domingo, 27 de março de 2011

UMA TÁTICA PRA SE LIVRAR DOS MALAS SEM ALÇA

Oi!!!

O post de hoje vai ser só em Português porque acho que ele só se aplica mesmo à nossa realidade brasileira atual...
Bom, existe uma situação que deixa muita gente irritada, pelo motivo de que parece ser algo impossível de se evitar. Mas hoje a gente vai falar sobre uma forma de resolver esse problema.
Sabe aquela pessoa que parece ser a mais chata do Mundo? A mais incômoda do Mundo? A pior mala sem alça do Mundo? Aquela criatura que passa o tempo todo falando coisas idiotas, incômodas e/ou provocativas ou fazendo cobranças a você que não precisa fazer?
Pois é. Em circunstâncias normais, você simplesmente evita ficar perto dessa criatura, né? Porque já sabe que vai se aborrecer se ficar perto dela... Mas e quando não dá pra fazer isso?
Às vezes, você tá num lugar de onde você não pode simplesmente ir embora de vez e a criatura chega ali e se instala do seu lado.
Pelo que eu posso observar, as 3 situações em que isso acontece mais são no trabalho (com aquele colega mala sem alça que enche o seu saco o tempo todo), em reuniões de família (com aquele parente asqueroso que fica falando merda o tempo todo) ou quando você vai a algum lugar onde você não esperava encontrar aquela criatura, mas ela tá lá.
Nesse último caso, às vezes até dá pra fazer meio volta e cair fora dali. Mas no trabalho, você não tem como simplesmente sair e ir embora pra casa. E na reunião de família, quase sempre, você tá de carona com alguém ou alguém tá de carona com você, e esse alguém ainda não quer ir embora ou ainda tá esperando mais alguma coisa pra ir embora.
Já que, nessas situações, você não vai poder ir embora por pelo menos mais algumas horas, mas ao mesmo tempo a sua paciência com aquele estorvo do seu lado já tá chegando no limite, como resolver esses problemas?
Bom, pra coisa não ficar pior e pra não acabar saindo alguma briga mais séria, o melhor a fazer é ficar longe da criatura o máximo possível.
Se você tiver num ambiente muito extenso, simplesmente saia do lugar onde a criatura tá e vá prum canto mais afastado dali.
Só que a maioria dos lugares não são tão extensos assim. Principalmente no trabalho. E nesse caso, só tem uma forma de resolver isso: sair do recinto.
Aí a gente pensa:

“Mas como é que eu vou sair do trabalho?”

Bom, se o lugar de trabalho da criatura é literalmente sentado do seu lado, aí realmente não dá pra fazer muita coisa. Aí o jeito é você encher o saco do seu chefe o máximo possível pra conseguir uma transferência. Pelo menos uma transferência pra sala do lado.
Mas se a criatura não trabalha exatamente do seu lado, se ela trabalha em outra sala ou outro setor e só vai ali no canto onde você fica pra encher o saco mesmo, aí a melhor tática pra resolver isso é realmente sair.
Na hora em que ela chegar, você ‘se lembra’ que tem que ir lá fora buscar uma coisa que você não levou antes ou você ‘se lembra’ que você tem que dar uma olhada se uma coisa que você tava esperando já ficou pronta na outra sala. Ou você simplesmente diz que vai ao banheiro. E aí você sai.
Demore o máximo possível de tempo lá fora, nem que esse máximo possível sejam só 15 minutos.
Quando você voltar, é provável que a criatura já tenha ido embora. E se ainda não foi, lembre-se que você já evitou pelo menos 15 minutos de apurrinhação. Mesmo que ela ainda tenha tempo de falar mais alguma coisa ali que incomode você, pense que aquilo que ela tá falando ali agora não é nada, se for comparado ao que você teria que aturar se você não tivesse saído dali e não tivesse ficado 15 minutos fora.
Essa tática é perfeita em reuniões de família quando você não quer aturar aquele parente escroto. Aliás, o roteiro de apurrinhação que acontece nesse tipo de situação é sempre o mesmo: o tal parente escroto apurrinha você, apurrinha, apurrinha, apurrinha, apurrinha, apurrinha... Até que você explode. E quando você explode com ele, ele coloca a culpa em você, diz que você se incomoda com bobagens, diz que você não tem paciência com ninguém... E aí tem sempre alguém da família que vem se meter na briga e dá razão a ele, por mais errado que ele esteja e por mais certo que você esteja (e isso é independente da idade que você tenha).
Você quer evitar isso? Saia dali e vá ver alguma coisa lá fora. E de preferência, saia à francesa: avise no máximo a 1 pessoa ali que você tá saindo. Porque, se não, você corre o risco do estorvo se convidar pra ir junto com você ou de alguma besta da família oferecer você a ele pra levar ele junto.
É bom lembrar que, na reunião de família, geralmente você tem até mais tempo do que 15 minutos pra ficar fora, né? Aí você aproveita, dá um passeio pelos arredores ali, vai ver alguma coisa mais interessante que tem ali perto, e só volta bem depois.
Já sei que alguém vai pensar:

“Ah! Mas aí vão me acusar de ser ausente e omisso em relação aos problemas da família porque eu não tava presente quando não sei o quê tava sendo discutido!”

Bom, se a sua família tem muita mulher, eu já posso adiantar uma coisa: você vai ser chamado de “ausente” e “omisso” não importa o que você faça.
Claro que tem todas as exceções que você conheça e que você queira mencionar. Mas, em 90% das vezes, aos olhos das mulheres, não importa o quanto você participe da vida familiar, a sua participação nunca chega, nunca basta e nunca é o suficiente. Pra elas, principalmente se você for homem, você sempre vai ser ausente e omisso em relação à família, mesmo que você sempre tenha participado o máximo possível da vida familiar. Então, não se importe de receber esses ‘títulos’ vindos de mulheres.
Pra cada mulher da família (principalmente se ela tiver filhos), a família só tá de pé por causa dela, foi só ela que fez todos os sacrifícios pra manter a família unida e as outras pessoas da família, em maior ou menor grau, sempre foram ausentes e omissas.
E você pode ser racionalmente presente e racionalmente participante (o que já é o suficiente) nas questões familiares sem precisar conviver com certas apurrinhações. Assim como no trabalho você também pode ser um bom profissional e cumprir todas as expectativas do seu chefe sem precisar aturar certas apurrinhações desnecessárias.

Até a próxima!

5 comentários:

Anônimo disse...

Engraçado a forma que vc descreveu as diferentes situações de um "mala sem alça" , tó rindo aqui :)

Mas sabe a muito tempo que não procuro mais saidas a francesa ou mesmo educadas e diplomáticas para essas situações, acho que não traz bom resultados, hoje em falo abertamente " Olha não estou afim de te ouvir" ou mesmo olha não me interessa ... ou seja falo nu e cruamente naõ quero te ouvir . pronto e ponto final funciona que é uma maravilha a pessoa até pensa algumas vezes antes de abrir a boca do seu lado :)

Leo Carioca disse...

rsrs
É. Mas tem mesmo vários tipos diferentes de mala sem alça, né?
Bom, se a pessoa já me apurrinhou MUITO, aí eu também já não respondo mais com educação, não. Aí já nem tenho mais paciência pra isso, né? Mas tem lugares onde a gente não pode rodar a baiana, mesmo que queira.
Não sei se, com certas pessoas, adianta dizer ´´Não estou a fim de te ouvir!``, porque aí é que ela solta uma matraca desenfreada mesmo. Começa a pergunta por quê, o que é que aconteceu, por que é que você tá de mal com a vida e por aí vai.
Agora, eu já vi gente que, depois de já ter feito um discurso e depois de já ter enchido os seus ouvidos o máximo que ela podia numa determinada ocasião, aí sim: depois disso, ela pensa algumas antes de voltar a se aproximar de você de novo pra falar abobrinha.

Anônimo disse...

É interessante lembrar que muitos pais são mesmo ausentes e omissos na criação dos filhos. Já vi muito.
Mas você tem razão. Pra mulher, essa história do pai ausente e omisso é geral, mesmo que não seja verdade. Elas idealizam um pai perfeito que nenhum homem nunca vai conseguir ser e condenam o homem a ferro e fogo por ele não conseguir ser isso! Aí xingam o homem de omisso e de ausente só porque ele não é o pai perfeito que ela idealizou. O cara cuidou do filho o máximo que ele pôde, mas a mulher fala que ele é omisso e ausente só porque ele não cumpriu as expectativas dela. Porque ele não foi o pai perfeito, o pai idealizado o pai herói que ela idealizou na cabeça dela que ele tinha que ser pro filho dela.

Leo Carioca disse...

Pelo que eu observo em muitos casos, esse problema das mulheres não é nem especificamente com os pais dos filhos delas, mas sim com os homens da família em geral.
Se uma mulher tem um filho homem, um neto homem ou um sobrinho homem, frequentemente ela fica dando a entender que ele nunca fez nada pela família, mesmo que isso não seja verdade.
Quando o assunto é família, parece que muitas mulheres fazem o possível e o impossível pra desmerecer o máximo possível a figura do homem. Pra dar a entender que só a mulher e que se sacrifica pela família e o homem é um inútil nesse sentido.
Mas já que você tocou no assunto do pai dos filhos da mulher, é curioso que, em várias situações em que o homem não participa de problemas familiares, ele não participa porque a mulher não deixa!
Se o filho tá com algum problema e o homem tenta resolver, a mulher corre, passa a frente dele e fala frases desse tipo:

“Ah, não! Deixa que eu faço!”

“Ah, não! Você não vai saber fazer isso!”

“Ah, não! Você vai machucar ele se fizer isso!”

“Ah, você não vai ter sensibilidade pra fazer isso!”

“Ah, só quem é mãe vai saber fazer isso!”

Então, o cara acaba desistindo. Ou só consegue fazer alguma coisa na prática quando a mulher não tá por perto!
E nisso a mulher não deixa ele fazer nada e depois reclama porque ele não faz nada.

Anônimo disse...

Concordo totalmente quando você diz assim: "E aí tem sempre alguém da família que vem se meter na briga e dá razão a ele, por mais errado que ele esteja e por mais certo que você esteja".
É assim mesmo! Você não imagina o quanto eu já sofri com a minha mãe dando razão sempre a quem estava mais errado quando tinha uma briga lá em casa! E não adiantava ninguém argumentar com ela, porque ela interrompia a pessoa que tentava falar com ela e tinha um ataque pra defender o bicho escroto lá que estava errado.
É por causa de coisas assim que eu passei a odiar família.