quinta-feira, 29 de novembro de 2012

OS PENTECOSTAIS E A PATÉTICA “HISTÓRIA DE JOÃO”



Oi!!!

Há alguns meses, passeando pela Internet, esbarrei com um blog evangélico que contava a “História de João”. É esse pequeno texto:

“João nasceu em um lar cristão protestante e desde criança gostava de falar de Jesus para os amigos, que ouviam atentamente cada história que contava. Ele foi crescendo, fazendo novos amigos e muita coisa mudou: nesse momento de sua vida, nem todos paravam para ouvi-lo, pelo contrário, sua religião passou a ser motivo de chacota na escola e no condomínio. As pessoas não toleravam quando ele falava daquilo que acreditava. A cada dia que passava João se sentia mais solitário no mundo: só existam ele e sua fé...”

No outro dia, numa das páginas do Yahoo, encontrei uma pessoa dizendo que tinha visto esse mesmo texto num site evangélico e mencionando ele. Aí, decidi dar a minha opinião sobre o assunto.
Bom, o texto faz apologia do vitimismo evangélico em relação a pessoas que não são evangélicas.
Resumindo, ele diz o seguinte:

“Coitadinho do João! Só porque ele é evangélico e concorda com as ideias da igreja evago texto num site evangngélica que ele frequenta, ninguém gosta dele, todo mundo se afasta dele... Como o resto da Humanidade é malvado com os evangélicos!!!”

É ou não é isso que o texto passa?
Pois bem. Não duvido que muitos evangélicos sejam tratados como o João da história. Mas será que algum deles já parou pra se perguntar por quê ele é tratado assim?
Toda consequência tem uma causa. Se a consequência é que todos (ou quase todos) se afastem de você, sem dúvida que existe uma causa, que foi alguma coisa que você fez lá atrás, pra que isso esteja acontecendo agora.
Em 1º lugar, como é que os evangélicos, PRINCIPALMENTE os pentecostais e neo-pentecostais, se dirigem aos ateus e às pessoas de outras religiões?
Quando eles se dirigem a essas pessoas, é basicamente com 2 intenções: falar mal do estilo de vida que essas pessoas levam (leia-se: ser ateu ou ser de outra religião) e tentar obrigar essas pessoas a entrarem pra igreja deles.
Bom, só até aí, os pentecostais já são companhias bastante indesejáveis e desagradáveis, né? Ou será que você gosta da companhia de alguém que só se aproxima de você pra falar mal de TUDO o que você faz e pra tentar convencer você a ir a um lugar que você já deixou claro de todas as formas que não quer ir?
Em 2º lugar, existe a questão da hipocrisia, que faz com que esses evangélicos se tornem mais detestáveis ainda.
Eles dizem:

“Nós não tentamos obrigar ninguém tamos obrigar ningua ir à nossa igreja: apenas convidamos. Mas você tem o direito a recusar porque você tem livre arbítrio pra fazer o que quiser e bs esses evanga igreja deles.e dirigem aos ateus e em entender e nós respeitamos o livre arbítrio das pessoas. E nós não temos nada contra você como pessoa. Apenas não concordamos com o pecado que você comete.”

Tudo isso não passa do discurso.
Eles dizem que apenas “convidam” você pra ir à igreja deles e não tentam forçar nada. Mas isso é durante os primeiros 15 minutos de conversa quando se aproximam de você. Ao longo desses minutos iniciais, eles falam que só Jesus vai salvar você do Inferno, dizem que na igreja deles é que você vai encontrar Jesus, recitam várias passagens da Bíblia (que muitas vezes nem têm nada a ver com o que está acontecendo ali na hora)... Mas, se já se passaram uns 10 ou 15 minutos e você não deu a mínima pro que eles falaram até ali e nem se mostrou disposto a ir à igreja deles, o tom deles muda completamente:

“VOCÊ TEM QUE ACEITAR JESUS!!! VOCÊ É UM FILHO DO DIABO QUE VAI MORRER NAS MÃOS DO INIMIGO PORQUE NÃO ACEITA JESUS!!! VOCÊ É UM INSTRUMENTO DE SATANÁS!!! VOCÊ APENAS FAZ O MAL, A VOCÊ MESMO E À SOCIEDADE TODA, PORQUE NÃO QUER SERVIR A JESUS!!!”

É isso que eles chamam de apenas “convidar, sem tentar forçar nada”. E lembrando que eles falam coisas desse tipo geralmente aos berros e em meio a um ataque histérico.
E quando eles dizem que respeitam o livre arbítrio das pessoas... Bom, só o exemplo que eu dei acima já mostra que isso não é verdade, né? Mas respeitar o livre arbítrio de alguém seria chegar pra essa pessoa e falar:

“Não concordo com isso, isso e isso que você faz, porque vai contra esse conceito, aquele conceito e aquele outro conceito, que são conceitos em que EU acredito. Mas não estou dizendo que VOCÊ é obrigado a acreditar na mesma coisa. Então, acho que o que você faz está errado por causa disso, disso e disso. Mas você faz o que você quiser.”

É isso que a gente ouve da maioria dos pentecostais? Nem preciso responder, né?
E sobre aquela historinha do “Eu não tenho nada contra você, mas sim contra o pecado que você comete.”, eu me pergunto quem ainda acredita nisso.
As próprias palavras deles deixam bem claro que eles odeiam A PESSOA que segue aquele estilo de vida, e não apenas o estilo de vida. Vejam que os xingamentos que eles usam são sempre contra A PESSOA, e não apenas contra o estilo de vida dela.
E depois ainda dizem:

“Não estou xingando ninguém: estou apenas chamando os filhos do diabo pelos nomes que Jesus mandou chamar.”

Eu acho que você tem que ser muito masoquista pra querer conviver com alguém assim, né?
E em 3º lugar, pra encerrar, vou repetir aqui uma coisa que vi uma evangélica dizer uma vez:

“A igreja foi feita para protestar contra o mundo, não para aceitar o que vem dele.”

E outra coisa que eles costumam dizer o tempo todo é que um evangélico só precisa da fé dele, e não de “pessoas do mundo” perto dele, desviando ele da assim chamada “Verdade”.
Bom, isso termina de destruir qualquer vitimismo que se possa aplicar à “História de João”, né?
Se os próprios evangélicos dizem que eles têm que ser contra (“protestar”) quem é diferente deles, e que quem é “do mundo” só vai corromper eles pro mal, como eles podem querer a companhia de quem é diferente deles, que parece ser a reclamação principal da “História de João”?
Já sei que alguém vai dizer que nem todos os pentecostais são assim. É claro. Tem que ter as exceções pra confirmar a regra. Mas não é difícil ver que a maioria é dessa forma ou é de uma forma muito parecida com essa.
Se você não acredita, não tem problema. Confirme por você mesmo: vá a um lugar onde haja uma grande aglomeração de pentecostais e diga em alto e bom som que, apesar de não ter nada contra quem é da igreja deles, você não está interessado em ser um deles. E/ou diga que você respeita, mas não concorda com as ideias que eles seguem... Se você fizer isso, eu só sugiro que você vá de armadura e com um colete à prova de balas.
Mas chegamos à conclusão de que o João da história merece mesmo acabar sozinho, só com a fé dele. Afinal, não é isso mesmo que ele está procurando? Pois que encontre.

Um comentário:

Anônimo disse...

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