sexta-feira, 18 de março de 2011

CARY GRANT 1904-1986

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada num personagem histórico que, embora sempre tenha negado que era gay, não parece ter deixado muitas dúvidas: o ator inglês Cary Grant.

Archibald Alexander Leach nasceu em South West England em 18 de Janeiro de 1904.
Ele nasceu depois que os pais tinham perdido outro filho. E como não veio mais nenhum depois, ele foi criado como filho único superprotegido.
Quando o Archibald tinha 9 anos, a mãe dele começou a ter uns problemas psicológicos e foi internada num hospício. E o pai disse a ele que ela tinha morrido.
Na infância e na adolescência, ele foi muito tímido e introspectivo.
Ele estudou no Fairfield Grammar School. Mas com 14 anos ele adquiriu o habito de se masturbar no banheiro das meninas. Quando foi descoberto, ele foi expulso do colégio. Mas, logo depois disso, ele entrou pra Troupe Teatral do Bob Pender, adotando o nome artístico de Archy Leach.
Em 1920, a troupe foi fazer uma turnê de 2 anos pelos Estados Unidos. E isso foi tempo suficiente pro Archy ver que era ali que ele queria viver, levando adiante a carreira de ator. Então, foi só o tempo de voltar a pisar no chão da Inglaterra, em 1922, e voltar pros Estados Unidos.
Em 1931, com 27 anos, ele já era um dos atores teatrais mais famosos do Missouri, ao mesmo tempo em que trabalhava como vendedor pra se sustentar.
De qualquer forma, foi nesse mesmo ano que o Archy foi pra Hollywood, mudando de nome artístico pra Cary Grant. E no ano seguinte, veio o 1º filme dele: um musical não muito conhecido chamado This Is The Night. E o Cary teve em nada menos do que 7 filmes naquele mesmo ano! Entre eles, o 1º em que ele se destacou foi Blonde Venus (Vênus Loira).
Também foi naquele mesmo ano que ele foi morar com o ator Randolph Scott numa casa de praia. Parece que os 2 mantinham um romance mais ou menos público.


No Super CECG&B tem um post sobre ele. Se você não viu, pode dar uma clicada aqui:

http://centrogb.blogspot.com/2008/03/randolph-scott-1898-1987.html

Apesar disso, o Cary sempre negou solenemente qualquer contato sexual com qualquer homem, ao contrário do Randolph, que, ao que parece, conversava pelo menos com todas as pessoas mais próximas sobre a relação deles.
Aparentemente pra disfarçar a situação, o Cary se casou com a atriz Virginia Cherrill em Fevereiro de 1934, se divorciando dela em Março do ano seguinte. E foi naquele mesmo ano que ele descobriu que a mãe tava viva, num hospício, o que acabou dando outro nó na cabeça dele.
De qualquer forma, ele já era reconhecido como um dos atores principais de Hollywood na época. E em 1942, o Cary conseguiu a cidadania estadunidense.
Em 1944, já com 40 anos, ele se separou do Randolph. E parece que foi porque o Cary andou fazendo umas brincadeirinhas com o Marlon Brando.
Aqui vai o link prum post sobre ele:

http://ultracecgb.blogspot.com/2010/11/marlon-brando-1924-2004.html

Em Julho, o Cary teve outro casamento, agora com a Barbara Hutton, de quem se divorciaria em Agosto do ano seguinte, sem ter filhos. Em compensação, ela bancava tudo pra ele. Mas, curiosamente, ele não quis nem um centavo dela depois do divórcio.
No Natal de 1949, o Cary se casou com a atriz Betsy Drake. Esse foi o casamento mais duradouro dele (quase 13 anos). Mas também não produziu filhos.
A Betsy disse que no fundo ela sabia que ele já tinha tido experiências com homens, mas evitava pensar no assunto. Até porque ele era um maníaco sexual com ela na cama! Então, ela não tinha do que reclamar.
Eles se divorciaram em Agosto de 1962.
Isso nunca foi 100% comprovado, mas algumas testemunhas disseram ter visto, nessa época, o Cary e o Randolph dando o maior beijo de língua num estacionamento, na frente de todo mundo. Mas isso parece ser mais uma fofoca, né? Porque o Cary não era de se expor tanto assim.
Em Julho de 1965, ele se casou com a atriz Dyan Cannon, que tava grávida dele. E em Fevereiro do ano seguinte, nasceu uma menina: a futura atriz Jennifer Grant.
Naquele mesmo ano, o Cary encerrou a carreira no cinema com o filme Walk, Don’t Run (Devagar: Não Corra!). E depois disso ele só faria participações ocasionais na televisão.
O Cary e a Dyan se divorciaram em Março de 1968. Mas aí parece que o casamento não deu certo por causa da diferença de idade: ele era 33 anos mais velho do que ela. E acabou com uma briga judicial deles pela guarda da filha.
Depois disso, o Cary só voltou a se casar em Abril de 1981, com a Barbara Harris, que era 47 anos mais nova do que ele! E olhem que esse casamento deu mais certo do que o outro. Eles ficaram juntos até o dia 29 de Novembro de 1986, quando o Cary foi morto por um derrame cerebral, faltando pouco mais de 1 mês pra completar 83 anos.
Ele teve ao todo 73 trabalhos como ator de cinema. E até hoje nos Estados Unidos ele é considerado um dos principais nomes masculinos da História do Cinema.

Archibald Alexander Leach (il futuro Cary Grant) è nato in South West England, nel 18 Gennaio del 1904.
La sua famiglia aveva dei problemi, perché suo fratello più vecchio è morto alla nascita. E sua madre è stata mandata (senza lui saperlo) ad un manicomio, quando lui aveva 9 anni.
Archibald è stato molto timido quando era bambino ed adolescente. Ed ha studiato alla Fairfield Grammar School. Ma l’hanno espulso dalla scuola perché lui si masturbava nel bagno delle ragazze.
Con il nome artistico di Archy Leach, lui è diventato membro del gruppo teatrale di Bob Pender. Ed è andato negli Stati Uniti con loro, dove è rimasto per 2 anni, dal 1920 al 1922.
Dopo esser tornato rapidamente nell’Europa, Archy tornerebbe negli Stati Uniti, dove è rismasto, diventando uno degli attori teatrali più conosciuti del Missouri.
E lui anche lavorava come venditore.


In 1931, Archy Leach went to Hollywood. And then he got Cary Grant as his new artistic name.
His 1st movie was This Is The Night. But he got really famous in Blonde Venus, in the same year.
And also in that same year Cary started living with actor Randolph Scott.
To the end of his life, Cary would deny having had any kind of sexual contact to any man. But Randolph apparently talked about their affair to their closest friends.
In 1934, Cary married actress Virginia Cherrill (presumably a beard). But they divorced in 1935.
In that same year he discovered his mother was in a lunatic asylum (many years ago, his father had told him she was dead).
In 1942, Cary became an American Citizen (he was an English-born).
In 1944, he and Randolph finished their affair (apparently). And it’s said they broke because Cary and Marlon Brando had some kind of sexual fun for some times at that time.
In the same year, he married Barbara Hutton. And she maintained him to 1945, when they divorced.


En la Navidad de 1949, Cary se casó con la actriz Betsy Drake.
Ella sabía que él ya había tenido relaciones con otros hombres. Pero hacía lo posible para no pensar en eso. Hasta mismo porqué Cary le parecía un especialista en sexo heterosexual.
Ellos no tuvieron hijos y se divorciaron después de 13 años juntos, en 1962.
Hubo quien dijo que Cary y Randolph Scott fueron vistos besándose en un aparcamiento en la misma época. Pero eso asemeja más a un chisme, ¿verdad? Cary no se exponía así.
En 1965, él se casaría con Dyan Cannon, que le daría su única hija, Jennifer Grant, en 1966.
En el mismo año, él tuvo su última película: Walk, Don’t Run. Después, él sería visto solamente en participaciones en shows televisivos.
En 1968, Cary y Dyan se divorciaron.
Solamente en 1981 él se casó de nuevo, con Barbara Harris (47 años más joven que él). Y los 2 se quedaron juntos hasta 1981, cuando Cary se murió, devido a un derrame cerebral, faltándole poco para cumplir 83 años.
El tuvo 73 trabajos como actor cinematográfico.


Até a próxima!

7 comentários:

Drencon disse...

Pois é!

Eu tenho um livro da história de hollywood
da década de 1910 até os anos 60.
Vi numa das passagens que Cary Grant era gay.
Fiquei meio impressionado porque nunca havia imaginado. Achava até mais fácil que o homofóbico Clark Gable fosse, mas não ele.

O mais engraçado é que uns meses atrás ele foi capa da revista men's health sob o rótulo de o maior mulherengo, machão e exemplo de homem em hollywood...

mulherengo?! ahahaha
ah, tolinhos!!!

Um abraço, Leo!

Lupasco

Fábrica de Música disse...

Eu já conhecia essa historia do Cary e do Randolph, diziam que os produtores da época até ameaçaram não lhe darem mais trabalhos se eles não se separassem. Eles formavam um casal até bonito.
:Mas o que mais me impressionou na historia dele, foi essa dele ter descoberto que a mãe estava viva depois de anos. E aquela dele se masturbar no banheiro feminino, choquei...

Leo Carioca disse...

Lupasco→ Bom, talvez essa ideia de mulherengo tenha surgido pelo fato de ele ter se casado várias vezes, né? Mas quais desses casamentos foram reais e quais foram só pra manter a imagem de hétero, aí já é outra história.
Abraço também!

Rodrigo→ Eu não sabia dessa chantagem dos produtores da época pra eles se separarem!

Marcos disse...

Pois é, coitado do Cary que afundava a sua homofobia internalizada em casamentos héteros até que de tanto tentar conseguiu engatar nuns...rsrs. Mas por mais que tentou passar a imagem de macho pegador não conseguiu apagar o seu passado gay...rsrs. Até entendo um pouco a situação olhando a época que ele viveu. Mas até hoje aconteçe isto com freqüência mesmo com toda visibilidade e direitos conquistados dos gays. O que mais me chateia do cinema é o preconceito de achar que gay assumido não pode interpretar papel de galã hétero porque não convenceria o público feminino, mas eles atores héteros podem interpretar papel gay que tanto faz, nós não os descriminamos sabendo que eles não curtem, por isto somos mais evoluidos que eles, pois sabemos separar interpretações de vida privada. Ator é ator, interpreta papéis independente de sua escolhas sexuais em sua vida particular! Este preconceito é irritante tanto aqui como lá em Hollywood. Mas vem do eterno preconceito de que ser gay é assumir seu lado feminino, aliás pelo contrário ser gay é assumir o seu lado masculino em dose dupla. Ser gay é ser HOMEM. O lado feminino é para os trangêneros. Espero que um dia os héteros evoluam quanto a este quesito.

Leo Carioca disse...

Olha, sempre que eu vejo algum ator ou cantor atual que vende uma imagem de hétero muuuuuuuuuuito pegador, eu começo a olhar meio de lado pra isso. Começo a achar que aí tem coisa.rs Afinal, se o cara é hétero, por que ele precisaria passar a imagem de hétero o tempo todo?
E sim, com certeza: pra ser gay, você tem que ser homem. Afinal, um ser humano que gosta de homem, mas não é homem, é uma mulher hétero, né? É uma conclusão lógica.rsrs
Mas falando sério: também acho muito chato essa ideia de que, se alguém é gay, obrigatoriamente tem que ser feminino, tem que ver o Mundo de forma feminina, tem que ter sensibilidade feminina... Eu não sou nada disso e sou gay.
E curiosamente, quando eu reclamo disso, tem gente que me chama de ´´machista``!

Marcos disse...

Oi Léo, para terminar este nosso papo do post, talvez você já tenha visto, mas dá uma olhada neste link se quiseres: http://veja.abril.com.br/150103/p_090.html . Neste texto dá para entender porque os atores gays tinham de esconder a sua homossexualide. O famosos código Hays da censura contra a moral e os bons costumes (que coisa carola...rs)infernizou a vida de Cary que tentou até se suicidar no início.
Pois é, os héteros vão ter de superar isto que é tão obvio. Mas fazer o que, quando o que é mostrado em termos de gays na tv sempre se mostra o gay caricato imitando mulher. Também fui chamado de machista muitas vezes por mulheres ou aquela famosa frase irritante: "nossa você não parece gay"...rsrs.

Leo Carioca disse...

Muito interessante esse link da Veja que você mostrou. Eu não conhecia não!
Sobre as novelas, eu acho que, recentemente, a única que retrataou o assunto de uma forma mais realista foi Ti!Ti!Ti!
Mas é raro uma novela abordar a homossexualidade da forma como tem que ser.