sábado, 28 de abril de 2012

NÃO EXISTEM MUÇULMANOS GAYS?! AH, SEI...

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no ativista de Direitos Humanos iraniano Arsham Parsi.
Ele nasceu em Fars, em 20 de Setembro de 1980.
Quando percebeu que era gay, o Arsham não pôde falar com ninguém sobre isso, já que, no Irã, a homossexualidade costuma ser punida com a morte. E foi só quando tinha 15 anos que, através do contato com a Internet, ele pôde conversar abertamente com outras pessoas sobre o assunto. E pouco depois, começou a ajudar pessoas que passavam por problemas por não serem heterossexuais, como adolescentes gays que pensavam em se matar e, através de e-mails, eram confortados por ele e desistiam da ideia.
Devido à perseguição que todos os não-heterossexuais sofrem no Irã, ele manteve essas atividades no mais absoluto segredo em relação a todos que ele conhecia pessoalmente.
Em 2001, com 21 anos, o Arsham fundou o Rangin Kaman, um site voltado a princípio pra divulgação dos casos de violência contra pessoas não-heterossexuais no Irã. E em 2004, ele mudaria o nome do site pra Persian Gay and Lesbian Organization.
Em Março de 2005, ele percebeu que a polícia do Irã tava tentando localizar ele. E então, fugiu pra Turquia, onde ficou até Abril do ano seguinte.
Sem ter como voltar pro Irã, o Arsham tomou o rumo do Canadá, onde vive até hoje. E desde então, ele luta abertamente pelos direitos dos muçulmanos gays.
Ainda em 2006, ele mudou de novo o nome do site dele pra Iranian Queer Organization.
Em 2007, como vocês devem lembrar, o tirano do Irã Mahmoud Ahmadinejad declarou que não existem homossexuais no Islamismo.
Ou seja, de acordo com ele, o Abdellah Taïa não existe, o Adnan Ali não existe, o El-Farouk Khaki não existe, o Faisal Alam não existe, o Samir Bergachi não existe... Até o Califa Al-Hakam II não existiu, de acordo com esse porco ignorante!
Pouco depois, um dos aspones dele tentou botar panos quentes nas palavras dele. Mas não adiantou muita coisa, né? Só os puxa-sacos do porco é que tentaram confirmar esses panos quentes.
E o Arsham se manifestou contra essas declarações, evidentemente, se apresentando como uma das provas vivas de que existem gays que são muçulmanos e iranianos, por mais que certos ignorantes digam o contrário.
Em 2008, ele fundou outro site: o Iranian Railroad for Queer Refugees. Esse se empenha em encontrar lugares seguros pros não heterossexuais iranianos.
E aqui vai o link pro site oficial do Arsham:


Oggi parleremo un po’ dell’attivista per i Diritti Umani iraniano Arsham Parsi.
Lui è nato in Fars, il 20 Settembre 1980.
Quando Arsham ha capito che era gay, non ha potuto parlare con nessuno di questo, visto che in Iran l’omosessualità è spesso punibile con la morte. Così, soltanto quando aveva 15 anni, attraverso il contatto con l’Internet, ha potuto parlare apertamente con altre persone su di questo. E poco tempo dopo, lui ha cominciato ad aiutare le persone che avevano problemi perché non sono eterosessuali (per esempio, dei ragazzi gay che pensavano di uccidersi e lui riusciva a farli rinunciare a questa idea).
A causa della persecuzione che i non eterosessuali tutti quanti soffrono in Iran, lui ha continuato queste sue attività nel più assoluto segreto per tutti ciò che conosceva personalmente (le cose cambierebbero soltanto quando sarebbe andato a vivere in Canada).

En 2001, cuando Arsham tenía 21 años, fundó el Rangin Kaman, un sitio de Internet dedicado a la divulgación (denuncia, en verdad) de casos de violencia contra personas no heterosexuales en Irán. Y en 2004, él cambiaría el nombre de su sitio a Persian Gay and Lesbian Organization.
En Marzo de 2005, él se dio cuenta de que la policía de Irán estaba tratando de localizarlo. Y por cuenta de eso, huyó a Turquía, donde permaneció hasta Abril del año siguiente.
Sin tener condiciones de regresar a Irán, Arsham fue forzado a irse a Canadá, donde todavía vive. Y desde entonces, ha luchado abiertamente por los derechos de los musulmanes gays.
Todavía en 2006, él cambiaría otra vez el nombre de su sitio. El nuevo nombre sería Iranian Queer Organization.

In 2007, the tyrant of Iran Mahmoud Ahmadinejad stated that there are no homosexuals in Islam.
Then, according to him, Abdellah Taïa doesn’t exist, Adnan Ali doesn’t exist, El-Farouk Khaki doesn’t exist, Faisal Alam doesn’t exist, Samir Bergachi doesn’t exist... Caliph Al-Hakam II has never existed!
A little later, one of his “slaves” tried to convince people he was misunderstood when said that... Does anybody believe it? I mean, except for the tyrant’s ass-kissers, surely.
Of course Arsham spoke out against these statements. Anyway, he himself is living proof that there are gays who are muslims and/or Iranians.
He founded a new website in 2008: Iranian Railroad for Queer Refugees. It seeks safe havens for LGBT people both within and without Iran.
You can click on the link above to visit Arsham’s official website.

Eu volto em Maio. Até lá!

Nenhum comentário: