sexta-feira, 29 de julho de 2011

A TÁTICA DOS 6 MESES

Oi!!!

O site de utilidade pública que eu vou linkar aqui esse mês é o do Disque-Denúncia. Lá vai:

http://www.disquedenuncia.org.br/

Quem não conseguir acessar o site por algum motivo, pode também usar o telefone deles:

2253-1177

Você pode entrar em contato com o Disque-Denúncia pra expor qualquer tipo de crime do qual você tenha tomado conhecimento. Inclusive, crimes de homofobia. O anonimato é garantido.

Bom, como hoje eu vou falar sobre outro assunto que é pelo menos mais comum de se ver na sociedade brasileira, esse vai ser outro post só em Português.

Em Março, eu fiz um post aqui no qual ensinei a tática dos 15 minutos, que você pode usar pra se livrar dos malas sem alça que você encontra no ambiente profissional e no ambiente familiar.

Hoje, eu vou ensinar a tática dos 6 meses, que é usada pra se livrar de um tipo específico de mala sem alça: as mulheres maternalóides.

Pra que vocês entendam melhor do que eu tô falando, vou dar alguns exemplos:

Uma mulher maternalóide é aquela que, na 2ª vez em que vai na sua casa (ou mesmo ainda na 1ª), já vai abrindo a sua geladeira pra falar que tá faltando isso e que você tem que comprar aquilo, já vai entrando no seu quarto e abrindo a porta do armário pra dizer como é que você tem que arrumar as suas roupas, já vai dando palpite em como é que você tem que decorar a sua sala... Mesmo que ela não tenha intimidade nenhuma com você, ela já chega se posicionando dessa forma.

Bom, eu já vi gay que, quando foi tratado assim por uma mulher, disse que se sente “compreendido e aconchegado” (SIC)... Bom, o que eu posso dizer? Gosto é gosto, né? O que é de gosto é regalo da vida. Mas eu posso dizer que EU quero distância de criaturas assim. Porque eu sei que, se eu não rejeitar isso desde o início, poucas semanas depois essa coisa já tá me ligando todo dia, querendo controlar o funcionamento da minha casa e querendo saber o que eu fiz e o que eu deixei de fazer durante o dia.

Continuando a explicação do que é uma mulher maternalóide, outro exemplo bastante comum que a gente vê desse tipo de mulher é nos bares, quando um homem que é casado com uma mulher assim comete o erro de levar ela ao bar...

Do nada, ela chega pro marido e fala:

“Ai, meu filho! Essa já é a 2ª cerveja que você bebe!”

E 2 minutos depois, ela fala:

“Ai, meu filho! Você tá botando muito ketchup nesse salgadinho!”

Mais 2 minutos depois, ela olha pra alguém que tá lá do outro lado do bar, chega pro marido e fala:

“Olha o cabelo daquele cara! Se isso é cabelo pra vir a um bar!”

Mais 2 minutos depois, ela chega pro marido e fala:

“Ai, meu filho! Esse salgadinho tá muito gorduroso pra você!”

Mais 2 minutos depois:

“Olha a roupa daquela garota! Se isso é jeito de alguém se vestir!”

Mais 2 minutos depois, ela se vira de novo pro marido e fala:

“Ai, meu filho! Você tá comendo muito rápido!”

Mais 2 minutos depois:

“Olha o jeito como aquele cara se senta! Se isso é jeito de alguém se sentar!”

Mais 2 minutos depois, o marido tá ouvindo:

“Ai, meu filho! Você tá botando muito açúcar no café!”

Bom, se o cara foi ao bar pra descansar, relaxar e conversar com os amigos, acho que vai ficar um pouco impraticável descansar só por 5 minutos que seja com esse estorvo do lado dele, querendo controlar ele e tudo mais que tá em volta.

E qual é a justificativa que o estorvo dá pra se comportar dessa forma? Eu já ouvi algumas falando coisas mais ou menos assim:

“Quando eu faço isso, eu só estou cuidando das pessoas ao meu redor. Quando a gente é mãe, a gente se sente responsável por todas as pessoas que estão ao redor da gente.”

Aliás, uma das reclamações mais comuns dos homens héteros é exatamente que, quando eles se envolvem com uma mulher, ela se posiciona como mãe deles, que é exatamente o que eles não querem: quando um homem hétero vai namorar, ele tá querendo encontrar uma namorada ali, e não uma mãe; e quando ele se casa, ele tá querendo encontrar uma esposa ali, e não uma mãe.

Aí é que tá o problema: esse tipo de mulher é tão sem noção que ela começa a se comportar como mãe do namorado ou como mãe do marido (e muitas vezes é ISSO que destrói o relacionamento, porque faz com que o homem comece a se afastar).

Simplificando: uma mulher maternalóide é aquela que acha que ela tem que ser, antes de tudo e antes de mais nada, mãe (mesmo que ela não tenha nenhuma condição física nem psicológica de ser mãe da outra pessoa) e que acha que nenhum ser humano tem condições de sobreviver sem uma figura materna do lado dele em tempo integral.

Bom, você pode até dizer que uma mulher tem que ser antes de tudo e antes de mais nada mãe em situações relacionadas aos filhos dela. Mas SÓ em situações relacionadas aos filhos dela. Não em situações relacionadas ao resto da Humanidade, né? Afinal, ela é mãe dos filhos dela e SÓ dos filhos dela.

Mas mesmo que a gente explique isso, será que uma realidade tão simples e tão óbvia entra num cérebro tão retardado quanto o cérebro de uma mulher maternalóide?

Mas enfim: como é que a gente faz pra se defender desse tipo de mulher?

O melhor recurso é exatamente usar a tática dos 6 meses. Vamos ver isso mais a fundo:

As mulheres maternalóides se aproximam de outra pessoa de forma mais exagerada e mais neurótica quando morre alguém com um parentesco muito próximo da pessoa. Principalmente quando morre a mãe, o pai ou uma avó da pessoa.

Isso acontece porque ela acha que, agora, é ela quem tem que “proteger” e “cuidar” daquela pessoa dali pra frente. Ela se auto-nomeia a sucessora daquela mãe, daquele pai ou daquela avó na vida daquela pessoa.

Então, ela tenta grudar na pessoa de todas as formas que ela pode e que ela não pode. E mesmo que a pessoa grite explicitamente na cara dela que não quer ela por perto, ela vai responder alguma coisa mais ou menos assim:

“Você diz que não me quer por perto, mas você não sabe o que tá dizendo. É que você perdeu aquela pessoa que era tão indispensável na sua vida há tão pouco tempo que ainda tá com os sentimentos confusos!”

E outra coisa: ela fica pegando datas específicas do ano e usando isso como desculpa pra grudar na pessoa:

“Ah! Coitado do fulano! É o 1º Dia das Mães que ele vai passar sem a mãe! Eu vou passar o dia com ele pra ‘cuidar’ dele, porque ele vai precisar de mim muito mais do que ele pode compreender nesse dia tão difícil!”

Ou:

“Ah! Coitado do fulano! É o 1º aniversário dele que ele vai passar sem o pai! Eu vou passar o dia com ele pra ‘cuidar’ dele, porque ele não vai saber se virar sozinho nesse dia tão difícil!”

Enfim, mulheres assim simplesmente chegam e se instalam na sua vida nesse período se você bobear.

É pra evitar situações assim que entra a tática dos 6 meses.

Funciona da seguinte forma: quando morre a mãe, o pai ou uma avó da pessoa, ela deve evitar contato pessoal o máximo possível com mulheres que ela sabe que são maternalóides, só baixando a guarda quando a pessoa que morreu completar 6 meses de morta.

Por que 6 meses? Porque depois de 6 meses, se você quiser expulsar uma mulher maternalóide da sua vida, ela não vai mais usar a desculpa de que a pessoa morreu há pouco tempo e então você ainda tá se deixando levar pela emoção e aí não sabe o que tá falando quando expulsa ela da sua presença (e se ela usar essa desculpa, vai acabar ficando desmoralizada, porque essa desculpa não vai mais fazer sentido e ela vai passar simplesmente por uma criatura ridícula). E ao mesmo tempo, depois de 6 meses, já vão ter se passado mais ou menos metade das datas específicas do ano que a coisa poderia usar como desculpa pra tentar grudar em você.

É claro: eu tô ensinando isso só pra quem pretende levar uma vida de liberdade. Eu mesmo já joguei muito lixo pra fora da minha vida usando essa tática e assim assegurei muito mais liberdade pessoal do que eu teria se não tivesse me defendido.

Mas, se você prefere levar uma vida de apurrinhação eterna, com uma dessas coisas grudentas e pegajosas querendo controlar a sua vida em tempo integral, desconsidere tudo o que eu disse.

Bom, já sei que alguém vai perguntar:

“Mas por que você só falou de mulheres assim? Também não existem homens assim?”

É claro que existem. Eu mesmo, ao longo dos meus 35 anos, já vi uns 2 ou 3. Mas aí geralmente é um problema muito mais simples de resolver.

Em 1º lugar, a quantidade de homens que se comportam da forma que eu descrevi acima é absolutamente menor do que a quantidade de mulheres assim. É bastante raro encontrar um homem que se comporte dessa forma.

Em 2º lugar, nas raras vezes em que a gente encontra um homem assim, a gente se livra dele facilmente. É só dar um passa-fora bem dado nele, falando na cara dele aquelas coisas que a gente sabe que vão acabar com ele, que ele já começa a ficar na dele a partir daí. E se ele insistir, basta a gente dar um 2º passa-fora bem dado. Provavelmente, não vai precisar dar um 3º.

Já quando você encontra uma mulher desse tipo, você pode dar 50 passa-foras bem dados nela, cada um com palavras mais agressivas do que o outro, que mesmo assim ela ainda continua tentando se aproximar.

Essa é a diferença. E é por isso que, nesse assunto, a gente tem que ficar em alerta mais com as mulheres do que com os homens.

Bom, eu volto no mês que vem. Até lá!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

260 ANOS DA 1ª GRANDE ENCICLOPÉDIA DO OCIDENTE

Oi!!!

Hoje a gente vai lembrar aqui da 1ª grande enciclopédia do Ocidente: a Encyclopédie, ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers.

Como o 1º dos 33 volumes que compõem essa enciclopédia foi lançado em Julho de 1751 (o último volume só seria publicado em 1772), ela está completando 260 anos esse mês.

O principal intelectual envolvido na produção da enciclopédia foi o Denis Diderot.


E o principal colaborador dele no início do projeto foi o Jean le Rond d’Alembert.


Mas ele também recebeu ajuda do Barão de Montesquieu, do Jean-Jacques Rousseau e do Voltaire na criação da enciclopédia.

Agora vejam: a 1ª enciclopédia do Mundo (pelo menos até onde os registros históricos permitem chegar) foi a Naturalis Historia, escrita pelo pesquisador romano Gaius Plinius Secundus no ano 77; e hoje nós temos a Wikipedia, que é mais extensa do que qualquer outra enciclopédia que já existiu. Então, a Encyclopédie, ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers ficou no meio do caminho nos 1934 anos da História das Enciclopédias, né?

Happy birthday, Encyclopédie, ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers!

¡Feliz cumpleaños, Encyclopédie, ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers!

Felice compleanno, Encyclopédie, ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers!

Até mais!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

“Ô, EVANGÉLICO!” “NÃO ME XINGUE! EU SOU É CRISTÃO!”

Oi!!!

O post de hoje vai ser só em Português porque, em última análise, é sobre uma questão semântica da Língua Portuguesa mesmo. Mais especificamente, da Língua Portuguesa do Brasil.

Vou abrir o post fazendo uma pergunta a todos que estão lendo esse texto e que não são evangélicos: se alguém que vocês não conhecem se aproxima dizendo que é evangélico, qual é a reação de vocês?

Talvez isso não mude nada pra alguns de vocês. Mas a maioria de vocês com certeza já vão assumir uma certa defensiva ao ouvir a criatura dizer que é evangélica, né? Alguns de vocês, inclusive, vão sair dali e se afastar da criatura na 1ª oportunidade (eu mesmo, inclusive, costumo fazer isso).

Entretanto, se alguém se aproxima e diz que é cristão, a maioria das pessoas já não reagem de uma forma tão defensiva assim.

Por que isso acontece?

Bom, como eu mencionei no último post do mês passado, até as pessoas sérias que seguem o Protestantismo têm demonstrado uma certa rejeição à palavra ‘evangélico’. Se você der uma passeada por uns 10 sites protestantes por aí, você vai perceber isso que eu tô dizendo entre os sites sérios que você achar nesse meio. Os evangélicos sérios têm preferido ser chamados de “cristãos”.

Quais são as explicações que ELES dão pra rejeição à palavra ‘evangélico’?

Bom, vocês mesmos vão encontrar algumas frases mais ou menos assim:

“Quando digo que sou evangélico, pensam que sou um daqueles fanáticos extremistas.”

“Se digo que sou evangélico, pensam que sou uma pessoa mentalmente desequilibrada, que do nada vai sair berrando passagens da Bíblia fora de contexto ou simplesmente frases desconexas mencionando Jesus, enquanto os meus olhos giram nas órbitas.”

“Se eu falo que sou evangélico, pensam que eu sou uma pessoa intolerante contra qualquer expressão religiosa que não seja a minha.”

“Se falo que sou evangélico, pensam que eu saio por aí chutando estátuas de santas católicas.”

“Se eu falar que eu sou evangélico, pensam que eu saio por aí depredando templos de Umbanda.”

“Quando falo que sou evangélico, pensam que sou aquela pessoa que vai tentar empurrar princípios religiosos pela goela abaixo de todo mundo e tentar arrastar todo mundo pra igreja que eu frequento.”

“Se eu falar que sou evangélico, pensam que eu fico o dia inteiro tomando conta da vida dos outros e apontando o dedo pros pecados que os outros cometem.”

“Se eu digo que sou evangélico, pensam que passo o dia inteiro falando mal de qualquer um que não se vista com aquelas camisas mega compridas, com o colarinho abotoado até o queixo e aquelas mangas abotoadas quase até os dedos.”

“Quando eu digo que sou evangélico, já me rotulam logo de ‘burro’.”

“Quando eu falo que sou evangélico, pensam que eu sou uma pessoa alienada e que não se interessa por nada que fique fora da igreja que eu frequento.”

“Se eu disser que sou evangélico, tem sempre alguém que passa a me olhar de lado a partir daí.”

“Se digo que eu sou evangélico, pensam que sou algum pastor que ficou rico através de enriquecimento ilícito.”

TODOS os receios descritos nessas frases têm fundamento. A gente vê situações que provocam esses receios na televisão, lê nos jornais ou mesmo vê pessoalmente por aí todos os dias, através de pessoas que se declaram evangélicas. É ou não é?

Então, o problema é esse: a palavra ‘evangélico’ já está irremediavelmente estigmatizada como definição de alguém que se comporta da forma que as frases acima descrevem. Até porque quem fica de 5 em 5 minutos repetindo que é evangélico geralmente SÃO MESMO as pessoas que se comportam dessa forma. É o que a gente vê no dia a dia.

Assim sendo, é de se admirar que os protestantes sérios (ou seja, os que não se enquadram no perfil descrito nas frases acima) repudiem tanto a palavra ‘evangélico’? Eu acho bastante compreensível.

Bom, até mais!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O ‘NANDINHO’ CRESCEU...

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no ator, roteirista, DJ e diretor musical mexicano Osvaldo Benavides.

Ele nasceu em Ciudad de México, em 14 de Junho de 1979.

Com 9 anos, o Osvaldo começou a trabalhar em peças de teatro.

A estreia dele na televisão foi na novela El Abuelo y Yo (lançado no Brasil, via SBT, com o título de Meu Avô e Eu), de 1992, quando ele tinha 13 anos.

Em 1995, o Osvaldo teve na novela dele talvez mais conhecida no Brasil: María, la del Barrio (conhecida por aqui como Maria do Bairro, também via SBT). O personagem dele era o Nandito (que recebeu o nome brasuca de Nandinho).

Essa novela foi um remake de Los Ricos También Lloran (lançado no Brasil com o título traduzido de Os Ricos Também Choram, pela TVS, que depois virou SBT), de 1979. E o personagem correspondente ao do Osvaldo, chamado Beto, foi interpretado pelo ator Guillermo Capetillo.

Na época de María, la del Barrio, o Osvaldo admite que ficou meio assustado com a fama e com o assédio dos fãs na rua.

Outras novelas em que ele teve também foram exibidas no Brasil, como Te Sigo Amando, de 1996; Preciosa, de 1998; Locura de Amor (Loucuras de Amor, no Brasil), de 2000; La Intrusa (A Intrusa, no Brasil), de 2001; Mariana de la Noche (Mariana da Noite, no Brasil), de 2003; e Piel de Otoño (Pele de Outono, no Brasil), de 2005.

A estreia do Osvaldo no cinema foi no filme La Primera Noche (1998). E aliás, ele também teve uma carreira bastante significativa no cinema.

Em 2010, ele teve no filme SubHysteria, no qual ele também teve a estreia dele como roteirista.

O Osvaldo teve até agora 19 trabalhos como ator no cinema e televisão, além de vários trabalhos no teatro, e 1 como roteirista.

Atualmente, ele tá gravando o filme Me Late Chocolate, que tá previsto pra ser lançado no ano que vem.

O Osvaldo também já trabalhou como DJ em várias discotecas de Ciudad de México.

Ultimamente, ele tem trabalhado mais como diretor de comerciais e de clipes musicais.

Today we’ll talk a little about the Mexican actor, scriptwriter, DJ and music director Osvaldo Benavides.

He was born in Ciudad de México, on July 14th, in 1979.

As a 9-year-old boy, Osvaldo started his career as a theater actor.

His debut as a TV actor was in El Abuelo y Yo (1992). He was 13 years old then.

In 1995, Osvaldo was in one of his most famous telenovelas (especially in Brazil): María, la del Barrio. His character was named Nandito (Nandinho in the Brazilian version).

María, la del Barrio (1995) fue un remake de Los Ricos También Lloran (1979).

El personaje correspondiente al de Osvaldo allá, llamado Beto, era el personaje de Guillermo Capetillo.

En la época de María, la del Barrio, Osvaldo admite que se asustó un poco con la fama y el modo como sus fans lo trataban por las calles.

Creo que, contando con esta, todas sus otras telenovelas también fueron vistas aquí en Brasil. Entre ellas están Te Sigo Amando, de 1996; Preciosa, de 1998; Locura de Amor (Loucuras de Amor, en Brasil), de 2000; La Intrusa (A Intrusa, en Brasil), de 2001; Mariana de la Noche (Mariana da Noite, en Brasil), de 2003; y Piel de Otoño (Pele de Outono, en Brasil), de 2005.

Il primo film di Osvaldo è stato La Primera Noche (1998). E sarebbe soltanto l’inizio della sua bella carriera in Cinema.

Nel 2010, lui è stato nel film SubHysteria come attore e, per la prima volta, come soggettista

Osvaldo ha avuto fino adesso 19 lavori come attore in Cinema e TV (e molti altri come attore teatrale) e 1 come soggettista.

Oggigiorno, lui sta filmando Me Late Chocolate, che sarà messo in circolazione nel 2012.

Osvaldo è anche un DJ. E ha già lavorato in molti nightclub di Ciudad de México.

Ultimamente, ha lavorato di più come regista di pubblicità e di alcuni video musicali.

WICCA CRISTÃ: A MISTURA IMPOSSÍVEL

Bom, eu vou dizer mais uma coisinha sobre algo que eu vi há alguns dias aí pela rede...

Alguns sites (não muitos, mas alguns) aparecem mencionando um... grupo religioso (não deixa de ser isso) que simplesmente não tem como ser uma forma de Wicca, como eles defendem: uma coisa chamada “Wicca Cristã”.

Como vocês sabem, eu não sou praticante da Wicca. Sou praticante do Candomblé. Mas conheço a Wicca o suficiente pra saber que é impossível fazer uma mescla dela com o Cristianismo.

Vamos ver 7 razões que impedem essa mescla:

1

Aos olhos da Wicca, o Divino Masculino pode ficar abaixo ou no máximo ao lado do Divino Feminino. Mas nunca acima.

Aos olhos do Cristianismo, Jeová, que é o Divino Masculino, está acima de tudo o que existe, existiu e existirá. Embora alguns grupos cristãos reconheçam Maria como o expoente máximo do Divino Feminino, ainda assim ela é sempre vista como inferior a Jeová.

2

Aos olhos da Wicca, os deuses já estão presentes no Fogo, na Água, no Ar e na Terra. Pra chegar até eles, basta se conectar com esses elementos.

Aos olhos do Cristianismo, o deus deles fica num plano incompreensivelmente mais elevado do que aqui e, se a pessoa viver uma vida de privações e auto-repressões, talvez ela consiga chegar até esse deus quando morrer. E mesmo assim, isso não é garantido (de acordo com a Bíblia deles, “muitos serão chamados, mas poucos serão escolhidos.”).

3

Aos olhos da Wicca, o ser humano deve se conectar com a Natureza.

Aos olhos do Cristianismo, a Natureza nem tem muita importância. Mas, quando é mencionada, é lembrada como algo que deve simplesmente servir aos interesses humanos.

4

Aos olhos da Wicca, se qualquer pessoa toma uma atitude negativa, ela própria é a principal responsável pelos seus atos.

Aos olhos do Cristianismo, se um cristão toma uma atitude negativa, a culpa não é dele, mas sim do diabo. Frequentemente, você ouve um cristão dizendo alguma coisa do tipo “Quando eu fiz aquilo, não era eu que estava ali. Era o diabo que estava me tentando.”.

5

Aos olhos da Wicca, nenhum prazer físico é pecado.

Aos olhos do Cristianismo, todas as coisas que produzem prazer físico são pecados: quem come só por prazer e sem ter fome está cometendo pecado da gula, quem se deita só por prazer e sem sono está cometendo o pecado da preguiça, quem faz sexo só por prazer e sem a intenção de ter filhos está cometendo o pecado da luxúria...

6

Aos olhos da Wicca, o sexo simplesmente faz parte do corpo humano. E pode inclusive fazer parte da conexão da pessoa com a Natureza, assim como comer, beber, respirar, dormir, sonhar... Não tem nada de pecado.

Aos olhos do Cristianismo, o sexo é sempre visto como feio, sujo e mal. A não ser quando é usado pra consumar o casamento e com a intenção de ter filhos. Vamos lembrar que os próprios órgãos sexuais são considerados partes impuras do corpo por alguns grupos cristãos. E o próprio batismo de crianças é usado como uma forma de exorcizar a criança, já que ela nasceu do encontro de um pênis com uma vagina (que os cristãos chamam de “pecado original”).

7

Aos olhos da Wicca, qualquer religião é válida. Desde que a própria pessoa, seguindo o seu próprio livre arbítrio, por livre e espontânea vontade, tenha decido se tornar membro daquela religião. E não seguir religião nenhuma também é válido, desde que a própria pessoa, seguindo o seu próprio livre arbítrio, por livre e espontânea vontade, tenha decido não ter religião nenhuma.

Aos olhos do Cristianismo, o livre arbítrio da pessoa não conta. Ela simplesmente tem que virar cristã e acabou. Se não, ela vai pro Inferno.

Acho que até aí já dá pra ver que a Wicca e o Cristianismo são princípios que não têm como ser praticados juntos.

As pessoas que são praticantes da assim chamada “Wicca Cristã” tão mais pra cristãs, de um grupo alternativo do Cristianismo, do que pra pagãs. Creio que qualquer pagão pode confirmar isso.

Bom, nem vou traduzir isso pra outras línguas, porque foi só um comentário que eu quis fazer.

Até mais!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

CHEGOU A HORA DE FALAR SOBRE AS DIVINDADES DO CANDOMBLÉ

Oi!!!

Como eu mencionei em Fevereiro, eu voltei pro Candomblé, depois de ter ficado alguns anos afastado. E como eu disse lá, vocês não vão encontrar nenhuma tentativa de conversão proselitista da minha parte dirigida a ninguém. Sendo candomblecista, eu sou pagão. E sendo pagão, eu não posso ser proselitista: o proselitismo é completamente contrário à ética pagã.

Mas quem me acompanha há mais de 1 ano sabe que posts mencionando assuntos ligados ao paganismo são relativamente comuns nos meus blogs (até porque os grupos pagãos não são homofóbicos). E desde o início do ano passado, em todos os meses, eu fiz posts sobre divindades do Helenismo, da Wicca e do Druidismo.

Assim, da mesma forma que era antes, agora chegou a hora de fazer posts sobre as divindades do Candomblé. E provavelmente vão acabar sendo posts um pouco maiores do que os outros simplesmente porque aqui eu conheço melhor o assunto.

É importante destacar que o Candomblé aceita pessoas homossexuais e bissexuais como praticantes numa boa. E não tem aquela:

“Ah! Mas a minha religião também aceita, desde que a pessoa concorde em passar o resto da vida sem sexo.”

No Candomblé você pode ter seja lá o tipo de sexualidade que for (homossexual, bissexual ou heterossexual) e continuar tendo vida sexual ativa ou, POR VONTADE PRÓPRIA SUA, passar a viver sem sexo se você quiser. É o seu livre arbítrio que manda e em nenhum desses casos você passa a ser menos candomblecista.

Se os deuses e deusas do Candomblé (os orixás) quiserem você perto deles, eles vão encontrar uma forma de chegar até você, não importa em que parte do Mundo você esteja. Mas O MAIS IMPORTANTE: eles apenas se mostram a você; eles não se impõem a você. Depois que eles se fazem conhecer por você, é você, pelo seu livre arbítrio, que decide se vai ou não seguir esses deuses e deusas. E o que você decidir, eles vão aceitar.

A conversão a essa religião tem que ser voluntária, com a pessoa querendo se converter por vontade própria. A conversão forçada, que é algo comum de se ver em alguns grupos cristãos, não é aceita pelas divindades do Candomblé.

Por falar nas divindades, é importante lembrar que o Candomblé não diz que todas as divindades são iguais. É sempre mencionado, com bastante clareza, que existe 1 única Divindade Suprema, que fica acima de tudo o que existe, inclusive das outras divindades.

Muita gente de religiões monoteístas pergunta:

“Mas se existe uma Divindade Suprema, por que Ele/Ela permite que existam outras divindades abaixo Dele/Dela?”

Bom, aí vamos ter que fazer a mesma pergunta em relação a tudo mais que existe, né? Por que Ele/Ela permite que existam vários seres humanos, e não 1 só? Por que Ele/Ela permite que existam vários animais, e não 1 só? Por que Ele/Ela permite que existam vários vegetais, e não 1 só? Por que Ele/Ela permite que existam várias montanhas, e não 1 só? Por que Ele/Ela permite que existam vários planetas, e não 1 só?

Dá no mesmo, né? É uma questão de lógica.

Se Ele/Ela permite que existam vários indivíduos do mesmo grupo abaixo Dele/Dela, o que impede que Ele/Ela permita que também existam outras divindades abaixo Dele/Dela?

Outra coisa: os grupos catolicizados do Candomblé geralmente tentam impor a essa religião um caráter monoteísta, por causa da influência que sofreram do Catolicismo Romano. Então, eles implicam um pouco com a expressão “deuses e deusas”. Eles dizem que a única divindade que pode ser chamada de “Deus” é a Divindade Suprema e que essa palavra não pode ser usada pra definir as outras divindades. Mas, como eu disse, isso é influência do Catolicismo Romano. Não tem nada a ver com as raízes africanas do Candomblé.


Quanto à personalidade, cada divindade tem a sua. Não é preciso se informar muito sobre o Candomblé pra saber que cada divindade está associada a 1 ou vários fenômenos da Natureza. E a personalidade da divindade condiz com o fenômeno da Natureza ao qual ela está associada.

No Brasil, o Candomblé não teve fundadores, mas sim organizadores: o Pierre Verger, o Joãozinho da Goméia, a Menininha do Gantois... Sendo que, a meu ver, o que fez um trabalho de organização mais consistente sobre as tradições do Candomblé foi o Pierre Verger.

Mas enfim: todas essas pessoas foram simplesmente seres humanos, tão humanos quanto qualquer outro. Mas, através das escolhas que eles fizeram ao longo da vida, conseguiram conhecer melhor os deuses e deusas do Candomblé e, consequentemente, conseguiram se aproximar mais deles.

Mas foram seres humanos, que não tinham nenhuma autoridade infalível sobre a religião como um todo, que não podiam excomungar ninguém e que não podiam proibir ninguém de ser membro do Candomblé.

Como se vê, se dá às personalidades importantes do Candomblé um enfoque bem diferente do enfoque que os judaico-cristãos dão aos profetas deles (o Moisés, o Paulo de Tarso, o Maomé...). Pois eles acham que esses profetas foram inspirados por um deus único que quer impor um caminho único a toda a Humanidade. Então, os judaico-cristãos não têm o direito de discordar do que esses profetas ditaram como o certo.

Mas quem gosta de viver dessa forma e fazendo parte das religiões judaico-cristãs que continue lá. Não tenho nada com isso. O que é de gosto é regalo da vida.

Por falar nas personalidades do Candomblé, os direitos sacerdotais nessa religião são iguais entre homens e mulheres: uma mulher pode ser sacerdotisa (ialorixá) no mesmo peso e na mesma medida em que um homem pode ser sacerdote (babalorixá).

Bom, feita essa pequena introdução, abaixo desse post aqui tá o 1º post sobre divindades do Candomblé.

E eu repito que não vai aqui nenhuma tentativa da minha parte de converter ninguém à minha religião, mas sim de divulgar o Candomblé, assim como eu já divulguei outros grupos religiosos pagãos e não-homofóbicos.

EXU e IANSÃ

EXU


Essa é sem dúvida a divindade do Candomblé mais mal vista pela maioria das pessoas. Por 2 motivos básicos: 1º, algumas pessoas associam Exu ao diabo do Cristianismo (em Fevereiro eu fiz um post aqui no blog que explica isso); e 2º, Exu é o deus que fica abaixo de todos os outros deuses e deusas (na hierarquia divina do Candomblé, existem 3 níveis: Oxalá fica no 1º nível, acima de todas as outras divindades; Exu fica no 3º nível, abaixo de todas as outras divindades; e as outras divindades todas ficam no 2º nível, abaixo de Oxalá e acima de Exu).

É preciso lembrar também que Exu é uma divindade ligada ao sexo e à feitiçaria. E divindades com essas características, sejam elas da religião que forem, são as mais mal vistas pela mentalidade cristã.

Os mitos originais africanos parecem mostrar que ele é realmente um deus interesseiro, vaidoso e que às vezes toma atitudes que não podem ser seguidas como exemplos. Mas não tem nada a ver com uma divindade perversa que instiga os mortais a cometerem sacrilégios, como é descrito o diabo do Cristianismo.

Não se pode começar nenhum ritual do Candomblé sem Exu. Primeiro se faz um louvor a ele (que pode até ser um louvor simples, em voz alta) e só depois disso se segue com o resto do ritual.

Os mitos atribuem a esse deus o poder de criar chuvas se for invocado pra isso. Mas a pessoa que pede por isso tem que especificar muito bem que quer receber apenas chuvas BENÉFICAS no momento em que faz o pedido a Exu. De outro modo, ele pode mandar chuvas tanto benéficas quanto maléficas misturadas e fora de ordem.

Aliás, sempre que se pede alguma coisa a Exu, tem que se especificar o que se pretende dar a ele em troca. Ou seja, na hora do pedido, a pessoa tem que falar em voz alta que vai dar aquela coisa específica em troca, mas nada além daquilo.

E ainda que a intenção seja não dar nada a ele em troca, na hora do pedido a pessoa também tem que falar em voz alta que não pretende dar nada em troca.

Se a pessoa não especificar que não pretende dar uma determinada coisa, Exu pode acabar cobrando essa coisa depois.

Também é sempre bom especificar um limite de tempo pra que ele conceda o que a pessoa pediu. De outro modo, ele pode acabar só concedendo aquilo anos depois, quando a pessoa nem tem mais interesse no assunto. E aí ainda vai cobrar o que a pessoa prometeu em troca.

Por tudo isso, numa promessa feita a Exu, você deve sempre dizer com extrema clareza o que você quer e o que você não quer, o que você vai dar ou não a ele em troca e quanto tempo você vai esperar até que ele conceda aquilo a você.

Outra coisa: NUNCA se pode deixar de dar a ele o que foi prometido. Portanto, não prometa nada que esteja fora do seu alcance.

Exu é uma divindade com interesses muito humanizados. Então, os melhores presentes pra ele são objetos bonitos e de valor ou simplesmente que estejam associados a algum tipo de prazer físico. Mas não é bom deixar oferendas assim em florestas, rios ou praias, pois elas acabam poluindo a Natureza. O mais indicado é deixar numa encruzilhada. Se o lixeiro levar depois, não tem problema: você já cumpriu a sua parte fazendo a oferenda.

É interessante lembrar que, quando se faz um pedido a Exu relacionado a sexo, pelos motivos já referidos, também se deve falar muito especificamente o que se quer, o que não se quer, o que ele vai e o que ele não vai receber em troca se atender ao pedido e quanto tempo a pessoa pretende esperar. E por ele ser o deus do sexo, menos um motivo pra falar o pedido com frases indiretas ou ficar com vergonha de falar de forma direta. Seja sempre o mais objetivo possível ao falar com essa divindade.

Quando Exu quer castigar alguém, geralmente ele provoca incêndios ou discussões verbais que vão se tornando mais acaloradas até terminarem em agressões físicas sérias.

Eshu is undoubtedly the Candomble deity worst seen by most of the people. For 2 basic reasons: 1st, many people believe he is the devil of Christianism; 2nd, he is the god who stays under all the other gods and goddesses. You see: Candomble has a 3 leveled divine hierarchy. Obatala stays at the 1st level, over all the other deities. Eshu stays at the 3rd level, under all the other deities. And the other gods and goddesses stay at the 2nd level, under Obatala and over Eshu.

I have to remind you Eshu is a deity connected to sex and sorcery. And deities of this kind are often the deities worst seen by christian people.

The original African myths seem to show that he is actually a selfish and vain god. And some of his pieces of behavior can not be taken as examples. But for sure he is not an evil deity who instigates mortals to commit sacrileges (THIS ONE would be the devil of Christianism, isn’t it?).

You may not start any Candomble ceremony without Eshu. First, you have to honor him (it can be a simple praise, aloud) and only after that you may go ahead with the ceremony.

The myths attribute to this god the power of creating rain if someone begs him that. But the person who begs it from Eshu has to specify that he only wants to receive beneficial rains when he talks to the god. Otherwise, Eshu can send beneficial and harmful rains at the same time.

By the way, whenever you beg anything from Eshu, you have to specify what you will give him in return. But you have to speak aloud you will give him that specific thing and only that.

And if you intend giving him nothing, you also have to speak that aloud. Because if you don’t say you will not give him a specific thing, he is supposed to charge it from you later.

You also have to specify how long you will wait for what you want. Otherwise Eshu can give you that only years later. And then he will still want from you what you’ve promised him in return.

You see: you always have to say very clearly what you want and what you do not want, what you will or will not give him in return and how long you will wait until he give it to you.

And the most important: you may NEVER stop giving him what’s been promised. So do not promise him anything you can not give him.

Eshu is a deity with very physical interests. So, the best gifts for him are beautiful objects or things associated with some kind of physical pleasure. The most suitable place to leave his gifts are the crossroads. If a garbage worker gets the gift later, no problem. You did your job when you left the gift there.

If you beg him something about sex you also have to say very clearly what you want, what you don’t want, what you will give him in return, what you will not give him and how long you will wait. And don’t forget he is the god of sex. Then, don’t feel ashamed to speak clearly to him about that. Be always as objective as possible when you talk about sex with this deity.

When Eshu wants to punish someone, he usually causes a fire or verbal discussions which become more and more aggressive until it ends in serious physical aggressions.

Eshu es sin duda la divinidad del Candomblé más mal vista por la mayoría de la gente. Por 2 motivos: el primero es que mucha gente cree que él es el diablo del Cristianismo; el segundo es que él es el dios que se queda bajo todos los otros dioses y diosas. El Candomblé tiene una jerarquía divina de 3 niveles: Obatalá Se queda en el primer nivel, arriba todas las divinidades; Eshu se queda en el tercer nivel, bajo todas las divinidades; y todos los otros dioses y diosas se quedan en el segundo nivel, bajo Obatalá y arriba Eshu.

Vamos a recordar que Eshu es una divinidad conectada con el sexo y la hechicería. Y las deidades de este tipo son a menudo los dioses más mal vistos por los cristianos.

Los mitos africanos originales parecen demostrar que él es realmente un dios egoísta y vanidoso. Y algunas veces su conducta no puede ser tomada como ejemplo. Sin embargo, él no es una deidad maligna que instiga a los mortales a cometer sacrilegios (ESTE es que sería el diablo del Cristianismo, ¿no?).

No se puede comenzar cualquier ceremonia del Candomblé sin Eshu. En primer lugar, se tiene que hacer un honor a él (puede ser un honor simple, en voz alta) y sólo después de eso se puede seguir adelante con la ceremonia.

Los mitos atribuyen a este dios el poder de la creación de la lluvia si alguien lo pide a él. Pero la persona que lo pida a Eshu tiene que especificar que sólo desea recibir lluvias beneficiosas cuando habla con el dios. De lo contrario, Eshu puede enviar tanto las lluvias beneficiosas como las perjudiciales al mismo tiempo.

A propósito, cada vez que se pide algo a Eshu, se tiene que especificar lo que se le dará en cambio. Pero la persona hay que hablar en voz alta que le dará aquella cosa específica y nada más.

Y si la persona no tiene la intención de darle nada, también hay que hablarlo en voz alta. Porque si la persona no dice que no le daré una cosa específica, él puede querer esa cosa en el futuro.

La persona también tiene que especificar cuanto tiempo va a esperar lo que desea. De lo contrario, Eshu puede darle la cosa sólo años más tarde. Y todavía va a exigir lo que la persona le prometió en cambio.

Siempre hay que se decir muy claramente lo que se quiere y lo que no se quiere, lo que se le dará o lo que no se le dará en cambio y cuanto tiempo se va a esperar hasta que él dé lo que se desea.

Y lo más importante: no se puede NUNCA dejar de darle lo que se le ha prometido. Por lo tanto, no se puede prometerle nada que no se le pueda dar.

Eshu es una deidad con intereses muy físicos. Por lo tanto, los mejores regalos para él son objetos preciosos o cosas asociadas con algún tipo de placer físico. El lugar más adecuado para dejar sus regalos es el cruce de caminos. Si un barrendero lleva el presente más tarde, no hay problema. La persona hizo su parte cuando dejó la ofrenda allá.

Si la persona le pide algo sobre sexo también hay que decir muy claramente lo que quiere, lo que no quiere, lo que se le dará en cambio, lo que no se le dará y cuanto tiempo se va a esperarlo. Y no vamos a olvidar que él es el dios del sexo. Así, no te sientas avergonzado de hablar claramente con él sobre eso. Sé siempre lo más objetivo posible en el momento de hablar de sexo con esta deidad.

Cuando Eshu quiere castigar a alguien, en general provoca incendios o discusiones verbales que se hacen más y más agresivas hasta que terminan en agresiones físicas graves.

Eshu è senza dubbio la divinità del Candomblé peggiore vista dalla maggior parte della gente. Per 2 motivi: primo, molta gente crede che lui e il diavolo del Cristianesimo sono la stessa cosa; e secondo, lui è il dio che rimane sotto gli altri dei e dee tutti quanti. Il Candomblé ha una gerarchia divina di 3 livelli. Obatala rimane al primo livello, sopra le altre divinità. Eshu rimane al terzo livello, sotto le altre divinità. E gli altri dei e dee tutti quanti rimangono al secondo livello, sotto Obatala e sopra Eshu.

Devo ricordarvi che Eshu è una divinità legata al sesso e alla stregoneria. E le divinità di questo tipo sono le più rifiutate dai cristiani.

I miti originali africani sembrano dimostrare che lui è veramente un dio egoista e vanitoso. E alcune volte il suo comportamento non può essere usato come esempio. Ma è certo che lui non è una divinità malvagia che istiga i mortali a commettere sacrilegi (e QUESTO sarebbe il demonio del Cristianesimo, non è vero?).

Non si può cominciare nessuna cerimonia del Candomblé senza Eshu. Prima, c’è bisogno di onorarlo (può essere una lode semplice, ad alta voce), e solo dopo questo si può andare avanti con la cerimonia.

I miti attribuiscono a questo dio il potere di creare la pioggia, se qualcuno lo chiede a lui. Ma la persona che lo chiede a Eshu deve specificare che vuole solo ricevere piogge benefiche quando parla con il dio. Altrimenti, Eshu può inviare piogge che fanno bene e male allo stesso tempo.

A proposito, ogni volta che uno prega qualsiasi cosa da Eshu, deve specificare quello che gli darà in cambio. Ma ha bisogno di parlare ad alta voce che gli darà quella cosa specifica e solo quello.

E se ha l’intenzione di non dargli nulla, deve anche dirlo ad alta voce. Perché se non si dice che lui non riceverà una cosa specifica, è quasi certo che lui volerà questa cosa un giorno.

Uno deve anche specificare per quanto tempo aspetterà quello che vuole. Altrimenti Eshu può darlo soltanto anni dopo. E lui ancora volerà dalla persona quello che ha promesso a lui in cambio.

C’è sempre bisogno di dire molto chiaramente quello che si vuole e quello che non si vuole, quello che si darà o non si darà a lui in cambio e per quanto tempo si aspetterà quello che si vuole.

E il più importante: non si può MAI negare a lui ciò che è stato promesso a lui. Quindi, non promettere nulla a lui che tu non possa dargli.

Eshu è una divinità con interessi molto umani. Così, i migliori regali per lui sono oggetti belli o cose associate a qualche tipo di piacere fisico. Il migliore posto per lasciare i suoi regali sono gli incroci. Se qualche spazzino porta via questo regalo dopo, non c’è problema. Se uno ha lasciato il regalo lì, ha già fatto la sua parte.

Se la persona vuole qualcosa associata a sesso, deve anche dire molto chiaramente quello che vuole, quello che non vuole, quello che darà a lui in cambio, quello che non darà a lui e quanto tempo aspetterà. E non dimenticare che lui è il dio del sesso. Così, si deve parlare chiaramente con lui di questo. Uno ha bisogno di essere sempre il più obiettivo possibile quando parla di sesso con questa divinità.

Quando Eshu vuole punire qualcuno, provoca alcune volte qualche incendio e altre volte una discussione verbale che diventa sempre più aggressiva e finisce con aggressioni fisiche gravi.


IANSÃ


Originalmente, ela era a deusa de um rio da Nigéria, conhecido como Rio Oiá (é quase certo que se trata do Rio Níger). E por isso mesmo, é uma deusa também conhecida pelo nome de Oiá.

O nome Iansã, de significado ainda não muito claro até os dias de hoje, quer dizer “Mãe de... (alguma coisa que ainda não foi bem traduzida)”. E mostra exatamente que ela é a deusa da maternidade.

O principal centro do culto dela parecia ser a cidade de Irá, nas proximidades do Rio Oiá.

Ela é muito lembrada no Brasil principalmente como deusa dos fenômenos meteorológicos.

Em alguns grupos do Candomblé, Iansã é louvada também como a deusa da morte. Assim, quando um candomblecista morre, é ela quem recolhe o espírito da pessoa. E nos rituais em que alguém quer se comunicar com uma pessoa que já morreu, ela geralmente é a divindade que recebe mais destaque.

Os seguidores dessa deusa não podem comer carne de carneiro. E embora os mitos deem explicações diferentes pra essa proibição, essa é uma das tradições mais mencionadas no culto dela.

Iansã é geralmente mencionada como uma das 3 esposas de Xangô, ao lado de Oxum e Obá. Entretanto, embora os mitos descrevam Oxum e Obá lutando eternamente uma contra a outra pra disputar o amor e a predileção de Xangô, Iansã costuma ser descrita sem dar muita importância ao casamento. Ela é mais mencionada tratando Xangô como um parceiro de luta e de aventuras, e não como um marido do qual ela quer chamar a atenção.

Os mitos deixam claro que, num casamento, o que importa pra Iansã são os filhos, e não o marido.

Embora Xangô seja lembrado como o deus capaz de cuspir fogo, Iansã também é lembrada como tendo esse poder.

Vários mitos também mencionam um romance entre ela e Ogum, que costuma ser mencionado como o pai de 9 filhos dela. Mas os mitos não dizem com clareza se essa relação foi antes, durante ou depois do casamento de Iansã com Xangô.

De qualquer forma, como Xangô e Ogum são deuses rivais, essa rivalidade é explicada por algumas tradições como o ciúme dos 2 por Iansã.

Simplificando, ela é uma deusa guerreira que costuma andar junto com outros deuses guerreiros passando por aventuras. Mas que também não deixa de ir na defesa dos filhos quando é necessário.

Pacífica em condições normais, Iansã costuma responder com violência quando se enfurece.

Os mitos deixam claro que ela deixa seus protegidos viverem por si sós. Mas se for invocada como um pedido de proteção, ela nunca deixa de ir proteger eles.

A melhor forma de invocar Iansã é esfregando 2 símbolos dela um no outro.

Os melhores momentos pra invocar ela por motivos relacionados à maternidade são o período de lua-crescente e o 1º dia da Primavera (quando as energias da maternidade fluem com mais força na Natureza), por motivos ligados aos fenômenos meteorológicos é o 1º dia de Verão (estação em que as tempestades são mais frequentes) e por motivos relacionados à morte são o período de lua-nova e o 1º dia de Inverno (quando as energias da morte fluem com mais força na Natureza).

Como Iansã, em sua essência, é a deusa de um rio, as oferendas feitas a ela devem ser preferencialmente lançadas às águas de algum rio. E por isso, têm que ser oferendas biodegradáveis. As mais indicadas são os frutos de dendê, o mais frescos possível. Mas na ausência deles, pode ser outra fruta parecida.

Originally, Iansan was the goddess of a river of Nigeria. It was called Oya River (it’s almost sure that it was the Niger River). And because of that Iansan is also known as Oya.

The meaning of the name Iansan is still not very clear to this day. It means “Mother of...”. Anyway, this name shows she’s the goddess of motherhood.

The main center of her worship is supposed to have been Ira, a town near the Oya River.

Iansan is seen in Brazil primarily as the goddess of weather.

In some Candomble groups, she is worshipped also as the goddess of death. Then, when a candomblecist dies she is the deity who collects this person’s spirit. And she is also the deity primarily worshipped when someone celebrates a ritual to communicate with a deceased person.

Iansan’s followers may not eat mutton. And although the myths give different explanations for this prohibition, this is one of the most mentioned traditions in her worship.

She is often mentioned as one of 3 wives of Shango, alongside Oshun and Oba. But while Oshun and Oba are mentioned fighting against each other endlessly to compete for Shango’s love, Iansan is often described without giving much importance to her marriage. She sees Shango much more as a partner in her fights and adventures than as a husband who she wants to love her.

The myths show clearly that Iansan’s children are much more important for her than a husband.

Shango is seen as the great god able to spit fire from his mouth. But Iansan is mentioned with the very same power.

Several myths mention a love affair between Iansan and Ogoun and tell 9 children were born from them. But the myths don’t tell clearly if this affair happened before, during or after Iansan’s marriage with Shango.

Anyway, Shango and Ogoun are usually seen as rival gods. And some traditions say it’s just because of Iansan.

Simply put, she is a warrior goddess who often stays together with other warrior gods to look for adventures. But she will always defend her children when needed.

Iansan is pacific in normal conditions. But she usually responds with violence when angered.

The myths make it clear that she keeps her protected mortals live by themselves. But when they call her for protection, she always goes in their defense as fast as she can.

The best way to call Iansan is holding 2 of her symbols and rubbing one on the other.

The best moments to call her for reasons related to motherhood are the crescent-moon period and the 1st day of Spring (when the energies of motherhood in Nature are stronger), for reasons related to weather is the 1st day of Summer (the season when the storms are more frequent), and for reason related to death are the new-moon period and the 1st day of Winter (when the energies of death in Nature are stronger).

As Iansan was basically the goddess of a river, her offerings are preferentially to be thrown into rivers. And so they must be biodegradable offerings. Palm fruits are the best in this case. But if you can’t find palm fruits, you can use other fruits as similar as possible to them.

Originalmente, Iansán era la diosa de un río de Nigeria. Se llamaba Río Oyá (es casi cierto que era el Río Níger). Y propiamente por eso Iansán también es conocida como Oyá.

El significado del nombre Iansán todavía no es muy claro. Significa “Madre de...”. Como sea, este nombre muestra que ella es la diosa de la maternidad.

El principal centro de su culto se supone que fuera Irá, una ciudad cerca del Río Oyá.

Iansán es vista en Brasil principalmente como la diosa de los fenómenos meteorológicos.

En algunos grupos del Candomblé, ella es vista también como la diosa de la muerte. Así, cuando un candomblecista se muere ella es la deidad que recoge el espíritu de esta persona. Y ella es también la deidad adorada principalmente cuando alguien celebra un ritual para comunicarse con una persona fallecida.

Los seguidores de Iansán no pueden comer carne de carnero. Y aunque los mitos den diferentes explicaciones para esta prohibición, esta es una de las tradiciones más mencionadas en el culto de esa diosa.

Ella es a menudo mencionada como una de las 3 esposas de Changó, junto a Oshun y Obbá. Pero mientras que Oshun y Obbá son mencionadas luchando eternamente una contra la otra por el amor de Changó, Iansán es mencionada a menudo sin dar mucha importancia a su matrimonio. Ella ve a Changó mucho más como un amigo en sus peleas y aventuras que como un marido que puede darle amor.

Los mitos muestran claramente que los hijos de Iansán son mucho más importantes para ella que un marido.

Changó es visto como el gran dios capaz de escupir fuego por la boca. Pero Iansán es mencionada con el mismo poder.

Varios mitos mencionan una historia de amor entre Iansán y Oggun y dicen que 9 hijos nacieron de esa relación. Pero los mitos no dicen claramente si tal relación sucedió antes, durante o después del matrimonio de Iansán con Changó.

Como sea, Changó y Oggun son vistos como dioses rivales. Y algunas tradiciones dicen que eso se debe a la situación con Iansán.

En pocas palabras, ella es una diosa guerrera, que a menudo se queda junto con otros dioses guerreros en busca de aventuras. Pero ella siempre va a defender a sus hijos cuando es necesario.

Iansán es pacífica en condiciones normales. Pero generalmente responde con violencia cuando se queda furiosa.

Los mitos dejan claro que ella deja que sus seguidores vivan por ellos mismos. Pero cuando llaman por su protección, ella siempre va en su defensa lo más rápido que pueda.

La mejor manera de llamar Iansán es tener en manos 2 de sus símbolos y frotarlos uno sobre el otro.

Los mejores momentos para llamarla por razones relacionadas con la maternidad son el período de luna creciente y el primer día de la Primavera (cuando las fuerzas de la maternidad están más presentes en la Naturaleza), por razones relacionadas con los fenómenos meteorológicos es el primer día del Verano (cuando empieza la época de las tormentas más frecuentes) y por razones relacionadas con la muerte son el período de luna nueva y el primer día del Invierno (cuando las fuerzas de la muerte están más presentes en la Naturaleza).

Como Iansán era básicamente la diosa un río, sus ofrendas preferentemente deben ser lanzadas en ríos. Y por lo tanto, tienen que ser ofrendas biodegradables. Las mejores ofrendas en ese caso son los frutos de palma aceitera. Pero si no logras a encontrar esos frutos, puedes utilizar otros, desde que sean lo más semejantes posible a ellos.

In origine, Iansa era la dea di un fiume della Nigeria. Si chiamava Fiume Oyá (è quasi certo che era il Fiume Niger). E per questo, Iansa è anche conosciuta come Oyá.

Il significato del nome Iansa non è ancora molto chiaro. Significa “Madre di...”. Comunque sia, questo nome indica che lei è la dea della maternità.

Si suppone che il principale centro del suo culto era Irà, una città vicino al Fiume Oyá.

In Brasile, si vede Iansa principalmente come la dea dei fenomeni meteorologici.

In alcuni gruppi del Candomblé, lei è venerata anche come dea della morte. Così, quando un candomblecista muore lei è la divinità che raccoglie lo spirito di questa persona. E lei è anche la principale divinità venerata quando qualcuno celebra un rituale per comunicarsi con una persona morta.

I sudditi di Iansa non possono mangiare carne di montone. E i miti ci mostrano spiegazioni diverse per questo divieto, ma questa è una delle tradizioni più citate nel culto di questa dea.

Si parla spesso di lei come una delle 3 mogli di Shango, insieme a Oshun e Obá. Ma mentre si parla di Oshun e Obá combattendo una con l’altra per l’amore di Shango, si parla di Iansa come una dea che non da molta importanza al suo matrimonio. Lei vede Shango più come un partner nelle sue lotte e avventure che come un marito che potrebbe amarla.

I miti mostrano chiaramente che i figli di Iansa sono molto più importanti per lei che un marito.

Si parla di Shango come il grande dio che può sputare fuoco dalla bocca. Ma si parla di Iansa con questo stesso potere.

Molti miti parlano di una storia d’amore tra Iansa e Ogun e raccontano che 9 figli sono nati da loro. Ma i miti non raccontano chiaramente se questa relazione è successa prima, durante o dopo il matrimonio di Iansa con Shango.

Comunque sia, si parla quasi sempre di Shango e Ogun come 2 dei rivali. E alcune tradizioni raccontanno che questo è solo dovuto alla situazione con Iansa.

In poche parole, lei è una dea guerriera che rimane spesso insieme ad altri dei guerrieri in cerca di avventure. Ma lei difende sempre i suoi figli quando è necessario.

Iansa è pacifica in condizioni normali. Ma lei di solito risponde con la violenza quando diventa furiosa.

Lei lascia che i suoi sudditi vivano per sé stessi. Ma quando la chiamano volendo protezione, lei va sempre in loro difesa il più veloce che può.

Il modo migliore per chiamare Iansa è strofinare 2 dei suoi simboli uno sull’altro.

I momenti migliori di chiamarla per motivi legati alla maternità sono il periodo di luna crescente e il primo giorno della Primavera (quando le energie della maternità sono più forti in Natura), per motivi legati ai fenomeni meteorologici è il primo giorno dell’Estate (la stagione in cui le tempeste sono più frequenti) e per motivi legati alla morte sono il periodo di luna nuova e il primo giorno dell’Inverno (quando le energie della morte sono più forti in Natura).

Come Iansa era fondamentalmente la dea di un fiume, quello che si da a lei deve essere preferenzialmente gettato nei fiumi. E così i regali per lei devono essere delle cose biodegradabili. I frutti della palma da olio è il migliore regalo per lei. Ma se non riesci a trovare questi frutti, è possibile utilizzare altri tipi di frutto, a condizione che siano il più possibile simili a quegli altri.