
IEMANJÁ
Essa era, a princípio, a deusa do Rio Iemanjá, na Nigéria.
Devido a problemas relacionados a guerras, os povos que viviam às margens do Rio Iemanjá tiveram que deixar seu território de origem e se instalar numa região mais ao Sul, às margens do Rio Ogum. E esse, a partir de então, passou a ser considerado o novo rio de Iemanjá.
Aos poucos, ela passou a ser considerada a deusa de todos os rios que deságuam direto no Mar.
No Brasil, o culto de Iemanjá se desenvolveu talvez mais do que o de qualquer outra divindade do Candomblé. Mas sofreu algumas alterações. A mais forte das quais parece ter sido a associação da deusa diretamente ao Mar entre seus seguidores brasileiros.
Na África, ela já era vista como uma deusa associada à maternidade e à amamentação. Mas no Brasil, essa característica foi levada a extremos: ela passou a ser vista como a maior de todas as deusas-mães entre os praticantes do Candomblé. E passou a ser considerada a mãe de quase todos os orixás (mas isso é um conceito brasileiro, e não africano).
Existe uma lenda que conta que, no início do Mundo, quando Iemanjá estava grávida, um deus não muito bem identificado tentou estuprar ela. A deusa fugiu, mas levou um tombo durante a fuga, bateu no chão e explodiu. E quando ela explodiu, todos os deuses e deusas que faltavam nascer saíram de dentro dela. Mas o Pierre Verger, embora reconhecesse a existência dessa história, afirmava que ela não é um mito original africano, e sim uma lenda popular brasileira. Assim, não tem muito valor religioso.
É provável que Iemanjá seja a divindade do Candomblé mais famosa no Brasil. E curiosamente, ela não recebe culto apenas dos candomblecistas e dos praticantes de religiões associadas ao Candomblé, mas também de católicos!
Em algumas regiões do Brasil, ela passou a ser vista como uma imitação das sereias europeias, tanto na aparência quanto no comportamento.
Em Cuba, Iemanjá também é vista como uma deusa da clarividência: muitos cubanos invocam ela pra fazer perguntas sobre o futuro. E nesse caso, o culto dela está associado ao culto de Oxalá e Oxum.
Por ser uma deusa associada à amamentação, Iemanjá muitas vezes é retratada com seios enormes. Mas geralmente castiga quem faz comentários grosseiros sobre os seios dela.
Os mitos mostram que Xangô, Ogum e Oxóssi são sempre bem-vindos no palácio de Iemanjá. Assim, é conveniente aos seguidores dela que sempre recebam com hospitalidade os seguidores de Xangô, Ogum e Oxóssi em suas casas.
As melhores oferendas pra Iemanjá são a galinha, o pato e o pombo, que devem ser lançados a um rio que desague direto no Mar (não pode ser um rio que desague em outro rio nem um rio que desague numa lagoa). Mas, no Brasil, o que se tornou mais comum é que se atirem flores ao Mar como oferendas a ela.
Se alguém pretende oferecer uma das aves mencionadas acima a ela, é importante lembrar que, nos dias de hoje, não é conveniente sacrificar um animal pra usar como oferenda. O melhor a fazer é comprar a ave já devidamente morta e depenada num aviário ou mercado, tirar todos os plásticos e outros objetos sintéticos que venham presos a ela, lavar bem e levar pra usar como oferenda.
É necessário lembrar que quando a oferenda feita a Iemanjá é de comida, na hora em que se faz a oferenda é sempre preciso dizer em voz alta que metade daquela oferenda é pra Exu.
Os melhores momentos pra invocar Iemanjá por motivos associados à maternidade são o período de lua-crescente e o 1º dia de Primavera (quando as energias de maternidade estão fluindo com mais força na Natureza); por motivos ligados à clarividência sobre o futuro é o período de lua-cheia (quando a conexão dos humanos com as divindades chega ao ponto mais elevado, pois a pessoa vai precisar de muita orientação divina pra conseguir entender o que vai enxergar no futuro); e por motivos associados ao Mar não há um momento específico, pois o Mar é eterno.
Yemanja was originally the goddess of the Yemanja River, in Nigeria.
Due to problems of war, the people who lived on the banks of the Yemanja River had to leave their birthplace and settled in a region farther South. It was on the banks of the Ogoun River. So this has been Yamanja’s river since then.
Gradually, she came to be seen as the goddess of all the rivers that arrive directly at the Sea.
In Brazil, Yemanja’s worship is supposed to have developed more than the worship of any other deity of Candomble. But it’s been really changed. For example, here she is seen as the goddess of the Sea before any other thing.
In Africa, she was already seen as a goddess of motherhood and breastfeeding. But in Brazil, this characteristic has been taken to extremes: here she is seen as the greatest among all the mother-goddesses. And almost all the deities of Candomble are usually mentioned as her sons and daughters (but this is a Brazilian and non-African concept).
According to a legend, at the beginning of the World Yemanja was pregnant and a not well identified god tried to rape her. The goddess fled, but took a tumble during flight, fell on the ground and exploded. And when she exploded all the gods and goddesses who hadn’t been born yet jumped out from her body. But according to Pierre Verger, it’s not an African original myth, but a Brazilian folktale. So this story does not have much religious value.
Yemanja is certainly the most famous deity of Candomble in Brazil. And curiously, she isn’t worshipped here only by candomblecists. She has many catholic followers too!
In some regions of Brazil, she came to be seen as an imitation of European mermaids. Both in appearance and in behavior.
In Cuba, Yemanja is also seen as a goddess of insight into the future. And in this case she is worshipped alongside Obatala and Oshun.
As a goddess of breastfeeding, she is occasionally portrayed with huge breasts. But she often punishes the ones who make jokes about her breasts.
According to the myths, the gods Shango, Ogoun and Oxossi are always welcome at Yemanja’s palace. Then, Shango, Ogoun and Oxossi’s followers are supposed to be welcome at the homes of Yemanja’s followers as well.
The best offerings for Yemanja are hens, ducks and pigeons. And they have to be thrown into a river which arrives directly at the Sea (forget about rivers which arrive at other rivers or at lagoons). But in Brazil, throwing flowers into the Sea as offerings for her has been more usual.
If you intend to give her one of the birds mentioned above, don’t forget it’s not convenient killing an animal in order to use it as an offering. The best to do is buying the bird already slaughtered and plucked at a supermarket. Remove all pieces of plastic and other man-made objects that come attached to the bird and wash it well. Then, you can use it as an offering.
If you offer food to Yemanja, don’t forget you have to say half of that offering belongs to Eshu.
If you want to invoke Yemanja for reasons connected to motherhood, the best periods for doing that are the 1st day of Spring and the crescent-moon period (motherhood energies are flowing more strongly in Nature in these periods). If you want to invoke her for reasons connected to insight into the future, the best period for doing that is the full-moon period (the connection of deities with humans reaches its highest level in this period and you’ll need a very strong divine orientation to be able to see the future). And if you want to invoke her for reasons connected to the Sea, there isn’t a specific period for doing that.
Yemayá era originalmente la diosa del Río Yemayá, en Nigeria.
Debido a problemas relacionados con guerras, la gente que vivía en las orillas del Río Yemayá tuvo que abandonar su tierra de origen y se estableció en una región más al Sur, en las orillas del Río Oggun. Así, este ha sido el río de Yemayá desde entonces.
Poco a poco, ella llegó a ser vista como la diosa de todos los ríos que llegan directamente al Mar.
En Brasil, el culto de Yemayá posiblemente se desarrolló más que el culto de cualquier otra deidad del Candomblé. Pero ha sido muy cambiado. Por ejemplo, aquí ella es vista como la diosa del Mar antes de cualquier otra cosa.
En África, ella ya era vista como una diosa de la maternidad y de la lactancia. Pero en Brasil, esta característica ha sido llevada a los extremos: aquí, ella es vista como la principal entre todas las diosas-madres. Y casi todas las otras deidades del Candomblé suelen ser mencionadas como sus hijos e hijas (pero este es un concepto brasileño y no africano).
Según una leyenda, al principio del Mundo, Yemayá estaba embarazada y un dios que no se sabe bien quien era tuvo la intención de violarla sexualmente. La diosa se huyó, pero cuando lo hacía se cayó al suelo y se explotó. Y cuando ella se explotó, todos los dioses y diosas que todavía no habían nacido saltaron para fuera de su cuerpo. Pero de acuerdo con Pierre Verger, eso no es un mito original africano, sino un cuento popular brasileño. Así, esta historia no tiene mucho valor religioso.
Yemayá es sin duda la divinidad del Candomblé más famosa de Brasil. Y, curiosamente, no es adorada aquí solamente por candomblecistas. ¡Ella tiene muchos seguidores católicos también!
En algunas regiones de Brasil, es vista como una imitación de las sirenas de Europa. Tanto en apariencia como en comportamiento.
En Cuba, Yemayá también es vista como una diosa de la visión del futuro. Y en este caso, su culto viene junto a los cultos de Obatalá y Oshun.
Como diosa de la lactancia, ella es en ocasiones representada con grandes pechos. Pero a menudo castiga a los que hacen chistes sobre sus pechos.
Según los mitos, los dioses Changó, Oggun y Oshosi son siempre bienvenidos en el palacio de Yemayá. Así, es esperado que los seguidores de Changó, Oggun y Oshosi también sean siempre bienvenidos en las casas de los seguidores de Yemayá.
Las mejores ofertas para Yemayá son gallinas, patos y palomas. Y tienen que ser lanzados a un río que llegue directamente en el Mar (olvídate de los ríos que lleguen en otros ríos o en lagunas). Pero en Brasil, lanzar flores al Mar como ofrenda para ella ha sido lo más habitual.
Si tienes la intención de darle una de las aves mencionadas arriba, no te olvides que no es conveniente matar a un animal con el fin de utilizarlo como una ofrenda. Lo mejor a hacer es comprar el ave ya sacrificada y desplumada en un supermercado. Saca todas las piezas de plástico y otros objetos artificiales que vienen adjuntos al ave y lávala bien. Así, puedes utilizarla como una ofrenda.
Cuando se ofrece comida a Yemayá, es necesario hablar que mitad de aquella ofrenda es para Eshu.
Si deseas invocar Yemayá por razones relacionadas con la maternidad, los mejores momentos para hacerlo son el primer día de la Primavera y el período de luna creciente (las energías de maternidad están fluyendo con más fuerza en la Naturaleza en esos períodos). Si deseas invocarla por razones relacionadas con la visión del futuro, el mejor momento para hacerlo es el período de luna llena (la conexión de las divinidades con los humanos alcanza su nivel más alto en este período y tú necesitarás una orientación divina muy fuerte para ser capaz de ver el futuro). Y si deseas invocarla por razones relacionadas con el Mar, no hay un momento específico para hacerlo.
Yemaja era in origine la dea del Fiume Yemaja, in Nigeria.
A causa di problemi di guerra, la gente che abitava sulle rive del Fiume Yemaja ha avuto bisogno di lasciare la sua patria ed è andata in una regione più a Sud, vicino al Fiume Ogun. Così, questo è stato il fiume di Yemaja da quell’epoca.
Gradualmente, hanno cominciato a vederla come la dea di tutti i fiumi che arrivano direttamente al Mare.
In Brasile, si vede che il culto di Yemaja si è sviluppato più del culto di qualsiasi altra divinità del Candomblé. Ma è stato davvero cambiato. Per esempio, qui se la vedono come la dea del Mare prima di ogni altra cosa.
In Africa, lei era già vista come una dea della maternità e dell’allattamento. Ma in Brasile, questa caratteristica è stata portata agli estremi: i brasiliani la vedono come la più importante fra le dee-madri tutte quante. E quasi tutte le altre divinità del Candomblé sono spesso menzionate come i suoi figli e figlie (ma questo è un concetto brasiliano e non-africano).
Secondo una leggenda, all’inizio del Mondo, Yemaja era incinta e un non ben identificato dio ha tentato di violentarla. La dea ha fuggito, ma ha preso una caduta durante la fuga, è caduta sulla terra ed è esplosa. E quando lei è esplosa, tutti gli dei e dee che non erano ancora nati sono saltati fuori dal suo corpo. Ma secondo Pierre Verger, questo non è un mito originale africano, ma un racconto popolare brasiliano. Quindi, questa storia non ha molto valore religioso.
Yemaja è sicuramente la più famosa divinità del Candomblé in Brasile. E curiosamente, non sono soltanto i candomblecisti che l’adorano qui. Lei ha anche molti sudditi cattolici!
In alcune regioni di Brasile, c’è gente che la vede come un’imitazione delle sirene europee. Sia nell’aspetto, sia nel comportamento.
In Cuba, molti vedono Yemaja come una dea dello sguardo al futuro. E in questo caso il suo culto e legato a quei di Obatala e Oshun.
Come dea dell’allattamento, lei è a volte raffigurata con seni enormi. Ma lei punisce spesso quelli che fanno battute sui suoi seni.
Secondo i miti, gli dei Shango, Ogun e Ochosi sono sempre benvenuti nel palazzo di Yemaja. Così, si spera anche che i sudditi di Shango, Ogun e Ochosi siano benvenuti nelle case dei sudditi di Yemaja.
Le migliori offerte per Yemaja sono galline, anatre e piccioni. E devono essere gettati in un fiume che arriva direttamente al Mare (si deve dimenticare i fiumi che arrivano a altri fiumi o a lagune). Ma in Brasile, gettare fiori nel Mare come offerta per lei è stato il più abituale.
Se hai l’intenzione di darle uno degli uccelli, non dimenticare che non è conveniente uccidere un animale in modo da usarlo come offerta. Il migliore da fare è comprare l’uccello già macellato e colto in un supermercato. Devi rimuovere tutti i pezzi di plastico e altri oggetti artificiali che vengono legati all’uccello e lavarlo bene. Quindi, è possibile utilizzarlo come offerta.
Quando si offre cibo a Yemaja, si deve sempre parlare che metà di quell’offerta appartiene a Eshu.
Se vuoi invocare Yemaja per motivi legati alla maternità, i migliori periodi da farlo sono il primo giorno di Primavera e il periodo di luna crescente (le energie di maternità scorrono con più forza nella Natura in questi periodi). Se vuoi invocarla per motivi legati allo sguardo al futuro, il migliore periodo da farlo è il periodo di luna piena (la connessione delle divinità con gli umani raggiunge il massimo in questo periodo e avrai bisogno di un orientamento divino molto forte per poter vedere il futuro). E se vuoi invocarla per motivi legati al Mare, non c’è un periodo determinato per farlo.

IROCO
Ao longo de suas vastas pesquisas, o Pierre Verger não conseguiu encontrar muitas informações sobre Iroco. Mas parece ter concluído que não se trata de um orixá originário de Oió (na atual Nigéria), e sim de um vodum originário do Daomé (no atual Benin).
Originalmente, ele parecia ser visto como um deus secundário, que serve aos outros deuses e deusas mais poderosos. Mas são poucas as informações sobre isso que sobreviveram até os dias de hoje.
Iroco é sem dúvida um deus das árvores. E é nessa condição que ele costuma ser cultuado no Brasil, embora a adoração a ele não seja muito comum por aqui.
A gameleira-branca é vista como a árvore mais associada a esse deus.
A forma como Iroco é visto no Brasil parece ser mais inspirada em lendas de origem duvidosa do que em mitos originais africanos, o que leva o culto dele a uma certa inexatidão.
Quando alguém vai fazer uma oferenda a esse deus, geralmente se aconselha que a pessoa passe 3 dias seguidos sem ter contatos sexuais com ninguém. No 4º dia, ela pode fazer a oferenda. E depois da oferenda, está liberada para voltar a se relacionar sexualmente.
Embora o motivo pra isso não seja muito claro, se entende que Iroco quer que o humano que se aproxima dele esteja ali com o corpo por inteiro, e não misturado com o corpo de outra pessoa. E quando alguém tem qualquer tipo de contato sexual com outra pessoa, acaba absorvendo no mínimo algum líquido do corpo da outra pessoa (nem que seja só saliva). Assim, o prazo de 3 dias sem sexo estipulado pelo culto de Iroco é pra que o corpo da pessoa tenha tempo de eliminar as substâncias do corpo de outra pessoa que estejam nele. Se não eliminar por completo, pelo menos diminui.
As oferendas pra ele devem ser sempre colocadas numa árvore, podendo ser deixadas aos pés da árvore ou enroladas ao redor do troco da árvore.
Como seja, têm que ser oferendas biodegradáveis, pois não queremos poluir a Natureza.
IMPORTANTE: uma vez terminado o ritual da oferenda, o que foi oferecido a Iroco, assim como a própria árvore que ali se encontra, não podem mais ser tocados. E a oferenda tem que ser deixada do jeito que ficou, até que seja devorada pela Natureza. E por isso, o mais aconselhável é que a oferenda seja feita numa floresta, num lugar aonde ninguém ou quase ninguém vai.
O melhor momento pra invocar esse deus é o 1º dia de Primavera, quando começa a época do ano em que as árvores se desenvolvem mais.
Throughout his extensive research, Pierre Verger could not find much information about Iroko. But he seems to have concluded that Iroko is not an orisha from Oyo (in the current Nigeria). Actually he is a vodun from Dahomey (in the current Benin).
Originally, he seemed to be seen as a secondary god who served the more powerful gods and goddesses. But there is little information about it that has survived to this day.
Iroko is certainly the god of the trees. And he is worshipped in Brazil basically in this condition, although his worship is not very common here.
White gameleiras are the trees most associated to this god here.
How Iroko is seen in Brazil seems to be more inspired by legends of dubious origin than in the African original myths. That’s why his worship has a certain inaccuracy.
When someone will make an offering to this god, usually the person is encouraged to spend 3 days without having sexual contact with anyone. On the 4th day he may celebrate the offering ritual. And after the ritual he may do whatever he wants about sex.
Although the reason for that is not very clear, it’s understood that Iroko wants the human who approaches him with his entire body and not mixed with the body of another person. And when someone has any kind of sexual contact with another person, he always absorbs at least some fluid from the body of that person (even just saliva). Then, the 3-day-long period without sex stipulated by Iroko’s worship is supposed to be for giving time to the person’s body to eliminate the substances of the other person’s body. If not completely eliminate the substances will be at least reduced.
Offerings for him always have to be left at a tree.
Anyway, they have to be biodegradable offerings because we don’t want to pollute Nature.
IMPORTANT: if the offering ritual is already finished, the offering and the tree may not be touched again. You have to leave the offering in the way it is to be devoured by Nature. Then, the offering should be left in a forest or in a place where there is nobody or almost nobody.
The best moment to invoke Iroko is the 1st day of Spring (the trees grow more from that day).
A lo largo de sus extensas investigaciones, Pierre Verger no pudo encontrar mucha información acerca de Iroko. Pero parece que concluyó que Iroko no es un orisha de Oyo (en la actual Nigeria). En verdad, es un vodun de Dahomey (en el actual Benin).
Originalmente, parecía ser visto como un dios secundario que actúa como súbdito de los dioses y diosas más poderosos. Sin embargo, hay poca información al respecto que ha sobrevivido hasta nuestros días.
Iroko es sin duda el dios de los árboles. Y él es adorado en Brasil básicamente en esta condición, aunque su culto no sea muy común aquí.
Gameleiras blancas son los árboles que más se asocia a este dios aquí.
El modo como Iroko es visto en Brasil parece estar más inspirado por leyendas de origen dudoso que en mitos originales africanos. Es por eso que su culto acaba por tener cierta inexactitud.
Cuando alguien va a hacer una ofrenda a ese dios, la persona suele ser aconsejada a pasar 3 días sin tener contactos sexuales con nadie. En el cuarto día, puede celebrar el ritual de ofrenda. Y después del ritual, puede hacer lo que quiera con su sexualidad.
La razón para hacerlo no es muy clara. Pero se cree que Iroko quiere que el ser humano que se acerca a él esté allí con todo su cuerpo y no con su cuerpo mezclado con el cuerpo de otra persona. Y cuando alguien tiene cualquier tipo de contacto sexual con otra persona, siempre absorbe por lo menos algún tipo de líquido del cuerpo de esa persona (aunque sea solamente saliva). Así, se supone que el período de 3 días sin sexo estipulado por el culto de Iroko es para dar tiempo al cuerpo de la persona para eliminar las sustancias del cuerpo de la otra persona. Si eso no elimina por completo las sustancias, ellas serán por lo menos reducidas.
Ofrendas a él tienen que ser siempre dejadas en un árbol.
Como sea, tienen que ser ofrendas biodegradable porque no queremos contaminar la Naturaleza.
IMPORTANTE: si el ritual de ofrenda ya está terminado, la ofrenda y el árbol no pueden ser tocados de nuevo. Tienes que dejar la ofrenda en la forma en que esté para que sea devorada por la Naturaleza. Así, lo mejor es que ofrenda sea dejada en una floresta o en un lugar donde no hay nadie o casi nadie.
El mejor momento para invocar Iroko es el primer día de Primavera (los árboles están más fuertes desde ese día).
Nel corso della sua attività di ricerca, Pierre Verger non è riuscito a trovare molte informazioni su Iroko. Ma lui sembra aver concluso che Iroko non è un oriscià da Oyo (nell’attuale Nigeria). In realtà, lui è un vodun da Dahomey (nel attuale Benin).
In origine, sembrava di esser visto come un dio secondario che serviva gli dei e dee più potenti. Ma ci sono poche informazioni su di esso che sono sopravvissute fino ad oggi.
Iroko è certamente il dio degli alberi. E i brasiliani l’adorano fondamentalmente in questa condizione, anche se il suo culto non è molto comune qui.
Le gameleiras bianche sono gli alberi più associati a questo dio qui.
Il modo in cui si vede Iroko in Brasile sembra essere più ispirato alle leggende di dubbia provenienza che nei miti originali africani. Ecco perché il suo culto ha una certa imprecisione.
Se qualcuno farà un’offerta per questo dio, di solito la persona è incoraggiata a trascorrere 3 giorni senza avere contatti sessuali con nessuno. Al quarto giorno, può celebrare il rituale di offerta. E dopo il rituale, può fare quello che vuole con la sua sessualità.
Anche se la ragione di ciò non è molto chiara, si capisce che Iroko vuole l’essere umano che gli si avvicina con il suo corpo intero e non mescolato con il corpo di un’altra persona. E quando qualcuno ha alcun tipo di contatto sessuale con un’altra persona, assorbe sempre almeno un po’ di liquidi dal corpo di quella persona (almeno la sua saliva). Così, si suppone che il periodo di 3 giorni senza sesso stabilito nel culto di Iroko sia per dare tempo al corpo della persona per eliminare le sostanze del corpo dell’altra persona. Se le sostanze non saranno eliminate completamente, almeno saranno ridotte.
Le offerte per Iroko devono essere sempre lasciate a un albero.
Comunque sia, devono essere offerte biodegradabili perché non si vuole inquinare la Natura.
IMPORTANTE: se il rituale di offerta è già finito, l’offerta e l’albero non possono essere toccati di nuovo. Si deve lasciare l’offerta nel modo in cui rimane e la Natura la divorerà. Così, l’offerta deve essere lasciata in una foresta o in un posto dove non c’è nessuno o quasi nessuno.
Il momento migliore per invocare Iroko è il primo giorno di Primavera (gli alberi crescono più da quel giorno).
4 comentários:
Particularmente tenho um apreço muito especial pela simbologia do Mar e de Iemanjá em si. Acho que o Mar é a origem e a fonte de todas as coisas, e não poderia ser diferente que fosse identificado como uma Mãe. Algumas pessoas dizem que o nome de "Maria" permanece, ainda, com essa relação.
Iemanjá, Nossa Senhora, Vênus etc.
Uma das maiores vivências religiosas que tive foi sentado sozinho na frente do mar durante o anoitecer.
Parabéns pela pesquisa!
Bom, na Nigéria, a deusa do Mar era Olocum. Iemanjá, como eu disse, era associada aos rios que desaguam direto no Mar, e não ao Mar em si. Mas, inegavelmente, isso também é uma conexão com o Mar, né?
Então, não foi uma invenção dos brasileiros passar a ver Iemenjá como a deusa do Mar. Entre os antigos habitantes da Nigéria já havia esse conceito, só que num nível menos intenso.
A mesma coisa pra associação dela com a maternidade: os antigos nigerianos já tinham esse conceito num nível menos intenso e, no Brasil, o conceito simplesmente se fortaleceu.
E na maioria das religiões antigas, ou no mínimo numa grande parte delas, o Mar é associado a uma deusa feminina, e não a um deus masculino. Vejamos, por exemplos, Tiamat, na religião babilônica, e Afrodite, no Helenismo. O culto de Afrodite como deusa do Mar só não pegou na Grécia Antiga porque os gregos já tinham o culto de Posseidon muito arraigado na cultura deles como deus do Mar. Mas originalmente, ela era uma deusa do Mar.
Bom, a própria fertilidade do Mar acaba por associar esse elemento a uma mãe, né?
E agora você me lembrou de uma coisa: quando eu me sento sozinho diante do Mar e fico observando as ondas batendo contra as padres ou então fico olhando pro horizonte, eu me sinto em conexão direta com os deuses. Acho que é dali que a energia deles flui com mais força.
Bom dia!
Mãe d'água Iemanjá folclore brasileiro é uns dos mais ricos a nossa cultura é rica. Parabens pelo blog.
Venho em nome do Clube dos Novos Autores dar as boas vindas e volte sempre um abraço fraternal e um ótimo domingo.
Amandio Relações publicas http://clubnovosautores.blogspot.com/
Obrigado!
Cheguei ao blog de vocês na verdade por acaso.
Como você deve ter visto nos comentários do post abaixo desse, a Evanir, que já tinha passado por aqui antes, me fez uma visita. E quando fui responder, vi que agora ela está no blog de vocês. O qual, aliás, é muito interessante.
Parabéns também!
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