Oi!!!
Bem-vindos a Março!
Vamos à enquete desse mês.
Como a gente tá no mês do Carnaval, vou aproveitar pra fazer a pergunta desse mês inspirada nisso.
Não é novidade pra ninguém que existe uma graaaaande quantidade de carnavalescos homossexuais e bissexuais, né? No Carnaval de 2008, eu até fiz um post sobre aquele que talvez seja o mais famoso dos carnavalescos gays, que é o Milton Cunha. Se você não viu, esse é o link:
http://centrogb.blogspot.com/2008/02/o-maior-dos-carnavalescos-gays.html
Pois é. Mas apesar de o samba ser um estilo musical em que a presença gay é constante, principalmente por causa dos carnavalescos gays, parece que o mesmo não se pode dizer do pagode.
Aliás, qual é a diferença entre samba e pagode? Bom, os próprios sambistas e pagodeiros não parecem conhecer uma resposta objetiva pra essa pergunta. Mas, pelo menos até onde eu consigo entender, a diferença entre uma coisa e a outra tá simplesmente na época do ano: é o mesmo estilo de música, mas, quando é feito na época do Carnaval, é chamado de “samba”; quando é feito durante o resto do ano, é chamado de “pagode”. Se não é isso, é alguma coisa muito parecida com isso.rs
Agora vejam só: em Janeiro de 1999, quando o Vampeta posou pra G Magazine, uma das coisas que chamaram mais atenção na entrevista que ele deu é que ele afirmou que nunca tinha levado uma cantada gay. E um dos motivos que ele deu pra isso foi o fato dele costumar tá presente em rodas de pagode, onde, de acordo com ele, a presença gay não é muito constante. E é verdade! Podem ver que nas rodas informais de pagode, que geralmente são no quintal da casa de alguém, depois do almoço, o que a gente costuma ver é uma meia dúzia de homens meio fora de forma, casados com mulheres (portanto, teoricamente, héteros), cantando sambas clássicos, tocando instrumentos musicais populares e se enchendo de cerveja... Bom, isso não se parece nem um pouco com o comportamento dos gays, né? Ou, pelo menos, da grande maioria dos gays. E por isso mesmo, dá pra contar nos dedos os gays e bis que a gente conhece que se interessam muito, muito, muito por pagode.
Bom, além desses pontos que eu lembrei aqui, tenho que reconhecer que não tem nenhum pagodeiro famoso, pelo menos que eu conheça, que tenha assumido publicamente que é gay ou que é bi. E olhem que já teve até pagodeiro que posou nu, como o (atualmente, ex-pagodeiro) Waguinho.
Bem-vindos a Março!
Vamos à enquete desse mês.
Como a gente tá no mês do Carnaval, vou aproveitar pra fazer a pergunta desse mês inspirada nisso.
Não é novidade pra ninguém que existe uma graaaaande quantidade de carnavalescos homossexuais e bissexuais, né? No Carnaval de 2008, eu até fiz um post sobre aquele que talvez seja o mais famoso dos carnavalescos gays, que é o Milton Cunha. Se você não viu, esse é o link:
http://centrogb.blogspot.com/2008/02/o-maior-dos-carnavalescos-gays.html
Pois é. Mas apesar de o samba ser um estilo musical em que a presença gay é constante, principalmente por causa dos carnavalescos gays, parece que o mesmo não se pode dizer do pagode.
Aliás, qual é a diferença entre samba e pagode? Bom, os próprios sambistas e pagodeiros não parecem conhecer uma resposta objetiva pra essa pergunta. Mas, pelo menos até onde eu consigo entender, a diferença entre uma coisa e a outra tá simplesmente na época do ano: é o mesmo estilo de música, mas, quando é feito na época do Carnaval, é chamado de “samba”; quando é feito durante o resto do ano, é chamado de “pagode”. Se não é isso, é alguma coisa muito parecida com isso.rs
Agora vejam só: em Janeiro de 1999, quando o Vampeta posou pra G Magazine, uma das coisas que chamaram mais atenção na entrevista que ele deu é que ele afirmou que nunca tinha levado uma cantada gay. E um dos motivos que ele deu pra isso foi o fato dele costumar tá presente em rodas de pagode, onde, de acordo com ele, a presença gay não é muito constante. E é verdade! Podem ver que nas rodas informais de pagode, que geralmente são no quintal da casa de alguém, depois do almoço, o que a gente costuma ver é uma meia dúzia de homens meio fora de forma, casados com mulheres (portanto, teoricamente, héteros), cantando sambas clássicos, tocando instrumentos musicais populares e se enchendo de cerveja... Bom, isso não se parece nem um pouco com o comportamento dos gays, né? Ou, pelo menos, da grande maioria dos gays. E por isso mesmo, dá pra contar nos dedos os gays e bis que a gente conhece que se interessam muito, muito, muito por pagode.
Bom, além desses pontos que eu lembrei aqui, tenho que reconhecer que não tem nenhum pagodeiro famoso, pelo menos que eu conheça, que tenha assumido publicamente que é gay ou que é bi. E olhem que já teve até pagodeiro que posou nu, como o (atualmente, ex-pagodeiro) Waguinho.

Bom, obviamente ninguém tá dizendo aqui que o fato de um homem posar pelado faz dele um gay. Mas, inegavelmente, o fato de ele posar nu aproxima ele do público gay, que é o público alvo das revistas de homem pelado, né?Mas o fato de nenhum pagodeiro famoso ter assumido não quer dizer que nenhum deles seja bi ou gay, né? É evidente.
Então, a minha pergunta desse mês é: qual é a explicação que você dá pro samba ser tradicionalmente conhecido como uma expressão musical com a presença de gays e o pagode ser tradicionalmente conhecido como uma expressão musical sem a presença de gays (pelo menos assumidos)?
Afinal, já que é basicamente a mesma expressão musical...
Vou deixar essa pergunta só em Português porque, como é um assunto muito específico do Brasil, provavelmente um estrangeiro nem vai saber direito do que eu tô falando se eu perguntar isso.
Bom, até mais!
4 comentários:
Mas se a gente pensar, os gays que aparecem no Carnaval são mais os carnavalescos. Também é difícil ver um cantor gay puxando o samba de alguma escola de samba. Então acho que o mais difícil é ver um cantor gay, não é bem porque é do samba ou do pagode.
Agora mudando de assunto, na foto aí em cima, o cara podia pelo menos ter arregaçado a cabeça da rola pra tirar a foto, não é mesmo? Já que não ficou de pau duro. Essa piroquinha dele ficou meio mixuruca.
Eu não acho que pagode e samba sejam o mesmo estilo, sei lá, também não entendo muito. Mas acho que pagode fala mais de romance e tal e é uma coisa mais simples, tipo cavaquinho e tamborim. Já o samba é mais animado e incrementado. Posso tá falando besteira.
uahuahuahuahuah
Tou achando graça do cara que disse que ele devia arregaçar a cabeça da rola. Mas devia mesmo.
Acredito que no reduto dos compositores e cantores do samba e pagode fica o último resquício do machismo brasileiro...rsrsr. Já que nos outros quesitos a gaysarada tomou conta. Até as compositoras e intérpretes mulheres, que são poucas, assumem uma postura mais "machista" para participar deste clubinho do bolinha...rsrsr.
Acho que tem uma resposta para isto. Eles cantam e compõem muito falando dos atributos da mulher, do desejo homem e mulher, enfim do relacionamento hétero aí acham que ficaria estranho um gay assumido fazer parte deste recinto machista, pois ele não convenceria a clientela feminina.
Não conseguiria imaginar um Milton Cunha compositor ou puxador de samba sendo esvoaçante como ele é...rsrsr. Acho que não aceitariam ou pediriam para ele se recatar...rsrsr.
O pagode então é outro reduto onde os caras se unem para cantar a mulher em prosa e verso acredito que um gay assumido iria se sentir deslocado aí..rsrsr.
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