sábado, 24 de setembro de 2011

ERINLÉ e EUÁ

ERINLÉ

Esse é o deus do Rio Erinlé, na Nigéria.

Como o Rio Erinlé é um afluente do Rio Oxum, os mitos costumam dizer que o deus Erinlé é amante da deusa Oxum, pois faz suas águas se encontrarem com as águas dela.

De acordo com os mitos, da união de Oxum e Erinlé nasceu Logun Edé, uma divindade que muda de sexo de acordo com as estações do ano: durante metade do ano, ele/ela é uma deusa feminina igual a Oxum; durante a outra metade, é um deus masculino igual a Erinlé.

Erinlé também é lembrado como um deus caçador. E como deuses caçadores estão sempre associados à alimentação (pois eram os caçadores que levavam comida pra abastecer as tribos nigerianas), eles são também deuses da alimentação.

Alguns mitos, inclusive, afirmam que, quando ele quer ser visto pelos humanos, assume a forma de um caçador de elefantes e fica andando às margens do Rio Erinlé.

Pouco cultuado no Brasil, Erinlé acabou sendo confundido aqui com Oxóssi, visto em terras brasileiras como o grande deus caçador.

Erinlé também é lembrado, embora com muito menos frequência, como um deus guerreiro.

Os seguidores dele não podem matar galos nem comer carne de galo, pois essas aves são protegidas por ele.

Erinlé é uma das divindades que mais gostam de receber presentes dos humanos.

Sendo um deus caçador, as melhores oferendas pra ele são animais abatidos. Mas, lembrando que não é conveniente nos dias de hoje matar um animal pra usar como oferenda, vamos lembrar que é possível comprar um animal já abatido e limpo num aviário ou açougue. Só não pode ser um galo.

Como Erinlé é o deus de um rio, o melhor lugar pra deixar as oferendas dele são os rios, o que exige que as oferendas sejam biodegradáveis, pra não poluir a Natureza. Assim, se você for fazer uma oferenda a esse deus, lave bem o animal que vai ser usado como oferenda e remova qualquer tipo de plástico ou outro material sintético que venha preso nele antes de lançar ao rio.

Os melhores momentos pra invocar ele por motivos relacionados à alimentação são o período de lua crescente e o 1º dia de Primavera, quando as energias de desenvolvimento (e consequentemente de alimentação) estão fluindo com mais força na Natureza.

Erinle is the god of the Erinle River, in Nigeria.

The Erinle River is an affluent of the Oshun River. Then, myths usually tell that Erinle is Oshun’s lover because that god pours his waters into this goddess’ waters.

According to the myths, Oshun and Erinle gave birth to a son/daughter named Logun Ede. This deity changes his/her sex along the seasons: he/she is a female goddess similar to Oshun during half of the year and a male god similar to Erinle during the other half.

Erinle is also a god of hunt. Deities of hunt are always associated to food (hunters were those who brought food to supply the Nigerian tribes). So, they’re also deities of food.

By the way, some myths tell he takes the form of an elephant hunter and walks on the banks of the Erinle River when he wants humans to see him.

Erinle isn’t usually worshipped in Brazil. Then, he is occasionally mistaken for Oxossi (the great god of hunt) by Brazilians.

Erinle is also (rarely) mentioned as a warrior god.

His followers may not kill or eat roosters. He protects these birds.

Erinle is one of the deities who like most to receive gifts from humans.

As a god of hunt, the best offerings for him are slaughtered animals. But don’t forget: nowadays it’s not convenient killing an animal for using it as an offering. And it’s possible buying an animal slaughtered and cleaned at an aviary or butcher shop. But it may not be a rooster.

Erinle is a god of a river. Then, the best places to leave his offerings are rivers. And as we don’t want to pollute Nature, the offering must be biodegradable: if you want to do it, wash the animal that will be used as an offering and remove any plastic or other man-made material that comes attached to it before leaving it at the river.

The best moments to call him for reasons associated to food are the crescent-moon period and the 1st day of Spring, because developing energies (and consequently feeding energies) are flowing more strongly in Nature in these periods.

Erinlé es el dios del Río Erinlé, en Nigeria.

El Río Erinlé es un afluente del Río Oshun. Así, los mitos suelen decir que el dios Erinlé es un amante de la diosa Oshun, pues que aquel dios derrama sus aguas en las aguas esta diosa.

Así dicen los mitos, Oshun y Erinlé son los padres de Logun Edé. Esta divinidad cambia su sexo a lo largo de las estaciones del año: por mitad del año, él/ella es una diosa femenina igual a Oshun; por la otra mitad, es un dios masculino igual a Erinlé.

Erinlé también es un dios de la caza. Divinidades de la caza son siempre asociadas a la alimentación (eran los cazadores que traían alimentos para abastecer a las tribus de Nigeria). Por lo tanto, también son deidades de la alimentación.

A propósito, algunos mitos dicen que él toma la forma de un cazador de elefantes y camina por las orillas del Río Erinlé cuando quiere que los seres humanos lo vean.

Erinlé no suele ser adorado en Brasil. Luego, de vez en cuando es confundido con Oshosi (el gran dios de la caza) por los brasileños.

También (pocas veces) se menciona Erinlé como un dios guerrero.

Sus seguidores no pueden matar o comer gallos, porque él protege a estas aves.

Erinlé es una de las deidades a quienes más gusta recibir regalos de los humanos.

Siendo un dios de la caza, las mejores ofrendas para él son animales sacrificados. Pero no te olvides: hoy en día no es conveniente matar a un animal para usarlo como una ofrenda. Y es posible comprar un animal ya sacrificado y limpiado en un aviario o carnicería. Pero no puede ser un gallo.

Erinlé es el dios de un río. Así, los mejores lugares para dejarle sus ofrendas son los ríos. Y como no queremos contaminar la Naturaleza, tal ofrenda debe ser biodegradable: si quieres hacerla, tienes que lavar el animal que será utilizado como ofrenda y quitar cualquier material plástico u otro artificial que venga unido a él antes de dejarlo en el río.

Los mejores momentos para llamarlo por razones asociadas a la alimentación son el período de luna creciente y el primer día de la Primavera, porque las energías de desarrollo (y por lo tanto las energías de alimentación) están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza en esos períodos.

Erinlé è il dio del Fiume Erinlé, in Nigeria.

Il Fiume Erinlé è un affluente del Fiume Oshun. Così, i miti di solito raccontano che il dio Erinlé è amante della dea Oshun, perché quel dio getta le sue acque nelle acque di questa dea.

Secondo i miti, Oshun e Erinlé hanno un/una figlio/figlia chiamato/chiamata Logun Edé. Questa divinità cambia il suo sesso lungo le stagioni: lui/lei è una divinità femminile simile a Oshun durante la metà dell’anno e una divinità maschile simile a Erinlé durante l’altra metà.

Erinlé è anche un dio della caccia. Sempre si associa le divinità della caccia al cibo (i cacciatori erano quei che portavano il cibo per fornire le tribù nigeriane). Quindi, sono anche le divinità del cibo.

A proposito, alcuni miti raccontano che lui prende la forma di un cacciatore di elefanti e cammina sulle rive del Fiume Erinlé quando vuole che gli esseri umani lo vedano.

Erinlé di solito non è adorato in Brasile. Così, lui è a volte scambiato per Ochosi (il grande dio della caccia) dai brasiliani.

Si menziona anche Erinlé (raramente) come un dio guerriero.

I suoi sudditi non possono uccidere o mangiare galli, perché lui protegge questi uccelli.

A Erinlé piace moltissimo ricevere regali dagli umani.

Visto che si parla qui di un dio della caccia, la migliore offerta per lui sono gli animali macellati. Ma non dimenticare: oggigiorno non è conveniente uccidere un animale per il suo utilizzo come offerta. Ed è possibile comprare un animale macellato e pulito in una macelleria. Ma non può essere un gallo.

Erinlé è il dio di un fiume. Per questo, i migliori posti per lasciare le sue offerte sono i fiumi. E come non vogliamo inquinare la Natura, questa offerta deve essere biodegradabile: se vuoi farla, hai bisogno di lavare l’animale che verrà utilizzato come offerta e rimuovere qualche materiale di plastico o altro oggetto artificiale che venga legato all’animale prima di lasciarlo nel fiume.

I migliori momenti di chiamarlo per motivi connessi al cibo sono il periodo di luna crescente e il primo giorno di Primavera, perché le energie di sviluppo (e di conseguenza le energie di alimentazione) scorrono con più forza nella Natura in questi periodi.


EUÁ

Essa é a deusa do Rio Euá, na fronteira entre o atual Benin e a atual Nigéria.

A princípio, Euá não era considerada um orixá, mas sim um vodun. Em outras palavras, era uma divindade cultuada pelos habitantes do Daomé, no atual Benin, quilômetros mais a Oeste de Oió, na atual Nigéria. E os orixás propriamente ditos são as divindades que eram cultuadas em Oió e/ou nos seus arredores.

Com as conquistas de Oió avançando pro Oeste, os habitantes acabaram adotando o culto dos povos conquistados, ou seja, os voduns. E passaram a tratar os voduns como orixás. E Euá foi um desses voduns que se tornaram orixás.

O culto original dessa deusa é desconhecido. Se sabe que as oferendas dela eram deixadas em fontes, mas as demais informações sobre isso se perderam.

Alguns historiadores supõem que esses rituais começaram a entrar em decadência ainda na África, pois, por serem muito complicados, foram deixando de ser praticados.

Aparentemente, Euá também era louvada na África como protetora dos cortadores de lenha. Assim, ela pode ser vista atualmente como protetora dos carpinteiros e marceneiros.

Pouco cultuada no Brasil, ela é lembrada em Cuba como deusa dos cemitérios, embora não pareçam existir mitos originais africanos que mencionem isso.

De acordo com a crença cubana, às vezes Euá pode ser vista passeando entre os túmulos. Mas, como ela não gosta de ser incomodada pelos humanos nessas ocasiões, quem enxerga a deusa nesses momentos deve se afastar dali.

Sendo ela originalmente a deusa de um rio, o melhor lugar pra depositar as oferendas dela são os rios. E as melhores oferendas pra ela são galhos de árvore.

Os melhores momentos pra invocar Euá por motivos relacionados aos cemitérios são o período de lua nova e o 1º dia de Inverno, quando as energias da morte estão fluindo com mais força na Natureza. E por motivos relacionados à proteção dos carpinteiros e marceneiros não há um momento específico pro culto dela.

Yewa is the goddess of the Yewa River, at the border between the current Benin and Nigeria.

At first, she wasn’t an orisha. Actually, she was a vodun. Voduns are the deities worshipped by the people who lived in Dahomey (an ancient kingdom of the current Benin). Orishas are the deities worshipped by the people from Oyo (an ancient kingdom of the current Nigeria) and/or the districts around it.

Oyo conquered several new regions especially at its West (toward Dahomey). Then, its people ended up taking the worship of the voduns, as the deities of the conquered peoples. They started treating the voduns as orishas. And Yewa was one of these voduns changed in orishas.

The original worship of this goddess is unknown. It’s known that her offerings used to be left at sources. But other pieces of information about it are lost.

Some historiographers suppose these rituals started being forgotten still in Africa. They were very complicated and therefore started being no longer practiced.

Apparently, Yewa was worshipped in Africa also as the protector of hewers of wood. Thus, nowadays she can be seen as the protector of carpenters and joiners.

She is rarely worshipped in Brazil. But in Cuba she is seen as the goddess of the cemeteries, although it seems there isn’t any original African myth which mentions her in this condition.

According to the Cuban belief, sometimes Yewa can be seen walking among the graves. But if you see the goddess then you have to move away, because she doesn’t like being disturbed by humans on these occasions.

She is the goddess of a river. Then, the best places for leaving her offerings are rivers. And the best offerings for her are tree branches.

The best moments to call Yewa for reasons associated to cemeteries are the new-moon period and the 1st day of Winter, because the energies of death are flowing more strongly in Nature in these periods. And there isn’t a special period for calling her as the protector of carpenters and joiners.

Yewá es la diosa del río Yewá, en la frontera entre los actuales Benin y Nigeria.

En un primer momento, ella no era un orichá, pero sí un vodún. Vodúns son las divinidades adoradas por la gente de Dahomey (un antiguo reino del actual Benin). Orichás son las divinidades adoradas por la gente de Oyo (un antiguo reino de la actual Nigeria) y/o de las regiones alrededor de Oyo.

Oyo conquistó varias nuevas regiones, especialmente en el Oeste (donde se quedaba Dahomey). Así, su gente acabó por empezar a hacer adoración a los vodúns, como las divinidades de los pueblos conquistados y empezaron a tratar a los vodúns como orichás. Y Yewá fue uno de esos vodúns cambiados en orichás.

El culto original de esta diosa es desconocido. Se sabe que sus ofrendas solían ser dejadas en las fuentes. Sin embargo, otras informaciones al respecto se han perdido.

Algunos historiadores suponen que estos rituales comenzaron a ser olvidados todavía en África. Eran muy complicados y, por lo tanto, empezaron a dejar de ser practicados.

Al parecer, Yewá era adorada en África también como protectora de los cortadores de leña. Por lo tanto, hoy en día, puede ser vista como la protectora de los carpinteros.

Raras veces ella es adorada en Brasil. Pero en Cuba se la ven como la diosa de los cementerios, aunque parece que no hay ningún mito de origen africano que se la mencione en esta condición.

De acuerdo con la creencia de los cubanos, a veces Yewá puede ser vista caminando entre las tumbas. Pero si ves a la diosa en estos momentos, tienes que alejarte. Porque no le gusta ser molestada por los seres humanos en estas ocasiones.

Ella es la diosa de un río. Así, los mejores lugares para dejarle sus ofrendas son los ríos. Y las mejores ofrendas para ella son ramas de árboles.

Los mejores momentos para llamar a Yewá por razones asociadas a los cementerios son el período de luna nueva y el primer día del Invierno, porque las energías de la muerte están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza en esos períodos. Y no hay un período especial para llamar a ella como la protectora de los carpinteros.

Yewà è la dea del Fiume Yewà, tra gli attuali Benin e Nigeria.

In un primo momento, lei non era un oriscià. In realtà, era una vodun. I vodun sono le divinità venerate dalla gente che abitava Dahomey (un antico regno dell’attuale Benin). Gli oriscià sono le divinità venerate dalla gente di Oyo (un antico regno dell’attuale Nigeria) e/o delle regioni intorno a Oyo.

Oyo ha conquistato molte regioni soprattutto al suo Ovest (verso Dahomey). Così, la sua gente dopo qualche tempo ha preso il culto dei vodun, come le divinità dei popoli conquistati. Hanno cominciato a trattare i vodun come fossero nuovi oriscià. E Yewà è stata uno di questi vodun cambiati in oriscià.

Il culto originale di questa dea è sconosciuto. Si sa che le sue offerte erano lasciate sulle fonti. Ma altre informazioni su di questo vengono perse.

Alcuni storiografi credono che hanno cominciato a scordare questi rituali ancora in Africa. Erano molto complicati e perciò hanno cominciato a lasciarli.

A quanto pare, Yewà era adorata in Africa anche come la protettrice dei tagliatori di legna. Così, oggigiorno si può vederla come la protettrice dei carpentieri.

Quasi nessuno l’adora in Brasile. Ma in Cuba la vedono come la dea dei cimiteri, nonostante sembri che non c’è nessun mito originario di Africa che la cita in questa condizione.

Secondo la credenza cubana, alcune volte Yewà può essere vista camminando tra le tombe. Ma se si vede la dea allora si deve allontanare dal cimitero, perché non le piace essere disturbata dagli esseri umani in queste occasioni.

Lei è la dea di un fiume. Per questo, i migliori posti per lasciare le sue offerte sono i fiumi. E le migliori offerte per lei sono i rami degli alberi.

I migliori momenti di chiamare Yewà per motivi connessi ai cimiteri sono il periodo di luna nuova e il primo giorno di Inverno, perché le energie di morte scorrono con più forza nella Natura in questi periodi. E non c'è un periodo speciale per chiamarla come la protettrice dei carpentieri.

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