filhos, independente de ser homem ou mulher, se condenou a perder a liberdade pessoal, a ter que deixar de fazer várias coisas que gosta de fazer e a ter que fazer vários sacrifícios pro resto da vida. Tudo isso por causa do filho. Mas, ainda assim, a mulher tem a tendência de dizer que foi só ela que fez todos os sacrifícios por causa do filho e que a família só está de pé ainda por causa dela.
É claro que se uma mulher pensa isso e guarda isso pra ela ou se ela falou isso 2 ou 3 vezes, problema dela. Mas o problema é que elas costumam repetir isso todo dia pra todo mundo que quiser ouvir e pra todo mundo que não quiser ouvir TAMBÉM. Aliás, quem não estiver interessado em ouvir isso é que sofre mais, né? Porque tem que aturar elas repetindo isso umas 50 vezes.
Já sei que alguém vai vir correndo na defesa das mulheres e dizer:
“Ah. Mas tem homem que some, nunca mais aparece e larga o filho pra mãe criar sozinha. Por isso que as mulheres falam isso.”
Bom, ninguém aqui está dizendo que isso não acontece. Mas, caso alguns cérebros brilhantes ainda não tenham percebido, esse texto se refere aos homens que QUEREM ter filhos e que QUEREM participar da vida dos filhos, e não aos homens que abandonam os filhos.
E quanto ao homem não participar de certas situações, não vamos esquecer que, em muitas vezes em que o homem não faz alguma coisa pelo filho, ele só não consegue fazer porque a mulher não deixa.
Se o filho está com algum problema (frauda suja, por exemplo) e o homem se levanta pra resolver, a mulher passa a frente dele falando frases do tipo:
“NÃO! Deixa que eu faço! Você não vai saber fazer isso! Você vai machucar o fulaninho se fizer isso! Homem não tem a sensibilidade que uma mãe tem pra fazer isso! Só quem é mãe sabe fazer as coisas do jeito que tem que fazer!”
Além disso, também tem as críticas, reclamações e demonstrações de insatisfação que o homem tem que ouvir em tempo integral vindas da mãe do filho dele.
Se o homem está a menos de 10 metros do filho, a mulher tem a tendência de criticar a forma como ele penteou os cabelos na frente do filho, a roupa que ele está usando na frente do filho, o perfume (ou a falta de perfume) que ele está usando perto do filho... TUDO é motivo de críticas. Mas quando é a mulher que está fazendo alguma coisa aberrante do lado do filho e o homem chega e fala alguma coisa contra, ela tem um ataque histérico por causa disso! Vai berrar um sonoro “NÃO SE META PORQUE VOCÊ NÃO É NINGUÉM PRA SE METER NISSO!!!” e ainda vai achar um absurdo um homem querer ensinar a uma mãe como é que se cria um filho!
E se o homem tentar argumentar que o filho é dele também, não é raro que a mulher responda alguma coisa mais ou menos assim pra ele:
“Ele é seu filho, mas você não é mãe. Então, você não é nada.”
Aliás, eu posso afirmar com certeza quase absoluta que você já ouviu alguma mulher falando isso ou mais ou menos isso:
“Filho não precisa de pai; só precisa de mãe!!!”
Pois é. Só que esse discurso acaba no 1º total de contas a pagar, né? Quando a mulher tem que arcar com as despesas da criação do filho, aí geralmente ela lembra no mesmo segundo que o filho tem pai, que o filho precisa do pai...
Outra coisa que a gente vê com bastante frequência é a mulher chamar o pai do filho dela de “ausente” e de “omisso”, mesmo quando isso não corresponde à verdade.
Por mais que um homem esteja presente quando surge qualquer problema com o filho, por mais que ele participe da vida do filho, por mais que ele interaja em situações relacionadas ao filho, a mulher tem a tendência de dar a ele os títulos de “ausente” e “omisso”.
E pra terminar, vamos lembrar dos casos de separação.
Quando o marido e a esposa se separam e têm um filho menor de 18 anos, na quase totalidade das vezes, a guarda do filho fica com a mãe.
Numa disputa judicial pela guarda do filho, a mãe pode até perder na 1ª instância. Mas se ela recorrer e der uma choramingada na frente do juiz durante a audiência, não tenham dúvidas de que ela ganha na 2ª instância. Mesmo que ela não tenha condição nenhuma de criar o filho, mesmo que ela apresente sinais de desequilíbrio mental ou de desvio de caráter e mesmo que o filho não queira ficar com ela, ainda assim ela ganha. Só em casos extremíssimos é que uma mulher perde a guarda do filho.
Portanto, em 90% das vezes, uma separação significa, pro homem, passar a ter menos contato com o filho. Mesmo que ele vá ver o filho todo dia, ainda assim vai haver uma diminuição no convívio com o filho. É ou não é?
Outra coisa, também relacionada à separação é a pensão.
É claro que, se o filho for menor de 18 anos, o pai tem a obrigação de sustentar. Só que, mesmo que o pai pague uma pensão de 10 salários mínimos por mês pra ajudar no sustento do filho, geralmente qual é a resposta da mãe do filho dele diante disso?
Ela faz cara de nojo e de desprezo e responde alguma coisa mais ou menos assim:
“Esse dinheiro que ele dá por mês não dá nem pra comprar o leite do fulaninho! Eu só consigo sustentar o fulaninho porque EU me sacrifico!”
Então, se você, homem, pretende ter filhos, tenha em mente que, provavelmente, você vai se deparar com pelo menos metade das situações que eu descrevi acima. Mas, se é dessa forma que você gosta de ser tratado e se é nessas condições que você gosta de viver, vá em frente: tenha quantos filhos quiser. Afinal, gosto é gosto.
Vale a pena lembrar que se você adotar um filho só no seu nome ou se você contratar uma mãe de aluguel e fizer uma inseminação artificial (como o Ricky Martin fez), aí provavelmente você vai conseguir evitar uma grande parte das apurrinhações que eu descrevi acima... Mas não todas!
E se alguma mulher se sentiu ofendida ao ler esse texto, só podemos lamentar. Mas se ela ficou ofendida, deve ser porque a carapuça serviu, né? Ela já deve ter tomado alguma (ou várias) das atitudes escrotas que eu descrevi acima.
Volto a lembrar que EU tô fora dessa de qualquer jeito: não tenho filhos nem quero ter. Mas acho importante lembrar isso tudo a quem pretende ter.
Bom, fica aí algo pra se pensar antes de se tomar qualquer atitude precipitada.
Até mais!
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