domingo, 14 de agosto de 2011

BURQAS, HIJABS, NIQABS E ADJACÊNCIAS

Oi!!!

O post de hoje vai ser sobre uma questão que foi levantada esse mês na reprise da novela O Clone e que desde o ano passado vem levantando polêmicas na França: as roupas das mulheres muçulmanas.
Pra algumas pessoas, talvez pareça meio sem sentido falar sobre esse assunto num site que é mais voltado pro público gay e bi. Mas, quando os muçulmanos se reúnem, eles não falam coisas a respeito dos homossexuais e bissexuais (CONTRA os homossexuais e bissexuais, na maioria das vezes em que mencionam o assunto)? Então, por que nós também não podemos falar sobre assuntos relacionados a eles?
Bom, desde o ano passado, o Governo da França proibiu o uso do niqab e da burca em determinados ambientes...
Ao contrário do que muita gente pensa, nem todas aquelas roupas fechadonas que as mulheres muçulmanas usam são burcas. A burca (ou burka ou burqa, como diferentes linguistas preferem escrever) é aquela roupa que não deixa absolutamente NADA do corpo da mulher aparecer. Nem os olhos! Tem lá uma abertura na altura dos olhos, mas tem uma rede costurada ali pra cobrir essa abertura. A mulher mal e porcamente consegue enxergar alguma coisa na frente dela quando ela usa uma burca.
O niqab, que é vagamente menos radical do que a burca, é exatamente igual, com exceção da tal rede costurada na frente.

Pois é. Esses 2 tipos de roupa foram proibidos na França em determinados lugares públicos.
É bom lembrar que o hijab, que é aquele outro tipo de lenço que as mulheres muçulmanas usam enrolado em volta só da cabeça, e que aparece com bastante frequência na novela O Clone, não recebeu o mesmo tipo de proibição.

Por falar na novela O Clone, como eu já disse, ela também levantou essa questão, quando a personagem Samira começou a ser coagida pelo pai a usar o hijab, mesmo não querendo de jeito nenhum usar aquilo.
A forma como esse assunto foi abordado na novela incomodou profundamente alguns xeiques muçulmanos, que alegaram que obrigar uma mulher a cobrir a cabeça é um comportamento anti-islâmico e que cobrir a cabeça só pode ser uma decisão da própria mulher...
Bom, se é assim, as leis de países como o Afeganistão, a Arábia Saudita, o Iêmen, o Irã e a Mauritânia, entre outros, de acordo com o que dizem esses xeiques que criticaram a novela, são leis anti-islâmicas. Porque, quando uma mulher chega nesses países, mesmo que ela não seja muçulmana, ela é obrigada por lei a usar um niqab, ou até mesmo uma burca, sempre que ela for aparecer em público.
E vamos lembrar que, de acordo com os governos desses países, eles obrigam as mulheres a se vestirem assim inspirados em dogmas do Alcorão.
Então, a coação que as mulheres recebem em relação a cobrir a cabeça retratada na novela não está tão distante da realidade, não.
Vamos lembrar que ninguém aqui tá se opondo ao ato voluntário da mulher de cobrir a cabeça. Até porque tem muitas que se sentem bem fazendo isso.
Dêem uma pesquisada em sites muçulmanos por aí que vocês vão encontrar muçulmanas que falam:

“Eu sou completamente contra que obriguem uma mulher a cobrir a cabeça e tenho amigas que são muçulmanas e não cobrem a cabeça delas. Mas eu me vejo no dever de cobrir a minha.”

Outras muçulmanas falam:

“Eu faço questão de cobrir a cabeça como um símbolo de que eu sou muçulmana. Assim, quando me vêem em qualquer lugar com a cabeça coberta, já sabem qual é a minha religião.”

Ou seja, é a mesma coisa de uma católica que usa uma nossa senhora pendurada no pescoço pra mostrar que é católica.
Bom, eu penso da seguinte forma:
Se uma mulher muçulmana se veste assim porque ela quer e porque ela gosta, ninguém tem nada com isso. Você pode até achar essas roupas horrivelmente feias (aliás, também acho que são). Mas se ela gosta de se vestir assim, gosto é gosto, né?
Entretanto, se ela tá sendo OBRIGADA por outras pessoas a se vestir assim contra a vontade dela, aí é claro que a gente tem que falar contra.

Oggi parleremo di un problema che si vede nella telenovela O Clone (vista oggigiorno in Brasile) e che dall’anno scorso ha sollevato delle polemiche in Francia: i vestiti delle donne musulmane.
Per alcune persone, può sembrare inutile parlare di questo in un sito dove i visitatori principali sono uomini gay e bi. Ma quando i musulmani sono insieme, non parlano delle cose degli omosessuali e bisessuali (quasi sempre delle cose CONTRO gli omosessuali e bisessuali)? Così, perché non possiamo anche noi parlare di alcuni problemi legati a loro?
Bene, dall’anno scorso, il Governo Francese ha vietato il niqab e il burqa in determinati ambienti e la telenovela O Clone mostra molte donne musulmane che sono forzate a vestire queste cose...
Contrariamente a quanto molti pensano, quelle cose che le donne musulmane usano non sono tutte quante bruqas. Un burqa (c’è gente che scrive anche burka o burca) è quel vestito che non mostra assolutamente NULLA del corpo della donna. Nemmeno gli occhi! C’è un’apertura davanti agli occhi, ma c’è una rete coprendo questa apertura. Una donna riesce a malapena a vedere qualcosa davanti a lei quando veste un burqa.
Il niqab, che è vagamente meno radicale del burqa, è quasi esattamente la stessa cosa. L’eccezione è la rete dei burqas, che non esiste nei niqabs.

El burqa y el nicab fueron prohibidos en Francia, en algunos lugares públicos.
Vamos a recordar que el hijab, aquel otro tipo de pañuelo que las mujeres musulmanas llevan envuelto alrededor solamente de la cabeza, no recibió el mismo tipo de prohibición.
El hijab es muy visto en la telenovela brasileña O Clone, que tiene muchos personajes musulmanes. Y muestra una muchacha llamada Samira que es forzada por su padre musulmán a cobrirse con un hijab, aunque ella no lo quiera.
El modo como ese tema ha sido abordado en la telenovela ha disgustado profundamente a algunos jeques musulmanes. Ellos argumentaron que obligar a una mujer a cubrir la cabeza es algo anti-islámico y que cubrir la cabeza sólo puede ser una decisión de la propia mujer...
Bueno, si eso es la verdad, las leyes de países como Afganistán, Arabia Saudita, Yemen, Irán y Mauritania, entre otros, son leyes anti-islámicas. Porque, cuando una mujer llega a uno de esos países, aunque ella no sea musulmana, es forzada a cobrirse con un hijab o hasta mismo con un burqa siempre que es vista en público.
Vamos a recordar que, así lo dicen los gobernates de esos países, ellos forzan las mujeres a cobrirse con ese tipo de ropa porque el Corán dice que ellas son forzadas a cobrirse así.

The Brazilian telenovela O Clone shows a girl who is forced by her muslim father to wear a hijab. Some muslim sheikhs speak against this telenovela and say it’s not required by their religion in reality. But we see every day women being coerced to cover their heads in muslim countries even when they’re not muslim women.
Of course we can’t be against a woman who wants to cover her head as a voluntary act. Many women do that just because they want.
If you take a look at some muslim websites you’ll find many muslim women saying something like that:

“I’m completely against forcing a woman to cover her head. And I have muslim female friends who don’t cover their heads. But I think I have to cover mine.”

Other muslim women say:

“I think it’s really important covering my head as a symbol that I’m a muslim. Then, when somebody sees me anywhere with my head covered, he knows which one is my religion.”

Well, it’s the same thing when a catholic woman wears an our-lady medal around her neck to show she’s a catholic.
Anyway, that’s what I think:
If a muslim woman wear this kind of clothes because she wants and because she likes, no one has anything to do with that. OK. You can think this kind of clothes is really ugly (to be honest, I think they are). But the woman herself wants to wear it. In this case, it’s her problem.
But, if she’s being FORCED by other people to wear it against her free will, then of course we have to speak against it.

Até mais!

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