sexta-feira, 29 de julho de 2011

A TÁTICA DOS 6 MESES

Oi!!!

O site de utilidade pública que eu vou linkar aqui esse mês é o do Disque-Denúncia. Lá vai:

http://www.disquedenuncia.org.br/

Quem não conseguir acessar o site por algum motivo, pode também usar o telefone deles:

2253-1177

Você pode entrar em contato com o Disque-Denúncia pra expor qualquer tipo de crime do qual você tenha tomado conhecimento. Inclusive, crimes de homofobia. O anonimato é garantido.

Bom, como hoje eu vou falar sobre outro assunto que é pelo menos mais comum de se ver na sociedade brasileira, esse vai ser outro post só em Português.

Em Março, eu fiz um post aqui no qual ensinei a tática dos 15 minutos, que você pode usar pra se livrar dos malas sem alça que você encontra no ambiente profissional e no ambiente familiar.

Hoje, eu vou ensinar a tática dos 6 meses, que é usada pra se livrar de um tipo específico de mala sem alça: as mulheres maternalóides.

Pra que vocês entendam melhor do que eu tô falando, vou dar alguns exemplos:

Uma mulher maternalóide é aquela que, na 2ª vez em que vai na sua casa (ou mesmo ainda na 1ª), já vai abrindo a sua geladeira pra falar que tá faltando isso e que você tem que comprar aquilo, já vai entrando no seu quarto e abrindo a porta do armário pra dizer como é que você tem que arrumar as suas roupas, já vai dando palpite em como é que você tem que decorar a sua sala... Mesmo que ela não tenha intimidade nenhuma com você, ela já chega se posicionando dessa forma.

Bom, eu já vi gay que, quando foi tratado assim por uma mulher, disse que se sente “compreendido e aconchegado” (SIC)... Bom, o que eu posso dizer? Gosto é gosto, né? O que é de gosto é regalo da vida. Mas eu posso dizer que EU quero distância de criaturas assim. Porque eu sei que, se eu não rejeitar isso desde o início, poucas semanas depois essa coisa já tá me ligando todo dia, querendo controlar o funcionamento da minha casa e querendo saber o que eu fiz e o que eu deixei de fazer durante o dia.

Continuando a explicação do que é uma mulher maternalóide, outro exemplo bastante comum que a gente vê desse tipo de mulher é nos bares, quando um homem que é casado com uma mulher assim comete o erro de levar ela ao bar...

Do nada, ela chega pro marido e fala:

“Ai, meu filho! Essa já é a 2ª cerveja que você bebe!”

E 2 minutos depois, ela fala:

“Ai, meu filho! Você tá botando muito ketchup nesse salgadinho!”

Mais 2 minutos depois, ela olha pra alguém que tá lá do outro lado do bar, chega pro marido e fala:

“Olha o cabelo daquele cara! Se isso é cabelo pra vir a um bar!”

Mais 2 minutos depois, ela chega pro marido e fala:

“Ai, meu filho! Esse salgadinho tá muito gorduroso pra você!”

Mais 2 minutos depois:

“Olha a roupa daquela garota! Se isso é jeito de alguém se vestir!”

Mais 2 minutos depois, ela se vira de novo pro marido e fala:

“Ai, meu filho! Você tá comendo muito rápido!”

Mais 2 minutos depois:

“Olha o jeito como aquele cara se senta! Se isso é jeito de alguém se sentar!”

Mais 2 minutos depois, o marido tá ouvindo:

“Ai, meu filho! Você tá botando muito açúcar no café!”

Bom, se o cara foi ao bar pra descansar, relaxar e conversar com os amigos, acho que vai ficar um pouco impraticável descansar só por 5 minutos que seja com esse estorvo do lado dele, querendo controlar ele e tudo mais que tá em volta.

E qual é a justificativa que o estorvo dá pra se comportar dessa forma? Eu já ouvi algumas falando coisas mais ou menos assim:

“Quando eu faço isso, eu só estou cuidando das pessoas ao meu redor. Quando a gente é mãe, a gente se sente responsável por todas as pessoas que estão ao redor da gente.”

Aliás, uma das reclamações mais comuns dos homens héteros é exatamente que, quando eles se envolvem com uma mulher, ela se posiciona como mãe deles, que é exatamente o que eles não querem: quando um homem hétero vai namorar, ele tá querendo encontrar uma namorada ali, e não uma mãe; e quando ele se casa, ele tá querendo encontrar uma esposa ali, e não uma mãe.

Aí é que tá o problema: esse tipo de mulher é tão sem noção que ela começa a se comportar como mãe do namorado ou como mãe do marido (e muitas vezes é ISSO que destrói o relacionamento, porque faz com que o homem comece a se afastar).

Simplificando: uma mulher maternalóide é aquela que acha que ela tem que ser, antes de tudo e antes de mais nada, mãe (mesmo que ela não tenha nenhuma condição física nem psicológica de ser mãe da outra pessoa) e que acha que nenhum ser humano tem condições de sobreviver sem uma figura materna do lado dele em tempo integral.

Bom, você pode até dizer que uma mulher tem que ser antes de tudo e antes de mais nada mãe em situações relacionadas aos filhos dela. Mas SÓ em situações relacionadas aos filhos dela. Não em situações relacionadas ao resto da Humanidade, né? Afinal, ela é mãe dos filhos dela e SÓ dos filhos dela.

Mas mesmo que a gente explique isso, será que uma realidade tão simples e tão óbvia entra num cérebro tão retardado quanto o cérebro de uma mulher maternalóide?

Mas enfim: como é que a gente faz pra se defender desse tipo de mulher?

O melhor recurso é exatamente usar a tática dos 6 meses. Vamos ver isso mais a fundo:

As mulheres maternalóides se aproximam de outra pessoa de forma mais exagerada e mais neurótica quando morre alguém com um parentesco muito próximo da pessoa. Principalmente quando morre a mãe, o pai ou uma avó da pessoa.

Isso acontece porque ela acha que, agora, é ela quem tem que “proteger” e “cuidar” daquela pessoa dali pra frente. Ela se auto-nomeia a sucessora daquela mãe, daquele pai ou daquela avó na vida daquela pessoa.

Então, ela tenta grudar na pessoa de todas as formas que ela pode e que ela não pode. E mesmo que a pessoa grite explicitamente na cara dela que não quer ela por perto, ela vai responder alguma coisa mais ou menos assim:

“Você diz que não me quer por perto, mas você não sabe o que tá dizendo. É que você perdeu aquela pessoa que era tão indispensável na sua vida há tão pouco tempo que ainda tá com os sentimentos confusos!”

E outra coisa: ela fica pegando datas específicas do ano e usando isso como desculpa pra grudar na pessoa:

“Ah! Coitado do fulano! É o 1º Dia das Mães que ele vai passar sem a mãe! Eu vou passar o dia com ele pra ‘cuidar’ dele, porque ele vai precisar de mim muito mais do que ele pode compreender nesse dia tão difícil!”

Ou:

“Ah! Coitado do fulano! É o 1º aniversário dele que ele vai passar sem o pai! Eu vou passar o dia com ele pra ‘cuidar’ dele, porque ele não vai saber se virar sozinho nesse dia tão difícil!”

Enfim, mulheres assim simplesmente chegam e se instalam na sua vida nesse período se você bobear.

É pra evitar situações assim que entra a tática dos 6 meses.

Funciona da seguinte forma: quando morre a mãe, o pai ou uma avó da pessoa, ela deve evitar contato pessoal o máximo possível com mulheres que ela sabe que são maternalóides, só baixando a guarda quando a pessoa que morreu completar 6 meses de morta.

Por que 6 meses? Porque depois de 6 meses, se você quiser expulsar uma mulher maternalóide da sua vida, ela não vai mais usar a desculpa de que a pessoa morreu há pouco tempo e então você ainda tá se deixando levar pela emoção e aí não sabe o que tá falando quando expulsa ela da sua presença (e se ela usar essa desculpa, vai acabar ficando desmoralizada, porque essa desculpa não vai mais fazer sentido e ela vai passar simplesmente por uma criatura ridícula). E ao mesmo tempo, depois de 6 meses, já vão ter se passado mais ou menos metade das datas específicas do ano que a coisa poderia usar como desculpa pra tentar grudar em você.

É claro: eu tô ensinando isso só pra quem pretende levar uma vida de liberdade. Eu mesmo já joguei muito lixo pra fora da minha vida usando essa tática e assim assegurei muito mais liberdade pessoal do que eu teria se não tivesse me defendido.

Mas, se você prefere levar uma vida de apurrinhação eterna, com uma dessas coisas grudentas e pegajosas querendo controlar a sua vida em tempo integral, desconsidere tudo o que eu disse.

Bom, já sei que alguém vai perguntar:

“Mas por que você só falou de mulheres assim? Também não existem homens assim?”

É claro que existem. Eu mesmo, ao longo dos meus 35 anos, já vi uns 2 ou 3. Mas aí geralmente é um problema muito mais simples de resolver.

Em 1º lugar, a quantidade de homens que se comportam da forma que eu descrevi acima é absolutamente menor do que a quantidade de mulheres assim. É bastante raro encontrar um homem que se comporte dessa forma.

Em 2º lugar, nas raras vezes em que a gente encontra um homem assim, a gente se livra dele facilmente. É só dar um passa-fora bem dado nele, falando na cara dele aquelas coisas que a gente sabe que vão acabar com ele, que ele já começa a ficar na dele a partir daí. E se ele insistir, basta a gente dar um 2º passa-fora bem dado. Provavelmente, não vai precisar dar um 3º.

Já quando você encontra uma mulher desse tipo, você pode dar 50 passa-foras bem dados nela, cada um com palavras mais agressivas do que o outro, que mesmo assim ela ainda continua tentando se aproximar.

Essa é a diferença. E é por isso que, nesse assunto, a gente tem que ficar em alerta mais com as mulheres do que com os homens.

Bom, eu volto no mês que vem. Até lá!

2 comentários:

Anônimo disse...

hihihi
Não posso deixar de comentar um texto que encontrei há poucas horas da Carol Patrocínio, postado no Yahoo! Mulher.
Vou transcrever aqui:

"Dez coisas que deixam um homem maluco (no mau sentido)

1 - Falar com voz de cachorro
Aí você pergunta, mas que raios é 'voz de cachorro'. E eu explico: sabe aquela voz que as mulheres — e alguns homens — teimam em fazer para brincar com cachorros e crianças? Parecendo que voltaram a ter três anos de idade? Pois é. Alguma pessoa resolveu trollar o mundo dizendo que isso era fofo e deu no que deu. "Amozin, ti ti você qué pá comê agola di noiti? Qué uma piticinha, bebezinho fofinho?" não é algo que deixa ninguém feliz.

2 - Assistir só filme água com açúcar
Dois minutos de filme e já está todo mundo chorando. Aquele número sem fim de suspiros e fungadas no cinema. E ele sem saber o que fazer. Homens não sabem lidar com choro — pode ser pela mentira de que homens não choram -, mas o fato é que ninguém ensinou que quando uma mulher chora em um filme ele deve ficar...quieto. Deixa ela chorar.
O duro é quando você quer assistir apenas a filmes assim e as explosões e tiros nunca entram no roteiro. Quer ver o cara ficar traumatizado e não querer mais pisar num cinema? Não? Então é hora de variar!

3 - Surtar falando com as amigas ao telefone
"Noooooooooooooossa, você viu o que aquela piranha disse?", e depois disso minutos sem fim de gargalhada estridente. Quem aguenta? Não importa o assunto sobre o qual você esteja conversando com a sua amiga e o quão divertido é aquilo, respeite quem está ao seu redor. Seja seu namorado, um paquera, a tia da limpeza, o cobrador do ônibus... Ninguém quer saber tantos detalhes! Fora que o "ele falou", "aí eu falei", "daí ele disse"...Parece nunca ter fim!

4 - Cobrar
Tem coisa mais chata do que alguém dizendo o tempo inteiro como você deve agir, se portar, falar, comer, dirigir e tudo mais? Pois é, é horrível e lembra as épocas em que sua mãe resolvia te pegar de jeito. Às vezes as mulheres nem notam, mas fazem exatamente a mesma coisa. E aí é cobrança de que ligue, que dê um presente de surpresa, que diga o que sente, que seja romântico em público... Que tal curtir o homem que você já tem ao invés de criar outro?

5 - Contar intimidades por aí
Dizem que homem adora contar vantagem, mas quem conta cada detalhe do que rolou com o namorado para as amigas somos nós. A gente acha que a intimidade que temos com elas permite tudo isso, mas você já imaginou como seu namorado se sente ao olhar pra cara da sua amiga que sabe que ele gosta que você faça aquela coisa?

Anônimo disse...

6 - Viver de dieta
Não existe nada mais chato no mundo do que conviver com alguém que não come nada. Ou que olha todas as calorias no rótulo dos alimentos. Comer faz parte de ter uma vida social. Você sai para jantar com os amigos, tomar uns drinks e comer umas besteirinhas, tomar um sorvete...
É claro que você não precisa comer até explodir, mas viver de dieta torna tudo menos divertido. E outra, homem não gosta de mulher magra demais, quem curte isso é estilista.

7 - Achar que ele tem que pagar suas contas
Vamos deixar as coisas bem claras: se ele paga um jantar é porque quis ser gentil. Isso não quer dizer que ele tenha obrigação de pagar tudo dali para frente. Ninguém, além de você mesma, tem que pagar nada para você. Se ainda assim você achar que ele tem essa obrigação, não reclame quando for chamada de interesseira.

8 - Criar problemas que só existem na sua cabeça
Quando as mulheres foram criadas, uma dose extra de imaginação foi dada de presente. Basta ele dizer que não pode encontrar você naquela noite que milhares de enredos dignos de novela das oito são criados. Ele tem outra. Ele tem duas outras. Ele está cansado de você. Ele enjoou de você. Ele não quer mais nada com você. Mas sabe qual a verdade? Ele está cansado e quer dormir cedo. Tem como não enlouquecer com toda essa maluquice?

9 - Ser dependente
Uma das coisas que o fez se apaixonar por você foi a sua independência. Você nunca precisou de ninguém para fazer suas coisas, ir ao cinema, à balada ou jantar naquele restaurante novo. O problema é que depois de começar a namorar você não consegue mais dar nem um passo sozinha. Pede para que ele a busque no trabalho, na estação do metrô, a acompanhe até no cabeleireiro, etc.
Espaço é importante para a relação e ter saudade faz bem. Como um cara pode ter vontade de estar ao seu lado se isso se tornou uma obrigação?

10 - Esperar que ele tome a iniciativa para tudo
Nada deixa um homem mais interessado do que uma mulher que sabe o que quer. Você tem que seduzir, que deixar claro o que quer. Uma mãozinha discreta passando pela nuca dele não diz isso, você tem que pegar o que deseja. É simples.
Não espere que ele a beije, beije-o. Não espere que ele tire sua roupa, tire a dele. Não espere que ele diga que quer te ver, faça-o antes. Nada disso vai fazer com que você pareça atirada, desde que vocês estejam em sintonia. Homens gostam de mulheres que sabem o que querem e quem quer não espera nada cair do céu."

Não estou querendo fazer pouco do problema que você descreveu aqui. Mas as mulheres que você mencionou me lembraram muito as mulheres que a Carol mencionou nesse texto. Principalmente no quesito número 4 que ela disse.