terça-feira, 27 de dezembro de 2011

1 ANO DE PRIMAVERA ÁRABE

Mais uma coisinha...

Já que no post acima eu mencionei o Islamismo, vamos lembrar que esse mês se completou 1 ano que começou no Norte da África e no Sudoeste da Ásia o movimento conhecido como Primavera Árabe.

Em tese, esse movimento pretende derrubar os sistemas de governo totalitários inspirados no Islamismo que estão instalados nos países daquelas regiões e substituir por sistemas de governo democráticos. E incontáveis manifestações populares, algumas bastante violentas, explodiram em basicamente todos os países que ficam ali.

Como consequência dessas manifestações, 3 ditadores foram derrubados ao longo de 2011: em Janeiro, o ditador da Tunísia caiu; em Fevereiro, o ditador do Egito caiu; e em Agosto, o ditador da Líbia caiu.

Só que os novos sistemas de governo que estão entrando no lugar dos que caíram não parecem ser exatamente o que a gente chamaria de “democráticos”: muitos dos novos governantes do Egito, Líbia e Tunísia falam abertamente que os novos sistemas de governo vão ser inspirados em proibições que o Alcorão faz.

Em outras palavras esses países estão trocando seis por meia dúzia: aparentemente, vão sair antigos sistemas de governo totalitários inspirado no Alcorão e no lugar deles vão entrar novos sistemas de governo totalitários inspirado no Alcorão, no mesmo peso e na mesma medida.

E muito provavelmente, os próprios povos desses países vão aceitar tudo de cabeça baixa.

Explica-se: observando a mentalidade dominante dos países muçulmanos que ficam do Marrocos pra lá, a gente vê que os muçulmanos não gostam de liberdade, mas sim de opressão. Eles gostam de idolatrar a imagem de um homem que impõe a vontade dele a todo o resto da sociedade e que castiga todos que discordem dele severamente, quase sempre com castigos físicos (80 chibatadas, amputação de mão, apedrejamento até a morte...). No entender deles, um governante que se comporta assim está protegendo o povo e impedindo que o povo caia em erro.

Vamos lembrar que o próprio Maomé tratava assim os seguidores dele. Então, até por causa da religião, os muçulmanos gostam de idolatrar a imagem de um ditador, que eles veem como o maior de todos os heróis deles, como o salvador da pátria deles, o grande protetor deles e tal. E quando alguém chega num grupo muçulmano que vive do Marrocos pra lá e tenta instalar a democracia, o próprio povo geralmente não aceita. Eles preferem continuar lá idolatrando o tirano da vez. Quando muito, eles querem trocar um tirano pelo outro, mas não querem dar fim à tirania.

Não se esqueçam de que o último país do Mundo a acabar oficialmente com a escravidão fica no Norte da África. É a Mauritânia: a escravidão lá só foi proibida por lei em 1981, há 30 anos atrás! Isso é um pequeno exemplo de como os povos daquela região ‘gostam’ de democracia e liberdade.

É claro que, se a gente tiver falando de um muçulmano que foi criado na Europa ou nas Américas, ou que pelo menos foi criado tendo acesso direto à cultura ocidental, aí já costuma ser uma situação totalmente diferente. Aí é bem possível que já vá ser um muçulmano com outra mentalidade, né? Provavelmente, ele não vai ter essa idolatria pelo autoritarismo que os muçulmanos do Oriente e do Norte da África têm.

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