domingo, 19 de junho de 2011

AS CONSEQUÊNCIAS DE SE LIGAR A ALGUÉM QUE JÁ TEM FILHOS

Oi!!!

O texto de hoje vai ser só em Português porque ele se refere à forma como uma situação se passa na sociedade brasileira. Em outras sociedades você vai ver a mesma situação se passando de outras formas, em outras você nem vai ver essa situação acontecendo... Enfim, é uma situação nossa aqui.

Independente de você ser homem, mulher, homossexual, bissexual ou heterossexual, se você tem filhos de um relacionamento que já acabou (ou, no mínimo, se você convive com alguém que tem filhos de um relacionamento que já acabou), existe uma característica nos relacionamentos que com certeza você já percebeu: algumas pessoas literalmente FOGEM quando pretendem começar um relacionamento com alguém e aí descobrem que esse alguém já tem filhos.

Qual seria o motivo disso? Bom, na verdade são VÁRIOS motivos. Alguns são gerais, outros são específicos. Mas vamos ver passo a passo.

Num dos motivos gerais, a gente já pode começar a pensar: sustentar e educar um filho nos dias de hoje talvez seja mais difícil do que em qualquer outra época, pois tanto a falta de dinheiro quanto a falta de tempo pra dedicar a um filho talvez nunca tenham sido tão escassas na História do Ocidente. E consequentemente, as pessoas pensam muuuuuito antes de ter filhos. Tanto que a quantidade de pessoas que decidem não ter filho nenhum nunca foi tão alta quanto é atualmente. Então, quem faz essa opção, não vai querer se relacionar com alguém que já traz 1 ou mais filhos no pacote. E mesmo quem já tem (ou pretende ter) os seus próprios filhos provavelmente também vai pensar um pouco antes de levar pra casa uma pessoa que vai trazer 1 ou mais filhos no pacote pra serem sustentados e educados.

Outro motivo: a hostilidade do filho da outra pessoa. Independente da idade, muitas vezes o filho não aceita que o pai ou a mãe tenha um novo relacionamento. E aí começa a fazer uma série de coisas que ele sabe que vão atrapalhar esse relacionamento pra tentar expulsar da família esse “intruso” que chegou.

É claro que também existe o extremo oposto disso. Tem muita gente que sempre se deu muito bem com o padrasto ou com a madrasta e nunca teve nenhum problema com isso. Mas antes que as pessoas envolvidas aí fossem apresentadas uma à outra e começassem a conviver pessoalmente, com certeza havia um certo receio de que a coisa não fosse tão fácil assim. É ou não é?

Outro motivo: se a pessoa tem um filho, em várias ocasiões, ela vai ter que ir resolver algum problema do filho dela. Não vai dar pra conversar, não vai dar pra sair, não vai dar pra namorar...

Outro motivo, parecido com o anterior: quando quiserem sair, muitas vezes o filho da outra pessoa vai ser um interdito, principalmente se o filho for criança e a pessoa não tiver com quem deixar. Aí vão ter que levar a criança junto. Ou simplesmente não vão poder sair, porque não se pode ir a certos lugares com criança.

Posto isso, vamos ver os motivos mais específicos. E vamos começar dando uma olhada nos relacionamentos héteros em que acontece esse tipo de situação.

Um desses motivos é uma coisa que até acontece nos relacionamentos homos também, mas que é bem mais comum nos relacionamentos héteros: encontrar o ex ou a ex. Quando o ex marido e o atual marido de uma mulher se encontram ou quando a ex esposa e a atual esposa de um homem se encontram, quase sempre a gente percebe um arzinho de hostilidade ali no meio. Até porque os ex se sentiam o macho da casa e a fêmea da casa. E agora eles percebem que tem outro macho ou outra fêmea no lugar deles.

E quando você se casa com uma pessoa que já tem algum filho, os encontros com o ex ou a ex dessa pessoa vão ser inevitáveis. Podem até ser raros, mas vão acontecer algumas vezes. A não ser que o ex ou a ex em questão não tenha mais contato nenhum com o filho, que tenham se afastado de forma radical e tal.

Tudo bem: eu sei que tem gente que nem liga de encontrar com o ex ou a ex. Até convive numa boa, vira amiguinho e tal. Mas diga a verdade: você vê casos assim com extrema frequência?

Outro motivo: não é preciso observar muitos casos de desentendimentos familiares pra ver que a tendência da mulher é dar razão a quem está mais errado quando acontece alguma briga em família. Por mais certo que você esteja do ponto de vista racional e por mais que a pessoa com quem você está se desentendendo esteja falando aberrações sem fundamento contra você, em 99% das vezes em que isso acontece, chega uma mulher da família e fica contra você e favor da outra pessoa. E ela ainda faz um discurso de 3 horas (transbordando de contradições) explicando por quê você tem que dar razão àquela pessoa.

DUVIDO QUE VOCÊ NUNCA TENHA VISTO ISSO!!!

E quando a pessoa em questão é um filho, aí que a mulher leva esse posicionamento a extremos mesmo. Por mais errado que o filho teja, por mais agressivo que o filho seja contra o padrasto, ela vai querer proteger o filho e vai querer que o marido aceite sem reagir tudo que o filho tá dizendo e fazendo. Só em raríssimos casos é que você não vai ver isso.

Outro motivo: o pagamento das contas sempre pendendo mais pro lado do homem. Já ouviu aquele ditado “O feminismo acaba no 1º pneu furado.”? Pois é. Pra muitas mulheres, o feminismo também acaba no 1º total de contas a pagar. Tem muita mulher que vive fazendo discursos feministas, se declarando autônoma, se declarando independente... Mas na hora de pagar as contas da família, muitas vezes esse discurso desce pelo ralo. Ela acha que o homem é que tem que sustentar a casa e sustentar todos que moram na casa. Inclusive os filhos do relacionamento anterior dela.

Aí surge até outra questão: por que as mulheres parece que aceitam melhor casar com alguém que já tem filhos, enquanto os homens parece que oferecem uma certa resistência maior a isso?

Bom, os 2 últimos motivos que eu mencionei acima já explicam isso em parte: mostram problemas que a mulher não encontra se casando com alguém que já tem filhos, mas que o homem encontra. Mas tem outros motivos também.

Por exemplo... Bom, antes de dar esse exemplo, já vou adiantar que, se você disser isso às mulheres que eu vou mencionar aqui, provavelmente elas vão responder que não é bem assim. Só que, se você precisa de alguma confirmação disso na prática, dê uma olhada por aí que você vai ver várias.

Mas enfim: ainda tem muita mulher que vê o casamento como um rito de passagem feminino, ou seja, pra ela se auto-afirmar como mulher, pra ela provar a ela mesma e aos outros que ela é mulher, ela tem que casar. E aí, ela pega o 1º homem que ofereça um casamento a ela, mesmo que não seja o casamento ideal.

“Vai que depois eu não arranjo outro casamento, né? É melhor pegar esse logo.”

Quem é que nunca ouviu uma mulher soltar alguma pérola parecida com essa quando um cara cheio de defeitos propôs casamento a ela?

Então, pra esse tipo de mulher, se um homem ofereceu casamento a ela, o fato de ele ter filhos é o menor dos problemas.

Antes que a 1ª feminista que tá lendo esse texto tenha um ataque histérico, quero lembrar que eu não estou falando que TODA mulher faz isso, mas sim mulheres de um tipo específico.

É evidente que também tem muita mulher que não tá nem aí pra casamento. Mas as mulheres obcecadas por casamento não são numa quantidade tão pequena.

Agora, sim, vamos falar sobre os relacionamentos homossexuais, quando uma das partes envolvidas tem filhos.

Não vamos esquecer que a maioria dos bissexuais têm filhos. E que vários homossexuais, algum dia, resolveram transar com alguém do sexo oposto por curiosidade ou pra tentar “virar hétero” e dessa experiência nasceu um filho.

Bom, antes de tudo, vamos lembrar que relacionamentos entre 2 pessoas do mesmo sexo não costumam ser bem-vistos pelas famílias dessas pessoas. Pode até não haver nenhuma reação agressiva por parte da família quando eles sabem que alguém ali tem um relacionamento homo, mas você quase sempre percebe no mínimo um clima incômodo, um olhar atravessado, um comentário recalcado...

Isso só não acontece se a família da pessoa for muito liberal ou se já tiver muito acostumada com o fato da pessoa ser gay ou lésbica.

Então, se alguém que tem filhos começa a namorar uma pessoa do mesmo sexo, além de todos os problemas gerais que eu mencionei lá em cima do texto, muito provavelmente ele também vai ter que enfrentar a rejeição da família dele contra o namoro dele por causa do filho, provavelmente vai ter que enfrentar a rejeição da família da outra pessoa também por causa do filho, vão ter pessoas que convivem com ele que vão fazer comentários do tipo “Se você não tivesse filho, eu não teria nada contra. Mas já que você tem filho, acho uma pouca vergonha você fazer isso.”...

Então, no nosso caso, ter 1 ou mais filhos de um relacionamento anterior também atrapalha.

Muita gente acha que é preconceito não querer namorar ou casar com alguém que já tem filhos. Mas, pensando bem, se a pessoa levar em conta tudo o que eu disse aqui, ela tem todos os motivos do Mundo pra ficar receosa antes de começar um relacionamento assim.

É claro que pode sair tudo muito bem. Mas, como vimos acima, também tem vários motivos pra não sair tudo bem. Isso não é preconceito: é realismo.

Bom, é algo pra se pensar.

Até mais!

2 comentários:

Maurício disse...

No Profissão Repórter de ontem, houve uma mulher que disse quase essa mesma frase que você citou como exemplo: “Vai que depois eu não arranjo outro casamento, né? É melhor pegar esse logo.”.
Ela havia sido agredida pelo marido, mas parece que ela segue aquela mentalidade que é melhor ter uma merda de marido do que não ter marido nenhum!
É impressionante o número de mulheres que vendem a alma ao diado para ter um casamento! E estamos falando de 2011! Se estivéssemos falando de 1911, ainda faria sentido, não é mesmo?
É nessas horas que eu me pergunto: será que a Revolução Feminista dos anos 60 e 70 serviu mesmo para alguma coisa no sentido de mudar a mentalidade das mulheres? Por incrível que pareça, acho que os homens evoluíram mais do que as mulheres em relação à idéia de casamento, em termos de mentalidade. Elas continuam querendo casamento, casamento, casamento, casamento, casamento, casamento, casamento, casamento, casamento, casamento... Eles (ao contrário da mensagem que as mulheres tentam passar na mídia) aprenderam a se virar sem um casamento, sem alguém que cozinhe para eles, sem alguém que lave e passe as roupas deles, sem alguém arrume a casa deles, que até o início do século XX eram trabalhos excluisivos das mulheres.
Ironicamente, a Revolução Feminista parece ter mudado mais a mentalidade dos homens do que a mentalidade das mulheres!

Leo Carioca disse...

Eu vi esse programa.
E concordo com você em relação à mentalidade dos homens.
Isso tudo me lembra aquele ditado:

´´Mulher vive sem homem. Mas homem não vive sem mulher.``

As mulheres que a gente viu nesse programa que você mencionou provam que esse ditado é falso. Tem váááááááááárias mulheres que não vivem sem homem, por pior que esse homem seja! E o comportamento masculino que você lembrou aqui prova que váááááááááários homens vivem sem mulher numa boa.
Mas a mídia tenta passar a imagem oposta dessa questão, né?