segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

“SE MELHORAR, ESTRAGA!” ISSO NÃO É SÓ UM DITADO!

Oi!!!

Pra terminar o ano, vou só lembrar aqui de um ditado que as pessoas devem levar mais a sério antes de saírem por aí agindo sem pensar:

“Se melhorar, estraga!”

É o que se diz quando uma situação, geralmente da vida pessoal, está muito boa. Mas, embora muita gente leve isso apenas como um ditado ou uma forma de falar, na verdade é uma ideia pra ser levada ao pé da letra.
“Em time que está ganhando não se mexe!” é outro ditado com o mesmo sentido que esse. E também é pra ser seguido ao pé da letra, embora isso não seja entendido por certas pessoas que partem do princípio de que elas têm que “cuidar” da vida do outro em tempo integral.
As consequências disso: o outro está bem, está feliz com o que ele tem, não precisa de mais o que aquilo pra ser feliz, mas aí vem essa criatura que quer “cuidar” e mexe com coisas da vida do outro que não tem que mexer, quer interferir em coisas que não tem que interferir, e acaba estragando a felicidade que o outro tinha conquistado pra ele. Ela fez isso cagando boas intenções, mas os resultados práticos foram os piores, né?
Aí alguém vai perguntar:

“Mas a gente não tem que ajudar o outro?”

Sim, é claro. Quando fica claro que o outro, indiscutivelmente, precisa dessa ajuda. Mas se ele está vivendo numa situação em que ele está feliz e sem fazer nada de ilegal, deixe ele lá. O resto é com ele. Mesmo que você não concorde com a situação pessoal em que ele se encontra, se é aquilo ali que ele chama de “felicidade”, deixe ele lá. Ninguém tem que se meter nisso nem tentar melhorar nada ali.
Quando aquela situação não der mais certo, aí é que alguma coisa vai ter que ser mudada. E ele mesmo vai concluir isso. E pode crer que ele não vai precisar de alguém que “cuide” dele pra mostrar isso a ele.
E se ele mudar de ideia sobre o que ele chama de “felicidade”, é óbvio que ele vai perceber isso sozinho. Não vai precisar de alguém do lado enchendo o saco e querendo controlar a vida dele pra mostrar isso a ele.
Por mais evidentes que essas últimas frases que eu disse sejam, tem certas criaturas retardadas que não conseguem entender isso, né?
Bom, fica aí algo pra refletir.

Gente, feliz 2013! Esse ano vai entrar com algumas novidades pra quem me acompanha aqui. Aguardem!
Até breve!

sábado, 29 de dezembro de 2012

QUEM DISSE QUE O OUTRO QUER TER TUDO O QUE VOCÊ NÃO TEVE?

Oi!!!

Hoje vou analisar uma frase que vejo certas pessoas falando pra outras, geralmente mais novas do que elas (e muitas vezes filhos ou netos):

“Eu quero que você tenha tudo o que eu não tive!!!”

Bom, talvez algumas pessoas não percebam logo de cara, mas essa é uma frase que demonstra um modo ditatorial de pensar.
Embora, numa 1ª análise, essa pareça uma frase altruísta, na prática quem fala isso está querendo impor ao outro que ele siga um determinado estilo de vida. Afinal, quem disse que o outro QUER ter tudo o que ele não teve?
Não é difícil ver que quem segue essa frase como lema, entre outros tipos de criatura, é aquela mãe que leva o filho recém-nascido pra fazer publicidade, aparecer em comercial disso e comercial daquilo... Bom, a criança passa o tempo todo abrindo um berreiro que nem uma louca e com o desconforto estampado na cara e essa mãe fala:

“EU TROUXE ELE PORQUE PERCEBI QUE ELE TEM UMA VOCAÇÃO PRA SER ARTISTA... ELE ADORA SER ARTISTA!!!”

Ah, sei. Ela percebeu que o bebê com 2 ou 3 meses de idade tem vocação pra ser o que quer que seja, né? Bom, quem sabe ela pariu um mutante, que já nasceu com características adultas tão determinadas assim...
E quando termina, você vê que a criança está chorando esgotada, exausta, odiou fazer tudo aquilo, e a mãe lá, com aquele sorriso de cadela louca na cara, posando de “mãe de artista” e falando:

“VIU COMO ELE ADOROU FAZER??? VIU COMO FOI FÁCIL PRA ELE FAZER ISSO??? ELE NASCEU PRA ISSO!!!”

Então, a não ser que você queira se tornar esse tipo de criatura, cuidado pra não usar como lema a frase que eu mencionei lá em cima quando você pensar em outra pessoa.
É claro que se a pessoa já chegou pra você e disse espontaneamente que quer ter uma determinada coisa e você quer que ela tenha essa mesma coisa, aí é outra história. Mas sair decidindo no lugar da outra pessoa quais são as coisas que ela tem que ter... Aí, em maior ou menor grau, você vai virar alguma coisa parecida com a criatura que eu usei como exemplo.
É muito mais adequado chegar pra outra pessoa e falar:

“Eu quero que, dentro do possível, você tenha tudo o que você quiser ter.”

Bom senso não faz mal a ninguém, né?
Fica aí algo pra refletir.

Até mais!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

“AH, EU JÁ TRAÍ EM PENSAMENTO, ENTÃO POSSO IR LÁ E TREPAR À VONTADE...”

Oi!!!

Hoje só vou rapidamente levantar a questão de uma frase usada por quem quer trair (no sentido sexual) a pessoa com quem ele se relaciona...
Muita gente, quando já tá a ponto de cometer a traição com outra pessoa, diz isso ou alguma coisa parecida com isso:

“Bom, eu já traí o fulano em pensamento, né? Então, se eu for lá der umazinha com o beltrano, não tô fazendo nada além do que eu já fiz na minha cabeça.”

Eu digo com bastante sinceridade: NÃO É ASSIM QUE FUNCIONA!
Pra mim, isso é simplesmente uma desculpinha de quem quer pular a cerca e justificar a pulada. Porque, em qualquer situação, existe uma diferença muito grande entre pensamento e ação. E nas situações relacionadas a sexo, essa diferença não é apenas muito grande: ela é GIGANTESCA!
Pensar em fazer o que quer que seja é uma coisa; ir lá e fazer o que você pensou na prática é outra coisa.
Código de fidelidade é uma coisa que cada casal (seja homossexual ou heterossexual) tem o seu. Se ter relações sexuais com uma 3ª pessoa (ou outras pessoas) não fere o código de fidelidade que VOCÊ tem no seu relacionamento, vá em frente. Mas se fazer isso fere esse código de fidelidade, aí com certeza você não deve fazer. E sem essa ideiazinha de que “Ah! Eu já trepei com outra pessoa na minha imaginação, então posso trepar na prática também.” porque imaginar é uma coisa e fazer é outra.
Fica aí algo pra refletir.

Até!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A COMPULSÃO POR MUDAR MAIS E MAIS E MAIS...

Oi!!!

Hoje eu vou falar sobre uma questão que, mesmo entre os psiquiatras mais sérios, costuma causar discordância: a dúvida se o transexualismo é uma doença ou não.
Eu vou dar a minha opinião: isso me parecem casos de insatisfação radical contra o próprio corpo ou contra um sexo específico, que é o sexo do qual a pessoa faz parte (por exemplo, alguém nasceu homem, mas, por algum motivo, desenvolveu um horror tão grande aos homens que não quer mais ser um deles). A mim, que estou aqui tão somente dando uma opinião leiga, sem querer me passar por psicólogo nem nada parecido, isso parece mais um trauma psicológico ou alguma coisa do tipo, causado pelos motivos que eu mencionei acima. Se é ou não uma doença, eu diria que depende do que você chama de “doença”.
A meu ver, não é. Porque trauma não é exatamente doença, né?
Mas vamos ver os resultados práticos disso:
Em 1º lugar, vamos lembrar que QUALQUER cirurgia que uma pessoa faça no corpo dela é um grande abalo que o organismo dela sofre. Das cirurgias mais simples às mais complicadas, é assim.
Posto isso, vamos pensar no transexual, ou seja, uma pessoa que nasceu com um determinado sexo, mas, na cabeça dela, ela entende que é do outro sexo. É alguém que nasceu homem, mas entende que é mulher, ou vice-versa. E por isso mesmo, resolve fazer uma cirurgia pra modificar o órgão sexual e ficar com um órgão sexual que parece com o do sexo oposto... Eu nunca vi pessoalmente nenhum resultado desse tipo de cirurgia, então nem posso opinar muito sobre o assunto. Mas, até onde eu pude me informar, nunca fica 100% igual a um pênis natural ou a uma vagina natural.
Mas vamos lá: depois de fazer a cirurgia principal, tem as cirurgias de correção, que são cirurgias obrigatórias. Tem que ir ajeitando as ‘rebarbas’ que ficaram até terminar tudo de vez... Bom, se a pessoa já tem consciência disso antes de fazer a 1ª cirurgia e decide seguir em frente assim mesmo, que vá em frente, né? O corpo é dela, ela faz o que bem entender com ele. Mas vamos lembrar que, depois de todas essas cirurgias, o corpo da pessoa está bombardeado. E é aí que entra uma outra questão que, nesse caso, sim, eu acho que é uma doença...
Depois que já fizeram a cirurgia de mudança de sexo e as cirurgias corretivas que tem que fazer depois, alguns transexuais se olham no espelho e falam:

“Ah, mas a minha testa ainda tá parecendo testa de homem! Tenho que fazer uma cirurgia pra corrigir isso.”

“Ah, mas o meu maxilar ainda tá parecendo maxilar de homem! Tenho que fazer uma cirurgia pra corrigir isso.”

“Ah, mas a minha cintura ainda tá parecendo cintura de homem! Tenho que fazer uma cirurgia pra corrigir isso.”

Então, NESSE CASO, quando a pessoa desenvolve uma obsessão por continuar mudando o corpo dela mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais e mais, uma insatisfação eterna com a aparência do próprio corpo, independente do resultado que já tenha sido obtido com mudanças que já foram feitas antes, aí eu acho que já é uma doença.
E com todas essas cirurgias seguidas, a pessoa vai destruir o organismo dela da cabeça aos pés!
Mas isso não é nenhum problema exclusivo dos transexuais. A gente também vê muita mulher hétero pensando exatamente da mesma forma. Aliás, sejamos francos: eu até vejo essa compulsão em fazer novas e novas cirurgias plásticas com mais frequência entre as mulheres héteros do que entre os transexuais.
É claro que continua valendo a mesma regra: o corpo é da pessoa e ela faz o que quiser e bem entender com ele. Mas quando chega a esse ponto compulsivo, acho que a pessoa já não se encontra mais em pleno uso de suas faculdades mentais, né? Já é o caso de procurar ajuda psicológica (mas com profissionais sérios; não com pseudo-psicólogos evangélicos que querem tão somente converter os outros à igreja deles).
Bom, fica aí algo pra refletir.

Pra quem comemora o Natal, feliz Natal! E até a próxima!

domingo, 23 de dezembro de 2012

USAR AS OPINIÕES DO CLODOVIL COMO EXEMPLO É...

Oi!!!

Hoje eu vou falar sobre um comentário que vi numa página do Yahoo, deixado aparentemente por um gay.
Deem uma olhada:

“Como homossexual, eu penso como Clodovil: a família nuclear (formada por homem macho e mulher feminina) é a base da civilização.”

Sinceramente, nem sei se quem escreveu isso era mesmo gay ou se era só alguém se passando por um. Mas isso não vem ao caso. É de outra coisa que eu quero falar.
Quero lembrar que usar como filosofia de vida qualquer opinião emitida pelo falecido Clodovil Hernandes me parece, no mínimo, perigoso.
Quem se lembra bem de como o Clodovil falava (e quem não se lembra pode encontrar algumas entrevistas dele aí pela rede e dar uma olhada) deve concordar que ele não era uma pessoa psicologicamente equilibrada. Ele começava qualquer frase falando sobre um assunto, depois mudava pra outro, depois mudava pra outro e depois mudava pra outro. E isso tudo na mesma frase! Ele não conseguia passar 10 segundos falando sobre o mesmo assunto!
Isso é comportamento típico de uma pessoa psicologicamente equilibrada?
E vou dizer mais uma: dá pra ver que isso foi piorando conforme ele foi ficando velho. Então, nem sei se era algum problema neurológico ou relacionado a algum tipo de arteriosclerose.
Mas enfim: além disso, vocês devem se lembrar que o Clodovil era uma pessoa visivelmente traumatizada em relação a pai, mãe, família e correlatos. Sempre que falava em público, em menos de 5 minutos ele falava alguma coisa que revelava esses traumas dele.
E é provável que exatamente por isso ele tenha idealizado uma família, na visão dele, “perfeita”: um homem hétero casado com uma mulher hétero, filhos submissos à vontade dos pais, crianças beijando a mão e tomando a bênção dos mais velhos da família...
O Clodovil deixava claro que ESSE era o conceito de família que tinha que ser mantido.
Então, acho que, ao longo da vida, ele pensou lá numa família de contos de fada e, depois, acabou acreditando nas coisas que ele mesmo imaginava. E aí começou a atacar outros conceitos de “família”.
O mais irônico disso é que o Clodovil passou décadas glorificando esse tipo de família e morreu sozinho, solteiro e sem filhos, ou seja, bem distante do tipo de família que ele glorificava.
Levando tudo isso em conta, você acha mesmo que vale a pena usar ideias dele como filosofia de vida?
Bom, se você acha que sim, o que eu posso dizer? Gosto é gosto, né? Se tem gay que usa a opinião de pastor homofóbico como exemplo, por que é que não vai ter gay que usa a opinião do Clodovil como exemplo?
Fica aí algo pra refletir.

Até!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O QUE O RODRIGO MINOTAURO DISSE NÃO É HOMOFOBIA

Oi!!!

Hoje vou comentar uma questão que levantou uma certa polêmica em 2011: em entrevista à revista Trip, o lutador e treinador de MMA Rodrigo Minotauro declarou que não gostaria de treinar com um aluno gay.
Muita gente acusou ele de homofobia por causa dessa declaração...
Bom, antes de mais nada, vamos lembrar que, na mesma entrevista, ele deixou claro que não teria problema nenhum em ter um aluno gay na academia dele. Mas que ELE, pessoalmente, não gostaria de treinar com um gay, por medo de que o gay ficasse excitado ao ter cotato físico direto com o corpo dele.
Pois bem. Se vocês já viram o treinamento desse tipo de esporte, já devem ter percebido que, muitas vezes, eles treinam sem camisa, com o corpo de um literalmente se esfregando no corpo do outro...
Eu tenho uma coisinha pra dizer a vocês: se eu tivesse que fazer uma atividade física com uma mulher hétero que eu já percebi que tá com segundas intenções pra cima de mim em que eu tivesse que ficar sem camisa, em que ela tivesse que ficar em condições próximas de sem camisa e em que eu tivesse que ficar me esfregando nela, eu também não ia gostar nem um pouco de fazer isso e também ia evitar fazer isso se eu pudesse. E aí? Vão me chamar de “heterofóbico” por causa disso?
Você que é gay bem resolvido, que sente atração EXCLUSIVAMENTE por homens, você gosta quando uma mulher hétero fica pegando em você ou se esfregando em você com intenções sexuais?
Então, no mesmo peso e na mesma medida, um homem hétero (pelo menos se for realmente hétero) também não vai gostar de um gay se esfregando nele com intenções sexuais.
Se você tem tesão num homem que você sabe que é hétero (que seja realmente e indiscutivelmente hétero), toque uma punheta pensando nele. Imagine lá ele fazendo qualquer coisa que você queira que ele faça durante a sua punheta. Isso resolve o tesão que você sente. Mas não vá incomodar ele fisicamente porque, além de você não conseguir nada na prática, é óbvio que ele não vai gostar. Então, no final das contas, essa investida que você vai fazer vai ser só perda de tempo.
Assim sendo, se as reclamações da comunidade GLBT por causa da declaração do Rodrigo Minotauro foram só por causa disso, acho que faltou o pessoal pensar melhor na situação antes de chamar ele de “homofóbico”. Vamos lembrar que ele não falou nada contra o estilo de vida dos gays, contra os direitos dos gays e nem mesmo contra a presença dos gays ao redor dele. E ele também não incentivou nenhum tipo de agressão física nem verbal contra os gays. Então, cadê a homofobia que o pessoal enxergou aí?
Fica aí algo pra refletir.

Até!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

EVANGÉLICOS SÃO ATÉ CONTRA O RESPEITO A NÓS



Oi!!!

Hoje eu vou falar sobre uma questão que acho que acaba refletindo a opinião dominante dos evangélicos brasileiros sobre a homossexualidade: ELES NÃO ACEITAM NEM AO MENOS RESPEITAR A EXISTÊNCIA DA HOMOSSEXUALIDADE.
Acham que eu estou exagerando? Pois eu posso provar o que eu estou dizendo: foi essa a declaração que a cantora gospel Sula Miranda deu à Sônia Abrão numa entrevista.
Ela declarou com todas as letras que não aceita nem respeita a homossexualidade. Ela apenas “vai levando” (SIC) quando se depara com o assunto.
Já sei que alguém vai dizer:

“Ah, mas eu tenho um amigo evangélico que me aceita numa boa.”

“Ah, mas eu tenho um parente que é pastor e ele sempre me respeitou.”

Bom, dê uma lidinha algumas linhas acima e você vai ver que eu me referi à opinião DOMINANTE dos evangélicos. Eu não disse que TODOS OS EVANGÉLICOS SEM EXCEÇÃO vão atacar você a ferro e fogo.
Mas não vamos tapar o sol com a peneira: se você declarar publicamente que não é hétero, 90% dos evangélicos que tiverem tomado conhecimento dessa declaração vão no mínimo passar a olhar meio torto pra você. Então, entre esses 90%, você vai perceber no mínimo pequenos desrespeitos contra você em alguns comentários que você vai ouvir deles e em algumas atitudes que você vai ver eles tomando quando você estiver presente.
Talvez desrespeitos realmente violentos você veja mais nos casos de exceção. Mas NENHUM desrespeito, nem esses pequenos que eu mencionei, aí só meia dúzia de evangélicos é que vão tratar você sem NENHUM desrespeito.
Bom, clique aqui pra ver a entrevista:


Até!

domingo, 16 de dezembro de 2012

“SENSIBILIDADE QUASE GAY” É UMA EXPRESSÃO DISCRIMINATÓRIA



Oi!!!

Hoje só vou comentar uma expressão mencionada pelo Jô Soares, quando ele deu uma entrevista pro Fantástico recentemente...
De acordo com ele, na infância, ele chorava muito porque tinha uma “sensibilidade quase gay”...
Bom, não vou nem questionar a frase dele em si. Mas esse tipo de ideia, de associar o fato de ser gay a sensibilidade, fragilidade e delicadeza, me parece algo extremamente incentivador de preconceitos.
Só o fato de achar que, apenas porque um homem é homossexual (ou seja, sente atração sexual por pessoas do mesmo sexo, pois ISSO e apenas ISSO é ser homossexual), ele tem a OBRIGAÇÃO de ser delicado, frágil e sensível, já é um preconceito. É claro que existem alguns homossexuais que são delicados, frágeis e sensíveis, mas também existem outros que não têm NADA a ver com isso.
E outra coisa: analisando bem, quando alguém nos rotula como “mais sensíveis”, na verdade está querendo dizer que nós somos MAIS FRACOS do que quem não é gay. Em última análise, é uma forma de nos associar a inferioridade.
Em Janeiro eu fiz um post sobre essa questão aqui no blog. Então, não vou dizer de novo aqui tudo o que eu disse lá pra não ficar repetitivo. Mas podem dar uma passada lá que vocês vão ver o post.
Aliás, reafirmo o que eu disse lá: sou mais “macho” que muito hétero.
Bom, clique aqui pra ver a entrevista do Jô soares:


Até!