segunda-feira, 19 de setembro de 2011

AS 2 VERSÕES DE ‘WILLARD’

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada numa história de terror inspirada num livro (Ratman’s Notebooks, do Stephen Gilbert) que rendeu 2 filmes. Na verdade, rendeu o original em 1971 e um remake em 2003. Mas os 2 com o mesmo título: Willard, nome do personagem principal.

Vou falar sobre os 2 filmes, pra gente poder comparar.

Bom, primeiro, é claro, vamos ver como foi a versão original, de 1971.


O filme, lançado no Brasil com o nome de Calafrio, começa no dia do aniversário de 27 anos do Willard. E ele é retratado desde o início como um jovem atrapalhado e exageradamente tímido. Mas logo nos primeiros minutos do filme já entendemos por quê...

Quando chega em casa, vindo do trabalho, ele vê que a mãe preparou uma festa surpresa pra ele... Mas é literalmente uma festa de criança, com chapeuzinho, brinquedinho e tudo. E convidou todas as tias velhas da família, que, no início, ficam beijando e abraçando ele da forma mais infantilizadora possível, e logo depois, começam a conversar só entre elas e ele acaba ficando meio invisível ali.

O Willard atura aquele circo por alguns minutos, até que se apurrinha e sai pro jardim carregando um pedaço de bolo, enquanto a mãe dele (finge que) passa mal, horrorizada com a “malcriação do menino”.

Então, ele só é inseguro e tímido da forma que é porque mora sozinho naquela mansão sombria com aquela mãe infantilizadora. E várias outras cenas ao longo do filme mostram a mãe dele eternamente reclamando, cobrando, tendo ataques histéricos e sobrecarregando ele com uma série de exigências que nunca são satisfeitas.

Bom, quando sai pro jardim, ele vê um rato. E tenta espantar o bicho jogando um pedaço de bolo nele. Mas, em vez de fugir, o rato come o bolo. E achando aquilo engraçado, o Willard joga mais bolo pra ele.

No dia seguinte, ele volta ao jardim, encontra mais 3 ratos e fica brincando com eles. E ainda descobre que, dando assobios e muxoxos, consegue mais ou menos se comunicar com os ratos.

Essa parece ser a única distração do Willard, pois, se em casa ele vive numa eterna apurrinhação com a mãe, no escritório onde ele trabalha as coisas não são diferentes: o patrão dele se mostra eternamente insatisfeito com tudo o que ele faz e passa o tempo todo dando sermões nele e debochando de todas as atitudes que ele toma. E ainda se recusa a pagar os extras a ele por ele trabalhar nos fins de semana e por trabalhar depois do expediente.

Alguns dias depois de ter encontrado o 1º rato no jardim, o Willard vê que eles tão numa quantidade cada vez maior. E tenta matar alguns, mas, no último instante, não tem coragem e desiste. E nisso, os ratos vão se reproduzindo cada vez mais...

Depois disso, ele continua brincando com os ratos no jardim e desenvolve mais ainda a capacidade de se comunicar com eles.

Ele se aproxima em particular de 2 ratos: um filhote de rato branco e uma grande ratazana preta, aos quais ele dá os nomes respectivamente de Socrates e Ben. Mas, aos poucos, ele começa a demonstrar uma clara aproximação maior com o Socrates, o que vai provocando o ciúme do Ben...

Com a capacidade que adquire de se comunicar com os ratos, o Willard começa a usar os ratos pra dar sustos nas pessoas que apurrinham ele.

Pouco depois, a mãe dele morre (aparentemente, de ataque do coração). E ele descobre que tudo o que ela deixou pra ele foi a velha mansão e os objetos pessoais dela, mas nem 1 centavo, deixando ele sem dinheiro pra pagar a hipoteca da casa!

E depois do enterro, aquela velharia vai à casa do Willard dizendo que foi prestar os sentimentos a ele, mas na verdade só vão lá pra se empanturrar de comida e tratam ele como se tivesse invisível.

E ainda tem uma dessas tias velhas que quer se instalar lá, dizendo que ele não vai saber sobreviver sem uma mulher mais velha “cuidando” dele. Mas ele é esperto o suficiente pra não trocar seis por meia dúzia e expulsa a velha de lá.

Lembram do último post que eu fiz em Julho, sobre o que costuma acontecer quando a mãe da pessoa morre? Pois é. Essa parte do filme mostra bem como é isso.

Mas enfim: passando a viver sozinho com os ratos, ele passa a levar o Socrates e o Ben pro trabalho, escondidos na bolsa dele, pra fazerem companhia a ele.

Depois disso, pra resolver o problema da hipoteca, o Willard usa os ratos pra roubar a casa de um cliente rico do patrão. Mas, logo depois, descobre que o patrão dele é que tá de olho na mansão dele e pretende dificultar mais ainda as coisas com a hipoteca e ainda despedir o Willard, pra deixar ele sem dinheiro e ser obrigado a vender a casa pra ele.

Pra piorar as coisas, uma das colegas de trabalho do Willard vê os 2 ratos dele no alto de uma estante do escritório e tem um ataque histérico por causa disso. Então, o patrão vem correndo e começa a golpear os ratos com um pedaço de pau. O Ben consegue se esconder entre os livros da estante, mas o Socrates morre.

Diante disso, o Willard não tem mais piedade: reúne todos os ratos sob o comando do Ben, vai até o escritório numa noite em que o patrão tá sozinho e manda os ratos atacarem ele até a morte. E o velho ainda tenta fugir, mas acaba caindo da janela do escritório e morrendo.

Depois disso, o Willard deixa o Ben lá e volta pra casa, disposto a acabar com a criação de ratos, pois, com a morte do patrão, ele vê a possibilidade de começar uma nova vida. E assim, ele mata todos os ratos que consegue.

No dia seguinte, ele convida uma colega do escritório (que agora fechou), pra lanchar na casa dele. Mas, de repente, ele vê o Ben, em cima de um móvel da sala, olhando furioso pra ele.

Então, o Willard vai dar uma olhada no porão e vê o triplo da quantidade de ratos que ele sabia que existia subindo pela escada e indo na direção dele!

Entendendo que o Ben tá no comando daqueles ratos, o Willard manda a garota ir embora e não voltar pra trás e diz ao Ben que quer fazer um acordo: vai dar comida a ele e, em troca, quer que ele mande os outros ratos ficarem quietos.

Enquanto prepara a comida do Ben, ele mistura veneno no meio. Mas, acontece uma coisa que ele não esperava: enquanto ele aprendia a se comunicar com os ratos, os ratos também começaram ao mesmo tempo a aprender a língua dos humanos com ele. E aí o Ben lê o que tá escrito na caixa de veneno e entende o que o Willard pretendia. E aí, começa a gritar, chamando os outros ratos pro ataque!

O Willard pega uma vassoura e tenta golpear o Ben, achando que, matando ele, os outros vão se desorientar e deixar ele em paz. Mas erra todos os golpes. E ainda se deixa atrair pelo Ben até o porão... Lá, o Willard é cercado pelos ratos, que pulam em cima dele e mordem ele até ele cair no chão do porão e ser coberto por eles. E aparentemente, mordido até a morte.

O filme acaba com uma cena do Ben olhando pra isso, enquanto os créditos finais rolam.

Bom, podemos ver que tudo de negativo que aconteceu na vida do Willard, de modo direto ou indireto, foi resultado da forma superprotetora e infantilizadora como ele foi tratado pela mãe e como a mãe permitiu que outras pessoas tratassem ele.

Podemos comparar ele com 2 outros personagens de filmes de terror que apareceriam uns 10 anos depois: o Jason Voorhees e o Ida’s Son.

Esses 2 se transformaram no que se transformaram em grande parte devido à superproteção e à infantilização que receberam das mães deles. Então, o estrago que as mães deles fizeram na vida deles foi simplesmente uma versão mais brutal do estrago que a mãe do Willard fez na vida dele.

Lá vão os links pra posts sobre a saga Friday the 13th, que conta a história do Jason...

http://centrogb.blogspot.com/2008/04/jason-voorhees-quem-ou-o-qu-ele-era.html

...e sobre o filme Humongous, que conta a história do Ida’s Son.

http://centrogb.blogspot.com/2008/08/o-monstro-da-ilha-dos-ces.html

Agora vamos ver como foi o remake de 2003, lançado no Brasil com o título de A Vingança de Willard.


O Willard aqui foi interpretado pelo ator Crispin Glover.


Mas fizeram uma homenagem ao ator Bruce Davison, que interpretou o personagem no original de 1971: ele aparece em várias fotos nesse filme aqui como o pai do Willard.


Nessa versão, a mãe do Willard é retratada mesmo como uma velha doente e esclerosada (beirando já a loucura), e não mais como uma chantagista sentimental controladora e infantilizadora.

Mas o patrão dele nessa versão é basicamente a mesma coisa que a gente vê na outra. Então, no remake, os grandes problemas dele são no trabalho, e não em casa.

Aliás, aquelas tias velhas escrotas não dão as caras nessa versão.

Bom, ao constatar que o porão da casa tá infestado de ratos, o Willard espalha várias ratoeiras por lá. Mas, quando escuta os estalos das ratoeiras e vai ver quantos ratos morreram, ele encontra as ratoeiras desarmadas e nenhum rato morto!

E aí começa a constatar que os ratos são mais inteligentes do que ele imaginava.

Numa nova tentativa, ele espalha papeis adesivos pelo chão. E dessa vez, realmente consegue capturar um rato branco. Mas, quando vai matar a bicho, acaba ficando com pena e decide soltar ele do papel.

Ele dá ao rato o nome de Socrates e decide soltar ele no porão. Só que o bichinho não quer ir embora e fica junto com o Willard. E aí ele passa a criar o rato.

Pouco depois, os colegas de 4 patas do Socrates vão se aproximando do Willard também. E ele percebe que, de alguma forma, os ratos conseguem entender o que ele diz.

Em certo momento, ele olha pro lado e vê uma grande ratazana preta roendo um pneu velho que tava abandonado no porão. E dá à ratazana o nome de Ben.

Vendo essa cena, o Willard tem a ideia de mandar os ratos roerem e destruírem os pneus do carro do chefe dele, já que o carro é a coisa à qual aquele velho asqueroso dá mais valor no Mundo.

Ele pega 2 malas, manda os ratos entrarem nelas e carrega eles até a casa do chefe, onde solta eles pra que façam o serviço.

Mas, apesar de só ter tido a ideia de executar essa vingança ao ver o Ben roendo o pneu, o Willard não dá valor nenhum ao Ben. Enquanto a ratazana, pelo contrário, se esforça o máximo que pode pra chamar a atenção dele. Mas o único rato que o Willard trata propriamente com carinho é o Socrates, o que começa a deixar o Ben louco de ciúme!

Na ocasião em que o Willard destruiu o carro do chefe, uma viatura da polícia chegou a seguir ele por alguns metros na rua onde ele tava, aparentemente estranhando que um homem tivesse andando pelas ruas de madrugada carregando 2 malas. Mas, como receberam outro chamado, os policiais acabaram deixando ele pra lá.

Um dia, quando acorda de manhã, o Willard encontra a mãe morta, estirada na escada que desce pro porão, posicionada como se tivesse caído ao descer por ali.

No velório, um advogado chega e diz que os pagamentos da casa já não são feitos há muitos anos. E o banco responsável pelo imóvel pretende tomar ele de volta.

Assim que o advogado sai, o Willard olha pela janela e vê o cara do outro lado da rua se encontrando com o chefe dele e os 2 apertando a mão um do outro e rindo.

Depois disso, o Willard tenta cortar os pulsos, mas o Socrates não deixa. E isso aproxima mais ainda o Willard dele e deixa o Ben ainda mais irritado.

Na mesma noite, quando o Willard tá pra dormir, ele vê o Ben entrando no quarto dele e, já perdendo completamente a paciência, tenta matar a ratazana a golpes de bengala. Mas o Ben foge por um buraco na parede.

O Willard tapa o buraco por onde ele fugiu, pra que ele não volte mais ao quarto. Mas, na manhã seguinte, encontra a bengala que ele usou pra atacar o Ben toda destruída a dentadas de rato e o Ben, num canto da cama, olhando pra ele.

O Willard olha pro buraco que ele tapou na noite anterior e vê que ainda tá do jeito que ele deixou. Então, é óbvio que existem passagens que os ratos conhecem espalhadas pela casa toda, ou seja, o Willard não tem como impedir que o Ben vá à parte da casa que ele quiser ir.

Um pouco antes disso, o Willard começou a levar o Socrates com ele pro trabalho, deixando ele dentro de uma gaveta. Mas a partir daquele dia, talvez começando a sentir medo do Ben, ele decidiu levar a ratazana também. E como a gaveta era pequena demais pra conter os 2 ratos, ele deixa os 2 no alto de uma estante numa sala do escritório e vai pra mesa dele.

O Willard encontra a carta de demissão dele sobre a mesa, pois o chefe dele diz que fez uma promessa ao pai dele de que, enquanto a mãe dele fosse viva, ele teria um emprego ali. Mas agora que ela morreu...

Enquanto o Willard vai discutir com o chefe, uma secretária encontra os ratos na estante e começa a gritar, atraindo todos pra lá.

Aí vemos exatamente uma reprodução da mesma cena do outro filme: o Ben consegue se esconder, mas o Socrates é morto pelo chefe do Willard.

Era a gota d’água que faltava. E depois de sepultar o Socrates dentro de uma jarra no sótão, o Willard reúne quase todos os ratos que tão lá e, na mesma noite, vai pro escritório, onde o chefe tá fazendo serão.

O Willard chega com um verdadeiro mar de ratos e começa a falar pro chefe todas as verdades que ele tinha que ouvir. Só que o chefe, aproveitando um momento de distração, corre pro elevador do prédio. Mas é alcançado pelos ratos, que caem sobre ele em massa e começam a devorar ele vivo.

O Willard ainda tem tempo de chegar e, com uma vara, começar a espetar o chefe e debochar dele enquanto ele estremece de dor... Tá achando demais? Sinceramente, um chefe desse tipo merecia um fim 10 vezes pior do que esse. Se você já viu ou chegar a ver o filme, você vai concordar comigo.

Enquanto o velho termina de morrer, o Willard manda o elevador descer e se despede do Ben, deixando ele lá.

Voltando pra casa, o Willard reúne todos os ratos que sobraram no porão, espalhando comida pelo chão. E depois joga uma bomba de gás lá dentro, acabando com todos.

Feito isso, ele lacra todas as possíveis entradas da casa, pra impedir que os ratos que ficaram no trabalho dele voltem.

No dia seguinte, 2 policiais batem na porta do Willard, mas ele finge que não tem ninguém em casa...

Provavelmente eram os policiais que seguiram ele na rua na outra madrugada e que devem ter visto ele de novo na madrugada anterior. E nesse dia, como encontraram a carcaça devorada do velho no trabalho dele, isso chamou mais atenção ainda, né?

Mais tarde, uma colega de trabalho dele vai visitar ele e conta sobre o chefe. E ele, sem demonstrar reação, convida ela pra sair e sobe pra buscar um casaco... Mas aí ele vê que os lacres que ele botou pros ratos não voltarem foram arrebentados a mordidas!

Voltando pra sala, ele vê o Ben em cima de um móvel, olhando furioso pra ele. E aí decide ir embora com a colega. Mas quando saem, eles veem que os pneus do carro dela foram arrebentados a mordidas de rato!

Vendo que não vai ter outra saída a não ser enfrentar o Ben, o Willard pede pra garota entrar no carro e diz que precisa entrar na casa de novo.

Ao mesmo tempo, vemos que os 2 policiais que passaram ali mais cedo ficaram montando guarda em frente à casa. E vendo que o Willard tá lá, começam a se aproximar.

Na casa, ele encontra o Ben e consegue acalmar ele, oferecendo um saco de papel dentro do qual, dizia ele, tinha comida... Na verdade, é uma ratoeira armada que tá lá dentro.

O Willard consegue ferir o Ben com a ratoeira, enquanto grita que só gostava do Socrates, mas que odeia ele!

Depois disso, os ratos atacam o Willard em massa e ele tenta escapar por uma janela da casa, mas não consegue. E a colega dele, vendo ele todo rasgado, se debatendo e gritando na janela, conclui que ele tá louco e foge dali sem ajudar ele.

Ele volta pra dentro da casa e reencontra o Ben. E depois de lutar contra os outros ratos, mata a ratazana a golpes de faca.

Daí, corta prum hospício, onde vemos que o Willard foi internado, cheio de marcas de arranhões e mordidas de rato.

De repente, olhando pro chão, ele vê um ratinho branco igual ao Socrates. E fazendo um movimento com a mão, vê que consegue controlar o bichinho.

Apesar de ferido e visivelmente enlouquecido, o Willard dá um sorriso confiante, declarando que um futuro melhor aguarda ele e seu novo mascote.

E o filme acaba.

O original de 1971 teve o Daniel Mann como diretor e o Gilbert Ralston como roteiristas (ambos já falecidos). E o remake de 2003 teve o Glen Morgan como diretor e roteirista (lembrando que ele simplesmente readaptou o roteiro deixado pelo Gilbert Ralston).

O original também rendeu uma continuação, chamada Ben, lançada no Brasil com o título de O Rato Assassino.

Pelo título, vocês já devem ter entendido do que se trata, né? Pois é: a ratazana vingativa, que sobreviveu no original, volta no ano seguinte (o filme foi lançado em 1972) pra trazer destruição ao Mundo à frente do exército de ratos que se criaram no porão do Willard, comendo o cadáver dele.

Já o remake não produziu continuação nenhuma (pelo menos até agora), embora a última cena mostre claramente que a história não acaba ali.

Bom, pra quem gosta de terror e suspense, eu recomendo tanto o original quanto o remake.

Aqui vai o link pro trailer do original (que tá junto com o trailer de Ben):

http://www.youtube.com/watch?v=VdetTsyxwWQ

E aqui o link pro trailer do remake:

http://www.youtube.com/watch?v=l1gZrl5lby8

Hoy hablaremos un poquito de una historia de horror que viene del libro Ratman’s Notebooks, de Stephen Gilbert. Y que fue la inspiración para 2 películas de ese tipo. En verdad, hubo la película original, en 1971, y el remake, en 2003. Pero las 2 tienen el mismo título: Willard, el nombre de su personaje principal.

Hablaré un poquito de las 2 películas. Y así, nos será posible más o menos compararlas.

Bueno, vamos a empezar, es claro, por la versión original de 1971.

Aquí, podemos ver que todo lo negativo que sucede en la vida de Willard (él se convirtió en un ladrón y asesino, aunque el hombre que él mató merecía morir), ya sea directa o indirectamente, fue el resultado del modo tan sobreprotector e infantilizador como él fue tratado por su madre y como su madre permitió que otras personas lo tratasen (por ejemplo, cuando él cumplió 27 años, su madre le hizo una fiesta de chiquitito e invitó todas sus repugnantes tías viejas, que también lo trataban como un chiquitito idiota).

Podemos compararlo con otros 2 personajes de películas de terror que aparecerían unos 10 años más tarde: Jason Voorhees e Ida’s Son.

Estos 2 se convirtieron en lo que se convirtieron en gran parte debido a la sobreprotección y a la infantilización que recibieron de sus madres. Así, se puede decir que los daños que sus madres hicieron en sus vidas fue simplemente una versión más brutal del daño que la madre de Willard hizo en su vida.

Dicho sea de paso, uds pueden clicar sobre los 2 primeros enlaces arriba para ver un post que habla de la saga Friday the 13th (Viernes 13), la historia de Jason, y otro post sobre la película Humongous, la historia de Ida’s Son.

Ahora vamos a hablar un poquito del remake de 2003.

Willard aquí fue interpretado por el actor Crispin Glover. Sin embargo, también hicieron un homenaje al actor Bruce Davison, que interpretó el personaje en el original de los años 70: él aparece en varias fotos en esta película aquí como el padre ya fellecido de Willard.

En esta versión, la madre de Willard es representada como una anciana enferma y esclerótica (ya casi loca, en verdad). O sea, no es vista aquí como la chantajista sentimental y superprotectora de la otra versión.

Pero en el lugar de trabajo de Willard, se ve basicamente la misma cosa de la otra versión: su jefe se muestra perpetuamente insatisfecho con todo lo que él hace y pasa todo su tiempo burlándose de todas las actitudes que él toma. Así, en este remake, los grandes problemas de Willard son en su trabajo, y no en su casa.

A propósito, aquellas tías viejas repugnantes que él tiene en la otra versión no son vistas aquí.

En el original de los años 70, Daniel Mann fue el director y Gilbert Ralston fue el guionista (los 2 ya están muertos actualmente). Y en el remake, Glen Morgan fue el director y también el guionista (pero vamos a recordar que él simplemente reconfiguró el guión dejado por Gilbert Ralston).

El original también tuvo una secuela, llamada Ben, lanzada en algunos países hablantes de Español como La Rata Asesina (aquí en Brasil, se llama O Rato Assassino).

El nombre de la película ya nos muestra bien lo que es: Ben, una rata que actuaba como un tipo de jefe de los ratones que vivían en el sótano de Willard, regresó 1 año después (la película fue lanzada en 1972) para traer destrucción al Mundo con su ejército de ratones. Es que la primera película acaba con este mismo ejército matando y comiendo Willard en el sótano, mientras que Ben solamente los mira.

Sin embargo, el remake no tuvo secuela ninguna (por lo menos hasta hoy), aunque el final de la película nos muestre claramente que la historia no acabó allí: en la última escena, Willard encuentra un pequeño ratón y le dice que su vez llegará.

Bueno, si te gustan las películas de horror y de suspense, recomiéndote tanto el original como el remake.

En los países de Lengua Española, el primero se llama La Revolución de las Ratas y el segundo mantuvo su título original (aquí en Brasil, el primero se llama Calafrio y el segundo es A Vingança de Willard).

Bueno, uds pueden clicar sobre los 2 últimos enlaces para ver el trailer del original de 1971 (que está junto al trailer de Ben) así como el trailer del remake de 2003.

Let’s talk about the 1st version of Willard, released in 1971.

It begins at Willard’s 27th birthday. And we can see he is portrayed as an overly clumsy and shy lad. But in the 1st minutes of the film we already can understand why...

When he arrives home from work, he sees that his mother has prepared a surprise party for him... But it is literally a children’s party, with children’s hats, toys and things like that. And she invited all the old aunts of the family. When they arrive, they kiss and hug him in the most possible infantilizing way. But a little later, the grannies start talking only among themselves and he ends up getting quite invisible there.

Willard puts up with that stupid circus for a few minutes. But then he gets angry and leaves to the yard carrying a piece of cake with him... Oh! And of course his mother (pretends to) gets sick because of what the “spoiled boy” is doing.

Then, he is shy and clumsy in that way just because he lives alone in that gloomy mansion with a mother of that kind. And several other scenes throughout the film show his mother ever complaining, having hysterical attacks and overloading him with a series of requirements that are never satisfied.

Well, when he goes out to the yard he sees a rat. And he tries to scare away the animal by throwing a piece of cake on it. But instead of running away, the rat eats the cake. And Willard thinks it’s funny and gives the rat more cake.

The next day, he goes back to the yard and sees 3 other rats which play with him. And he discovers he can “speak” to the rats with his mouth noises.

That seems to be Willard’s only fun. You see: at home he has that mother with him and at work... Well, his boss shows himself endlessly unsatisfied with everything he does. He spends all his time making fun of everything Willard does. And he even refuses to pay extra to Willard for working on weekends and after hours work.

A few days after have met the 1st rat at the yard, Willard sees that their number is growing increasingly. And he tries to kill some. But at the last moment he gives up. And it makes the rats reproduce more and more...

After that, he continues playing with the rats at the yard and develops his ability to communicate with them.

He approaches 2 rats especially: a baby white mouse and a large black rat. And he names them Socrates and Ben respectively. But Willard gradually begins to demonstrate a clear stronger approach to Socrates. And Ben starts getting more and more jealous...

Well, Willard begins to use the rats to scare the people who annoy him.

His mother dies a little later (apparently of a heart attack). And he discovers that all of she’s left for him is the old mansion and her personal belongings. It means she’s left him without any money to pay the mortgage!

And after the burial, those disgusting grannies go to Willard’s home saying they’re there for giving him their feelings. But actually they go there only to full their asses with food and treat the lad as if he were invisible.

And one of the grannies wants to settle there. According to her, he will not survive without a maternal older woman “taking care” of him. But he is smart enough not to change six for half dozen. And so he expels the granny from his home.

From then, Willard starts living alone with his rodent pets. So he also starts carrying Socrates and Ben to work with him hidden in his briefcase in order to keep him company.

After that, to solve the problem of mortgage Willard uses the rats to steal the money one of his boss’ richest clients. And later he discovers that his boss intends to get the mansion. He plans to complicate things with the mortgage and thereafter firing Willard. Completely poor, Willard would be forced to sell him the mansion.

Things get even worse when one of Willard’s colleagues sees the rats on a shelf at work and has a hysterical attack. Their boss comes running and starts hitting the rats with a stick. Ben manages to hide behind the books on the shelf. But Socrates is killed.

Thus, Willard has no more pity: he brings together all the rats under Ben’s command, goes to the office at one night when the boss is alone there and sends the rats to attack him to death. The piece of shit tries to run away. But he ends up falling from the office window and dying.

Then, Willard leaves Ben and goes home. He understands now he can have a new life and so decides to exterminate the remaining rats in his home.

After have killed some of his ex-friends, he invites a girl to have a snack at his home. But he suddenly sees Ben on a dresser looking at him furiously.

Then, Willard takes a look at the basement and sees hundreds of rats running toward him!

He understands Ben is controlling the other rats. Then, Willard asks the girl to go out and proposes a deal to Ben: he will give Ben food and then Ben will order the other rats to go out.

While preparing Ben’s food, Willard mixes poison in it. But something that he didn’t expect happens: as he learned to communicate with the rats, at the same time the rats started learning the human language with him. And then Ben reads the word “poison” on a box and understands what Willard intended to do. And it starts shouting ordering the other rats to attack!

Willard picks up a broom and tries to strike Ben. He supposes the other rats will get disoriented if Ben is killed. But in this way Willard is attracted by Ben into the basement... Then, he is surrounded by the other rats. They bite him until he falls on the floor. So Willard is covered by them and presumably bitten to death.

The film ends with Ben looking at Willard’s torment while the end credits roll.

Vediamo il plot del remake di Willard (Il Paranoico), del 2003.

Quando vede che il suo seminterrato è infestato da topi, Willard diffonde molte trappole lì. Ma quando sente il crepitio delle trappole e va a vedere quanti topi sono morti, trova le trappole disarmate e nessun topo morto!

E così, comincia a capire che i topi sono più intelligenti di quello che lui immaginava.

In un nuovo tentativo, lui diffonde alcune carte adesive sul pavimento. E adesso riesce a catturare un topo bianco. Ma quando va a uccidere l’animale, non ha il coraggio di farlo.

Lui dà il nome di Socrates al topo e decide di rilasciarlo nel seminterrato. Ma l’animale non va via e rimane insieme a Willard.

Poco dopo, altri topi arrivano. E Willard vede che, in qualche modo, i topi riescono a capire quello che lui dice.

Ad un certo punto, lui guarda di lato e vede un grosso ratto nero distruggendo un pneumatico vecchio. E da il nome di Ben al ratto.

Quando lo vede, Willard prende l’idea di chiedere ai topi da distruggere i pneumatici della macchina del suo sordido capo, visto che la macchina è la cosa a cui quel vecchio dà più valore nel Mondo.

Lui prende 2 valigie, chiede ai topi di entrare e va alla casa del suo capo. Così, apre le valigie e chiede ai topi di andare avanti.

Ma, pure avendo avuto l’idea di fare tutto questo quando vedeva Ben distruggendo il pneumatico, Willard non dà nessuna importanza a Ben. Mentre il ratto, al contrario, fa tutto quello che può per ottenere la sua attenzione. Però si vede che l’unico essere che Willard ama davvero è Socrates. E questo suscita la gelosia di Ben!

Quando Willard andava alla casa del suo capo, una macchina della polizia l’ha seguito per pochi metri. A quanto pare, i poliziotti sono rimasti sorpresi che un uomo camminasse per le vie all’alba portando 2 valigie. Ma hanno ricevuto un’altra chiamata e, per questo, l’hanno lasciato andare.

Un giorno, quando si sveglia, Willard trova sua madre morta in cucina.

Al funerale, un avvocato arriva e dice a Willard che sua madre ha lasciato perdere i pagamenti della casa molti anni fa. E adesso la banca responsabile per la proprietà vuole prenderla di nuovo.

Quando l’avvocato se ne va, Willard arriva alla finestra e lo vede incontrando il suo capo e ridendo.

Dopo questo, Willard cerca di tagliare i polsi. Ma Socrates lo ferma. La loro amicizia diventa più forte dopo questo e, di conseguenza, Ben diventa ancora più arrabiato.

La stessa notte, quando Willard va a dormire, vede Ben entrare in camera sua. Lui perde completamente la pazienza e cerca di uccidere il ratto con un bastone. Ma Ben fugge attraverso un buco nel muro.

Willard copre il buco. Ma, la mattina dopo, trova il bastone che ha usato per attaccare Ben distrutto sul letto, mentre il ratto lo guarda.

Willard guarda il buco nel muro e vede che è ancora coperto. Così, ovviamente ci sono passaggi diversi per la casa che i topi conoscono. Questo significa che Willard non ha modo di impedire Ben di camminare per la casa comunque lo voglia.

Pochi giorni prima, Willard ha cominciato a portare Socrates al lavoro con lui, lasciando il topo in un cassetto. Ma da quel giorno, forse cominciando ad avere paura di Ben, decidere di portare anche il ratto con lui. Ma il cassetto era troppo piccolo per contenere i 2 ratti. Così, lui lascia i 2 in cima ad una libreria in una stanza dell’ufficio e va alla sua scrivania.

Willard trova una lettera di dimissioni sulla sua scrivania. Bene, il suo capo gli dice di aver fatto una promessa a suo padre che, mentre sua madre fosse viva, lui avrebbe un lavoro lì. Ma adesso lei è morta. Così...

Mentre Willard discute con il capo, una segretaria vede i 2 ratti sulla libreria e comincia a gridare.

Tutti quanti la sentono e arrivano. E nonostante Ben riesca a nascondersi dietro alcuni libri, il capo di Willard uccide a Socrates.

Questo è tutto ciò che mancava. E dopo aver sepolto Socrates, il furioso Willard riunisce i suoi topi quasi tutti quanti e, nella stessa alba, ritorna in ufficio.

Lui arriva in mezzo a un vero mare di ratti. E quando trova il suo capo, gli dice tutte le verità che doveva sentire. Ma il vecchio riesce a correre verso l’ascensore del palazzo. Però i ratti cadono su di lui in massa e cominciano a divorarlo vivo.

Willard ha ancora tempo per arrivare e cominciare a colpire il capo con un bastone. E ridicolizza il vecchio mentre lui si contorce in mezzo al dolore... Credi che questo è troppo? Ti dico che un capo così meriterebbe una morte molto peggiore di questa. Se hai visto o verrai a vedere il film, sarai d’accordo.

Mentre il vecchio finisce di morire, Willard invia l’ascensore verso il basso e dice addio a Ben.

A casa sua, Willard riunisce tutti i topi che sono ancora lì nel seminterrato e getta una bomba di gas in mezzo a essi, uccidendo a tutti quanti.

Dopo questo, lui chiede ogni buco che c’è nella casa, per evitare il ritorno degli altri ratti.

L’altro giorno, 2 poliziotti bussano alla porta di Willard, ma lui finge che non c’è nessuno...

Probabilmente erano i poliziotti che l’avevano seguitto per strada l’altra alba e sicuramente l’hanno visto di nuovo l’alba prima, quando quel vecchio odioso è stato ucciso.

Alcune ore dopo, una collega sua va a fare una visita a Willard e gli racconta del capo. E lui semplicemente invita la ragazza a fare una passeggiata e va a prendere una giacca... Ma vede tantissimi buchi su tutti i muri della casa!

Tornando alla sala, vede Ben sopra un mobile, veramente arrabbiato. E allora decide di partire con la collega. Ma quando se ne vanno, vedono che le gomme della macchina della ragazza sono distrutte! Ratti l’hanno fatto!

Willard capisce cha avrà bisogno di combattere contro Ben. Così, chiede la ragazza di entrare in macchina e dice che ha bisogno di tornare a casa.

Allo stesso tempo, si vede che quei 2 poliziotti erano di guardia davanti alla casa. E quando vedono che Willard è lì, si avvicinano.

A casa, lui trova Ben e riesce a calmarlo. Mostra al ratto un sacchetto che, così lo dice, ha cibo dentro... In realtà, c’è una trappola per topi lì.

Willard riesce a ferire Ben con la trappola, mentre dice che l’odia!

Dopo questo, i topi tutti quanti attaccano a Willard e lui fa quello che può per fuggire attraverso una finestra, ma non riesce a farlo. E la sua collega, quando lo vede urlando e gettandosi contro la finestra, capisce che lui è pazzo e scappa da lì.

Lui torna a casa e ritrova Ben. E dopo aver combattuto gli altri ratti, Willard riesce a uccidere a Ben con un coltello.

Nella scena successiva, si vede Willard ricoverato in un manicomio, pieno di graffi e morsi di ratti sul corpo.

Improvvisamente, lui vede un topo bianco simile a Socrates sul pavimento. E vede che può controllare l’animale.

Nonostante sia ferito e visibilmente pazzo, Willard fa un sorriso di speranza e dice alla sua nuova mascotte che un futuro migliore li attende.

E il film finisce.

Até a próxima!

5 comentários:

Maurício disse...

Eu não vi o filme de 1971. Mas esse remake passou no SBT no outro dia. Gostei! Na verdade não é um filme só de terror, é uma mistura de drama com terror.
A melhor parte é que não dá pra sentir raiva do Willard, mesmo que ele faça coisas como matar o patrão e ainda humilhá-lo enquanto ele morre. Ele foi só uma vítima das situações na vida dele, não é mesmo? A morte do pai, a esclerose da mãe e o sadismo do patrão acabaram com a vida dele!
O filme todo é bastante melancólico. E até mesmo o final também é. E também não é um filme com cenas bizarras de violência exagerada. Então, os fãs de dramas vão gostar desse filme, tanto quanto os fãs de terror e suspense.

Leo Carioca disse...

O filme de 1971 tá todo no YouTube (em Inglês, é claro). Dá uma passada lá que você acha.
Sobre o remake, eu vi quando foi anunciado no SBT, mas não vi no dia em que passou.
Concordo com você: é uma história bem dramática. Esse filme pode ser visto como um drama, sem dúvida. Mas eu diria, sim, que é um filme de terror. Não é um terror sanguinolento, tipo Sexta-Feira 13. Mas é terror.

Anônimo disse...

Eu vi o segundo filme gostei muito , deste filme :)))

Fred disse...

Adorei isso! Hugzão, man!

Leo Carioca disse...

Mariposo-L→ Eu vi o 1º há mais de 30 anos, quando passou de madrugada na Globo. Mas acho que só passou 1 vez.
O 2º eu vi em DVD há alguns anos atrás.

Fred→ Valeu!