Oi!!!
Hoje a gente vai dar uma olhada no jornalista marroquino Samir Bergachi.
Hoje a gente vai dar uma olhada no jornalista marroquino Samir Bergachi.
Ele nasceu em Rif, em 1987.
No início dos anos 90, os pais do Samir se mudaram pra Espanha e ele ficou no Marrocos, sendo criado pela avó.
No ano 2000, ele também se mudou pra Espanha, onde vive até hoje.
Em 2004, o Samir assumiu o comando do Kif Kif, um grupo de apoio a homossexuais e bissexuais voltado especialmente pro Marrocos (mas também pros demais países muçulmanos).
Ele também criou uma revista independente chamada Mithly, a 1ª revista gay escrita em Árabe.
Como a 1ª edição da revista tinha só 200 exemplares e como a homossexualidade ainda é considerada crime no Marrocos (se alguém por lá tiver relações com uma pessoa do mesmo sexo pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 3 anos de prisão, dependendo da situação), a revista teve que ser distribuída lá de conhecido pra conhecido.
Atualmente, ela tá sendo publicada como uma revista on-line, ainda escrita só em Árabe. Lá vai o link do site:
Depois da criação da revista, o Samir sofreu ameaças por telefone vindas de marroquinos conservadores. Mas nunca passou disso.
Ele diz que no Marrocos não é tão raro assim encontrar pessoas do mesmo sexo que moram juntas. Mas a coisa fica na base da hipocrisia: de um lado, os 2 lá não chamam muito a atenção pro fato de morar juntos e fingem que são apenas amigos; e do outro lado, a polícia finge que acredita e não prende ninguém. Mas se o cara declarar que é gay em público, aí as coisas mudam...
E o Samir diz ESSE é um dos problemas principais pra comunidade GLBT do Marrocos: eles não têm exemplos de gays marroquinos que se deram bem depois de declarar em público que não eram héteros. A única grande exceção nesse sentido é o Abdellah Taïa. Aliás, lá vai o link de um post sobre ele:
Oggi parleremo un po’ del giornalista marocchino Samir Bergachi.
Lui è nato nel Rif, nel 1987.
I genitori di Samir vivono in Spagna dall’inizio degli anni 90. E lui ha lasciato Marocco e fatto lo stesso nel 2000 (sua nonna l’aveva sollevato in Marocco fino a quel momento).
Nel 2004, Samir si è occupato del Kif Kif, un gruppo di sostegno per gli uomini gay e bisessuali particolarmente di Marocco.
Lui ha inoltre creato una rivista indipendente chiamata Mithly, la prima rivista gay scritta in Arabo.
Non è stato facile distribuire la rivista in Marocco, poiché il primo numero della rivista aveva soltanto 200 copie e ancora si vede l’omosessualità come un reato in Marocco. Ma lui ce la fatto.
Currently, Mithly is being published as an online magazine (it’s the 1st LGBT magazine written in Arabic). You can click on the 1st link above to see it.
After have created this magazine, Samir suffered some threats by phone coming from conservative Moroccans. But it never came.
He says it’s not uncommon meeting same-sex couples who live together in Morocco. But it’s accepted in a very hypocritical way. The police don’t arrest the same-sex couple (homosexuality is still a crime in Morocco) under the condition that they don’t call so much attention. They have to pretend they’re only friends. But people who are openly gay are arrested almost often in Morocco.
Samir dice que uno de los problemas principales encontrados por los homosexuales y bisexuales de Marruecos es que no tienen ejemplos de gays marroquíes que tuvieron buenos resultados después de haber declarado en público que no eran heterosexuales. La única excepción importante en este sentido es Abdellah Taïa. A propósito, uds pueden clicar sobre el segundo enlace arriba para ver un post que lo menciona.
Según Samir, una gran parte de la sociedad de Marruecos está a favor de la despenalización de la homosexualidad allí (y él conoce muchos marroquíes heteros que tienen buenas relaciones con gays). Pero nadie habla de ello en público, porque el país es dominado por leyes inspiradas en el Corán. Y quién se manifiesta a favor de los derechos de los homosexuales corre mucho más riesgo de ser arrestado que los gays que viven de forma oculta.
Até mais!
No início dos anos 90, os pais do Samir se mudaram pra Espanha e ele ficou no Marrocos, sendo criado pela avó.
No ano 2000, ele também se mudou pra Espanha, onde vive até hoje.
Em 2004, o Samir assumiu o comando do Kif Kif, um grupo de apoio a homossexuais e bissexuais voltado especialmente pro Marrocos (mas também pros demais países muçulmanos).
Ele também criou uma revista independente chamada Mithly, a 1ª revista gay escrita em Árabe.
Como a 1ª edição da revista tinha só 200 exemplares e como a homossexualidade ainda é considerada crime no Marrocos (se alguém por lá tiver relações com uma pessoa do mesmo sexo pode ser condenado a uma pena de 6 meses a 3 anos de prisão, dependendo da situação), a revista teve que ser distribuída lá de conhecido pra conhecido.
Atualmente, ela tá sendo publicada como uma revista on-line, ainda escrita só em Árabe. Lá vai o link do site:
Depois da criação da revista, o Samir sofreu ameaças por telefone vindas de marroquinos conservadores. Mas nunca passou disso.
Ele diz que no Marrocos não é tão raro assim encontrar pessoas do mesmo sexo que moram juntas. Mas a coisa fica na base da hipocrisia: de um lado, os 2 lá não chamam muito a atenção pro fato de morar juntos e fingem que são apenas amigos; e do outro lado, a polícia finge que acredita e não prende ninguém. Mas se o cara declarar que é gay em público, aí as coisas mudam...
E o Samir diz ESSE é um dos problemas principais pra comunidade GLBT do Marrocos: eles não têm exemplos de gays marroquinos que se deram bem depois de declarar em público que não eram héteros. A única grande exceção nesse sentido é o Abdellah Taïa. Aliás, lá vai o link de um post sobre ele:
http://ultracecgb.blogspot.com.br/2011/11/o-1-escritor-marroquino-declarar-que-e.html
Aliás, de acordo com o Samir, uma grande parte da sociedade do Marrocos é a favor da descriminalização da homossexualidade (inclusive, ele conhece vários héteros marroquinos que se dão com gays numa boa). Mas ninguém fala isso em público porque lá o país é dominado por leis inspiradas no Alcorão. E quem se manifesta a favor dos direitos GLBT por lá corre muito mais risco de ser preso do que quem vive como gay não-assumido.Oggi parleremo un po’ del giornalista marocchino Samir Bergachi.
Lui è nato nel Rif, nel 1987.
I genitori di Samir vivono in Spagna dall’inizio degli anni 90. E lui ha lasciato Marocco e fatto lo stesso nel 2000 (sua nonna l’aveva sollevato in Marocco fino a quel momento).
Nel 2004, Samir si è occupato del Kif Kif, un gruppo di sostegno per gli uomini gay e bisessuali particolarmente di Marocco.
Lui ha inoltre creato una rivista indipendente chiamata Mithly, la prima rivista gay scritta in Arabo.
Non è stato facile distribuire la rivista in Marocco, poiché il primo numero della rivista aveva soltanto 200 copie e ancora si vede l’omosessualità come un reato in Marocco. Ma lui ce la fatto.
Currently, Mithly is being published as an online magazine (it’s the 1st LGBT magazine written in Arabic). You can click on the 1st link above to see it.
After have created this magazine, Samir suffered some threats by phone coming from conservative Moroccans. But it never came.
He says it’s not uncommon meeting same-sex couples who live together in Morocco. But it’s accepted in a very hypocritical way. The police don’t arrest the same-sex couple (homosexuality is still a crime in Morocco) under the condition that they don’t call so much attention. They have to pretend they’re only friends. But people who are openly gay are arrested almost often in Morocco.
Samir dice que uno de los problemas principales encontrados por los homosexuales y bisexuales de Marruecos es que no tienen ejemplos de gays marroquíes que tuvieron buenos resultados después de haber declarado en público que no eran heterosexuales. La única excepción importante en este sentido es Abdellah Taïa. A propósito, uds pueden clicar sobre el segundo enlace arriba para ver un post que lo menciona.
Según Samir, una gran parte de la sociedad de Marruecos está a favor de la despenalización de la homosexualidad allí (y él conoce muchos marroquíes heteros que tienen buenas relaciones con gays). Pero nadie habla de ello en público, porque el país es dominado por leyes inspiradas en el Corán. Y quién se manifiesta a favor de los derechos de los homosexuales corre mucho más riesgo de ser arrestado que los gays que viven de forma oculta.
Até mais!

2 comentários:
Psiu...Psiu...
Estou de volta.
Beijo =)
Ah, que legal!
Hoje e amanhã tô meio sem tempo pra visitar os blogs dos amigos, mas ainda esse fim de semana eu tô voltando às visitas. E aí eu passo lá no seu blog.
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