Oi!!!
Acredito que o que eu tenho a dizer hoje tenha mais a ver com a realidade brasileira, por isso o post de hoje vai ser só em Português. É que o tema de hoje tem a ver com trabalho e os povos têm noções diferentes de como e por quê se deve trabalhar.
Bom, vou começar com uma pergunta: você já cometeu o erro de se matar de trabalhar e estudar pra se sentir o herói de alguém?
Talvez alguém responda com outra pergunta:
“Como assim, ‘erro’???”
Sim! Isso é um ERRO.
Existem vários momentos na vida em que a gente tem que estudar e trabalhar até a exaustão. Mas isso só deve ser feito quando surge uma necessidade REALMENTE inquestionável.
Se você precisa se matar de estudar, pra conseguir um emprego ou pra conseguir entrar pra algum curso ou faculdade que vai abrir portas importantíssimas pra você, vá em frente. Aí você tem que estudar até o nível que for preciso mesmo. Às vezes, é um auto-sacrifício desumano, mas que tem que ser feito.
No mesmo peso e na mesma medida, se você precisa trabalhar até desmaiar de cansaço pra se sustentar e pra pagar as contas da sua casa, ou se você precisa fazer isso porque sabe que outro emprego não vai pagar tão bem quanto o emprego em que você tá agora, vá em frente também. Pelo menos, vá em frente até onde você aguentar, porque, obviamente, o seu lado físico e o seu lado psicológico também vão impor um limite de até onde você pode ir.
E é claro: se você estuda aquilo ou trabalha naquilo simplesmente porque você gosta, aí também é válido. Se esse ‘exagero’ na hora de estudar e trabalhar é algo que você faz pra dar prazer a si mesmo, vá em frente. Obviamente, só não deixe de respeitar os seus limites físicos e psicológicos. Todo exagero tem limites, mesmo quando é cometido por prazer.
Bom, se os motivos que levam você a estudar e trabalhar até a exaustão são esses, ótimo. É por aí mesmo. Mas NUNCA, JAMAIS, DE JEITO NENHUM, se mate assim de estudar e trabalhar pra se sentir o herói de alguém.
Eu digo isso por um motivo muito simples: se você pensa que a outra pessoa vai valorizar os seus esforços, com certeza você vai se desiludir. Com questionáveis exceções, ninguém vai ver você como um herói, de forma nenhuma.
Quer alguns exemplos? Bom, até onde eu posso observar, o exemplo mais comum disso é nos casais héteros. Não em todos, é claro. Mas é uma situação que eu vejo muuuuuito por aí:
O marido tem um emprego legal, gosta muito do que faz, tem um salário que dá pra tudo que tem que dar, nunca passou necessidade nem deixou os filhos passarem com o salário que ele ganha, mas tem que trabalhar que nem um louco pra manter esse padrão de vida. E a esposa vê isso como nada de nada.
Nesse tipo de situação, uma cena comum de se ver é alguém chegando pra esposa em questão e perguntando:
“Oi, fulana! Cadê o fulano? Tá trabalhando?”
Ela olha pra pessoa com cara de nojo e/ou de deboche e responde:
“Bom, ele DIZ que tá trabalhando, né? Como se aquele empreguinho de merda dele fosse trabalho. Falei tanto pra ele fazer faculdade disso, faculdade daquilo, faculdade daquilo outro... Mas ele quer desperdiçar o tempo dele naquele empreguinho de merda onde ele não faz NADA o dia inteiro! Só sai de manhã, finge que trabalha muito e volta pra casa de noite fingindo que tá cansado! Só se for cansado de não fazer nada, porque só a gente que é mulher é que sabe o que é ficar exausta e esgotada todo dia!”
Duvido que você nunca tenha visto uma situação pelo menos parecida com essa em algum casal hétero que você conhece. Eu já vi isso várias vezes e em vários casais héteros diferentes.
Ainda bem que eu nunca vou ter que passar por isso.
Bom, esse é apenas o exemplo que talvez seja o mais aparente. Mas tem vários outros tipos de convivência entre 2 ou mais pessoas em que a gente vê a mesma situação: por mais que um se sacrifique e se mate de trabalhar, o outro (ou os outros) com quem ele convive acha que ele não fez nada e muitas vezes joga na cara dele que ele não fez nada, por menos que isso seja verdade.
E eu disse que existem exceções questionáveis de pessoas que veem você como um herói quando você se mata de trabalhar porque também tem gente que elogia você nesses casos simplesmente pra encher a sua bola, né? Os puxa-sacos de plantão também existem em toda parte.
Alguns de vocês talvez tejam se perguntando se eu já cometi esse erro...
Bom, eu já virei noites estudando e trabalhando até amanhecer. E algumas vezes já passei o dia inteiro sem almoçar pra poder trabalhar. Mas fiz isso quando foi preciso, porque a necessidade me obrigou. Eu não vou fazer isso pra me sentir o herói de alguém ou pra ouvir comentários idiotas (sejam sinceros ou falsos) do tipo:
“Nossa! Como ele é trabalhador!”
Não preciso disso. Mas preciso da remuneração que certos esforços vão me dar. Assim como, eventualmente, preciso do prazer que certos esforços me dão. Mas só isso.
Bom, fica aí algo pra refletir.
Até a próxima!
Acredito que o que eu tenho a dizer hoje tenha mais a ver com a realidade brasileira, por isso o post de hoje vai ser só em Português. É que o tema de hoje tem a ver com trabalho e os povos têm noções diferentes de como e por quê se deve trabalhar.
Bom, vou começar com uma pergunta: você já cometeu o erro de se matar de trabalhar e estudar pra se sentir o herói de alguém?
Talvez alguém responda com outra pergunta:
“Como assim, ‘erro’???”
Sim! Isso é um ERRO.
Existem vários momentos na vida em que a gente tem que estudar e trabalhar até a exaustão. Mas isso só deve ser feito quando surge uma necessidade REALMENTE inquestionável.
Se você precisa se matar de estudar, pra conseguir um emprego ou pra conseguir entrar pra algum curso ou faculdade que vai abrir portas importantíssimas pra você, vá em frente. Aí você tem que estudar até o nível que for preciso mesmo. Às vezes, é um auto-sacrifício desumano, mas que tem que ser feito.
No mesmo peso e na mesma medida, se você precisa trabalhar até desmaiar de cansaço pra se sustentar e pra pagar as contas da sua casa, ou se você precisa fazer isso porque sabe que outro emprego não vai pagar tão bem quanto o emprego em que você tá agora, vá em frente também. Pelo menos, vá em frente até onde você aguentar, porque, obviamente, o seu lado físico e o seu lado psicológico também vão impor um limite de até onde você pode ir.
E é claro: se você estuda aquilo ou trabalha naquilo simplesmente porque você gosta, aí também é válido. Se esse ‘exagero’ na hora de estudar e trabalhar é algo que você faz pra dar prazer a si mesmo, vá em frente. Obviamente, só não deixe de respeitar os seus limites físicos e psicológicos. Todo exagero tem limites, mesmo quando é cometido por prazer.
Bom, se os motivos que levam você a estudar e trabalhar até a exaustão são esses, ótimo. É por aí mesmo. Mas NUNCA, JAMAIS, DE JEITO NENHUM, se mate assim de estudar e trabalhar pra se sentir o herói de alguém.
Eu digo isso por um motivo muito simples: se você pensa que a outra pessoa vai valorizar os seus esforços, com certeza você vai se desiludir. Com questionáveis exceções, ninguém vai ver você como um herói, de forma nenhuma.
Quer alguns exemplos? Bom, até onde eu posso observar, o exemplo mais comum disso é nos casais héteros. Não em todos, é claro. Mas é uma situação que eu vejo muuuuuito por aí:
O marido tem um emprego legal, gosta muito do que faz, tem um salário que dá pra tudo que tem que dar, nunca passou necessidade nem deixou os filhos passarem com o salário que ele ganha, mas tem que trabalhar que nem um louco pra manter esse padrão de vida. E a esposa vê isso como nada de nada.
Nesse tipo de situação, uma cena comum de se ver é alguém chegando pra esposa em questão e perguntando:
“Oi, fulana! Cadê o fulano? Tá trabalhando?”
Ela olha pra pessoa com cara de nojo e/ou de deboche e responde:
“Bom, ele DIZ que tá trabalhando, né? Como se aquele empreguinho de merda dele fosse trabalho. Falei tanto pra ele fazer faculdade disso, faculdade daquilo, faculdade daquilo outro... Mas ele quer desperdiçar o tempo dele naquele empreguinho de merda onde ele não faz NADA o dia inteiro! Só sai de manhã, finge que trabalha muito e volta pra casa de noite fingindo que tá cansado! Só se for cansado de não fazer nada, porque só a gente que é mulher é que sabe o que é ficar exausta e esgotada todo dia!”
Duvido que você nunca tenha visto uma situação pelo menos parecida com essa em algum casal hétero que você conhece. Eu já vi isso várias vezes e em vários casais héteros diferentes.
Ainda bem que eu nunca vou ter que passar por isso.
Bom, esse é apenas o exemplo que talvez seja o mais aparente. Mas tem vários outros tipos de convivência entre 2 ou mais pessoas em que a gente vê a mesma situação: por mais que um se sacrifique e se mate de trabalhar, o outro (ou os outros) com quem ele convive acha que ele não fez nada e muitas vezes joga na cara dele que ele não fez nada, por menos que isso seja verdade.
E eu disse que existem exceções questionáveis de pessoas que veem você como um herói quando você se mata de trabalhar porque também tem gente que elogia você nesses casos simplesmente pra encher a sua bola, né? Os puxa-sacos de plantão também existem em toda parte.
Alguns de vocês talvez tejam se perguntando se eu já cometi esse erro...
Bom, eu já virei noites estudando e trabalhando até amanhecer. E algumas vezes já passei o dia inteiro sem almoçar pra poder trabalhar. Mas fiz isso quando foi preciso, porque a necessidade me obrigou. Eu não vou fazer isso pra me sentir o herói de alguém ou pra ouvir comentários idiotas (sejam sinceros ou falsos) do tipo:
“Nossa! Como ele é trabalhador!”
Não preciso disso. Mas preciso da remuneração que certos esforços vão me dar. Assim como, eventualmente, preciso do prazer que certos esforços me dão. Mas só isso.
Bom, fica aí algo pra refletir.
Até a próxima!
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