Oi!!!
Hoje eu vou falar sobre um comentário que vi numa página do Yahoo, deixado aparentemente por um gay.
Deem uma olhada:
“Como homossexual, eu penso como Clodovil: a família nuclear (formada por homem macho e mulher feminina) é a base da civilização.”
Sinceramente, nem sei se quem escreveu isso era mesmo gay ou se era só alguém se passando por um. Mas isso não vem ao caso. É de outra coisa que eu quero falar.
Quero lembrar que usar como filosofia de vida qualquer opinião emitida pelo falecido Clodovil Hernandes me parece, no mínimo, perigoso.
Quem se lembra bem de como o Clodovil falava (e quem não se lembra pode encontrar algumas entrevistas dele aí pela rede e dar uma olhada) deve concordar que ele não era uma pessoa psicologicamente equilibrada. Ele começava qualquer frase falando sobre um assunto, depois mudava pra outro, depois mudava pra outro e depois mudava pra outro. E isso tudo na mesma frase! Ele não conseguia passar 10 segundos falando sobre o mesmo assunto!
Isso é comportamento típico de uma pessoa psicologicamente equilibrada?
E vou dizer mais uma: dá pra ver que isso foi piorando conforme ele foi ficando velho. Então, nem sei se era algum problema neurológico ou relacionado a algum tipo de arteriosclerose.
Mas enfim: além disso, vocês devem se lembrar que o Clodovil era uma pessoa visivelmente traumatizada em relação a pai, mãe, família e correlatos. Sempre que falava em público, em menos de 5 minutos ele falava alguma coisa que revelava esses traumas dele.
E é provável que exatamente por isso ele tenha idealizado uma família, na visão dele, “perfeita”: um homem hétero casado com uma mulher hétero, filhos submissos à vontade dos pais, crianças beijando a mão e tomando a bênção dos mais velhos da família...
O Clodovil deixava claro que ESSE era o conceito de família que tinha que ser mantido.
Então, acho que, ao longo da vida, ele pensou lá numa família de contos de fada e, depois, acabou acreditando nas coisas que ele mesmo imaginava. E aí começou a atacar outros conceitos de “família”.
O mais irônico disso é que o Clodovil passou décadas glorificando esse tipo de família e morreu sozinho, solteiro e sem filhos, ou seja, bem distante do tipo de família que ele glorificava.
Levando tudo isso em conta, você acha mesmo que vale a pena usar ideias dele como filosofia de vida?
Bom, se você acha que sim, o que eu posso dizer? Gosto é gosto, né? Se tem gay que usa a opinião de pastor homofóbico como exemplo, por que é que não vai ter gay que usa a opinião do Clodovil como exemplo?
Fica aí algo pra refletir.
Até!
Hoje eu vou falar sobre um comentário que vi numa página do Yahoo, deixado aparentemente por um gay.
Deem uma olhada:
“Como homossexual, eu penso como Clodovil: a família nuclear (formada por homem macho e mulher feminina) é a base da civilização.”
Sinceramente, nem sei se quem escreveu isso era mesmo gay ou se era só alguém se passando por um. Mas isso não vem ao caso. É de outra coisa que eu quero falar.
Quero lembrar que usar como filosofia de vida qualquer opinião emitida pelo falecido Clodovil Hernandes me parece, no mínimo, perigoso.
Quem se lembra bem de como o Clodovil falava (e quem não se lembra pode encontrar algumas entrevistas dele aí pela rede e dar uma olhada) deve concordar que ele não era uma pessoa psicologicamente equilibrada. Ele começava qualquer frase falando sobre um assunto, depois mudava pra outro, depois mudava pra outro e depois mudava pra outro. E isso tudo na mesma frase! Ele não conseguia passar 10 segundos falando sobre o mesmo assunto!
Isso é comportamento típico de uma pessoa psicologicamente equilibrada?
E vou dizer mais uma: dá pra ver que isso foi piorando conforme ele foi ficando velho. Então, nem sei se era algum problema neurológico ou relacionado a algum tipo de arteriosclerose.
Mas enfim: além disso, vocês devem se lembrar que o Clodovil era uma pessoa visivelmente traumatizada em relação a pai, mãe, família e correlatos. Sempre que falava em público, em menos de 5 minutos ele falava alguma coisa que revelava esses traumas dele.
E é provável que exatamente por isso ele tenha idealizado uma família, na visão dele, “perfeita”: um homem hétero casado com uma mulher hétero, filhos submissos à vontade dos pais, crianças beijando a mão e tomando a bênção dos mais velhos da família...
O Clodovil deixava claro que ESSE era o conceito de família que tinha que ser mantido.
Então, acho que, ao longo da vida, ele pensou lá numa família de contos de fada e, depois, acabou acreditando nas coisas que ele mesmo imaginava. E aí começou a atacar outros conceitos de “família”.
O mais irônico disso é que o Clodovil passou décadas glorificando esse tipo de família e morreu sozinho, solteiro e sem filhos, ou seja, bem distante do tipo de família que ele glorificava.
Levando tudo isso em conta, você acha mesmo que vale a pena usar ideias dele como filosofia de vida?
Bom, se você acha que sim, o que eu posso dizer? Gosto é gosto, né? Se tem gay que usa a opinião de pastor homofóbico como exemplo, por que é que não vai ter gay que usa a opinião do Clodovil como exemplo?
Fica aí algo pra refletir.
Até!
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