Oi!!!
No post de hoje eu vou falar sobre um inconveniente muito grande que a gente encontra no mercado de trabalho e que, se a gente não tomar certos cuidados, podem até fazer a gente perder o emprego. Eu me refiro aos rabos presos.
Talvez essa expressão não seja tão comum em algumas regiões do Brasil, embora a situação seja. Então vou traduzir.
Sabe aquela criatura que faz o que quer e bem entende no ambiente de trabalho e nunca é mandada embora pelo patrão? Pois é. Isso acontece porque o patrão deve algum favor àquela criatura, porque ele deve algum favor a alguém ligado àquela criatura, porque aquela criatura é protegida de algum ‘poderoso’, porque aquela criatura sabe de algum podre do patrão...
A expressão ‘rabo preso’ no mercado de trabalho define essa incapacidade do patrão de mandar um empregado embora, por mais que esse empregado faça merda no ambiente de trabalho.
E com situações assim, se você não tomar cuidado, você é que acaba se ferrando. Porque se você bater de frente com um colega de trabalho e se o seu patrão tiver algum rabo preso com esse seu colega de trabalho, se alguém tiver que rodar nessa história, esse alguém vai ser você. Por mais certo que você esteja e por mais errado que o outro lado esteja.
A melhor forma de evitar isso é ir se informando aos poucos sobre as situações ao seu redor sempre que você chega num ambiente novo de trabalho. Pergunte quem são os funcionários que tão lá há mais tempo, veja se o patrão não leva em conta os erros que esses funcionários cometem, preste atenção se esses funcionários têm mais liberdade do que o comum pra fazer certas coisas no ambiente de trabalho... Se é por aí que a coisa tá andando, preste mais atenção NESSES funcionários específicos e se informe mais sobre eles. Porque isso aí são pequenos indícios (claro que SÓ por isso ainda não dá pra afirmar nada) de que o patrão não pode mandar eles embora.
Se for mesmo esse o caso, evite bater de frente com esses funcionários se surgir alguma discordância com eles. Porque, como eu disse, se tiver algum problema mais sério no futuro, quem vai ser mandado embora não vão ser eles.
Então, se você tem um colega de trabalho nessas condições, finja que não viu certas coisas que ele fez e finja que não ouviu certas coisas que ele disse. Pelo menos se você quiser continuar trabalhando ali.
É claro que tudo tem limites. Se ele tiver cometido alguma agressão contra você, aí é outra história. Aí você deve ir pra delegacia mais próxima pra registrar uma ocorrência. Mas se ainda não chegou a esse ponto, aí você vai ter que se fazer de cego e surdo algumas vezes.
E se você descobrir que esse colega de trabalho tá fazendo alguma coisa ilegal no ambiente de trabalho, não cometa o erro de ir avisar o patrão. Porque o patrão não vai acreditar (ou vai fingir que não vai acreditar) no que você diz e você ainda vai perder o emprego. O máximo que você pode fazer nesse caso é ligar pro Disque-Denúncia e fazer uma denúncia anônima.
Então, sabendo manipular as situações, você consegue não ser atingido por essa criatura.
Quem sai mais prejudicado com isso, na verdade é a própria instituição. Porque quem faz uso daquela instituição acaba passando a olhar torto pra ela por causa daquele funcionário específico.
Eu vou dar 2 exemplos de situações assim que aconteceram comigo. Só não vou dizer o nome das instituições porque tem pessoas lá que não têm nada a ver com isso, né?
Quando eu tava cursando o Ensino Médio, eu estudei numa escola da Tijuca que ocupa um espaço que atravessa um quarteirão de um lado a outro. Então, ela tem 2 saídas, uma pra Rua Visconde de Itamarati e outra pra Avenida Maracanã.
Bom, tinha lá uma professora de Português e Literatura chamada Marielze que passava mais da metade do tempo de aula simplesmente sem trabalhar. Ficava perguntando aos alunos qual era o time de cada um, quem era casado, quem não era...
Quando a aula era sobre Literatura, dava pra ver que ela não entendia porra nenhuma do assunto, porque explicava tudo errado.
Ainda por cima, quando ela corrigia as provas, somava os pontos todos errados e dava as médias erradas pros alunos.
E quando surgia o assunto ‘homossexualidade’ em sala, ela sempre fazia questão de falar que os homossexuais são anormais e de comparar os homossexuais com marginais.
Talvez alguém teja pensando que eu podia denunciar ela por falar isso em público. Mas tem 2 questões aí:
Em 1º lugar, isso foi nos anos 90. E que eu saiba, naquela época ainda não existiam leis específicas pra punir alguém por discriminação de orientação sexual (se fosse hoje, é claro que eu ligava pro Dique-Denúncia).
Em 2º lugar, se eu fosse à direção ou à coordenação pra reclamar dela, provavelmente não ia adiantar nada, porque provavelmente era um caso de rabo preso.
Vamos ver por quê:
Ela fazia questão de falar em alto e bom som que era a professora mais antiga daquela escola. E aquela escola faz parte de uma rede que tem filiais em vários bairros do Rio. Inclusive tinha outra filial também na Tijuca, na Rua Marquês de Valença, que já fechou.
Pois é. Eu estudei nessa filial da Marquês de Valença. E aí vi que TODOS os professores que trabalham nessa rede de escolas trabalham em 2 ou 3 filiais dela... Mas essa tal de Marielze trabalhava só na Visconde de Itamarati.
Aí é só a gente ligar os pontos, né? Se ela era a professora mais antiga de lá, se ela trabalhava só lá e se ela tinha liberdade pra fazer o que quisesse e bem entendesse lá, é óbvio que algum administrador daquela filial tinha algum rabo preso com ela: não podia mandar ela embora.
Então, mesmo que alguém fosse reclamar dela com o diretor ou com o coordenador, não ia dar em nada.
E o outro exemplo que eu vou dar é de um curso de Italiano que eu fiz, que tem a sede na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio.
Tinha lá uma professora chamada Udine que era a unanimidade em antipatia pra todos no curso.
Eu nunca fui aluno dela. Mas 99% dos meus colegas que foram alunos dela tinham horror a ela. E os outros professores também não iam muito com a cara dela.
Bom, o que eu vi, pelo menos, foi uma vez que uma outra professora tava dando aula, evidentemente na própria sala dela, e aí começou a tocar o CD do livro que ela tava usando, pros alunos irem lendo o texto e ouvindo ao mesmo tempo. É uma prática comum em qualquer curso de língua, né?
Bom, aí, do nada, a tal de Udine quase arrombou a porta sala e entrou aos berros, de dedo na cara da outra professora, mandando ela parar de tocar o CD porque o barulho tava incomodando ela!
E com os alunos dela, pelo que eu fiquei sabendo, a coisa não era muito diferente disso, não.
Eu também soube que todo dia alguém ligava pro curso pra reclamar de alguma coisa que ela fazia. Mas a resposta da secretária que atendia era sempre a mesma:
“Deve ter havido algum equívoco porque a Professora Udine é uma excelente professora e nós não temos nada o que reclamar dela. Bom dia!”
E batia o telefone.
Então, parece ser um caso de rabo preso também.
Bom, esses 2 exemplos que eu dei comprovam que, se você esbarra com alguém que tem as ‘costas quentes’ numa instituição, não adianta você ir reclamar com o administrador da instituição (principalmente se for uma instituição particular).
A conclusão à qual a gente chega é basicamente o que eu disse lá em cima: se essa criatura ainda não chegou a falar nem fazer nada muito sério contra você, finja que você não tá vendo nem ouvindo; se já aconteceu alguma coisa mais séria, aí procure uma delegacia ou ligue pro Disque-Denúncia, mas não perca o seu tempo tentando falar com o administrador da instituição.
Vou deixar esse texto só em Português porque me parece um problema mais específico da gente aqui, né?
Bom, até mais!
No post de hoje eu vou falar sobre um inconveniente muito grande que a gente encontra no mercado de trabalho e que, se a gente não tomar certos cuidados, podem até fazer a gente perder o emprego. Eu me refiro aos rabos presos.
Talvez essa expressão não seja tão comum em algumas regiões do Brasil, embora a situação seja. Então vou traduzir.
Sabe aquela criatura que faz o que quer e bem entende no ambiente de trabalho e nunca é mandada embora pelo patrão? Pois é. Isso acontece porque o patrão deve algum favor àquela criatura, porque ele deve algum favor a alguém ligado àquela criatura, porque aquela criatura é protegida de algum ‘poderoso’, porque aquela criatura sabe de algum podre do patrão...
A expressão ‘rabo preso’ no mercado de trabalho define essa incapacidade do patrão de mandar um empregado embora, por mais que esse empregado faça merda no ambiente de trabalho.
E com situações assim, se você não tomar cuidado, você é que acaba se ferrando. Porque se você bater de frente com um colega de trabalho e se o seu patrão tiver algum rabo preso com esse seu colega de trabalho, se alguém tiver que rodar nessa história, esse alguém vai ser você. Por mais certo que você esteja e por mais errado que o outro lado esteja.
A melhor forma de evitar isso é ir se informando aos poucos sobre as situações ao seu redor sempre que você chega num ambiente novo de trabalho. Pergunte quem são os funcionários que tão lá há mais tempo, veja se o patrão não leva em conta os erros que esses funcionários cometem, preste atenção se esses funcionários têm mais liberdade do que o comum pra fazer certas coisas no ambiente de trabalho... Se é por aí que a coisa tá andando, preste mais atenção NESSES funcionários específicos e se informe mais sobre eles. Porque isso aí são pequenos indícios (claro que SÓ por isso ainda não dá pra afirmar nada) de que o patrão não pode mandar eles embora.
Se for mesmo esse o caso, evite bater de frente com esses funcionários se surgir alguma discordância com eles. Porque, como eu disse, se tiver algum problema mais sério no futuro, quem vai ser mandado embora não vão ser eles.
Então, se você tem um colega de trabalho nessas condições, finja que não viu certas coisas que ele fez e finja que não ouviu certas coisas que ele disse. Pelo menos se você quiser continuar trabalhando ali.
É claro que tudo tem limites. Se ele tiver cometido alguma agressão contra você, aí é outra história. Aí você deve ir pra delegacia mais próxima pra registrar uma ocorrência. Mas se ainda não chegou a esse ponto, aí você vai ter que se fazer de cego e surdo algumas vezes.
E se você descobrir que esse colega de trabalho tá fazendo alguma coisa ilegal no ambiente de trabalho, não cometa o erro de ir avisar o patrão. Porque o patrão não vai acreditar (ou vai fingir que não vai acreditar) no que você diz e você ainda vai perder o emprego. O máximo que você pode fazer nesse caso é ligar pro Disque-Denúncia e fazer uma denúncia anônima.
Então, sabendo manipular as situações, você consegue não ser atingido por essa criatura.
Quem sai mais prejudicado com isso, na verdade é a própria instituição. Porque quem faz uso daquela instituição acaba passando a olhar torto pra ela por causa daquele funcionário específico.
Eu vou dar 2 exemplos de situações assim que aconteceram comigo. Só não vou dizer o nome das instituições porque tem pessoas lá que não têm nada a ver com isso, né?
Quando eu tava cursando o Ensino Médio, eu estudei numa escola da Tijuca que ocupa um espaço que atravessa um quarteirão de um lado a outro. Então, ela tem 2 saídas, uma pra Rua Visconde de Itamarati e outra pra Avenida Maracanã.
Bom, tinha lá uma professora de Português e Literatura chamada Marielze que passava mais da metade do tempo de aula simplesmente sem trabalhar. Ficava perguntando aos alunos qual era o time de cada um, quem era casado, quem não era...
Quando a aula era sobre Literatura, dava pra ver que ela não entendia porra nenhuma do assunto, porque explicava tudo errado.
Ainda por cima, quando ela corrigia as provas, somava os pontos todos errados e dava as médias erradas pros alunos.
E quando surgia o assunto ‘homossexualidade’ em sala, ela sempre fazia questão de falar que os homossexuais são anormais e de comparar os homossexuais com marginais.
Talvez alguém teja pensando que eu podia denunciar ela por falar isso em público. Mas tem 2 questões aí:
Em 1º lugar, isso foi nos anos 90. E que eu saiba, naquela época ainda não existiam leis específicas pra punir alguém por discriminação de orientação sexual (se fosse hoje, é claro que eu ligava pro Dique-Denúncia).
Em 2º lugar, se eu fosse à direção ou à coordenação pra reclamar dela, provavelmente não ia adiantar nada, porque provavelmente era um caso de rabo preso.
Vamos ver por quê:
Ela fazia questão de falar em alto e bom som que era a professora mais antiga daquela escola. E aquela escola faz parte de uma rede que tem filiais em vários bairros do Rio. Inclusive tinha outra filial também na Tijuca, na Rua Marquês de Valença, que já fechou.
Pois é. Eu estudei nessa filial da Marquês de Valença. E aí vi que TODOS os professores que trabalham nessa rede de escolas trabalham em 2 ou 3 filiais dela... Mas essa tal de Marielze trabalhava só na Visconde de Itamarati.
Aí é só a gente ligar os pontos, né? Se ela era a professora mais antiga de lá, se ela trabalhava só lá e se ela tinha liberdade pra fazer o que quisesse e bem entendesse lá, é óbvio que algum administrador daquela filial tinha algum rabo preso com ela: não podia mandar ela embora.
Então, mesmo que alguém fosse reclamar dela com o diretor ou com o coordenador, não ia dar em nada.
E o outro exemplo que eu vou dar é de um curso de Italiano que eu fiz, que tem a sede na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio.
Tinha lá uma professora chamada Udine que era a unanimidade em antipatia pra todos no curso.
Eu nunca fui aluno dela. Mas 99% dos meus colegas que foram alunos dela tinham horror a ela. E os outros professores também não iam muito com a cara dela.
Bom, o que eu vi, pelo menos, foi uma vez que uma outra professora tava dando aula, evidentemente na própria sala dela, e aí começou a tocar o CD do livro que ela tava usando, pros alunos irem lendo o texto e ouvindo ao mesmo tempo. É uma prática comum em qualquer curso de língua, né?
Bom, aí, do nada, a tal de Udine quase arrombou a porta sala e entrou aos berros, de dedo na cara da outra professora, mandando ela parar de tocar o CD porque o barulho tava incomodando ela!
E com os alunos dela, pelo que eu fiquei sabendo, a coisa não era muito diferente disso, não.
Eu também soube que todo dia alguém ligava pro curso pra reclamar de alguma coisa que ela fazia. Mas a resposta da secretária que atendia era sempre a mesma:
“Deve ter havido algum equívoco porque a Professora Udine é uma excelente professora e nós não temos nada o que reclamar dela. Bom dia!”
E batia o telefone.
Então, parece ser um caso de rabo preso também.
Bom, esses 2 exemplos que eu dei comprovam que, se você esbarra com alguém que tem as ‘costas quentes’ numa instituição, não adianta você ir reclamar com o administrador da instituição (principalmente se for uma instituição particular).
A conclusão à qual a gente chega é basicamente o que eu disse lá em cima: se essa criatura ainda não chegou a falar nem fazer nada muito sério contra você, finja que você não tá vendo nem ouvindo; se já aconteceu alguma coisa mais séria, aí procure uma delegacia ou ligue pro Disque-Denúncia, mas não perca o seu tempo tentando falar com o administrador da instituição.
Vou deixar esse texto só em Português porque me parece um problema mais específico da gente aqui, né?
Bom, até mais!
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