domingo, 22 de janeiro de 2012

ODUDUA e OGUM

ODUDUA


De uma forma parecida com Xangô, Odudua foi um rei humano antes de começar a ser cultuado como deus.
Até algumas tribos muçulmanas do Oeste da África se consideram descendentes dele enquanto era rei.
Embora algumas tradições mencionem Odudua como uma das divindades mais antigas, que já existiam desde o início do Mundo, isso é questionável.
Os mitos e lendas que afirmam isso, de acordo com alguns estudiosos, parecem ter sido deturpados ao longo dos séculos. E o próprio Pierre Verger não reconhece muitos mitos originais africanos que mencionem Odudua como uma divindade do início do Mundo.
Bom, a maior parte dos mitos mencionam ele como uma divindade que, embora fique no mesmo nível que todos os deuses e deusas comuns, não aceita Oxalá como Divindade Superior. E talvez isso explique o fato do culto de Odudua ser raro no Brasil: o grande prestígio que Oxalá tem por aqui entre os candomblecistas, umbandistas e até alguns católicos pode fazer com que eles vejam com maus olhos uma divindade que se opõe a Oxalá.
O sexo de Odudua às vezes é um tanto indefinido: em alguns mitos e lendas ele aparece como um deus masculino; em outros, como uma deusa feminina.
Alguns supõem que isso se deve à fusão de 2 divindades, uma masculina e outra feminina, chamadas igualmente de Odudua (o Odudua masculino seria o rei divinizado mencionado acima e a Odudua feminina seria uma deusa da terra). E que, a partir de algum momento, passaram a receber culto como se fossem a mesma divindade. Mas também não há certeza disso.
Como se vê, é um pouco difícil definir esse deus. Mas, como a maior parte das tradições do Candomblé associam ele à terra ou ao encontro da terra com a água, ele pode ser considerado um deus da terra, que é a melhor oferenda pra ele, devendo ser jogada sobre um rio, sobre um lago ou sobre o próprio Mar.
Em Cuba, Odudua adquiriu algumas características de deus da morte. E nessa função, os melhores momentos pra invocar ele são o período de lua nova e o 1º dia de Inverno (quando as energias da morte estão fluindo com mais força na Natureza). E como deus da terra, não há um momento específico pra chamar invocar ele.

In a similar way of Shango’s, Oduduwa was a human king before started being worshipped as a god.
Even some muslim tribes from West Africa see themselves as descendants of this king.
Some traditions mention Oduduwa as one of the deities who were born at the beginning of the World. But the authenticity of these stories is questionable.
According to some historiographers, the myths and legends that tell this seem to have been distorted along the centuries. And Pierre Verger himself doesn’t recognize many African myths which mention Oduduwa as a so ancestral deity.
He stays on the same level of all the common gods and goddesses. But most of his myths state he doesn’t accept Obatala as the Superior Deity. Probably Oduduwa’s worship is so rare in Brazil because of that. Candomblecists, umbandists and even some Brazilian catholics have a great affection for Obatala. Then, they’re supposed to reject a deity who opposes himself to Him/Her.
Oduduwa’s gender isn’t so clear. Some myths portray him as a male deity and some other ones portray him as a female deity.
Some historiographers suppose it happens because there were a god and a goddess named Oduduwa in the past (the god was the already mentioned divinized king and the goddess was a deity of earth). And from some point they started being worshipped as the same deity. But there’s no sure about that.
As you can see, defining this god isn’t so easy. But most of the candomblecist traditions associate him to earth. So he can be seen as a god of earth. And this is the best offering to him. You can throw earth to him on a river, on a lagoon or even on the Sea.
In Cuba, Oduduwa is seen also as a god of death. And in this case the best moments to worship him are the new-moon period and the 1st day of Winter (the energies of death are flowing more strongly in Nature in these moments). And there isn’t a specific moment to worship him as a god of earth.

De una manera similar a la de Changó, Odudúa era un rey humano antes que empezasen a adorarlo como un dios.
A propósito, algunas tribus musulmanas de África Occidental se consideran descendientes de este rey.
Algunas tradiciones mencionan Odudúa como una de las divinidades que nacieron al comienzo del Mundo. Sin embargo, la autenticidad de estas historias es cuestionable.
De acuerdo con algunos historiadores, los mitos y leyendas que lo dicen parecen haber sido distorsionados a lo largo de los siglos. Y hasta mismo Pierre Verger no reconoce muchos de los mitos africanos que mencionan Odudúa como una deidad tan ancestral así.
El se queda en el mismo nivel que todos los dioses y diosas comunes. Pero la mayoría de sus mitos dicen que él no acepta Obatala como la Deidad Superior. Probablemente, el culto de Odudúa es tan poco común en Brasil a causa de eso. Candomblecistas, umbandistas y hasta mismo algunos católicos brasileños tienen un gran afecto por Obatala. Así, es lógico que no les guste mucho una divinidad que Lo/La rechaza.
El sexo de Odudúa no es muy claro. Lo vemos en algunos mitos como un dios masculino y en otros como una diosa femenina.
Algunos historiadores suponen que eso se debe a que hubo un dios y una diosa llamados igualmente Odudúa en el pasado (el dios sería el ya mencionado rey divinizado y la diosa sería una deidad de la tierra). Y a partir de algún momento, comenzaron a ser adorados como la misma divinidad. Pero no se sabe si fue realmente así.
Como se puede ver, la definición de este dios no es tan fácil. Pero la mayoría de las tradiciones candomblecistas lo asocian a la tierra. Así, se puede verlo como un dios de la tierra, que es la mejor ofrenda para él. Se puede echarle la tierra en un río, en una laguna o en el propio Mar.
Algunas tradiciones cubanas muestran Odudúa como un dios de la muerte. Y en este caso, los mejores momentos para adorarlo son el período de luna nueva y el primer día de Invierno (las energías de la muerte están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza en estos momentos). Y no hay un momento específico para adorarlo como un dio de la tierra.

In un modo simile a quel di Shango, Odudua era un re umano prima di essere adorato come un dio.
Anche alcune tribù musulmane dell’Africa Occidentale si considerano discendenti di questo re.
Alcune tradizioni menzionano Odudua come una delle divinità che sono nate all’inizio del Mondo. Ma l’autenticità di queste storie è discutibile.
Secondo alcuni storiografi, i miti e le leggende che lo raccontano sembrano esser stati distorti lungo i secoli. Ed anche Pierre Verger non riconosce molti miti africani che menzionino Odudua come una divinità così ancestrale.
Rimane sullo stesso livello degli dei e dee comuni. Ma la maggior parte dei suoi miti raccontano che lui non accetta Obatala come la Divinità Superiore. Probabilmente, il culto di Odudua è così raro in Brasile a causa di questo. Candomblecisti, umbandisti ed anche alcuni cattolici brasiliani hanno un grande affetto per Obatala. Così, si capisce che non piaccia a loro una divinità che se oppone a Lui/Lei.
Il sesso di Odudua non è così chiaro. Alcuni miti lo mostrano come una divinità maschile e alcuni altri lo mostrano come una divinità femminile.
Secondo alcuni storiografi, questo succede perché c’erano un dio e una dea chiamati Odudua al passato (il dio sarebbe il già citato re divinizzato e la dea sarebbe una divinità della terra). E da un certo punto, hanno cominciato a venerarlo come la stessa divinità. Ma non si sa se questo è vero.
Come potete vedere, definire questo dio non è così facile. Ma la maggior parte delle tradizioni candombleciste lo associano alla terra. Così, può essere visto come un dio della terra, che è la migliore offerta per lui. Si può dare la terra a lui lanciandola su un fiume, su una laguna o addirittura sul Mare.
In Cuba, c’è gente che vede Odudua anche come un dio della morte. E in questo caso, i migliori momenti per adorarlo sono il periodo di luna nuova e il primo giorno di Inverno (le energie della morte scorrono con più forza nella Natura in questi momenti). E non c’è un momento specifico per adorarlo come un dio della terra.

OGUM


Esse é o deus dos metais e da guerra.
De acordo com alguns historiadores, Ogum é uma das divindades mais antigas da Nigéria.
Ao contrário do que muitos podem pensar, já que vários orixás são deuses de rios com nomes iguais aos deles e existe na Nigéria um rio chamado Ogum, o orixá Ogum não é o deus do Rio Ogum. Existe aí simplesmente uma semelhança de nomes.
Como deus dos metais, ele sempre tem que receber um agradecimento em voz alta quando alguém usa qualquer objeto de metal no culto de qualquer outra divindade.
Como deus da guerra, Ogum é a única divindade invencível numa luta física. A única que quase se assemelha a ele é Obá. Mas mesmo ela é derrotada quando luta contra Ogum. E a imagem dele de grande guerreiro que nunca é derrotado aparece em basicamente todos os mitos que mencionam ele.
Como deus da guerra, ele é considerado a mais violenta de todas as divindades, o que deu origem ao ditado:

“Ogum é o orixá que, tendo água em casa, se lava com sangue.”

A ira de Ogum, mencionada em várias tradições do Candomblé, é o expoente máximo da violência dentro do conhecimento da Nigéria Antiga.
Apesar da personalidade tão associada à destruição desse deus, ele sabe perdoar os humanos que cometem erros contra ele. Desde que a pessoa implore o perdão dele com sinceridade e desde que ele entenda que a pessoa errou sem saber o que estava fazendo.
A única coisa que Ogum não perdoa de maneira nenhuma é ser invocado em vão. E por isso, antes de invocar ele, é preciso pensar bem no motivo da invocação e constatar se ela é mesmo necessária.
Por outro lado, ele tem a característica da invocação em extremo, que, pelo motivo já mencionado, só pode ser feita em casos específicos: você pode invocar esse deus em voz alta pedindo que ele destrua um inimigo que está perseguindo você sem parar. Mas isso só pode ser feito se você já tiver tentado todos os outros métodos que conhece pra se livrar daquele inimigo e se aquele inimigo tiver atacado você pela última vez há menos de 7 dias. Se Ogum é invocado em extremo pra destruir esse inimigo, ele destrói. Mas se ele é invocado pra isso e não encontra o inimigo, ele mata a pessoa que invocou ele em vão.
Outro poder dele é desviar a violência: ele pode fazer com que tudo seja destruído num lugar, menos as pessoas dali que são protegidas por ele.
A cidade de Irê, formada por 7 aldeias aglomeradas, é frequentemente mencionada nos mitos de Ogum. E eventualmente ele é mencionado como o rei dessa cidade. Assim, tudo mostra que Irê foi o grande centro do culto desse deus na Nigéria.
Ele tem um desejo sexual insaciável. E de acordo com os mitos, já foi amante de várias deusas, como Oxum, Iemanjá e Obá. E até mesmo mulheres humanas aparecem entre as aventuras dele.
O único relacionamento mais sério de Ogum reconhecido pela maioria das tradições do Candomblé foi com Iansã. Nada menos que 9 filhos nasceram do romance dele com essa deusa.
Quase todas as tradições do Candomblé e da Umbanda falam sobre uma forte rivalidade entre Xangô e Ogum. E as atitudes de um pra provocar o outro são frequentes.
Outra divindade que não baixa a cabeça pra Ogum é Nanã. Essa deusa chega a proibir o uso de metal durante os rituais dela pra não ter que agradecer a Ogum por causa disso.
O melhor lugar pra deixar as oferendas dele são as florestas. E qualquer objeto de ferro pode ser entregue a ele como oferenda.
Os melhores momentos pra invocar Ogum por motivos associados à guerra e à destruição são o período de lua minguante e o 1º dia de Inverno (quando as energias de destruição estão fluindo com mais força na Natureza). E como deus dos metais ele não tem um momento específico pra ser invocado.

Ogoun is the god of metals and war.
According to some historiographers, he is one of the oldest deities of Nigeria.
Many orishas are the deities of the rivers which have their same names. And there’s a river called Ogoun in Nigeria. But Ogoun isn’t the god of the Ogoun River. There’s just a similarity of names in this case.
As the god of metals, he always has to be thanked out loud when someone uses any metal object in the worship of any other deity.
As the god of war, Ogoun is the only deity invincible in a physical fight. The only deity almost similar to him in this aspect is Oba. But even she is always defeated when fights against Ogoun. And his image as the greatest warrior who is never defeated can be seen in basically all the myths that mention him.
He is also seen as the most violent among all the deities. And there’s a saying about that:

“Ogoun is the god who washes himself with blood even if he has water with him.”

Ogoun’s wrath is mentioned at several candomblecist traditions. And it’s the epitome of violence in the knowledge of Ancient Nigeria.
In spite of having a personality so connected to destruction, this god can forgive the humans who do mistakes against him. If the person begs his forgiveness sincerely and if he understands the person did that mistake without knowing what was doing.
The only thing that Ogoun does not forgive in any way is being invoked in vain. And so, before invoking him, you have to think about the reason for the invocation and see if it’s really necessary.
On the other hand, he has the characteristic of the invocation in the extreme. But for the reason mentioned above, it may be done only in specific cases. Anyway, you may invoke this god aloud asking him to destroy an enemy who is persecuting you without stopping. But it may be done only if you have already tried all other known methods to get rid of that enemy and if he attacked you for the last time at most 7 days ago. If Ogoun is invoked in the extreme to destroy that person, he will do that. But if you invoke him in this way and he doesn’t meet the person, he will destroy you.
Another of his powers is controlling the direction of violence: he can destroy everything at a place, except the people protected by him.
A town named Ire was formed by 7 villages connected to each other. And it’s generally mentioned in Ogoun’s myths. Sometimes he is even mentioned as the King of Ire. Then, it shows Ire was the main center of this god’s worship in Nigeria.
He is imagined as an extremely lustful god. And his myths mention him as the lover of several goddesses: Oshun, Yemanja, Oba... And even human women are mentioned as his lovers.
But, according to most of the candomblecist traditions, the only serious love affair he was able to have in all his existence was with Iansan. And he gave birth to 9 children by this goddess.
Almost all the candomblecist and umbandist traditions mention Shango as Ogoun’s greatest rival. And the attitudes of one of them to annoy the other are common in the myths.
Another deity who doesn’t like Ogoun so much is Nana. This goddess even prohibits the use of metal during her rituals for not having to thank Ogoun for that.
The best places to leave his offerings are forests. And any iron object can be given to him as an offering.
The best moments to invoke him for reasons associated to war and destruction are the waning-moon period and the 1st day of Winter (when the energies of destruction are flowing more strongly in Nature). And as the god of metals he doesn’t have a specific moment to be invoked.

Oggun es el dios de los metales y de la guerra.
De acuerdo con algunos historiadores, es una de las deidades más antiguas de Nigeria.
Muchos orishas son las deidades de los ríos que tienen sus mismos nombres. Pero aunque haya un río llamado Oggun en Nigeria, Oggun no es el dios de ese río. Sólo hay una similitud de nombres en este caso.
Siendo él el dios de los metales, cuando alguien utiliza un objeto metálico en la adoración de cualquier otra deidad, hay que agradecer al dios en voz alta.
Como dios de la guerra, Oggun es la única deidad invencible en una pelea física. La única deidad casi similar a él en este aspecto es Obbá. Pero mismo ella siempre es derrotada cuando pelea contra Oggun. Y en prácticamente todos los mitos que lo mencionan se puede ver su imagen como el mayor de todos los guerreros y que nunca es derrotado.
También es visto como el más violento entre todas las deidades. Y hay un dicho al respecto:

“Oggun es el dios que se lava con sangre mismo si tiene agua con él.”

La ira de Oggun es mencionada en varias tradiciones candomblecistas. Y es el exponente máximo de la violencia en la cultura de la Antigua Nigeria.
A pesar de tener una personalidad tan conectada a la destrucción, este dios sabe perdonar los errores que humanos hacen contra él. Si la persona se le pide perdón con sinceridad y si él entiende que la persona hizo aquél error sin saber lo que estaba haciendo.
Lo único que Oggun no perdona de ninguna manera es ser invocado en vano. Y por lo tanto, antes de invocar a él, tienes que pensar en el motivo de la invocación y ver si es realmente necesario hacerla.
Por otro lado, él tiene la característica de la invocación en extremos. Pero, por la razón mencionada anteriormente, se puede hacerla sólo en casos muy específicos. De todos modos, puedes invocar a este dios en voz alta pidiéndole que destruya a un enemigo que te está persiguiendo sin parar. Pero puedes hacerlo sólo si ya has intentado todos los otros métodos conocidos para librarte de ese enemigo y si él te atacó por última vez hace menos de 7 días. Si Oggun es invocado en extremos para destruir a esa persona, él va a hacer eso. Pero si le haces una invocación de este tipo y él no encuentra a esa persona, él destruirá a tí.
Otro de sus poderes es el control de la dirección de la violencia: él puede destruir a todo en un lugar, a excepción de las personas protegidas por él.
Una ciudad llamada Iré, formada por 7 pueblos conectados entre sí, es casi siempre mencionada en los mitos de Oggun. El llega a ser llamado de Rey de Iré algunas veces. Así, se puede creer que Iré fue el gran centro del culto de ese dios en Nigeria.
El es imaginado como un dios muy lujurioso. Y sus mitos lo mencionan como amante de varias diosas: Oshun, Yemayá, Obbá... Y hasta mismo mujeres humanas son mencionadas como sus amantes.
Pero, de acuerdo con la mayoría de las tradiciones candomblecistas, el único romance serio que él fue capaz de tener en toda su existencia fue con Iansán, con quien tuvo 9 hijos.
Casi todas las tradiciones candomblecistas y umbandistas mencionan Changó como el mayor rival de Oggun. Y las actitudes de uno de ellos para molestar al otro son comunes en los mitos.
Otra divinidad a quien Oggun no gusta mucho es Nanán. A propósito, esta diosa prohíbe el uso de metales en sus rituales para no tener que agradecer a Oggun por eso.
El mejor lugar para dejar las ofrendas de Oggun son las florestas. Y podemos dársele cualquier objeto de hierro como ofrenda.
Los mejores momentos para invocarlo por razones asociadas a la guerra y la destrucción son el período de luna menguante y el primer día de Invierno (cuando las energías de destrucción están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza). Y como dios de los metales no hay un momento específico para invocarlo.

Ogun è il dio dei metalli e della guerra.
Secondo alcuni storiografi, è una delle più antiche divinità della Nigeria.
Molti oriscià sono le divinità dei fiumi che hanno i loro stessi nomi. E c’è un fiume chiamato Ogun nella Nigeria. Ma Ogun non è il dio del Fiume Ogun. C’è solo una somiglianza di nomi in questo caso.
Visto che lui è il dio dei metalli, quando qualcuno usa qualsiasi oggetto metallico nel culto di qualsiasi altra divinità, deve ringraziare il dio.
Come dio della guerra, Ogun è l’unica divinità invincibile in uno scontro fisico. L’unica divinità quasi simile a lui in questo aspetto è Obà. Ma anche lei è sempre sconfitta quando combatte contro Ogun. E la sua immagine come il più grande guerriero e che non è mai sconfitto può essere vista in praticamente tutti i miti che lo menzionano.
Lui è anche visto come il più violento tra tutte le divinità. E c’è un detto basato su questo:

“Ogun è il dio che si lava con sangue anche se ha acqua con lui.”

L’ira di Ogun è menzionata per diverse tradizioni candombleciste. Ed è il massimo della violenza nella cultura dell’Antica Nigeria.
Nonostante abbia una personalità così legata alla distruzione, questo dio sa perdonare gli umani che fanno errori contro di lui. Se la persona implora il suo perdono con sincerità e se lui capisce che la persona ha sbagliato senza sapere cosa stava facendo.
L’unica cosa che Ogun non perdona in nessun modo è quando qualcuno lo richiama invano. E così, prima di invocarlo, si deve pensare al motivo del richiamo e vedere se è davvero necessario.
D’altra parte, lui ha la caratteristica dell’invocazione al limite. Ma, per la ragione di cui ho parlato sopra, questo può essere fatto solo in casi molto specifici. In ogni caso, tu puoi invocare questo dio ad alta voce per chiedergli di distruggere un nemico che ti sta perseguitando senza fermare. Ma questo può essere fatto solo se hai già provato tutti gli altri metodi noti per sbarazzarti di quel nemico e se lui ti ha attaccato per l’ultima volta al massimo 7 giorni fa. Se tu richiami Ogun al limite per distruggere quella persona, lui lo farà. Ma se tu lo richiami in questo modo e lui non trova il nemico, lui distruggerà a te.
Un altro dei suoi poteri è il controllo della direzione della violenza: lui può distruggere tutto in un posto, ad eccezione della gente protetta da lui.
Nei miti di Ogun si parla quasi sempre di una città chiamata Irè, formata da 7 villaggi collegati tra loro. Alle volte, lo chiamano anche Re di Irè. Così, si può capire che Irè era il principale centro del culto di questo dio nella Nigeria.
Si parla di lui come un dio molto lussurioso. E i suoi miti lo menzionano come amante di molte dee: Oshun, Yemaja, Obbá... E anche alcune donne umane sono menzionate come amanti sue.
Ma, secondo la maggior parte delle tradizioni candombleciste, l’unica relazione seria che lui ha avuto in tutta la sua esistenza è stata con Iansan. E lui ha avuto 9 figli con questa dea.
Quasi tutte le tradizioni candombleciste e umbandiste menzionano Shango come il principale rivale di Ogun. I miti li mostrano sempre attaccando uno all’altro.
Un’altra divinità che non ama Ogun così tanto è Nana. Questa dea anche vieta l’uso del metallo durante i suoi rituali per non dover ringraziare Ogun per questo.
I migliori posti per lasciare le sue offerte sono le foreste. E qualsiasi oggetto di ferro può essere dato a lui come offerta.
I migliori momenti per invocarlo per motivi connessi alla guerra e alla distruzione sono il periodo di luna calante e il primo giorno di Inverno (quando le energie di distruzione scorrono con più forza nella Natura). E come dio dei metalli non c’è un momento specifico per invocarlo.

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