Oi!!!
No outro dia, esbarrei com o seguinte texto num site:
" 'A solidão do samurai só se compara à do tigre na selva.' Isso é o que se lê no Livro do Bushido, código de honra dos samurais, escrito na Idade Média. Em 1945, jovens universitários, por entre o fogo infernal da artilharia antiaérea, com seus aviões recheados de explosivos, precipitavam-se sobre os navios norte-americanos, voando pelos ares junto com o inimigo. A solidão do kamikaze em seu último vôo não pode ser comparada sequer à do tigre na selva."
(Não consegui mais localizar o site onde tinha encontrado esse texto, mas ele é atribuído ao Victor Civita)
Bom, o que eu quero lembrar com isso é que, devido ao passar do tempo, e consequentemente à mudança da mentalidade, das necessidades e das condições em que as pessoas vivem, não existem verdades imutáveis e eternas. Como no exemplo que o texto dá, a pressão psicológica que um samurai sofria na Idade Média era bem menor do que a pressão psicológica que o kamikaze sofria quando, sozinho no avião, ele avistava o alvo onde seria obrigado a se jogar poucos segundos depois.
No mesmo peso e na mesma medida, uma pessoa que analisou a sociedade do início do século XX não pode deter conhecimento absoluto sobre o que se passa hoje (2012 caminhando pra 2013). Então, as ideias do Sigmund Freud, que morreu há mais de 70 anos, não podem ser usadas como uma coisa que deve ser lida ao pé da letra pra analisar a sociedade atual.
Quantas mudanças a sociedade em que vivemos sofreu nos últimos 70 anos? Quantos hábitos e apetrechos existem hoje que há 70 anos atrás nem se imaginava que pudessem existir?
Pelo menos metade do estilo de vida da sociedade que o Sigmund Freud conheceu (e analisou) simplesmente nem existe mais. As ideias dele podem ainda servir como pontos de referência em vários aspectos, mas não podem ser lidas como verdades que têm que ser seguidas ao pé da letra.
Se é assim, como alguns psicólogos ainda podem seguir os textos deixados por ele como se fossem verdades inquestionáveis, e aí saem soltando pérolas do tipo "Faça isso porque isso é certo e deixe de fazer aquilo porque aquilo é errado"?
Podemos confiar num psicólogo que se posiciona dessa forma? É a mesma coisa que confiar em alguns psicólogos que aparecem na mídia brasileira falando um monte de merda. Tipo os psicólogos evangélicos que fazem pregações religiosas extremistas e chamam isso de "consulta" (as rosângelas da vida) ou os psicólogos de programa feminino, que estão ali só pra dizer que mulher está sempre certa, não importa qual seja a situação em questão. Aliás, dê uma clicada aqui pra ver um post sobre esse último caso:
Agora, se vocês me perguntarem se existem psicólgos que merecem respeito, eu vou responder que é óbvio que existem. Esses são os psicólogos que não são tendenciosos, os psicólgos que não saem por aí distribuindo veredictos de "Você não presta porque você vive dessa forma e não daquela", os psicólogos que não tentam impor um estilo de vida único pra todos os seres humanos, os psicólogos que não misturam religião com profissão, os psicólogos que não defendem um feminismo televisivo radical... Aí sim: ESSES são bons psicólogos. ESSES são profissionais confiáveis. Por outro lado, quem vai na contra-mão disso...
E na mídia brasileira, não faltam exemplos de psicólogos que vão na contra-mão disso, né?
Esse é outro post que vai ficar só em Português porque tem a ver com a sociedade brasileira.
Bom, fica aí algo pra refletir no dia de hoje, 27 de Agosto, Dia do Psicólogo.
Até mais!
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