OXUMARÉ
Esse/essa é o/a deus/deusa do arco-íris e de todas as coisas coloridas. Assim, é o/a deus/deusa da beleza.
O nome dessa divindade às vezes é grafado com acento agudo, em outras, com acento circunflexo. Assim, existem as formas Oxumaré e Oxumarê.
O sexo dessa divindade é indefinido. Representado/representada como um deus masculino em algumas ocasiões e como uma deusa feminina em outras, ele/ela também é mencionado/mencionada por alguns grupos do Candomblé como uma divindade que é ao mesmo tempo masculina e feminina no mesmo peso e na mesma medida. Ou simplesmente como uma divindade sem sexo.
Não restam dúvidas de que se trata de um vodun, ou seja, uma divindade originária de Daomé. Mas o culto de Oxumaré chegou às proximidades de Oió, onde ele/ela passou a ser considerado/considerada um orixá.
Algumas pesquisas do Pierre Verger levantam a hipótese de que Oxumaré já viveu em forma humana, sendo um sacerdote em Daomé.
Assim, provavelmente ele passou a ser louvado como deus/deusa depois da morte.
Os mitos também mostram Oxumaré se aproximando com facilidade de quem é mais poderoso do que ele/ela. Assim, ele/ela pode ser considerado/considerada o/a deus/deusa da ascensão social.
A melhor oferenda pra ele/ela é qualquer objeto de bronze, que pode ser deixado em qualquer lugar onde haja água potável (devido à associação dele/dela com a chuva e o arco-íris).
O melhor momento pra invocar Oxumaré como deus/deusa da beleza é o 1º dia de Primavera (quando começa a estação em que a Natureza fica mais bela e colorida). E o melhor momento pra invocar ele/ela como deus/deusa da ascensão social é o período de lua-crescente (quando as energias de desenvolvimento estão fluindo com mais força na Natureza).
Oxumare is the god/goddess of rainbow and all colorful things. So, he/she is the god/goddess of beauty.
The gender of this deity is undefined. He/she is portrayed as a male deity now and as a female deity then. Some candomblecist groups mention him/her as a deity who’s male & female at the same time or even as a sexless deity.
There is no doubt that Oxumare is a vodun (a deity from Dahomey). But his/her worship arrived to Oyo where they started seeing him/her as an orisha.
Some of Pierre Verger’s research hypothesize that Oxumare lived as a human being in the past. He is supposed to have been a priest in Dahomey.
His followers presumably started worshipping him as a god/goddess after his death.
The myths also show Oxumare approaching easily who is more powerful than him/her. Thus, he/she can be seen as the god/goddess of social ascent.
The best offering for him/her is any bronze object. And it can be left at any place where there is drinking water (due to his/her connection to rain and rainbow).
The best moment to invoke Oxumare as the god/goddess of beauty is the 1st day of Spring (when Nature starts becoming more beautiful and colorful). And the best time to invoke him/her as the god/goddess of social ascent is the crescent-moon period (when the energies of development are flowing more strongly in Nature).
The gender of this deity is undefined. He/she is portrayed as a male deity now and as a female deity then. Some candomblecist groups mention him/her as a deity who’s male & female at the same time or even as a sexless deity.
There is no doubt that Oxumare is a vodun (a deity from Dahomey). But his/her worship arrived to Oyo where they started seeing him/her as an orisha.
Some of Pierre Verger’s research hypothesize that Oxumare lived as a human being in the past. He is supposed to have been a priest in Dahomey.
His followers presumably started worshipping him as a god/goddess after his death.
The myths also show Oxumare approaching easily who is more powerful than him/her. Thus, he/she can be seen as the god/goddess of social ascent.
The best offering for him/her is any bronze object. And it can be left at any place where there is drinking water (due to his/her connection to rain and rainbow).
The best moment to invoke Oxumare as the god/goddess of beauty is the 1st day of Spring (when Nature starts becoming more beautiful and colorful). And the best time to invoke him/her as the god/goddess of social ascent is the crescent-moon period (when the energies of development are flowing more strongly in Nature).
Oshumare es el/la dios/diosa del arco iris y de todas las cosas con muchos colores. Por lo tanto, él/ella es el/la dios/diosa de la belleza.
El sexo de esta deidad no es definido. El/ella es retratado/retratada como una deidad masculina algunas veces y como una deidad femenina otras veces. Algunos grupos candomblecistas lo/la mencionan como una deidad que es macho & hembra al mismo tiempo, y otros como una deidad sin sexo.
No hay duda de que Oshumare es un vodun (una divinidad de Dahomey). Pero su culto llegó a Oyo, donde empezaron a verlo/la como un orisha.
Algunas de las investigaciones de Pierre Verger muestran la hipótesis de que Oshumare vivió como un ser humano en el pasado. Se supone que fue un sacerdote en Dahomey.
Sus seguidores, presumiblemente, empezaron a adorarlo como un/una dios/diosa después de su muerte.
Los mitos también muestran Oshumare acercarse con facilidad de quién es más poderoso que él/ella. Por lo tanto, él/ella puede ser visto/vista como el/la dios/diosa del ascenso social.
La mejor oferta para él/ella es cualquier objeto hecho de bronce, que se puede dejar en cualquier lugar donde hay agua potable (debido a su conexión con la lluvia y el arco iris).
El mejor momento para invocar Oshumare como el/la dios/diosa de la belleza es el primer día de la Primavera (cuando la Naturaleza comienza a ser más hermosa y colorida). Y el mejor momento de invocarlo/la como el/la dios/diosa del ascenso social es el período de luna creciente (cuando las energías de desarrollo están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza).
Oxumare è il/la dio/dea dell’arcobaleno e di tutte le cose colorate. Così, è il/la dio/dea della bellezza.
Il sesso di questa divinità non è definito. Lo/la mostrano come una divinità maschile ora e come una divinità femminile poi. Alcuni gruppi candomblecisti lo/la mostrano come una divinità che è maschile & femminile allo stesso tempo o anche come una divinità asessuata.
Non c’è nessun dubbio che Oxumare è un vodun (una divinità da Dahomey). Ma il suo culto è arrivato in Oyo, dove hanno iniziato a vederlo come un oriscià.
Alcune delle ricerche di Pierre Verger ipotizzano che Oxumare ha vissuto come un essere umano nel passato. Si suppone che era un sacerdote in Dahomey.
I suoi seguaci presumibilmente hanno iniziato a adorarlo come un/una dio/dea dopo la sua morte.
I miti mostrano anche che Oxumare avvicina facilmente a lui/lei chi è più potente di lui/lei. Così, possiamo vederlo/la come il/la dio/dea dell’ascesa sociale.
La migliore offerta per lui/lei è qualsiasi oggetto in bronzo, che può esser lasciato in qualsiasi posto dove c’è acqua potabile (a causa della sua connessione con la pioggia e l’arcobaleno).
Il momento migliore per invocare Oxumare come il/la dio/dea della bellezza è il primo giorno di Primavera (quando la Natura comincia a diventare più bella e colorata). E il momento migliore per invocarlo/la come il/la dio/dea dell’ascesa sociale è il periodo di luna crescente (quando le energie di sviluppo scorrono più forte in Natura).
Il sesso di questa divinità non è definito. Lo/la mostrano come una divinità maschile ora e come una divinità femminile poi. Alcuni gruppi candomblecisti lo/la mostrano come una divinità che è maschile & femminile allo stesso tempo o anche come una divinità asessuata.
Non c’è nessun dubbio che Oxumare è un vodun (una divinità da Dahomey). Ma il suo culto è arrivato in Oyo, dove hanno iniziato a vederlo come un oriscià.
Alcune delle ricerche di Pierre Verger ipotizzano che Oxumare ha vissuto come un essere umano nel passato. Si suppone che era un sacerdote in Dahomey.
I suoi seguaci presumibilmente hanno iniziato a adorarlo come un/una dio/dea dopo la sua morte.
I miti mostrano anche che Oxumare avvicina facilmente a lui/lei chi è più potente di lui/lei. Così, possiamo vederlo/la come il/la dio/dea dell’ascesa sociale.
La migliore offerta per lui/lei è qualsiasi oggetto in bronzo, che può esser lasciato in qualsiasi posto dove c’è acqua potabile (a causa della sua connessione con la pioggia e l’arcobaleno).
Il momento migliore per invocare Oxumare come il/la dio/dea della bellezza è il primo giorno di Primavera (quando la Natura comincia a diventare più bella e colorata). E il momento migliore per invocarlo/la come il/la dio/dea dell’ascesa sociale è il periodo di luna crescente (quando le energie di sviluppo scorrono più forte in Natura).
OXALÁ
Nos mitos originais africanos, a Divindade Suprema, Superior a tudo o que existe, já existiu e ainda existirá, é chamada de Olodumare (ou Olorum), deixando claro que Ele/Ela não interage diretamente nas coisas que acontecem no Universo. Mas esses mesmos mitos mencionam Oxalá como Superior a todos os demais deuses e deusas, deixando claro que Ele/Ela interage (ou, no mínimo, assiste) em tudo o que se passa com as outras divindades e com os humanos que se voltam pras outras divindades...
Sei que muitos candomblecistas não vão concordar com isso. Mas, a meu ver, Olodumare e Oxalá parecem as descrições de 2 manifestações diferentes da mesma coisa: Olodumare é a Divindade Suprema na Sua Mais Alta Majestade, tão Superior que chega a ser incompreensível; Oxalá é a Divindade Suprema na Sua forma compreensível às outras divindades e aos humanos.
Foi assim que eu entendi. Mas vamos lembrar que muitos grupos do Candomblé mencionam Olodumare como uma Divindade e Oxalá como outra.
Bom, no Brasil, Oxalá foi muito sincretizado/sincretizada com Jesus Cristo: inúmeros praticantes do Candomblé e PRINCIPALMENTE da Umbanda insistem em dizer que Oxalá e Jesus são a mesma divindade. E isso acabou criando um equívoco em relação ao sexo de Oxalá, pois, pra essas pessoas, por causa do sincretismo com Jesus, Oxalá passou a ser visto como uma divindade masculina.
Nada disso: originalmente, Oxalá é uma Divindade sem sexo. Afinal, se Ele/Ela é Superior a tudo o que existe, Ele/Ela não pode ser masculino nem feminino, mas sim Superior a essas definições. Se Ele/Ela fosse masculino, Ele/Ela pertenceria ao sexo masculino, ou seja, a condição de masculino seria superior a Ele/Ela (e a mesmíssima coisa se Ele/Ela fosse feminino, é claro).
Dono/dona de poderes superiores aos de qualquer outro deus ou deusa, é Ele/Ela Quem permite ou barra as atuações das outras divindades e dos humanos que servem a essas divindades.
Oxalá é sempre descrito/descrita todo/toda vestido/vestida de branco. Mas, algumas vezes, usa uma coroa de penas de papagaio vermelho na cabeça.
Ele/Ela é servido/servida constantemente por uma espécie de divindade subalterna chamada Airá. E alguns grupos do Candomblé seguem a tradição de que a pessoa sempre tem que invocar Airá antes de invocar Oxalá, pois Airá tem que chegar primeiro e ver se o ambiente onde a pessoa se encontra está digno de receber Oxalá.
Divindade fundamentalmente pacífica, quando Oxalá Se sente desrespeitado/desrespeitada por um humano, prefere perdoar do que castigar a pessoa. Ele/Ela só Se irrita em casos de extremíssima exceção. E nas raras ocasiões em que isso acontece, castiga os humanos com seca, esterilidade e doenças incuráveis.
Ele/Ela é também o/a Deus/Deusa da purificação, podendo tirar de qualquer pessoa todas as energias negativas que estejam nela, desde que a pessoa peça a ajuda Dele/Dela voluntariamente.
Os rituais de purificação variam um pouco de um grupo de Candomblé pro outro. Mas consistem basicamente no seguinte:
1ª parte- Não tendo consumido nenhum alucinógeno nem sonífero e não tendo nenhum sangramento no corpo, a pessoa deve se vestir toda de branco (sem nenhuma peça de roupa de outra cor), encher um grande recipiente com água, chamar por Oxalá e dizer que aquela água é consagrada a Ele/Ela.
2ª parte- Em total silêncio, sem pronunciar nenhum som com a voz, a pessoa deve despejar a água pelo corpo todo, da cabeça aos pés, sem deixar nenhuma parte do corpo seca, pensando em Oxalá e mentalizando que aquela água está levando junto com ela qualquer energia negativa, sem exceção, que possa estar no corpo da pessoa.
3ª parte- Quando terminar de despejar toda a água que havia no recipiente, a pessoa pode falar e agradecer a Oxalá. E então, pode tirar aquela roupa molhada e vestir uma roupa seca.
Se a pessoa quiser, pode levar um ajudante pra ajudar a despejar a água. Mas lembrando que não pode falar nada enquanto a água é despejada e o ajudante também tem que estar todo vestido de branco.
Embora Oxalá seja visto/vista indiscutivelmente como Superior a todos os outros deuses e deusas, alguns mitos mostram Ele/Ela tendo um comportamento bastante humanizado e, às vezes, até sendo enganado por outros personagens do mito. Mas é importante lembrar que, embora os mitos sirvam como inspiração pros dogmas do Candomblé, eles não podem ser seguidos ao pé da letra: eles basicamente apresentam metáforas, e não verdades inquestionáveis.
Os únicos mitos originais africanos reconhecidos pelo Pierre Verger que impõem alguma coisa relacionada a Oxalá são os que proíbem que a pessoa consuma qualquer substância alucinógena e/ou sonífera antes de se dirigir a Ele/Ela e os que proíbem pessoas que estão com qualquer sangramento de tocar nos objetos consagrados a Ele/Ela (por isso, em alguns grupos do Candomblé, mulheres menstruadas não podem entrar no lugar onde está sendo celebrado o ritual).
Não há nenhum método complicado pra invocar Oxalá, pois Ele/Ela já está eternamente observando e ouvindo todos os humanos que louvam qualquer orixá. E Ele/Ela mantém o mesmo nível de poder eternamente, independente das mudanças das fases da Lua ou das estações do ano.
The original African myths mention a Supreme Deity who is Superior to everything which existed in the past, still exist now and will exist in the future. His/Her name is Olorun and He/She doesn’t take part directly in what happens through the Universe. But these same myths mention Obatala as a Deity Superior to all other gods and goddesses. And He/She takes part in (or at least looks at) everything which happens to the other orishas and to the humans who worship these deities...
I know many candomblecists won’t agree with what I’ll say now. But I think Olorun and Obatala are descriptions of 2 different manifestations of the same thing: Olorun is the Supreme Deity as His/Her incomprehensibly Highest Majesty; Obatala is the Supreme Deity as a form understandable to the other deities and to humans.
That’s how I get it. But let’s remember that many candomblecist groups see Olorun and Obatala as 2 different Deities.
Well, in Brazil, Obatala is deeply associated with Jesus Christ. Several members of Candomble and Umbanda state that Obatala and Jesus are the same deity. And it ended up creating a misunderstanding about Obatala’s gender. For these people (because of the syncretism with Jesus) Obatala came to be seen as a male deity.
That’s not the case. Obatala is originally a sexless Deity. After all, if He/She is Superior to everything, He/She can not be male nor female, but Superior to these conditions. If He/She were male, He/She would belong to the male condition, ie, the male condition would be superior to Him/Her (and the same if He/She were female, of course).
He/She has powers superior to any other god or goddess’. Thus, He/She allows or prevents the actions of the other deities and of the humans who worship these deities.
Obatala is always portrayed in white clothes. But sometimes we can see a crown made of red-parrot feathers on His/Her head.
He/She is constantly served by a kind of subordinate deity named Aira. And some groups of Candomble state that one always has to invoke Aira before invoking Obatala. You see: Aira has to arrive first to see if the place where the person is is OK to welcome Obatala.
This Deity is peaceful before anything and prefers forgiving than punishing the human errors. He/She only expresses His/Her anger in extremely exceptional cases. And on the rare occasions when it happens, He/She punishes humans with drought, sterility and incurable diseases.
He/She is also the God/Goddess of purification. And He/She can take from any person all the negative energies that are in him. But the person has to ask for His/Her help voluntarily.
Purification rituals vary somewhat from one to the other group of Candomble. But they work basically as follows:
1st part-You may not have consumed any hallucinogenic and/or sleeping substance before calling for Obatala. And you may not have any bleeding at your body as well. Then, you have to be in white clothes (nothing may have another color at your clothes then). After that, you have to fill a large container with water, call for Obatala and show Him/Her you are offering that water to Him/Her.
2nd part- Now, you may not make any noise with your voice: you have to be completely silent. You have to pour the water all over your body, from head to toe, leaving no part of your body dry. Visualize Obatala and think the water is removing any negative energy without exception that was at your body.
3rd part- When you have finished pouring on you all the water that was in the container, you may speak and thank Obatala. And then you may take off those damp clothes and put on dry clothes.
If you want you can bring a helper to help you to drain the water on you. But remember that you may not speak anything while the water is poured and your helper also has to be in white clothes.
Obatala is indisputably Superior to any other god or goddess. But some myths show Him/Her as a very humanized character. In some of these myths He/She is even fooled by other characters. But it’s important remembering that although the myths serve as inspiration to the candomblecist dogmas, they can’t be followed literally. The myths have basically metaphors, not unquestionable truths.
The only original African myths recognized by Pierre Verger which impose anything related to Obatala are those that prohibit a person to consume any hallucinogenic and/or sleeping substance before turning to Him/Her and those that prohibit any person who is bleeding to touch the objects consecrated to Him/Her (hence, in some candomblecist groups menstruating women may not enter the place where the ritual is being held).
There are no complicated methods to invoke Obatala, because He/She is eternally watching and listening to all humans who worship any orisha. And He/She maintains the same level of power all the time, regardless of the changes of the phases of the Moon or the seasons of the year.
I know many candomblecists won’t agree with what I’ll say now. But I think Olorun and Obatala are descriptions of 2 different manifestations of the same thing: Olorun is the Supreme Deity as His/Her incomprehensibly Highest Majesty; Obatala is the Supreme Deity as a form understandable to the other deities and to humans.
That’s how I get it. But let’s remember that many candomblecist groups see Olorun and Obatala as 2 different Deities.
Well, in Brazil, Obatala is deeply associated with Jesus Christ. Several members of Candomble and Umbanda state that Obatala and Jesus are the same deity. And it ended up creating a misunderstanding about Obatala’s gender. For these people (because of the syncretism with Jesus) Obatala came to be seen as a male deity.
That’s not the case. Obatala is originally a sexless Deity. After all, if He/She is Superior to everything, He/She can not be male nor female, but Superior to these conditions. If He/She were male, He/She would belong to the male condition, ie, the male condition would be superior to Him/Her (and the same if He/She were female, of course).
He/She has powers superior to any other god or goddess’. Thus, He/She allows or prevents the actions of the other deities and of the humans who worship these deities.
Obatala is always portrayed in white clothes. But sometimes we can see a crown made of red-parrot feathers on His/Her head.
He/She is constantly served by a kind of subordinate deity named Aira. And some groups of Candomble state that one always has to invoke Aira before invoking Obatala. You see: Aira has to arrive first to see if the place where the person is is OK to welcome Obatala.
This Deity is peaceful before anything and prefers forgiving than punishing the human errors. He/She only expresses His/Her anger in extremely exceptional cases. And on the rare occasions when it happens, He/She punishes humans with drought, sterility and incurable diseases.
He/She is also the God/Goddess of purification. And He/She can take from any person all the negative energies that are in him. But the person has to ask for His/Her help voluntarily.
Purification rituals vary somewhat from one to the other group of Candomble. But they work basically as follows:
1st part-You may not have consumed any hallucinogenic and/or sleeping substance before calling for Obatala. And you may not have any bleeding at your body as well. Then, you have to be in white clothes (nothing may have another color at your clothes then). After that, you have to fill a large container with water, call for Obatala and show Him/Her you are offering that water to Him/Her.
2nd part- Now, you may not make any noise with your voice: you have to be completely silent. You have to pour the water all over your body, from head to toe, leaving no part of your body dry. Visualize Obatala and think the water is removing any negative energy without exception that was at your body.
3rd part- When you have finished pouring on you all the water that was in the container, you may speak and thank Obatala. And then you may take off those damp clothes and put on dry clothes.
If you want you can bring a helper to help you to drain the water on you. But remember that you may not speak anything while the water is poured and your helper also has to be in white clothes.
Obatala is indisputably Superior to any other god or goddess. But some myths show Him/Her as a very humanized character. In some of these myths He/She is even fooled by other characters. But it’s important remembering that although the myths serve as inspiration to the candomblecist dogmas, they can’t be followed literally. The myths have basically metaphors, not unquestionable truths.
The only original African myths recognized by Pierre Verger which impose anything related to Obatala are those that prohibit a person to consume any hallucinogenic and/or sleeping substance before turning to Him/Her and those that prohibit any person who is bleeding to touch the objects consecrated to Him/Her (hence, in some candomblecist groups menstruating women may not enter the place where the ritual is being held).
There are no complicated methods to invoke Obatala, because He/She is eternally watching and listening to all humans who worship any orisha. And He/She maintains the same level of power all the time, regardless of the changes of the phases of the Moon or the seasons of the year.
Los mitos africanos originales mencionan una Deidad Suprema que es superior a todo lo que existió en el pasado, que aún existe en la actualidad y que existirá en el futuro. Su nombre es Olodumare y El/Ella no participa directamente en lo que ocurre a través del Universo. Sin embargo, estos mismos mitos mencionan Obatalá como una Deidad Superior a todos los otros dioses y diosas. Y dicen que El/Ella participa en (o por lo menos mira a) todo lo que ocurre a los otros orishas y a los seres humanos que adoran a estas deidades...
Sé que muchos candomblecistas no estarán de acuerdo con lo que voy a decir ahora, pero creo que Olodumare y Obatalá son descripciones de 2 diferentes manifestaciones de la misma cosa: Olodumare es la Deidad Suprema en Su más incomprensiblemente Alta Majestad; Obatalá es la Deidad Suprema en una forma comprensible a las otras divinidades y a los humanos.
Así es como yo lo entiendo. Pero recordemos que muchos grupos candomblecistas ven a Olodumare y Obatalá como 2 diferentes Deidades.
Bueno, en Brasil, Obatalá está profundamente relacionado/relacionada con Jesucristo. Varios miembros del Candomblé y de la Umbanda dicen que Obatalá y Jesús son la misma deidad. Y eso terminó creando un malentendido sobre el sexo de Obatalá. Para estas personas (por cuenta del sincretismo con Jesús) Obatalá es visto/vista como una deidad masculina.
No es eso: Obatalá es originalmente una Deidad sin sexo. Mira: si El/Ella es Superior a todo, El/Ella no puede ser macho o hembra, pero Superior a estas condiciones. Si El/Ella fuera simplemente macho, pertenecería a la condición masculina, es decir, la condición masculina sería superior a El/Ella (y lo mismo si fuera simplemente hembra, por supuesto).
El/Ella tiene poderes superiores a los de cualquier otro dios o diosa. Por lo tanto, El/Ella permite o impide las acciones de las otras divinidades y de los humanos que adoran a estas divinidades.
Obatalá siempre es retratado/retratada con ropas blancas. Pero a veces podemos ver una corona de plumas de loro rojo en Su cabeza.
Constantemente El/Ella es servido/servida por un tipo de deidad subordinada llamada Airá. Y algunos grupos del Candomblé dicen que uno siempre tiene que invocar a Airá antes de invocar a Obatalá. Lo sabes, Airá tiene que llegar primero para ver si el lugar donde la persona se queda está bien para dar la bienvenida a Obatalá.
Esta Deidad es pacífica antes que cualquier otra cosa y prefiere perdonar que castigar a los errores humanos. Sólo expresa Su ira en casos extremadamente excepcionales. Y en las raras ocasiones cuando esto sucede, castiga a los humanos con seca, esterilidad y enfermedades incurables.
El/Ella es también el/la Dios/Diosa de la purificación. Y puede quitar de cualquier persona todas las energías negativas que están en ella. Sin embargo, la persona tiene que pedir Su ayuda voluntariamente.
Los rituales de purificación varian un poco de uno a otro grupo de Candomblé. Pero, si quieres hacerlos, te lo digo que funcionan básicamente de la siguiente manera:
Primera parte- No puedes haber consumido ninguna sustancia alucinógena y/o sonífera antes de llamar a Obatalá. Y tampoco puedes tener cualquier sangrado en tu cuerpo. Entonces, tienes que meterte en ropas blancas (ninguna parte de tu ropa puede tener otro color). Después de eso, tienes que llenar un recipiente grande con agua, llamar a Obatalá y mostrarLe que estás ofreciéndoLe el agua.
Segunda parte- Ahora, no puedes hacer ruido con tu voz: tienes que estar en completo silencio. Tienes que verter el agua sobre todo tu cuerpo, de pies a cabeza, sin dejar ninguna parte del cuerpo seca. Tienes que visualizar a Obatalá y creer que el agua está eliminando cualquier energía negativa, sin excepción, que estaba en tu cuerpo.
Tercera parte- Si ya terminaste de verter el agua toda que estaba en el recipiente, puedes hablar y agradecer a Obatalá. Y entonces podrás quitar las ropas húmedas y ponerte ropas secas.
Si lo deseas, puedes traer a alguien para ayudarte a verter el agua sobre ti. Pero hay que recuerdar que no puedes hablar nada mientras que el agua se vierte y tu ayudante también tiene que estar con ropas blancas.
Obatalá es indiscutiblemente Superior a cualquier otro dios o diosa. Sin embargo, algunos de los mitos Lo/La muestran como un personaje muy humanizado, que hasta mismo se deja engañar por otros personajes. Pero es importante recordar que a pesar de que los mitos sirven de inspiración a los dogmas candomblecistas, no se puede seguirlos literalmente. Lo que los mitos tienen básicamente son metáforas, y no verdades incuestionables.
Los únicos mitos africanos originales reconocidos por Pierre Verger que imponen cualquier cosa relacionada con Obatalá son los que prohíben que una persona consuma cualquier sustancia alucinógena y/o sonífera antes de volverse a El/Ella y los que prohíben a cualquier persona que esté sangrando que toque los objetos consagrados a El/Ella (por lo tanto, en algunos grupos candomblecistas, las mujeres que están menstruando no pueden entrar en el lugar donde haya un ritual).
No hay métodos complicados para invocar a Obatalá, porque El/Ella ya está eternamente viendo y escuchando a todos los humanos que adoran a cualquier orisha. Y El/Ella mantiene el mismo nivel de poder todo el tiempo, independientemente de los cambios de las fases de la Luna o de las estaciones del año.
I miti originali africani parlano di una Divinità Suprema che è Superiore a tutto ciò che esisteva nel passato, esiste ancora oggi ed esisterà nel futuro. Il Suo nome è Olodumare e Lui/Lei non partecipa direttamente a ciò che succede attraverso l’Universo. Ma questi stessi miti parlano di Obatala come una Divinità Superiore a tutti gli altri dei e dee. E Lui/Lei partecipa (o almeno guarda) tutto ciò che succede agli altri oriscià e agli umani che adorano queste divinità...
So che molti candomblecisti non saranno d’accordo con quello che dirò adesso. Ma penso che Olodumare e Obatala sono descrizioni di 2 manifestazioni diverse della stessa cosa: Olodumare è la Divinità Suprema nella Sua Maestà incomprensibilmente più Alta; Obatala è la Divinità Suprema come una forma comprensibile alle altre divinità e agli umani.
Ecco come l’ho capito. Ma ricordiamo che molti gruppi candomblecisti vedono a Olodumare e Obatala come 2 Divinità diverse.
Ebbene, in Brasile, Obatala è profondamente associato/associata a Gesù Cristo. Diversi membri del Candomblé e dell’Umbanda dicono che Obatala e Gesù sono la stessa divinità. E questo ha creato un malinteso riguardo al sesso di Obatala: queste persone (a causa del sincretismo con Gesù) vedono a Obatala come una divinità maschile.
Questo non è il caso. Obatala è originariamente una divinità asessuata. Guarda: se Lui/Lei è Superiore a tutto, non può essere maschio né femmina, ma Superiore a queste condizioni. Se fosse maschio, la condizione maschile sarebbe superiore a Lui/Lei (e lo stesso se fosse femmina, ovviamente).
Lui/Lei ha poteri superiori ai poteri di qualsiasi altro dio o dea. Così, Lui/Lei permette o impedisce le azioni delle altre divinità e degli umani che adorano queste divinità.
Sempre si raffigura Obatala in abiti bianchi. Ma a volte si può vedere una corona di piume di pappagallo rosso sulla Sua testa.
C’è una sorta di divinità subordinata di nome Airà che costantemente serve a Lui/Lei. E secondo alcuni gruppi candomblecisti, si deve sempre invocare Airà prima di invocare Obatala. Guarda: Airà deve arrivare prima e vedere se il posto dove la persona è si trova buono per ricevere Obatala.
Questa Divinità è prima di tutto tranquilla e preferisce perdonare che punire gli errori umani. Lui/Lei esprime la Sua rabbia solo in casi estremamente eccezionali. E nelle rare occasioni in cui questo succede, Lui/Lei punisce gli umani con siccità, sterilità e malattie incurabili.
Lui/Lei è anche il/la Dio/Dea della purificazione. E Lui/Lei può rimuovere da qualsiasi persona tutte le energie negative che sono in lei. Ma la persona deve chiedere il Suo aiuto volontariamente.
Riti di purificazione variano alquanto da uno a l’altro gruppo del Candomblé. Ma se vuoi farli, ti dico che funzionano fondamentalmente come segue:
Prima parte- Tu non puoi aver consumato qualsiasi sostanza allucinogena e/o sonnifera prima di chiamare per Obatala. E non puoi avere nessun sanguinamento al tuo corpo. Quindi, devi metterti in vestiti biancchi (non può avere nessun altro colore nei tuoi vestiti). Dopo di che, è necessario riempire un grande contenitore con acqua, richiamare Obatala e mostrare a Lui/Lei che quell’acqua è Sua.
Seconda parte- Ora, non puoi fare rumore con la tua voce: devi essere completamente silenzioso. Dovete versare l’acqua su tutto il tuo corpo, dalla testa ai piedi, non lasciando nessuna parte del corpo asciutta. Visualizza Obatala e pensa che l’acqua sta facendo la rimozione di ogni energia negativa, senza eccezione, che avevi nel corpo.
Terza parte- Se hai già versato su di te tutta l’acqua che c’era nel contenitore, puoi parlare e ringraziare Obatala. E adesso puoi togliere quei vestiti umidi e metterti in vestiti asciutti.
Se vuoi, puoi chiamare qualcuno per aiutarti a versare l’acqua su di te. Ma ricorda che non puoi parlare nulla in quel momento e che la persona che è con te deve mattersi anche in abiti bianchi.
Obatala è indiscutibilmente Superiore a qualsiasi altro dio o una dea. Ma alcuni miti Lo/La mostrano come un personaggio molto umanizzato. In alcuni di questi miti ci sono altri personaggi che riescono anche a ingannare a Lui/Lei. Ma è importante ricordare che, sebbene i miti servono come ispirazione per i dogmi candomblecisti, non possono essere seguiti letteralmente. I miti sono essenzialmente metafore, non verità indiscutibili.
Gli unici miti originali africani riconosciuti da Pierre Verger che impongono qualcosa legata a Obatala sono quei che vietano ad una persona di consumare qualsiasi sostanza allucinogena e/o sonnifera prima di rivolgersi a Lui/Lei e quei che vietano a qualsiasi persona che sta sanguinando a toccare gli oggetti consacrati a Lui/Lei (quindi, secondo alcuni gruppi candomblecisti, le donne mestruate non possono entrare nei posti dove un rito si svolge).
Non ci sono metodi complicati per richiamare Obatala, perché Lui/Lei sta già eternamente guardando e ascoltando tutti gli esseri umani che adorano ogni oriscià. E Lui/Lei mantiene lo stesso livello di potere tutto il tempo, indipendentemente dalle modifiche delle fasi della Luna o delle stagioni dell’anno.
So che molti candomblecisti non saranno d’accordo con quello che dirò adesso. Ma penso che Olodumare e Obatala sono descrizioni di 2 manifestazioni diverse della stessa cosa: Olodumare è la Divinità Suprema nella Sua Maestà incomprensibilmente più Alta; Obatala è la Divinità Suprema come una forma comprensibile alle altre divinità e agli umani.
Ecco come l’ho capito. Ma ricordiamo che molti gruppi candomblecisti vedono a Olodumare e Obatala come 2 Divinità diverse.
Ebbene, in Brasile, Obatala è profondamente associato/associata a Gesù Cristo. Diversi membri del Candomblé e dell’Umbanda dicono che Obatala e Gesù sono la stessa divinità. E questo ha creato un malinteso riguardo al sesso di Obatala: queste persone (a causa del sincretismo con Gesù) vedono a Obatala come una divinità maschile.
Questo non è il caso. Obatala è originariamente una divinità asessuata. Guarda: se Lui/Lei è Superiore a tutto, non può essere maschio né femmina, ma Superiore a queste condizioni. Se fosse maschio, la condizione maschile sarebbe superiore a Lui/Lei (e lo stesso se fosse femmina, ovviamente).
Lui/Lei ha poteri superiori ai poteri di qualsiasi altro dio o dea. Così, Lui/Lei permette o impedisce le azioni delle altre divinità e degli umani che adorano queste divinità.
Sempre si raffigura Obatala in abiti bianchi. Ma a volte si può vedere una corona di piume di pappagallo rosso sulla Sua testa.
C’è una sorta di divinità subordinata di nome Airà che costantemente serve a Lui/Lei. E secondo alcuni gruppi candomblecisti, si deve sempre invocare Airà prima di invocare Obatala. Guarda: Airà deve arrivare prima e vedere se il posto dove la persona è si trova buono per ricevere Obatala.
Questa Divinità è prima di tutto tranquilla e preferisce perdonare che punire gli errori umani. Lui/Lei esprime la Sua rabbia solo in casi estremamente eccezionali. E nelle rare occasioni in cui questo succede, Lui/Lei punisce gli umani con siccità, sterilità e malattie incurabili.
Lui/Lei è anche il/la Dio/Dea della purificazione. E Lui/Lei può rimuovere da qualsiasi persona tutte le energie negative che sono in lei. Ma la persona deve chiedere il Suo aiuto volontariamente.
Riti di purificazione variano alquanto da uno a l’altro gruppo del Candomblé. Ma se vuoi farli, ti dico che funzionano fondamentalmente come segue:
Prima parte- Tu non puoi aver consumato qualsiasi sostanza allucinogena e/o sonnifera prima di chiamare per Obatala. E non puoi avere nessun sanguinamento al tuo corpo. Quindi, devi metterti in vestiti biancchi (non può avere nessun altro colore nei tuoi vestiti). Dopo di che, è necessario riempire un grande contenitore con acqua, richiamare Obatala e mostrare a Lui/Lei che quell’acqua è Sua.
Seconda parte- Ora, non puoi fare rumore con la tua voce: devi essere completamente silenzioso. Dovete versare l’acqua su tutto il tuo corpo, dalla testa ai piedi, non lasciando nessuna parte del corpo asciutta. Visualizza Obatala e pensa che l’acqua sta facendo la rimozione di ogni energia negativa, senza eccezione, che avevi nel corpo.
Terza parte- Se hai già versato su di te tutta l’acqua che c’era nel contenitore, puoi parlare e ringraziare Obatala. E adesso puoi togliere quei vestiti umidi e metterti in vestiti asciutti.
Se vuoi, puoi chiamare qualcuno per aiutarti a versare l’acqua su di te. Ma ricorda che non puoi parlare nulla in quel momento e che la persona che è con te deve mattersi anche in abiti bianchi.
Obatala è indiscutibilmente Superiore a qualsiasi altro dio o una dea. Ma alcuni miti Lo/La mostrano come un personaggio molto umanizzato. In alcuni di questi miti ci sono altri personaggi che riescono anche a ingannare a Lui/Lei. Ma è importante ricordare che, sebbene i miti servono come ispirazione per i dogmi candomblecisti, non possono essere seguiti letteralmente. I miti sono essenzialmente metafore, non verità indiscutibili.
Gli unici miti originali africani riconosciuti da Pierre Verger che impongono qualcosa legata a Obatala sono quei che vietano ad una persona di consumare qualsiasi sostanza allucinogena e/o sonnifera prima di rivolgersi a Lui/Lei e quei che vietano a qualsiasi persona che sta sanguinando a toccare gli oggetti consacrati a Lui/Lei (quindi, secondo alcuni gruppi candomblecisti, le donne mestruate non possono entrare nei posti dove un rito si svolge).
Non ci sono metodi complicati per richiamare Obatala, perché Lui/Lei sta già eternamente guardando e ascoltando tutti gli esseri umani che adorano ogni oriscià. E Lui/Lei mantiene lo stesso livello di potere tutto il tempo, indipendentemente dalle modifiche delle fasi della Luna o delle stagioni dell’anno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário